sexta-feira, 13 de abril de 2012

Comencrítica | Espelho, Espelho Meu

Creio eu que as últimas dez gerações do mundo inteiro conhecem a história de Branca de Neve, a princesa órfã que sofria o diabo nas mãos da Madrasta Má. Espelho, Espelho meu chega aos cinemas para revolucionar uma obra literária bicentenária e um filme com 75 anos (isso tudo, mesmo), todos velhos conhecidos da galera.


E as revoluções já começam no roteiro, que fica um pouco menos fútil. Como é de conhecimento popular, a Madrasta manda matar Branca pelo simples fato deu que a princesa é mais bonita. Aqui, temos uma questão política: revoltada com o que a Rainha fez ao reino, Branca de Neve ameaça tomar o que é seu por direito: o trono.

E por falar em Branca, Lily Collins exala carisma. Eu acho que a atriz é a pessoa mais fofa que já existiu em toda a humanidade. É instantâneo: olhe para Collins e sorria. Mas, fofuras à parte, a atriz construiu muito bem a personagem e o amadurecimento da protagonista. Que passa de uma princesa trancafiada à líder de um grupo de anões bandidos, quase uma Robin Hood. Afinal, donzelas indefesas estão totalmente fora de moda.


Ah, os anões. Esses são, certamente, a parte mais divertida do filme. Grande parte do alívio cômico fica por conta dos "guerreiros nanicos" e suas tiradas sagazes. Embora os nomes originais tenham sido alterados, é possível identificar características marcantes deles, como o sonhador Half Pint (Dunga) e o sempre bem-humorado Chuckles (Feliz).

 Fechando a lista de boas escolhas: Julia Roberts está simplesmente P E R F E I T A como rainha louca. O sarcasmo e a ostentação exalam de suas golas altas e espartilhos justos. E é impossível não ter vontade que ela se lasque logo. Em contrapartida, tempos o Príncipe Alcott, ou o Encantado. Que é pura nobreza, e deixa Roberts louquinha. No fim das contas, os planos da Rainha mudam e é o princípe que acaba enfeitiçado.



Na parte gráfica, o diretor Tarsem Singh deixou sua marca indiana: cores, panos e rococós por todos os lados. No entanto, a escolha de cores muito vivas é feita com cuidado. Apenas quando a alegria deve reinar (e sempre na roupas de Branca de Neve), existe cor. No miserável reino, tudo é apresentado em tons de cinza.

Como é tradição em filmes indianos, o fim do filme conta com uma apresentação musical e coreográfica típica de Bollywood. E, claro, dá a Branca de Neve sua apresentação musical obrigatória.

No fim das contas, Espelho, Espelho Meu é um filme com adapatações bem feitas, muito atual e que não deixa de ter seu ar mágico dos contos de fadas. Muito leve, vai ser impossível não sair um pouco mais feliz da sessão.

PS: Agora é esperar até julho para assistir Branca de Neve em uma versão guerreira medieval em Branca de Neve e o Caçador.

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