quarta-feira, 25 de abril de 2012

Retrospectiva Vingadores | Capitão América

Sim, hoje teremos duas retrospectivas. Por quê? Porque eu já vi o filme e a crítica está QUASE pronta. E, como eu sou agoniada, ela vai entrar no ar amanhã, e não sexta. Só para deixar você com ainda mais vontade de que sexta-feira chegue logo ;)

Após uma estreia bem sucedida nos EUA – com arrecadação de US$ 65,8 milhões no primeiro fim de semana – Capitão América: o primeiro vingador (Capitain America: the first avenger) foi lançado no resto do mundo com a difícil missão de fazer o público simpatizar com um herói que é, para muitos, o símbolo do imperialismo americano. A tática – acertada - é se aproximar ao máximo da história original dos quadrinhos criada por Joe Simon e Jack Kirby em plena Segunda Guerra Mundial.


O filme conta a história da origem do Capitão América e mostra como Steve Rogers (Chris Evans), um garoto do Brooklin, deixa de ser um asmático magricelo para se tornar um verdadeiro herói estadunidense. Rogers é apresentado com o jovem que quer, acima de tudo, servir ao seu país. Sua missão é destruir a H.i.d.r.a – organização que quer dominar o mundo. Quando tudo indica que a trama cairá na velha patriotada, o filme passa por uma virada. Uma grande perda humaniza o personagem e faz com que sua causa seja abraçada por todos, e não só pelos norte americanos. Uma bela jogada para tirar o peso da bandeira que veste o Capitão América.

Apesar de ser um filme de ação, as sequências vão muito além da pura e simples porradaria. Sempre “com um plano na mente”, o Capitão América confere estratégias inteligentes em seus confrontos. O herói  interage com o cenário e descobre que um escudo pode ser muito mais útil do que Howard Stark – o pai do Homem de Ferro e criador do artefato – poderia imaginar.

Diferentemente de Thor, Capitão América não perde o ritmo com romances mal resolvidos e piadinhas fora de hora. O humor e o romance estão lá, mas tudo em seu devido lugar. Steve Rogers salva o mundo porque é o que precisa ser feito, e não para proteger a donzela indefesa.

Tecnicamente o filme é impecável. Direção de arte e fotografia acertam em detalhes que conferem realismo às imagens, em especial a paleta de cores, minuciosamente envelhecida. A trilha sonora, no melhor estilo American way of life, ajuda a compor o ambiente com músicas típicas de programas e séries dos anos 40, e nos faz embarcar no clima da época.


Os efeitos especiais merecem destaque. Em especial os que transformam Evans em um baixinho magrelo. As imagens impressionam pela perfeição. No entanto, o vozeirão grave saindo do corpo mirrado causa certa estranheza. Um escorregão que não compromete em nada a grandiosidade do filme.

A ligação com Vingadores não é das maiores. Tirando que é possível ter contato com H. Stark, e saber que toda a gaiatisse e genialidade são hereditários. Ah, e preste muita atenção às armas de Capitão América, você vai acabar vendo elas de novo ;) A cena extra de Cap. América? O teaser de Vingadores, que já está na rede há meses.

E amanhã tem Comencrítica!
o/
E sexta-feira tem filme!
Besos e...
Avante, Vingadores!
@thandyung

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