quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Eu indico! - Por Lucas Madureira

Por Lucas Madureira

Primeiramente é importante todos saberem que essa é uma coluna de muita responsabilidade. Todo mês um integrante do Central de Cinema irá indicar cinco filmes que não são tão comuns como os blockbusters hollywoodianos. É responsabilidade porque vocês podem não gostar das indicações. Mas como já alertava o Tio Ben, “Grandes poderem trazem grandes responsabilidades”.
Vamos lá:

1 – Os fantásticos livros voadores do Senhor Lessmore (Fastastic Flying Books of Mr. Morrys Lassmore) - 2012

Esse filme é um curta de animação dirigido por William Joyce e Brandon Oldenburg. Ele é simplesmente perfeito. Se você é um amante dos livros (como eu), deve/precisa/necessita vê-lo. Seria fácil relatar como o curta passa a mensagem que após uma tragédia, sua vida é um livro em branco e é necessário rescrevê-la, ou como um livro pode te distrair em um momento complicado, ou até como eles podem mudar sua vida quando menos espera, mas isso vai depender de você, do momento que está vivendo agora. Isso vai influenciar diretamente na mensagem da animação. Ela ganhou o Oscar de melhor curta-metragem em animação de 2012. E o melhor: tem no youtube, dá para vê-lo completo.
Esse é o tipo de filme que se assiste 100 vezes e se emociona todas elas. A trilha sonora é linda, ajuda a entrar na história.



2 – Desafiando Gigantes (Facing de Giants) – 2006

O filme gira em torno de Grant Taylor, um técnico de futebol americano de uma escola dos Estados Unidos. Taylor (que não é a Swift) está passando por momentos difíceis no trabalho e em casa. Ele está prestes a desistir, quando encontra em Deus uma força para continuar. Indico o filme pela mensagem que ele passa: não desista! Foi dirigido por Stephen Kendrick. O longa pode ser visto completo no youtube.



3 – Alma - 2009

Essa é uma animação curtíssima, apenas 5 minutos e meio. Foi escrita e dirigida pelo espanhol Rodrigo Blass. O desenho começa com uma paisagem bonita, neve e uma música divertida. Você pensa: deve ser bem legal. Quando percebe do que realmente se trata, você fica boquiaberto. É uma animação, no mínimo, surpreendente. Ouso dizer que é até um pouco demais para crianças. Ele ganhou vários prêmios em 2009, como melhor animação no LasHotFest e melhor obra prima no I Castelli Animati. Assistam e me digam o que acharam. A ficha técnica dele está toda na descrição do youtube e para mais informações acesse o link http://almashortfilm.com/



4 – Meu amigo Nietzsche - 2012

Mais um filme que se assiste e pensa o quão nerd o diretor é, que no caso é Fáuston da Silva. Lucas (lindo nome para um protagonista) é uma criança moradora de uma comunidade carente da Estrutural, localizada próxima a capital do Brasil. Ele encontra o livro 'Assim falava Zaratustra', de Nietzche. A obra corrige os problemas de notas do garoto e transforma sua vida por completo. Lucas garante boas gargalhadas e reflexões. Também é um curta e ganhou muitos prêmios na Mostra Brasília do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de 2012. Venceu o Troféu Câmara Legislativa como melhor curta-metragem eleito pelo voto popular e pelos jurados. 




5 – Cidadão de Limpeza Urbana 2011/2012

Dizem que santo de casa não faz milagre, mas não é bem assim. Podem dizer que estou usando o blog para me autopromover ou até me chamarem de nepotista por indicar um filho meu, mas o filme é bom. (humildade sempre) Cidadão de Limpeza Urbana é um documentário produzido e dirigido por Lucas Madureira (eu) e Thandara Yung (outra jornalista do blog). O curta mostra a realidade enfrentada pelos garis de Brasília e das cidades satélites do DF. Casos de desrespeito, preconceito, dificuldades, cômicos e de orgulho são contados pelas pessoas responsáveis por deixar a cidade limpa. O objetivo principal é mostrar que eles não são pás, vassouras e sacolas, são cidadãos com um emprego digno como qualquer outro e com uma história de vida surpreendente. O filme ganhou o prêmio Expocom Regional do Intercom  21012 e também concorreu ao Troféu Câmara Legislativa da Mostra Brasília do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de 2012.


