segunda-feira, 21 de maio de 2012

Retrospectiva Homens de Preto | MIB I

Por Davi de Castro


Eles estão entre nós. Disfarçados de taxistas, de caixa de banco, de padeiro. De artistas. Até o próprio Elvis Presley seria um deles. E, sim, o cantor não morreu. Apenas retornou ao seu mundo de origem. É o que explica Homens de Preto (Men in Black – MIB), a mistura de ficção científica com comédia lançada nos idos de 1997. O filme, estrelado por Will Smith e Tommy Lee Jones, conta a história de uma agência secreta responsável pelo contato, monitoramento e controle de atividades alienígenas no planeta Terra, os quais são categorizados por espécies, algumas boas, outras mal-intencionadas.

Com efeitos especiais que hoje em dia já não convencem muito, vemos a saga do veterano agente K (Tommy Lee Jones) à caça de extraterrestres foragidos. Em função da aposentadoria de seu parceiro, entra em cena o enérgico (e desajeitado) policial local James Edward (Will Smith). Apesar de ser desprovido de formalidades e um tanto ‘fora dos padrões’ da agência, James acaba sendo escolhido para integrar o seleto time dos ‘homens de preto’, em seus habituais ternos e óculos escuros. E se num passado um pouco distante essa era a marca registrada dos agentes, atualmente a primeira associação que fazemos da vestimenta é com os inconvenientes repórteres do CQC (uma pena, né? O filme é bem melhor que o pretensioso programa de ‘humor inteligente’).

Se a vida fora da terra já era um tema batido em 1997, o diferencial de ‘Homens de Preto’ é justamente o pitoresco senso de humor, que vai desde a configuração de criaturas que se tornam engraçadas pela bizarrice, piadinhas e tiradas inusitadas sobre artistas, políticos e alguns contextos a cenas que beiram o pastelão, como a que James tem que fazer o parto de uma ET travestida de humana. O tom, assim, acaba pesando a atuação de alguns, como o do vilão, tornando-se bem caricatos.

A aparente tranquilidade da agência, com inúmeros aliens convivendo pacificamente com humanos, é ameaçada com a entrada de uma perigosa espécie de ET's: os insetos. Alojando-se no corpo de Edgar (Vincent D'Onofrio), um tipo de barata alienígena chega ao planeta com planos malignos. Almeja se apossar de um amuleto que contém uma galáxia. Para isso, mata uma série de aliens ‘do bem’, o que gera revolta nos familiares conterrâneos da outra galáxia, que ameaçam destruir a Terra caso o amuleto não seja devolvido. K e James entram em missão: têm uma hora para salvar a humanidade.

O roteiro apresenta soluções simplistas e também algumas falhas, muitas ações, por exemplo, são incoerentes ou nos deixam com uma pulga atrás da orelha (como o vilão descobre que o gato que porta o amuleto galáctico está com a legista? Se ele conhecia a jóia, por que não a pegou quando matou seu dono e foi ameaçado pelo gato?).  Além da fraca (para não dizer pobre) direção de arte, com cenários pouco convincentes, o filme ainda tem uma direção (Barry Sonnenfeld) que peca pelo excesso e pela falta de um padrão visual (os plongées, por exemplo, são excessivos e usados indiscriminadamente).

Ao livrar a Terra de uma guerra entre mundos, a parceria com K pelo visto chega ao fim (o que é uma pena, Smith e Jones formam uma bela – e desajeitada – dupla). O vetereno, já velho, se mostra cansado daquela vida secreta, sobretudo depois de conhecer as entranhas de um ET, e declara: “Não treinei um parceiro, treinei um substituto”. Interessante despedida não fosse pelo fato de que, cronologicamente, esse ‘treinamento’ mal tivesse durado dois dias, apesar de na trama esse tempo parecer bem maior. A legista (e o que tudo indica ‘mocinha’), que observou todo o desenrolar da história, torna-se a nova parceira. Vem mais por aí. 

Leia também: Retrospectiva Homens de Preto - MIB II 

@davidecastro









MIB I em DVD e Blu-Ray

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