sexta-feira, 29 de junho de 2012

Comencrítica | A Era do Gelo 4

Após o tropeço de misturar mamutes e dinossauros, A Era do Gelo 4 chega aos cinemas nesta sexta-feira na tentativa de mostrar que pode se levantar da queda. No entanto, tudo o que consegue é deixar evidente que a união entre a preguiça Sid, o dente-de-sabre Diego e o mamute Many já deu o que tinha que dar. Com roteiro batido e piadas velhas, o longa não convence.

A história acontece quando, após o esquilo Scrat fazer mais uma grande besteira, inicia-se a separação da Pangeia, o grande continente. O problema é: quando o continente se parte, Many, Diego e Sid estão de um lado e a família do mamute está do outro. O que acontece a partir daí é a incansável busca de Many pelo caminho de volta para sua família, enfrentando os mares congelados e o temível Capitão Entranha, um pirata primata com uma tripulação, no mínimo, inesperada.

Se esse fosse o primeiro longa, ele passaria até bem, mas quando se recorda do primeiro filme – e as comparações são inevitáveis – fica claro que essa última versão não é nem um fiapo do que poderia ter sido. Mas na quarta edição, não há muito mais a tirar das aventuras de uma preguiça, um mamute e um dente-de-sabre. Além do que, já não tem mais tanta graça a quantidade de besteiras que Scrat faz por causa de uma noz.

O roteiro parece uma adaptação direta de filmes como “O dia depois de amanhã” e “2012”.  Apesar de filmes-catástrofe serem sempre bem difíceis de engolir, é mais fácil fazer isso quando se baseia em algo que você sabe que aconteceu. Usando a separação como pano de fundo, o filme tenta ainda levantar questões familiares e de amizade, na tentativa de plantar nos pequenos a semente do respeito. Argumento batido, mas que sempre cabe em filmes infantis.

Mesmo com tantos problemas, a construção da vilania está muito melhor, e Capitão Entranha pode ser comparado aos piratas mais asquerosos que vemos por ai. Com um vilão tão malvado, fica fácil fazer o público simpatizar com os mocinhos que, é claro, conseguem salvar o dia.

Quando a Era do Gelo surgiu nos cinemas, a série se sustentava no humor, explorando – principalmente – o caricato personagem Sid. Nessa nova versão, as piadas não são das melhores e, em sua maioria, se parecem em muito com as feitas em filmes anteriores. O que acontece é uma eterna sensação de déja vu, e sacadas que pareceram muito engraçadas no passado, de tão ouvidas, já não convencem mais.

Apesar de a todo momento o esquilo Scrat enfiar o focinho na cara do público, o 3D do longa é completamente dispensável e a inserção dentro do filme acontece muito mal e porcamente. Aqui, o uso da tecnologia se justifica, unicamente, para ampliar os números de bilheteria, já que os ingressos são muito mais caros, e disfarçar um possível fracasso de público. Com as férias chegando, a dica aos pais é a de tentar, pelo menos, economizar no ingresso.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Filmes para o dia dos namorados


Por Lucas Madureira

12 de junho, dia que 80% dos namorados ficam românticos e se tornam os parceiros ideais e que 85% das solteiras começam a acabar com a data nas redes sociais. Espero que você esteja dentro da primeira estatística (feita por mim).

Que tal um dia dos namorados caseiro? Você, o amor (ou o bem, a vida, anjo, coração, o que você preferir), a coberta e um filme bem meloso na TV. Vou dar algumas sugestões de filmes bem bacanas

Cidade dos anjos

Nicolas cage é um anjo que sente muita vontade de descobrir o que é o amor, mas para isso acontecer, ele teria que desistir da sua posição de anjo. Cage começa  a observar uma médica, interpretada por Meg Ryan (COMO NÃO VIRAR STALKER DELA?). O anjo vai tentar a sorte no amor. Não vou contar o final, mas é surpreendente. A trilha sonora do filme também é espetacular. 
ps: prepare-se para chorar e não largar o/a amado(a) nunca mais!

Idas e vindas do amor

Esse filme reúne um elenco cabuloso. Sabe todas as pessoas que estão pops no cinema? 70% está nesse longa. Idas e vindas do amor conta  histórias de velhos e novos casais no dia dos namorados. São muitas histórias ao mesmo tempo, tem que prestar bastante atenção.

Amor e outras drogas

Outro filme para se acabar de chorar ao lado do(a) amado(a). Jamie (Jake Gyllenhaal) é um pegador, mas aí ele conhece Maggie (a linda Anne Hathaway). Jamie é o galinha e Maggie é do tipo de mulher que só quer se divertir com o cara. Casal perfeito né? Não se verão nunca mais? Errado! Eles se apaixonam, mas nem tudo são flores. Maggie tem mal de Parkison, o que deixará a história bem tensa e surpreendedora. 

Noite de ano novo

Sabe aquela tradição norte americana de dar um beijo em alguém logo após a virada? Pois é, esse filme fala bastante dela. É no estilo de Idas e vindas do amor, muitas histórias ocorrendo simultaneamente.  Mas eu prefiro Noite de ano novo. O elenco também está muito bom.

