segunda-feira, 23 de abril de 2012

Retrospectiva Vingadores | O incrível Hulk

Existem milhares de versões de filmes do herói verde, mas o que faz a conexão do Hulk com os Vingadores ficou mais conhecido como "o Hulk do Edward Norton". Dentre os quatro principais heróis de Avengers, Hulk é, provavelmente, o que tem menor número de simpatizantes. Tamanha ausência de fanatismo se dá, creio eu, pelo fato de não haver fidelidade quanto ao intérprete de Bruce Banner. Apesar de o gigante homem verde depender diretamente da computação gráfica, é difícil criar simpatia por um protagonista que - quando é humano e consciente - muda a cada filme (Eric Bana, Edward Norton, Mark Rufalo).


Em "O Incrível Hulk" (2008), Bruce Banner acabou de sofrer seu acidente com Raios Gama e foge para manter seus poderes longe de mãos erradas. Após cinco anos foragido (e, aparentemente, morando no Brasil), ele precisa voltar aos EUA para tentar, mais uma vez, se livrar de sua "coisa". No meio do caminho, uma história de amor do passado e uma experiência ambiciosa mal sucedida (cof cof, soro do super-soldado), fazer surgir o vilão Abominação e mudam as motivações de Banner, e nos dão de presente uma batalha final ÉPICA, uma verdadeira luta de Titãs.


Para Hulk, há um padrão: as cenas de ação estão diretamente ligadas com a transformação do cientista num monstro verde. Aqui, a boa jogada são os bips de um Pulsar. Quando os batimentos cardíacos aceleram e a aparição do Hulk é certa, o público fica tenso junto com Bruce. E então você pensa "ah, o filme é só o Hulk berrando e 'esmagando' coisas". Não, não é.

E é aí que a contratação de Edward Norton faz toda a diferença. Durante todo o filme, Bruce se transforma apenas cinco (sim, eu contei) vezes. O resto do longa mostra ele como humano, tentando lidar com as transformações do seu corpo e controlando sua raiva. Norton interpreta os conflitos entre controle e entrega à besta de forma sincera, o essencial para um filme solo. (Acho que Rufalo não conseguiria ser tão sincero, mas num filme onde sua função será apenas 'esmagar', acho que não faz diferença).

Apesar de equilibrar bem ação e história, existem duas coisas que incomodam muito. Primeiro, como Hulk usa seu amor pela Dra. Elizabeth Ross (Liv Tyler) para se controlar, as cenas "amorzinho" parecem não ter limites. E algumas são bem difíceis de engolir.


O outro problema surge para cumprir tabela numa tradição do cinema de Hollywood atual: cagar com o uso do Brasil. A começar pelo maldito sotaque de americano falando português em atores que interpretam brasileiros. Completando a lista de erros: "vá ao Brasil e encontre um homem branco!". Oi? Que comentário é esse?!

E para o gran finale, as interações de Hulk com a franquia Vingadores. Apesar do comentário de que a S.H.I.E.L.D está caçando ele e uma ou duas vezes em que a marca da Stark Enterprise aparecem, nenhuma outra relação é feita. Até o último minuto. Quando tudo se acalma, eis que surge Tony Stark, avisando ao General Ross que "nós estamos montando um time de super heróis". Nesses poucos segundos, fica confirmada a participação de Hulk em Vingadores.

Você viu que também tem retrospectiva com Homem de Ferro?

Então é isso!
Sigam-me os bons! (@thandyung)
E até amanhã!











O Incrível Hulk (2008) em DVD e Blu Ray









Hulk (2003) em DVD




  

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