sábado, 28 de setembro de 2013

Crítica | Uma Família do Bagulho

Por Lucas Madureira

Sabe aquele tipo de filme que você não espera nada? Pois é, Uma Família do Bagulho tem esse efeito. Mas o Diretor Rawson Marshall conseguiu fazer um trabalho bom. Não é uma Brastemp, mas cumpre o papel da comédia, de fazer seu público rir. É um filme repleto de clichês e de boas gargalhadas. 

Rosen (Jennifer Aniston) é uma stripper que finge ser casada com David (Jason Sudeikis), um traficante, e mãe de dois filhos, Casey (Emma Roberts), a sem-teto, e Kenny (Ed Helms), um cara de 18 anos que nunca beijou uma garota. E juntos eles formam os Millers

O traficante precisa pagar uma alta grana para seu fornecedor. Ele tem a opção de ir buscar uma carga no México e quitar sua dívida. O problema é: como atravessar a fronteira sem ser pego? Ele tem a ideia de formar uma falsa família e fingir que está a passeio. Junta o traficante, a stripper, a sem-teto e o BV e vão atrás da grana. A viagem traz algumas surpresas para os personagens, e nessas surpresas surgem os momentos cômicos do longa.

O clichê inicia com Jeniffer Aniston mais uma vez encarnando a Rachel (sim, ela sempre revive a Rachel em seus personagens). Ele continua com os casais óbvios se formando e com traficantes mexicanos. Mesmo assim, o filme tem momentos de muitas gargalhadas. Está em casa sem nada para fazer? Precisando rir? Vá assistir Uma Família do Bagulho, mas não é bom ver acompanhado dos pais/tios/sogros. Você rir de algumas piadas pode chocá-los.

AVISO: cenas de erros/gracinhas pós filme. Fiquem, vale à pena. Principalmente se você for fã de Friends.
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domingo, 22 de setembro de 2013

Trailer Comentado | Blue Jasmine

Por Ericka Guimarães

Dia 15 de novembro está chegando e será mais um dia para prestigiar o diretor que toma conta do meu ser cinéfilo. Woody Allen está de volta às telas com Blue Jasmine.

Depois do caso que teve com a Europa e que gerou sete filmes, Allen está de volta aos Estados Unidos. Agora, mais especificamente, em um bairro classe média de São Francisco. Jasmine, interpretada por Cate Blanchett, é uma socialite de Nova York que perde todo dinheiro e se vê obrigada a morar com a irmã, que tem pouco contato. A partir deste contexto, Woody Allen mostra aquilo que ele mais conhece: o drama, a traição, as neuroses, mentes aflitas, fragilidade humana.

Além de Blanchett, o elenco conta com Alec Baldwin, que esteve também em dois outros filmes do diretor: Para Roma, com Amor, e Simplesmente Alice, de 1990.

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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Crítica | Elysium

Por Ericka Guimarães

O ano é 2154 e o planeta Terra está largado à miséria e à criminalidade. Grandes favelas se formam pelo mundo todo enquanto os ricos constroem seu próprio mundo, bem longe "dessa gente". Esse novo lugar chama-se Elysium, o paraíso numa estação espacial onde tudo é perfeito, as pessoas são limpas, bonitas, educadas e tem a cura de todas as doenças. É claro que alguém apareceria para quebrar essa barreira. Esse homem é Max (Matt Damon). Max sempre sonhou em partir para Elysium, mas quando se vê com apenas 4 dias de vida, percebe que a sua única salvação está naquele planeta artificial, que não foi criado para ele.

Quem dirige o longa é Neil Blomkamp, o mesmo de Distrito 9. Em Elysium, quem faz a invasão são os "terráqueos", ao planeta dos "elysianos". Mais do que ação, o filme tem uma mensagem política e ambiental, sobre desperdício, meio ambiente e segregação social.