Essas são as indicações desse mês. Gostaram? Não esqueçam de comentar o que acharam dos filmes!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Comencrítica | O Hobbit - Uma jornada inesperada

Por Lucas Madureira e Thandara Yung



Anões, Elfos, Feiticeiros, Orcs, Trolls e, é claro, Hobbits estão de volta aos cinemas. A Terra-Média mais uma vez fará brilhar os olhos dos espectadores. Peter Jackson trouxe o mundo místico de O Hobbit para as telonas de modo muito eficiente, assim como fez com a Trilogia de O Senhor dos Anéis. Sem ignorar sua primeira trilogia de sucesso, o diretor uniu as histórias com uma resolução simples: Bilbo, o hobbit contador de histórias, vai contar toda sua aventura para Frodo.

Vale ressaltar que a história se passa 60 anos antes da aventura de Frodo, em O Senhor dos Anéis. Bilbo Bolseiro, "O" hobbit, (o tio de Frodo) parte do Condado em uma missão com Gandalf, ainda O Cinzento, e a comitiva de Thorin, Escudo de Carvalho e mais 12 anões. A missão tem o objetivo de reconquistar o lar - e o tesouro - dos anões, A Montanha Solitária, que foi tomada por Smaug, o Terrível, um dragão sedento por ouro. O grupo dos 15 corajosos aventureiros passa por muitos perigos e ameaças antes de chegar ao seu destino.

Palmas para a roterização, que transformou duas horas e meia de projeção em uma piscada. O roteiro foi tão bem armado que não se sente o tempo passar. Ele proporciona momentos de risos, principalmente por conta do bom humor e das piadas dos anões, de tensão e tranquilidade. A trilha sonora encaixa perfeitamente em cada cena, desde as mais divertidas até as mais tristes e de batalhas. Há três trilhas fixas: uma para a aventura dos anões (Misty Mountains), e outras para quando se fala do Condado e para quando as situações vividas na trilogia do anel são apresentadas (nesse ponto, a trilhas dos três primeiros filmes se repetem).

Em meio a tantas escolhas acertadas, Martin Freeman para viver o protagonista de pés cabeludos é a melhor delas. Primeiro, pela semelhança física com Ian Holm - o Bilbo de 111 anos que é conhecido em A Sociedade do Anel. Segundo, porque ele incorpora com perfeição todas as características "hobbitescas" apresentadas nas descrições de Tolkien sobre a raça. Ainda nas boas escolhas, a solução encontrada para que cada um dos 13 anões fosse completamente diferente um do outro. Aparência e atitudes tornam fácil diferenciar Fili, Kili, Balin, Dwalin, Oin, Glóin (pai do Gmli), Dori, Nori, Ori, Bifur, Bofur, Bombur e Thorin Escudo de Carvalho.

Os efeitos especiais são um outro ponto brilhante do longa, mas não dava para ser diferente. A Terra-Média não seria nada nas telonas sem eles. Só se sente falta de ver o dragão, pois Jackson optou por mostrar apenas algumas partes dele, não o corpo todo. A Nova Zelândia ajuda bastante com suas belezas naturais. Não dá para imaginar outro local para o set de filmagem da Terra-Média. Ainda sobre efeitos especiais, se existe um personagem que cresceu por conta dos dez anos que separam os primeiros filmes, ele foi Gollum. O personagem está ainda mais realista e a repulsa por sua magreza e olhos esbugalhados é ainda mais forte.



E o livro? Para a alegria de fãs e Tolkien-maníacos, a boa e velha fidelidade está muito presente. Em certos momentos - como quando o Bolsão, a toca de Bilbo, é apresentado - é possível lembrar da sensação de virar as páginas e ler os diálogos e descrições do autor. Mais uma vez, um filme feito por fãs, para fãs.

Uma das principais preocupações tem sido em relação à necessidade de assistir à trilogia de Senhor dos Anéis antes. Afinal, dá para entender o filme? Sim. No entanto, algumas sutiliezas serão perdidas, detalhes que só quem assistiu à trilogia do Anel consegue perceber. Por exemplo, Ferroada, a espada usada por Frodo - que fica azul quando Orcs se aproximam - foi um presente de Bilbo. Em O Hobbit, o público toma conhecimento de como o Bolseiro orginal a conseguiu.  Outro exemplo é Smeagol/Gollum, que se torna um personagem mais interessante quando se tem noção da importância dele em O Senhor dos Anéis. Não é imprescindível assistir a trilogia para entender, mas é essencial para que se consiga curtir e aproveitar cada conexão entre os filmes.

