quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Comencrítica - Os Smurfs 2

Foto: divulgação


As criaturinhas azuis de Peyo estão de volta. Os Smurfs 2 chega ao cinemas trazendo uma mensagem de família e amizade, mas sem inovar no roteiro.

Neste sequência, Gargamel (interpretado por Hank Azaria) tenta capturar a essência mágica dos Smurfs. Para isso, ele cria os danadinhos Vexy e Hackus, a partir de bolas de argila. Mas a intenção do mago é apenas sugar a essência dos Smurfs criado por ele. Porém, apenas papai Smurf e Smurfette conhecem a fórmula. O mago, então, resolve capturar Smurfette para que ela lhe entregue a fórmula. Ao saber do sequestro, os Smurfs montam uma equipe de resgate e contam com a ajuda de Patrick, Grace e Victor.




Os cenários são encantadores. Tanto Paris quanto a vila dos Smurfs criada digitalmente. De acordo com o diretor do filme, Raja Gosnell, eles usaram locações que nunca foram usadas antes, como o teatro da Ópera de Paris, onde Gargamel se apresenta. O livro pop-up da abertura da animação é extraordinário e, inclusive, exigiu uma equipe específica para realizar o trabalho. O 3D foi utilizado mais para dar profundidade do que jogar coisas “para fora” da tela, mas não é essencial à trama. Os atores Neil Patrick Haris (How I Met Your Mother), Jayma Mays (Glee) são os protagonistas humanos, mas que se tornam coadjuvantes perto das animações. 

Foto: divulgação












O primeiro filme dos Smurfs serviu como base de aprendizado para o segundo. O diretor de fotografia Phil Méheux, por exemplo, utilizou novas técnicas. Empregou uma nova câmera e uma outra técnica, com mais iluminação para dar maior profundidade de campo. Eles criaram réplicas dos Smurfs e as iluminavam e depois repetiam o efeito no computador. Os efeitos visuais foram gravados duas vezes: uma em fundo verde, em Montreal, e outra em live action, em Paris.

O roteiro não traz grandes novidades para aqueles que já conhecem outras animações ou outras histórias infantis. A trama é previsível. As crianças, porém, se divertem com as trapalhadas de Gargamel e com a fofurice dos Smurfs. Ainda bem, já que o filme foi feito para elas. 

O mais interessante no filme é o conflito interno sobre família que passam Smurfette e Patrick. Ela, sem saber se é um Smurf de verdade, já que é uma criação de Gargamel, sem saber quem é a sua verdadeira família, e ele, por causa da relação conturbada que ele acredita ter com o padrasto. Uma lição muito válida para as crianças, que desde cedo, lidam com essas situações e devem encarar com naturalidade. Família é quem você escolhe para ser.

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