Em Elysium, dois brasileiros participam de forma fundamental. Wagner Moura, pela segunda vez nas telas gringas, é Spider, um cara que tenta, do seu modo, se dar bem na Terra. Um personagem que brinca na linha entre o bom e o mau sujeito. Continua sendo o sensacional Wagner Moura dos filmes daqui. É ele quem manda os imigrantes ilegais para Elysium. Alice Braga, já queridinha de Hollywood, interpreta Frey, a garota que é o grande amor de Max e que tem uma filha que também precisa ser curada. Ela fará o que for necessário para que isso aconteça.

Além da mensagem política, Elysium é um filme de ação e ficção científica. Muitos tiros, muitos corpos explodindo. Muita violência. Damon ainda tem um quê de Bourne e luta, corre, pula, briga e atira com muita naturalidade. A polícia na Terra e outras autoridades são feita por droides e Elysium é toda controlada por sistemas informatizados cheios de robôs, naves e máquinas que curam.

O que mais chamou atenção no longa foi o choque de realidade. O planeta Terra, abandonado, de 2154, não é muito diferente do que pode ser visto em várias partes do mundo atualmente. Assim como em Distrito 9, Blomkamp quis priorizar isso: a realidade da pobreza, da segregação.

O roteiro não é dos mais elaborados, mas não chega a ser completamente previsível. A fotografia e os efeitos especiais do longa são incríveis. Com um elenco de peso, que, além dos já citados, conta com Jodie Foster (uma senhora super inteirona, com seus 108 anos, que é Secretária de Defesa e cuida da  segurança de Elysium com mão de ferro), Elysium agrada visualmente e causa reflexão.

Chega mais:

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Recomendamos | Liga da Justiça: o Paradoxo do Tempo

Por Thandy Yung

A DC Comics passou anos meio mal das pernas nas telonas. À exceção dos recentes Homem de Aço e trilogia Cavaleiro das Trevas, nada que prestasse saía do forno da marca – vide Lanterna Verde e Superman, o Retorno. Sem contar o projeto Liga da Justiça, que há anos parece se arrastar apenas no imaginário dos fãs. Pois estamos aqui hoje para falar de uma coisa que a DC faz muito bem (e, diga-se de passagem, melhor do que a Marvel): filmes de animação.



A indicação do dia é o longa Justice League: Flashpoint Paradox – ou Liga da Justiça: o Paradoxo do Tempo. O roteiro é extremamente bem construído, mas o que realmente me enche olhos é a coragem trazer um protagonista inusitado: a história é contada sob o ponto de vista do Flash.

Após usar sua super-velocidade para voltar no tempo e alterar o passado, Flash se vê obrigado a lidar com uma nova realidade: o mundo está um caos completo e absoluto. Mulher Maravilha e suas amazonas estão em guerra declarada contra Aquaman e seu reino – e não se importam nenhum pouco com o que ou quem vai morrer no meio do caminho; clássicos salvadores do dia jamais viraram heróis e Batman é apresentado em uma versão muito menos humanitária. Se a realidade alternativa se tornar a única realidade, o mundo vai acabar. E apenas Flash tem poder o suficiente para reverter seu próprio erro.



Em moldes do cinema geral, o roteiro tem um quê de Efeito Borboleta. A grande sacada fica por conta do nível de estranheza em descobrir quem virou o Coringa e como foi a morte que deu origem ao Batman, por exemplo. É um exercício bacana buscar as referências e como as histórias originais foram distorcidas.

A uma hora e meia do filme serve para deixar você angustiado pelo fim dessa realidade horrorosa. E ainda joga no ar a lição de que precisamos saber lidar com o que acontece na vida. O passado não pode ser alterado.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Trailer Comentado | Grudge Match

Por Ericka Guimarães

Dois lutadores resolvem se encontrar no ringue de boxe 50 anos após a última luta dos dois. Poderia ser um crossover entre Rocky e Touro Indomável, mas não é. Grudge Match, uma comédia com Sylvester Stallone e Robert De Niro ganha o seu primeiro trailer.

O longa é dirigido por Peter Segal e a última versão do roteiro é de Doug Ellin. Kim Basinger e Kevin Hart também fazem parte do elenco.

Um presente especial pros fãs de Rocky e a clássica cena do frigorífico!

A previsão é que o filme estreie por aqui em janeiro de 2014.