Percebeu mais detalhes que só vê quem já assistiu O Senhor dos Anéis? Viu O Hobbit sem ver a trilogia Senhor dos Anéis? O que achou? Conta pra gente! Esteja à vontade para usar o espaço para os comentários aí embaixo ou puxar papo lá no Twitter. @centraldecinema @lucasmadureira @thandyung

sábado, 8 de dezembro de 2012

Comencrítica - A Origem dos Guardiões

Por Lucas Madureira


Qual criança nunca teve medo do Bicho Papão? É normal alguma "lenda" atormentar as criancinhas. A DreamWorks explora esse temor para dar origem a mais uma obra prima, A Origem dos Guardiões. Papai Noel, Fada dos Dentes, Sandman, Coelho da Páscoa e Jack Frost compõe o seleto grupo que defende as crianças dos perigos, como, por exemplo, do Bicho Papão.

Papai Noel, Coelho da Páscoa e a Fada dos Dentes são os mais conhecidos. Sandman é quem coloca areia nos olhos das crianças para elas dormirem e terem ótimos sonhos. (Isso mesmo, o cara da remela) Mas quem é esse tal de Jack Frost? Essa é uma das perguntas que pairam ao longo da animação, nem mesmo ele sabe quem é, só sabe que pode congelar tudo e que adora se divertir. O Breu, codinome para Bicho Papão, está cansado de ser ignorado pelas crianças e bola um terrível plano para elas deixarem de acreditar nos guardiões e temerem ele. 

O longa garante boas risadas com a interação de Jack com os outros guardiões, principalmente com o ranzinza Coelho da Páscoa. Há momentos que é necessário segurar o choro e o susto com os acontecimentos, e já adianto, tem uma hora específica que não é fácil, uma que envolve o Sandman (Vocês me entenderão quando assistirem).

O roteiro é bem amarrado. Ele consegue unir todos os guardiões e permite que os personagens interajam entre si sem perder sua identidade. A trilha sonora também é ótima, dando a devida emoção aos momentos necessários. Confira no cinema mais próximo da sua casa. É uma ótima animação. Como dito anteriormente, uma obra prima da DreamWorks.
Sigam nos no twitter @lucasmadureira @centraldecinema e até a próxima.



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Comencrítica | Os Penetras

Se existe um paradigma do cinema brasileiro, ele é a comédia. Há muito faz parte do senso comum que cinema nacional tem que ser engraçado. Pois bem, é seguindo essa "tradição" que Os Penetras chega às salas nacionais. E a comédia de puro besteirol cumpre seu objetivo e consegue tirar o fôlego do público, de tanto rir.
 
A história gira em torno da estranha amizade entre o picareta Marco Polo (as infâmias já começam daí) e Beto, um apaixonado nerd. Enquanto um só quer curtir a boa vida, o outro deseja que Laura - seu grande amor - o perdoe. O resto da história gira em torno de pagar de bon vivant e participar das maiores festas da noite carioca. Sem ser convidado, é claro. 




É fato que não há nenhum genialidade no roteiro, ou algo que nunca tenha sido visto por aí: mulheres bonitas, situações inusitadas - bastante - por causa de drogas e álcool, festas, e o plano perfeito. Se não tem nada novo, por que, então, Os Penetras entra na lista das melhores comédias nacionais? Simples: o elenco.

A escolha de Marcelo Adnet (Marco) e Eduardo Sterblitch (Beto) não poderia ter sido diferente. Os dois, como era de se esperar, carregam o filme nas costas e o talento que eles têm é inegável. É simples e fácil rir dos dois, até mesmo quando estão sérios. A presença deles na tela é suficiente para garantir uma hora e meia de descontração pura. 




Para fechar a questão do elenco, junta-se ao talento nato dos protagonistas, a experiência de Stepan Nercessian, figurinha garantida quando o assunto principal é falar besteira, e - como não poderia deixar de ter - toda a beleza de Mariana Ximenes, que está ainda mais bonita do que o normal.

Além disso, em defesa da comédia besteirol nacional, pasmem: ela tem uma referência que deixará cinéfilos de boca aberta: Hitchcock. Sim, ao longo do filme existe uma cena da escadaria que é bastante parecida com a de Psicose. Possivelmente, outras referências tão boas quanto estão presentes, mas a risadaria deixa difícil perceber.

Comencrítica feita, que tal um desafio? Assistam ao filme e, se conseguirem segurar o riso para prestar atenção, descubram mais referências boas. Depois, vem cá contar para a gente!
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