sexta-feira, 25 de maio de 2012

Crítica | Homens de Preto 3 - MIB 3

Por Thandy Yung

Após um hiato de 10 anos, o terceiro episódio da franquia Homens de Preto (MIB) chega aos cinemas nesta sexta-feira. Voltando a 1997, a fórmula apresentada no primeiro filme se repete e a mescla entre ação, ficção científica e humor é perfeita, garantindo momentos de diversão. Com a missão de apagar da memória do público o fiasco da segunda produção da série, MIB 3 se mantém em uma zona de conforto e peca ao não apresentar novidades para o público.




Tudo começa quando Boris, o Animal (Jemaine Clement) consegue escapar da prisão e sai atrás daquele que o prendeu, K (Tommy Lee Jones). Mas o seu plano não se restringe apenas a vingar os últimos 40 anos em que passou na prisão. Ele decide voltar no tempo para matar o seu captor e ainda impedir que toda a sua raça seja extinta. Ao obter êxito na sua missão, vemos uma realidade que não se lembra mais da existência do agente K e sofre uma invasão alienígena. Cabe então a J (Will Smith) voltar também no tempo e impedir que tudo isso aconteça.

Há 15 anos, os Homens de Preto mostraram ao mundo que era possível conviver de maneira harmoniosa com alienígenas. Com a ideia quase debutando, o que foi a grande sacada do primeiro episódio se torna apenas mais no mesmo. Assim, MIB 3 entra na lista de continuações que cometem sempre o mesmo pecado: não há novidades. A reciclagem pura e simples de uma ideia não faz com que ela seja tão boa quanto no passado e aqui, mais uma vez, temos a preocupação principal voltada à bilheteria.



As cinco pessoas responsáveis e a finalização do roteiro após o início das filmagens fica explícita na simplicidade para solucionar alguns momentos. Como, por exemplo, as sempre complexas viagens no tempo. Aqui, joga-se a responsabilidade sobre Griffin (Michael Stuhlbarg), um alienígena que prevê o futuro, e que acaba sendo uma espécie de guia-turístico, tirando todas as dúvidas.

Quando não há trama que sustente o filme por si só, a tática sempre é apostar nas cenas de ação. As perseguições e cenas de confronto com Boris parecem que não puderam usufruir de tudo o que a atual computação gráfica oferece. Os efeitos especiais que o longa entrega não justificam, nem de longe, os gastos com o filme. Mas nem tudo está perdido, e o trabalho de Rick Baker na preparação dos alíens merece destaque. Os ETs estão ainda mais bizarros e asquerosos.


Apesar de estar presente em todas as cenas do filme – e ser responsável por chamar seus fiéis fãs às sessões – Will Smith não é o destaque de atuação. Nesse ponto, Josh Brolin rouba a cena e protagoniza as sacadas mais sutis e inteligentes. Vale destacar que Brolin não tenta ser um Tommy Lee Jones mais novo, o ator consegue se desvincular do protagonista idoso e faz sua própria versão do Agente K, muito mais leve e bem humorado. Algo bem parecido com o trabalho de Michael Fassbender como Magneto em X-Men Primeira Classe.

Ao final, o filme entrega uma cena que quebra todo o ritmo do longa. O momento parece fazer parte de outra produção e não se encaixa muito no clima de aliens e sarcasmo dos engravatados. Apesar de causar estranheza, o último momento de J no passado consegue explicar muito bem como K se tornou um velho ranzinza e como o personagem de Will Smith conseguiu o direito de usar o terno preto.

Sigam-me os bons!
@thandyung e @centraldecinema

Um comentário:

  1. Graças a www.tvhd.com.br a Sky nunca mais vai ver a cor do meu dinheiro

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