Vem cá:
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Especial Verdurão | My Blueberry Nights (Um Beijo Roubado)

Como se diz adeus a alguém sem o qual não consegue viver? Não se diz. Às vezes é preciso pegar o caminho mais longo para atravessar a rua.


Elisabeth (Norah Jones) descobre que o namorado tem outra mulher. Ela, então, termina com ele e deixa as chaves do apartamento no bar que eles frequentavam, caso ele as quisesse de volta. Ele, porém, não vai buscá-las. Elisabeth volta todas as noites ao bar para verificar se elas ainda estão lá (e elas sempre estão). Assim, conhece Jeremy (Jude Law), o dono do bar, um inglês que, um dia, já deixou suas chaves a espera de alguém também.

O nome do filme em português é Um Beijo Roubado. Teoricamente não deveria estrar neste especial. Mas, em inglês, ele se chama My Blueberry Nights. Blueberry é o nosso mirtilo e o ingrediente da torta que Elisabeth como todos os dias no bar de Jeremy e, sendo uma fruta, está qualificada para o especial.

Voltado à história. Incapaz de se despedir do ex e da vida que tinha com ele, Elisabeth põe o pé na estrada e viaja durante quase um ano, e encontra a dificuldade de se despedir em outras pessoas, seja o policial que não consegue aceitar o fim do casamento, ou a mulher (Natalie Portman, que mulher!) que vive de apostas nos cassinos e é incapaz de ter um relacionamento saudável com o pai.

Elisabeth precisou atravessar o país para chegar ao outro lado da rua. E seguir com a vida.

My Blueberry Nights é um filme estrelado por atores e cantoras (além de Norah Jones, Cat Power faz uma participação especial), por americanos e ingleses, tem um diretor chinês (Wong Kar Wai), a fotografia de um iraniano (Darius Khondji) e foi coproduzido na França, China e Hong Kong.

Wong Kar Wai utiliza a saturação de cores, os enquadramentos e closes e a câmera lenta para deixar a história um pouco mais melancólica. Dá, de vez em quando, a sensação de uma lembrança meio borrada.

É um filme sobre seguir em frente após as desilusões. É sobre rejeição (a torta de mirtilo e as chaves estão lá diariamente exemplificando isso) e superação. É sobre ter que se perder pra se encontrar novamente.

Vai lá:




Um Beijo Roubado na Saraiva em DVD e em Blu-Ray
Disponível também no catálogo do Netflix! <3 Procure por My Blueberry Nights

Comencrítica | Lovelace

Por Davi de Castro

Chega a ser clichê as muitas histórias sobre a fama e o triste bastidor por trás dela. Mas Lovelace (2013) vai além ao retratar a trajetória da estrela pornô de Garganta Profunda (1972), Linda Lovelace – vivida por Amanda Seyfried, que, fazendo jus ao nome de sua personagem, nunca esteve tão linda. Dirigido por Jeffrey Friedman e Rob Epstein, o roteiro de Andy Bellin se baseia no livro de memórias de Linda, publicado em 1980. É, também, um filme sobre exploração e violência. 


Linda é uma garota inocente, submissa e muito reprimida por sua família conservadora, sobretudo pela controladora mãe, vivida por uma Sharon Stone irreconhecível. Aos poucos, sob influência de sua melhor amiga, ela vai rompendo as amarras de seus pais. Até que em uma festa encontra o homem que iria marcar sua vida, seu futuro marido Chuck Traynor, na excelente performance, intimidadora e pertubante, de Peter Sarsgaard. Malandro nato, Chuck consegue conquistar até a afeição da truculenta mãe.

Com o marido, Linda aprende tudo sobre sexo e não tarda a descobrir sua habilidade "profunda". Quando os “negócios” de Chuck vão mal ("Nunca pergunte o que eu faço”), ele decide partir para outro ramo, o dos filmes pornôs, incumbindo, à força, sua esposa da missão de atuar. Até aí a relação dos dois aparentava normal como qualquer outra, exceto com uma pista ou outra deixada ao longo da narrativa.

