sexta-feira, 19 de julho de 2013

Comencrítica | Turbo

por Thandy Yung

Há anos a DreamWorks mostrou ao mundo que trabalha melhor do que ninguém com protagonistas inusitados em seus filmes. O estúdio é mestre em abraçar renegados. O boom começou com o ogro Shrek, passou pelo lutador panda e agora tem Turbo, uma lesma corredora.



Por mais estranho que isso possa parecer, o personagem funciona e cativa. Os brilhantes olhos redondos de Theo – nome original de Turbo – conseguem fazer esquecer o nojinho da gosma de lesma e transformam uma espécie fadada a ser coadjuvante em protagonista. Quanto a isso, ponto para a DreamWorks, é impressionante a capacidade do estúdio em criar simpatia por criaturas nada simpáticas.




No roteiro, as crianças nessas férias estão recebendo uma enxurrada de “acredite nos seus sonhos” e “você pode ser o que quiser, se lutar por isso”. A fórmula aparece em Universidade Monstros (que tem um início de crítica rascunhada e – assim que eu conseguir respirar – vai sair aqui neste lindo blog) e se repete de maneira primorosa e delicada aqui.



Quanto à trilha sonora: mais um ponto. Com batidas que aceleram o coração, as músicas do filme crescem conforme precisam elevar a adrenalina no espectador. Aliadas ao bom efeito 3D, está garantida a imersão nas cenas em alta velocidade da animação – que não são poucas.



Seguindo o que faz de melhor, não há erros. O único pecado pode ter sido, talvez, escolher falar de corrida e alta velocidade com Carros – do concorrente Pixar – ainda tão fresco na memória. Chatice que certamente só afeta ao público mais velho. Os pequenos sairão do cinema com os olhos brilhando e querendo correr por aí, boa sorte aos pais.



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