quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Crítica | Elysium

Por Ericka Guimarães

O ano é 2154 e o planeta Terra está largado à miséria e à criminalidade. Grandes favelas se formam pelo mundo todo enquanto os ricos constroem seu próprio mundo, bem longe "dessa gente". Esse novo lugar chama-se Elysium, o paraíso numa estação espacial onde tudo é perfeito, as pessoas são limpas, bonitas, educadas e tem a cura de todas as doenças. É claro que alguém apareceria para quebrar essa barreira. Esse homem é Max (Matt Damon). Max sempre sonhou em partir para Elysium, mas quando se vê com apenas 4 dias de vida, percebe que a sua única salvação está naquele planeta artificial, que não foi criado para ele.

Quem dirige o longa é Neil Blomkamp, o mesmo de Distrito 9. Em Elysium, quem faz a invasão são os "terráqueos", ao planeta dos "elysianos". Mais do que ação, o filme tem uma mensagem política e ambiental, sobre desperdício, meio ambiente e segregação social.

Em Elysium, dois brasileiros participam de forma fundamental. Wagner Moura, pela segunda vez nas telas gringas, é Spider, um cara que tenta, do seu modo, se dar bem na Terra. Um personagem que brinca na linha entre o bom e o mau sujeito. Continua sendo o sensacional Wagner Moura dos filmes daqui. É ele quem manda os imigrantes ilegais para Elysium. Alice Braga, já queridinha de Hollywood, interpreta Frey, a garota que é o grande amor de Max e que tem uma filha que também precisa ser curada. Ela fará o que for necessário para que isso aconteça.

Além da mensagem política, Elysium é um filme de ação e ficção científica. Muitos tiros, muitos corpos explodindo. Muita violência. Damon ainda tem um quê de Bourne e luta, corre, pula, briga e atira com muita naturalidade. A polícia na Terra e outras autoridades são feita por droides e Elysium é toda controlada por sistemas informatizados cheios de robôs, naves e máquinas que curam.

O que mais chamou atenção no longa foi o choque de realidade. O planeta Terra, abandonado, de 2154, não é muito diferente do que pode ser visto em várias partes do mundo atualmente. Assim como em Distrito 9, Blomkamp quis priorizar isso: a realidade da pobreza, da segregação.

O roteiro não é dos mais elaborados, mas não chega a ser completamente previsível. A fotografia e os efeitos especiais do longa são incríveis. Com um elenco de peso, que, além dos já citados, conta com Jodie Foster (uma senhora super inteirona, com seus 108 anos, que é Secretária de Defesa e cuida da  segurança de Elysium com mão de ferro), Elysium agrada visualmente e causa reflexão.

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2 comentários:

  1. Qual foi o primeiro filme dele em Hollywood? Pq na entrevista que eu vi ele disse que ele tava estreando em Hollywood e esse era o primeiro filme dele.

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    1. O primeiro que ele fez foi "Sabor da Paixão" (Woman on Top). O filme tem tudo pra ser brasileiro: tem uma parte da história que acontece na Bahia, tem Murilo Benício, tem Lázaro Ramos, mas é americano. Não creio que este seja considerado um filme de Hollywood, por isso ele disse que Elysium é a sua estreia. :)

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