É quando o filme dá uma virada e como se tudo que tivéssemos visto até então fosse apenas aquilo que o público daquela época tivesse conhecimento. Nos bastidores, porém, a história era outra – com pouco glamour e muita tortura psicológica. O longa dá um zoom nas entrelinhas e remonta a obscura realidade de Linda. 


O design de produção impressiona com sua ambientação dos anos 1970. A estética do filme nos remete, de fato, às producoes desenvolvidas naquele período. Contado e re-contado sob duas perspectivas, Lovelace não se torna enfadonho e consegue prender a atenção em seus 93 minutos. O maior problema é que, mesmo sob as duas ópticas, o roteiro, em todas elas, reduz Linda a uma condição: vítima

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Comencrítica | Invocação do Mal

Por Davi de Castro

Há tempos um filme de terror não me dava medo como Invocação do Mal (The Conjuring, 2013). Dirigido por James Wan (sim, o mesmo diretor do primeiro Jogos Mortais), o filme, assim como a maioria do gênero, também é baseado em "casos reais". A trama é basicamente aquela que você já deve ter visto pelo menos umas três vezes por aí: uma família com um cachorro se muda para uma casa nova, grande, com um super quintal, que acharam por um preço surpreendente. E o melhor: sem vizinhos por perto! 


Quando a esmola é boa demais, santo desconfia... não, pera. Eles nunca desconfiam. Até que as portas começam a ranger, panelas a bater, a filha mais nova começa a brincar com o amiguinho imaginário e uma série de esquisitices passa a tirar o sono da classe-média-sofre, sobretudo o da mãe, na assustada, sofredora e convincente atuação de Lili Taylor. Mas eis a cereja do bolo dessa invocação: a família não precisa contar com a boa vontade (às vezes inútil) de um padre. Eles têm a ajuda de um famoso casal de caça-fantasmas que, pasmem, não são farsantes: Lorraine e Ed Warren - vividos pela boa atuação de Vera Farmiga  e pela boa tentativa de Patrick Wilson.

Se ao sacar qual vai ser essa história você, assim como eu, também pensou que seria o mais do mesmo da chatice sem graça dos últimos filmes de terror, você, assim como eu, errou. A câmera lenta de Wan, a trilha sonora oportuna, os efeitos convicentes, os sustos inesperados e as boas atuações, mesmo em uma história que provoca certo dèja-vu, mostram que, em sintonia, fazem a diferença e tornam Invocação do Mal não um ótimo filme, mas um bom filme que cumpre seu propósito: assustar.

Vale ressaltar que o prólogo é não apenas desnessário como mal feito, beirando o tosca a nível dos episódios de terror que o Gugu costumava exibir em seu programa anos atrás (sério, é bizarro e incoerente com o nível do filme). O ato final também se mostra um equívoco, pois prolonga desnecessariamente a história, após o grande, pesado e esperado desfecho, tornando-a enfandonha.























[PS da Editora] E aí, vai ter coragem de olhar por esse espelho? A Warner disponibilizou um lugarzinho especial pra você ter uma sensação sobre Invocação do Mal. Eu não tive coragem de entrar, por motivos óbvios e completamente justificados. Mas aí você volta aqui e me conta se dá medo mesmo. Ele pede pra você aumentar o som e, se possível, usar a webcam. Você pode também contar aquela história sobrenatural que aconteceu com você, com um conhecido, ou sobre aquela casa mal assombrada do fim da sua rua. Compartilhar os medos, é assim que você descobre histórias piores que a sua. Divirta-se!

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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Recomendamos | Onde Mora o Coração

Por Ericka Guimarães

Eis um resumo da história: Novalee (Natalie Portman), uma adolescente de 17 anos, está grávida do namorado. Eles decidem se mudar pra Califórnia. No meio do caminho, ela precisa parar no mercado pra comprar um par de chinelos. Imagina a surpresa que é, quando ela volta ao estacionamento, e o namorado foi embora sem ela.

