sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Comencrítica | Círculo de Fogo




Por Thandy Yung

Depois de quase tomar o lugar de Peter Jackson em O Hobbit e ficar no limbo com o terror Nas Montanhas da Loucura, é com robôs e monstros gigantescos (mesmo) que o mexicano Guillermo Del Toro finalmente retorna aos cinemas. Um trabalho que traz um fã filmando seus ídolos não poderia ficar ruim. Roteiro, clashes (as tais pancadarias), destruição, direção de arte - tudo cuidadosamente pensado e explicado, para encher os olhos do público.


A história sugere que todo o tempo em que se olhou para o céu questionando uma vida nas estrelas, estávamos olhando na direção errada. A invasão alienígena acontece pelas profundezas do mar, uma fenda que dá passagem aos Kaijus (do japonês, monstro gigante). Em resposta, a humanidade constrói os Jaggers (do alemão, caçador) - sentinelas de metal com 30 andares de altura. Por muito tempo, os Jaggers mantiveram o mundo seguro, até que os Kaijus cresceram demais.

Para quem, assim como Del Toro, é fã das versões japonesas de combates monstros/mecha, Círculo de Fogo é a entrega de um sonho. O ápice do cuidado e da tecnologia para entregar batalhas que sempre foram reproduzidas apenas toscamente nos seriados de televisão. Quem não é fã não vai arrepiar ou ver a infância passar diante dos olhos, mas vai receber de presente um filme sensacional.

Esqueça prédios em miniaturas e humanos fantasiados em combate. Esqueça a imagem do Megazord (sim, gente, quem nunca viu Power Rangers na vida?) caminhando entre os prédios de papelão. Esqueça monstros de pelúcia. Esqueça. O que você vai ver aqui é a destruição em massa de cidades inteiras. São batalhas colossais, que deixariam defesas de cinturão parecendo briga de criança na escola. Tudo isso acompanhado de um 3D espetacular — profundidade de campo, é nisso que Círculo de Fogo investe.

Se já não bastasse jogar na cara do público gráficos que por anos foram apenas sonhados, Círculo de Fogo se preocupa com o roteiro. É nítido o cuidado em amarrar a história e tornar convincente a presença alienígena na terra. Além de sugerir como a humanidade reagiria. Tudo funciona.

É preciso lembrar que o mundo está acabando e tudo acontece muito rápido. Não há tempo para mimimi ou melodrama. Assim, as explicações de personagens não existem em longos textos. Tudo fica por conta de olhares, expressão corporal. E funciona, não é preciso falar o que está sentindo quando o mundo está em colapso. A verdade simplesmente sai pelos poros.

Para padrões comerciais, o filme é longo — tem mais de duas horas. Por esse motivo, o filme serve como programação completa. Uma vez que se deixa envolver pela história, vai ser difícil despregar os olhos de Kaijus e Jaggers, ou parar de falar deles no caminho de volta para casa.

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3 comentários:

  1. O filme é muito doido.
    É impressionante a reação da
    platéia as cenas, tanto as de ação
    quanto as mais divertidas.
    Muito bom mesmo, da vontade de torcer
    no meio das lutas e vibrar a cada soco.

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  2. simplesmente o melhor filme de toda minha vida nunca vi um filme tão bom!!!

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  3. Meu nome é GipsyDanger e eu aprovo essa crítica!

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