A proposta

Esse é para o casal que além de ficar agarradinho, quer dar boas risadas. Margaret (Sandra Bullock) é uma chefe vaca! Tudo está indo bem na vida dela, até que ela recebe a notícia que será deportada, pois seu visto venceu e não foi renovado. Ela tem a brilhante ideia de pedir Andrew (Ryan Reynolds), seu assistente americano, em casamento, o que garantirá sua permanência no país. O problema é que ela é uma vaca! Quem quer casar com uma vaca? Andrew tira proveito da situação e nos garante gargalhadas maravilhosas! Recomendo muito esse filme!

Um lugar chamado Nothing Hill

Acredito que todos já tenham visto esse filme, mas se não for o seu caso, é uma boa pedida. Anna Scott (Julia Roberts) é uma atriz famosa que se apaixona por um dono de livraria, Will (Hugh Grant). Os dois começam a viver esse amor, mas os paparazzis acabam interferindo muito. Será que eles conseguem superar isso tudo? Confiram!!

PS: Eu te amo

Esse também faz chorar!! Vou ser bem breve para não entregar a história. Holly (Hilary Swank) é casada com  Gerry (Gerard Butler). Os dois são muito felizes, até que Gerry morre devido a um câncer. Mas ele deixou algumas mensagens para sua mulher superar a perda e voltar a ser feliz.

Um amor para recordar

Esse longa é o clássico da minha adolescência. Se quisesse surpreender alguma menina, era só dizer que gostava desse filme. Landon (Shane West) está sendo punido pela lei por algumas atitudes erradas. No meio do "castigo" ele conhece Jamie (Mandy Moore), a nerd e filha do pastor. Eles não se dão bem de início, mas sabem aquela história de quem desdenha quer comprar? Pois é!! Compraram! É uma boa.

Titanic

Precisa falar alguma coisa sobre Titanic? Claro que não. É um clássico. Sei que todos já viram Jack e Rose, mas toda namorada adora rever!

Jogo de amor em Las Vegas
Duas pessoas completamente diferentes se encontram em Vegas, bebem e se casam (como sempre). O legal do filme é que um deles ganha muito dinheiro no cassino e não quer dividir com o outro. Começam a brigar na frente do juiz, que determina que eles vivam juntos por algum tempo para saber dar mais valor no casamento. Essa convivência garante boas risadas.


Galera, poderia citar mais milhares de filmes, como Hitch, Como se fosse a primeira vez, O guarda costas, Diário de uma paixão, Antes que termine o dia, De repende 30 e tantos outros, mas já chega! Escolham o filme de vocês e vá curtir!

A equipe do central de cinema deseja a todos um Feliz dia dos namorados!

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Comencrítica - Madagascar 3: Os Procurados

Por Thandy Yung



Há muito tempo continuações caem no abismo da mesmice e acabam apenas repetindo a história de seus antecessores. É justamente por fugir dessa sina que a animação Madagascar 3: Os Procurados ganha pontos. Apesar da busca por voltar para casa continuar, o longa consegue se reinventar e trazer ao público um universo novo. Entre novidades, as tradicionais piadas, que são regra nos filmes dos estúdios DreamWorks, chegam melhores do que nunca.

Dessa vez, Alex (leão), Marty (zebra), Glória (hipopótamo) e Melman (girafa) estão decididos a voltar para o Zoológico do Central Park, em Nova Iorque. Deixando a África para trás, eles vão para a Europa em busca dos pinguins e de seu avião. Após muita confusão, os animais são descobertos pela agente Chantel DuBois, do controle de animais francês, que não gosta nem um pouco de bichos e está entusiasmada pela ideia de caçar seu primeiro leão. O grupo encontra o esconderijo ideal em um circo itinerante, onde bolam um plano para erguer o circo, descobrir alguns novos talentos e voltar pra Nova Iorque com vida.

Divertido. Essa certamente é a palavra que melhor define e resume Madagascar 3. Como é tradição, durante todo o longa as piadas e tiradas sarcásticas correm soltas. Com uma pegada nada inocente, os comentários devem agradar mais aos adultos. No âmbito humorístico, destaque para os pinguins megalomaníacos e para a zebra Marty, que na versão original é dublada pelo humorista Chris Rock e vem carregada com o espírito do americano.

Mas o filme não se resume a risadaria, o roteiro é recheado de novidades acertadas. A primeira delas é a mudança de cenário. Ao tirar a aventura da África e transferi-la para a Europa, o leque de possibilidades se torna muito maior. Com um novo continente à frente, tradições de diversos países são exploradas e, é claro, zombadas. O roteiro aborda ainda um universo que aos poucos vem caindo no esquecimento nos últimos anos: o circo. Aqui, entra uma belíssima homenagem ao espírito circense e à beleza de se viver sempre dentro de uma grande aventura, com o improvável à frente.