Esse foi um filme em que eu não esperava nada por ele. Mas confesso que fico mexida desde o início com história de mulheres-grávidas-sozinhas. Assisti porque o Netflix foi inteligente ao perceber que eu tava numa vibe meio Natalie Portman (vi Closer e Um Beijo Roubado na mesma semana - Cara, essa mulher merece um especial aqui no Central) e fez a sugestão.

Um filme que pode parecer uma comédia romântica no início, depois vira um drama, depois vira um drama maior ainda, depois parece muito com a vida real. O que me espantou é que o filme é de 2000. Nessa época, Natalie Portman deveria ter seus 19/20 anos e consegue, no mesmo filme, interpretar uma garota inocente de 17 anos, uma garota assustada de 17 anos que luta pela sobrevivência do filho, uma jovem de 20 e poucos, uma mulher em busca do próprio sonho e uma super mulher capaz de segurar a barra da família e dos amigos nas piores tragédias. É tudo culpa do número 5, aliás.

Você vai rir com a rotina de moradora do Walmart, vai sofrer com as dificuldades, vai se surpreender em ver como Novalee consegue estabelecer uma vida com a ajuda de pessoas que, até então, eram estranhas pra ela, vai ficar emputecido com o cara que largou ela no meio de lugar nenhum, mas depois vai sentir compaixão por ele e por tudo que ele passa, em paralelo à vida de Novalee. Vai torcer pra tudo dar certo e, olha, pode ser que caia uns ciscos no olho de vez em quando.

Toda essa montanha-russa de sentimentos é obra do diretor, Matt Williams, que tem uma carreira ainda curta na direção de filmes, mas esteve na produção executiva de várias séries americanas bem sucedidas. Além de Natalie Portman, o elenco conta com outras mulheres fortíssimas, como Ashley Judd, Stockard Channing (quem lembra? <3) e Joan Cusack.

Dá o Play!





Onde Mora o Coração, disponível no catálogo do Netflix






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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Trailer Comentado | RoboCop

Por Thandy Yung

O reboot do clássico RoboCop teve seu primeiro trailer divulgado.

Comandado pelo brasileiro José Padilha (Tropa de Elite e Tropa 2), o longa pode representar a entrada de fato do Brasil no universo de Hollywood – não que eu não admire o trabalho de brasileiros como Alice Braga e Santoro, mas para dirigir o buraco é mais embaixo.



Eis a sinopse divulgada do filme:

“Na trama, o conglomerado multinacional OmniCorp lidera a tecnologia robótica. Seus androides estão vencendo as guerras dos Estados Unidos ao redor do globo e agora eles pretendem aplicar essa tecnologia em solo americano. Quando Alex Murphy (Joel Kinnaman), marido e pai amoroso e bom policial, é salvo por um milagre de uma explosão premeditada, ele se torna a cobaia perfeita para ser o primeiro ciborgue da OmniCorp - a maneira de combater o crime com máquinas sem abrir mão da consciência humana.”

Confesso que, apesar de confiar no Padilha, estava com expectativas zero para o novo RoboCop. E que fiquei surpresa com o trailer. A construção do vídeo promocional conseguiu mesclar na medida certa as questões dramáticas do roteiro com cenas de ação. O momento de maior destaque do trailer surge aos 01:39. Nada mais clássico do que a arma saindo da coxa do policial-máquina.



RoboCop chega aos cinemas brasileiros em 21 de fevereiro de 2014.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Comencrítica | Jobs

Por Davi de Castro

Em um mundo em que até adolescentes com carreiras musicais meteóricas ganham direito a cinebiografias, nada mais justo que eternizar a trajetória de vida de uma das mentes mais criativas do século 21: Steve Jobs. É uma pena que com Jobs, dirigido por Joshua Michael Stern, esta oportunidade se revele tão aquém de seu homenageado.



O roteiro peca ao se prender mais no Jobs criador/empresário/futuro-CEO que no Steve estudante/amigo/filho/namorado/pai/visionário/gente-como-a-gente. Se você não é um applemaníaco como eu e sabe muito pouco sobre Jobs e a Apple, não espere descobrir muita coisa sobre ele nesse longa. O Google vai ser muito mais útil. O filme é sobre a Apple ou sobre Jobs? 

