terça-feira, 4 de junho de 2013

Comencrítica | Velozes e Furiosos 6.

Sim, eles estão de volta. A gangue família Toretto retorna às ruas em uma versão ainda mais – se é que isso é possível – exagerada e irreal. O resultado é um filme que não acrescenta muito ao intelecto do espectador, mas diverte  – por 130 minutos – com cenas de ação completamente surpreendentes e dignas de filme de super-herói. O maior trunfo de Velozes e Furiosos 6 fica por conta de o longa não tentar ser mais do que é. E entregar, muito bem, aquilo a que ele se propõe: entretenimento, puro e simples. 




Depois de passar pelo Rio de Janeiro, os membros da equipe Toretto estão curtindo os milhões de dólares em suas contas bancárias. Mas a aposentadoria não poderia ser tão tranquila assim, e Hobbs (Dwayne “The Rock” IMENSO Johnson) – o policial que faz Vin Diesel parecer uma criança desnutrida – precisa de ajuda do time para uma última missão: capturar Shaw, que tem gerado muita confusão na Europa. Como prêmio: anistia, ficha limpa nos EUA e o curioso retorno de Letty (Michelle Rodriguez), a falecida ex-namorada de Dom.


Dentre todos os filmes da série, este é o que apresenta roteiro mais bem amarrado – tanto em sua própria história quanto em relação aos filmes anteriores. E, apesar da clássica cena extra que "spoila" o próximo capítulo, a trama toda se resolve muito bem sozinha. No entanto, para compreender plenamente todas as viradas e piadas da trama é preciso ter os longas mais antigos na bagagem e na memória.

Ainda sobre roteiro, ponto pela escolha de reforçar - mais uma vez - que as motivações da equipe são sempre pela família. Frases como "a gente não abandona a família, mesmo se ela faz isso com a gente"são a tentativa de dar ao filme algo mais do que "acelera e explode". Tal motivação funciona como pólvora para a maldade de Shaw, o vilão mais maléfico que a saga já viu.



Apesar do roteiro mais do mesmo, as cenas de ação vêm recheadas com tanta testosterona e explosões que é impossível não encher os olhos. Esqueça as clássicas cenas de "briga de mulher" com tapas e puxões de cabelo. Aqui, o que temos são duas sequências entre Michelle Rodriguez e Gina Carano dignas de ter transmitida no canal Combate. Socos, chutes rodados e "balões" de video-game fazem as duas musas de Velozes Furiosos 6 deixar muito marmanjo no chinelo.

Completando o nicho cenas de ação, o filme apresenta corridas ainda melhores, embora o ambiente controlado dos "pegas" tenha sido substituído por perseguições na hora do rush. Mas o que faz toda a diferença é a quantidade de explosões e os momentos em que o roteiro ultrapassa os limites do impossível, a gravidade não é um obstáculo para o time de Toretto.

A dica é entrar na sessão com o cabeça aberta para aceitar o inimaginável, o resultado será duas horas de diversão e nenhum um minuto sequer de reflexão depois.

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