Para fechar o quadro de bons momentos, as cenas de ação e perseguição são dignas de Missão Impossível e Duro de Matar, com uma pitada a mais de exagero. A responsabilidade pelo clima de aventura fica por conta da apresentação da agente DuBois. A persoangem é uma verdadeira caçadora de elite e não mede esforços em tornar cada perseguição ainda mais memorável.

Além de roteiro bem humorado, a parte gráfica do longa é esptacular. Durante todo o filme o efeito 3D é explorado, mas é ao longo das acrobacias circenses que a terceira dimensão enche os olhos e se faz imprescindível. Piruetas no ar e danças na corda bamba ficam muito mais emocionantes com a terceira dimensão para ampliá-los. Com cores, piadas e grandes acrobacias, Madagascar 3: Os Procurados é uma ótima pedida para um programa em família.











Madagascar em DVD e Blu-Ray









Madagascar 2 em DVD e Blu-Ray








Madagascar 3 - Guia do Filme

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Clássicos Caninos

Por Lucas Madureira

A maioria de nós tem aquele filme de cachorro que mexe com o emocional, seja por lembrar de seu antigo cachorro, por ser bonitinho ou até por não gostar deles (Não entendo quem não gosta de cachorro, sério!).

Quem é o ser sem coração que não se emociona com aquela bola de pelo te esperando ao chegar em casa? Que faz aquela festa só porque te viu? Pois é … mas há quem diga que não gosta de filmes de cachorros. Eu não sou fã dos filmes que eles falam, porém tenho minha lista de filmes caninos.

O clássico dos clássicos: Lassie

Quem nunca assistiu Lassie na sessão da tarde? A família dela passa por uma grande crise financeira e se vê obrigada a vender a cadela. A família também teve que mudar, mas isso não abateu Lassie. Ela faz de tudo para achar novamente seus verdadeiros donos, seus amigos!

Amigos para sempre


Vou contar um segredo: esse filme marcou minha infância. Toda vez que o assistia, amava mais meu cachorro. Pai, filho e cachorro estão em um barco, mas ocorre um acidente. O pai é resgatado, porém o filho e o cão, chamado Amarelo, acabam perdidos na floresta. Amarelo faz de tudo para ajudar o jovem garoto a sobreviver e vice-versa. Quando acham eles, Amarelo cai e só o garoto é resgatado (DESESPERO). Mas todos os dias o garoto espera pela chegada de Amarelo. (SPOILER) Ele volta \o/

Sempre ao seu lado


Parker Wilson (Richard Gere) é um professor universitário que encontra um filhote na estação do trem. Comovido com a fofura do cachorro, o leva para casa. Aos poucos se tornam amigos inseparáveis, ao ponto do cão, chamado Hachi, ir até a estação todos os dias esperar seu dono/amigo. O drama do filme acontece quando o professor para de voltar para casa, mas mesmo assim Hachi está na estação o esperando. (Todos choram e querem adotar Hachi)

Marley & eu 


AVISO: 70% das pessoas que possuem ou gostam de cachorro choram ao assistir esse filme.  John (Owen Wilson) é um jornalista casado com Jennifer Grogan (Jennifer Aniston). Eles decidem adotar um filhote, Marley. O tempo vai passando, a família vai crescendo e o cão também. Marley fica velhinho e seus donos percebem, mas é sempre dolorido dizer adeus a quem se ama, então eles fazem de tudo para Marley ficar bom e viver mais.

A Incrível Jornada


Chance (o Buldog), Shadow (Golden Retriver) e Sassy (a gata) acabam se perdendo de seus donos e decidem voltar para casa a qualquer custo. O trio enfrenta uma verdadeira jornada para estar de volta ao lar. Mesmo tendo um gato (não sou muito fã dos felinos), esse é um bom filme. Mostra a lealdade dos animais para com seus donos.

Beethoven


Beethoven é o filme canino com maior número de franquias. Já foram cinco. Beethoven é um clássico da sessão da tarde. Muito divertido e sempre mostrando a lealdade entre dono e cão. Vale a pena assistir. Recomendo o primeiro, foi o que mais gostei.

E claro que eu não iria deixar de comentar sobre os desenhos de cachorro, né?

101 dálmatas


101 Dálmatas é um dos clássicos da Disney. O longa mostra a luta de Pongo, Prenda e seus donos para protegerem seus filhotes de Cruela, uma senhora má que deseja fazer casacos com as peles dos cachorros. Muito divertido. Recomendo mesmo!

Bolt
Bolt é um cãozinho que pensa ter super poderes. Ele não sabe que é apenas um ator. Bolt acaba se perdendo de sua dona/amiga e faz de tudo para encontrá-la. Nessa jornada, acaba conhecendo uma gata e um hamster que o ajudam. Risadas garantidas.

Scooby Doo


Acompanhei Scooby Doo durante toda minha infância. Acordava cedo para assistir Sábado Animado e lá estava ele, o cachorro mais medroso da TV. Scooby também ganhou seu filme. Ele, Salsicha, Fred, Daphne e Velma vão desvendar mistérios e tentar deixar a turma unida.  

E aí? Gostam mais de qual? Lembraram do cachorro de vocês?  Esqueci algum? Deixe seu comentário.

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