De todo modo, é possível perceber a personalidade criativa, geniosa, ambiciosa e perfeccionista de Steve, sobretudo, no período pré-Apple, ainda na faculdade. No início de 1976, ele funda, ao lado de seu amigo e programador Wozniak, a Apple Computer Inc com o objetivo de criar computadores pessoais. Daí em diante, o filme apresenta a trajetória de vitórias e quedas profissionais de Jobs, jogando para o plano de fundo suas relações pessoais e o Steve fora do ambiente corporativo. E tudo que nos resta a descobrir é um designer com um talento nato como orador, líder e motivador, ao passo que vemos sua pouca maestria em lidar com relacionamentos e administrar sua carreira, bem como o pouco que lhe resta (ou é mostrado) de sua vida pessoal.

Fica uma lacuna e várias dúvidas: Como era sua relação com seus pais? Quando e como aceitou sua filha? Como conheceu sua esposa e teve mais um filho? O que fez, de fato, quando foi afastado da Apple, além de colher cenoura e criar a concorrente NeXT? E a Pixar? Como se vê, o filme retrata um Jobs unidimensional: aquele da Apple. 

No papel de maior desafio de sua carreira, Kutcher é eficiente, mas não brilhante. É verdade que ele aparenta mais à vontade encarnando Jobs à medida que a história se desenvolve (ou porque acostumamos com a postura e o andar um tanto esquisito e desconfortável de Jobs – ainda mais nas cenas ainda jovem). Suas expressões e gestos, por vezes, soam mais como maneirismos que o Jobs de verdade. O maior êxito de Kutcher é mesmo a aparência física com a qual a maquiagem eficientemente consegue lhe conferir.

Jobs não teve a mesma sorte que Mark Zuckerberger (co-fundador do Facebook), retratado com tanta maestria pelas mãos do grande David Fincher. A considerar sua personalidade exigente e “cri-cri”, certamente ele detestaria a obra de Stern. Mas seu filme não é de todo ruim (só não é bom ou não estaria nos padrões Apple). É, vale considerar, pretensioso demais em querer comportar 56 anos de vida em pouco mais de duas horas.

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Comencrítica | O Ataque

Por Ericka Guimarães

Depois de um ataque alienígena catastrófico em Independence Day, de destruir meio mundo em 2012 e o mundo inteiro em O Dia Depois de Amanhã, o diretor alemão Roland Emmerich resolve que está na hora de colocar a Casa Branca abaixo novamente (White House Down é o nome original do filme). Mas agora, amigos, o inimigo é outro.

















Em um momento atual em que os Estados Unidos estão na iminência de entrar em guerra com a Síria, O Ataque mostra um presidente pacifista (Jamie Foxx), que acredita mais no poder da caneta do que da arma, e deseja retirar as tropas americanas das zonas de conflito.

Enquanto isso, o ex-militar John Cale (Channing Tatum) tenta realizar um sonho de entrar para a equipe de segurança do presidente americano, mas falha na entrevista em razão do seu histórico, que aparenta não ser confiável. Depois da tal entrevista, Cale e sua filha decidem fazer um tour pela Casa Branca.


















É durante esse amistoso passeio que a Casa Branca é invadida. Os visitantes são feitos reféns e sobra pra quem? Sim, John Cale, o cara que havia acabado de ser reprovado para a segurança da presidência, proteger o presidente.

A fragilidade dos Estados Unidos, o patriotismo, as catástrofes e cenas de ação não são novidades nem nos filmes de Emmerich e muito menos nos outros filmes que abordam catástrofes e ataques terroristas. Não espere um roteiro 100% original (mesmo que a Sony tenha desembolsado US$ 3 milhões por ele). É um filme de ação com efeitos sensacionais e é isso que vai te prender na poltrona da sala de cinema.

O longa é  conduzido com muitas cenas de ação, coisas explosões, diálogos engraçadinhos entre uma cena de tiro e outra e o patrimônio histórico e cultural de valor inestimável guardado na Casa Branca se desfazendo. Com duas horas de filme e um ótimo trabalho de fotografia, a fórmula consegue fluir bem até o final. Usando boa uma dose de John (agora o Mclaine, de Duro de Matar) e Jack Bouer, da série 24 horas, O Ataque pretende agradar a esse público, que curte tudo isso. É só sentar e se divertir enquanto tudo explode, durante perseguições e armamento do mais pesados.

Confesso que a cena da menina Emily com a bandeira arracou uma lágrima dessa crítica que vos fala. Quem liga pra Casa Branca, a gente quer mesmo é salvar a garota! (e a paz mundial, se for possível)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Especial Verdurão | Laranja Mecânica

Por Thandy Yung

Antes de iniciar este post, esta pessoa que vos escreve precisa fazer uma confissão: tenho o DVD de Laranja Mecânica há - pelo menos - uns quatro anos e NUNCA tive coragem de assistir inteiro. Sempre fiquei bastante alterada e agitada e parava com 20 ou 30 minutos de filme. Pois é, mas pauta passada é pauta cumprida e meu compromisso de escrever para vocês falou mais alto (apesar de eu ter enrolado quatro dias para começar a ver). Então, vamos ao que interessa.



No filme, o jovem Alex e seus três drugues (algo como comparsas) investem as noites para espalhar violência gratuita pelas ruas da cidade. Bêbados velhos, jovens mulheres dentro de suas casas, membros de outras gangues, ninguém escapa deles. Mas isso parece chegar ao fim quando Alex é apanhado e preso. Na cadeia, uma proposta: a cura para as mentes violentas.

Alex passa por uma verdadeira lavagem cerebral e, após o "tratamento" passa a sentir mal estar e dor física sempre que pensa em cometer violência. Ou seja, ele não deixa de praticar violência porque aprendeu que é errado, e sim porque passa mal com isso. É daí que vem -  a propósito - o nome do filme. Baseado no dito da língua inglesa “As queer as a clockwork Orange” ou “Tão bizarro quanto uma laranja mecânica”, que se refere à alguém que perde seu poder de escolha, vive no automático.

Diferente do que eu imaginava, o filme não são duas horas de violência estúpida e gratuita. Apesar de isso existir. Mas Stanley Kubrick inicia com Laranja Mecânica uma discussão sobre as reações violentas da sociedade à quem é violento. Ao ser "curado" o protagonista sofre - pelas mãos de pessoas ditas dignas e civilizadas - violência parecida àquela que aplicava.

Em contraponto ao sangue, murros e bengaladas: música clássica. Mas não música clássica qualquer, Kubrick entrega um festival de Ludwig Van (sabe, um tal de Bethoven?) - compositor favorito do protagonista Alex.

Então, para quem - assim como eu - sempre foi meio "pé atrás" com Laranja Mecânica, vá sem medo. Apesar de violento, o roteiro é extremamente bem construído e pensar um pouco os rumos que o mundo anda tomando pode ser importante. Além do mais, o longa é um clássico. E clássicos, mesmo que tardiamente (42 anos depois é bem tardiamente), precisam ser vistos.

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Vem ver:




Laranja Mecânica em DVD e Blu-Ray










Laranja Mecânica - O Livro - na Saraiva e na Fnac









Laranja Mecânica - O Livro - Edição Especial 50 anos - na Fnac e na Livraria da Travessa

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Recomendamos | Professor Peso Pesado

Por Thandy Yung

Calma, calma, calma. Nada de Ed Murphy aqui, ok?

Sexta a noite em fim de mês é sempre um drama. Ninguém quer ficar em casa e ir dormir cedo, mas grana para badalar é algo que não faz parte da realidade do bolso há uns dias. E foi assim, tentando não me afogar no tédio que descobri – na programação da Apple TV – o filme Professor Peso Pesado (Here Comes the Boom).

Antes de me aventurar: o trailer. A reação imediata foi “eita, é com o carinha de Hitch!” (Aquele que o Will Smith ajuda a ficar com a mulher diva). E foi justamente Kevin James que ganhou meu coração para dar logo o  play.

No filme, após o programa de música da escola ser ameaçado pela falta de verba, o professor de biologia Scott Voss (James) resolve ajudar as crianças. Para isso, ele vai precisar de nada menos do que 40 mil dólares. A resposta vem pouco antes da desistência: lutar MMA.

Espertamente, o longa aproveita o destaque mundial que vive o UFC e dá de presente cenas hilárias do treinamento e das lutas de um protagonista que – em nenhum aspecto – estaria apto a praticar a luta. Outro momento de esperteza se dá em procurar no meio dos octógonos ilegais os lutadores e membros reais do UFC - quase um jogo dos sete erros.

Analisando em contexto geral, o filme é só mais um e não traz nenhuma novidade no roteiro. Mas, o caminho percorrido está tão cheio de cenas inusitadas que vai ser impossível não se divertir.

O mais estranho é que o filme é uma produção recente (2012), mas não ganhou grande divulgação aqui no Brasil. Ele sequer chegou às salas dos cinemas nacionais. Mistérios de negociatas, porque em qualidade barra muitos filmes do gênero e seria sucesso de bilheteria por aqui.

Um professor da pesada traz a leveza e bagaceira que pede o início de um final de semana.

Trailer Comentado | A Filha do meu melhor amigo

Por Ericka Guimarães

Quem está acostumado a ver Hugh Laurie como o Dr. House tem, a partir do dia 6 de setembro, mais uma oportunidade de ver ele sem bengala, fora do hospital e em uma comédia. A Filha do meu melhor amigo conta também com outros astros da TV norte-americana, como Adam Brody (Seth Cohen <3), Leighton Meester (a Blair, de Gossip Girl) e Alia Shawkat, de Arrested Development.

 A vida da família Ostroff vira de cabeça pra baixo quando a filha Nina (Leighton Meester) termina um noivado e resolve voltar pra casa, mesmo depois de ter sumido por 5 anos. Além disso, Nina se interessa pelo vizinho da família, David (Hugh Laurie), que é o melhor amigo do pai dela.

A Filha do meu melhor amigo foi dirigido por Julian Farino, que tem um currículo extenso dirigindo séries e documentários, como a série Entourage. Atualmente ele é produtor-executivo e diretor da série da HBO Como Vencer na América. Este longa é o seu primeiro nos Estados Unidos.

Para Leslie Urdang, uma das produtoras do filme, "é raro você ler um roteiro em que ri o tempo todo e depois chora no final". E completa: " Para mim, o poder do filme está na demonstração de como as pessoas ficam juntas por precisarem de uma coisa palpável e valiosa da outra pessoa para seguirem em frente. E também na ideia de que, às vezes, as situações mais desastrosas são exatamente o que precisamos para acordar para nossas vidas." 

Vamos aguardar por essa comédia que promete uma relação famíliar não-idealizada, muitas risadas e, quem sabe, uma lágrima no final.

Veja o trailer!
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Trailer Comentado | Serra Pelada

Por Ericka Guimarães

Serra Pelada, o próximo longa nacional a ser lançado pela Warner teve o seu primeiro trailer divulgado.

Fonte: Divulgação
Em Serra Pelada é contada a história da maior mina de ouro a céu aberto do mundo, mas na década de 80. O longa, dirigido por Heitor Dhalia, que também dirigiu O Cheiro do Ralo, conta a história da ganância e de como ela pode estragar uma grande amizade e corromper pessoas. Juliano, interpretado por Juliano Cazarré, e Joaquim, por Julio Andrade, partem para a mina atrás da promessa do ouro farto. A vida no garimpo, porém, muda tudo.

Além dos já citados, fazem parte do elenco Wagner Moura (que também é coprodutor), Sophie Charlotte e Matheus Nachtergaele

O filme é também um retrato histórico do período da corrida do ouro no Pará, que teve seu apogeu nos anos 80 e levou milhares de brasileiros a viver no e do garimpo. Atualmente, as atividades no local ainda são controversas, em razão da disputa entre garimpeiros e mineradoras.

Serra Pelada tem previsão de estreia para o dia 18 de outubro. Assista ao trailer!
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