terça-feira, 3 de abril de 2012

Comencrítica | Cada um tem a gêmea que merece

Por Thandy Yung

Quem acompanha o Twitter do Central já está sabendo que Cada um tem a gêmea que merece (Jack & Jill), último filme de Adam Sandler, ganhou TODAS as categorias do Framboesa de Ouro de 2012. Para saber se as premiações foram justas ou não, resolvi fazer por vocês o sacrifício de assistir ao filme. E preciso dizer, que sacrifício. Vamos começar?


Já dá para saber que a confusão está confirmada com a sinopse: Jack (Adam Sandler) mora em Los Angeles com sua esposa Erin (Katie Holmes) e os filhos. Pacato homem de família e publicitário de sucesso, sua vida só muda radicalmente durante a comemoração do Dia de Ação de Graças. O motivo? A visitinha que sua irmã gêmea Jill (Adam Sandler), uma grosseirona moradora do Bronx, em Nova York, costuma fazer para ele. O pior é que todo mundo acha que eles são muito parecidos, mas Jack tem certeza que não e só quer distância dela. Agora, o ano passou e o calendário avisa: é hora de assar o peru e aturar as loucuras de sua maninha.

E então, o filme quebra seu preceito BÁSICO: uma comédia tem que fazer rir! Eu demorei mais de uma hora de filme para dar as primeiras risadas. 90% dos momentos cômicos são forçados e bem de mal gosto, se jogando em piadas étnicas prontas e clichês (latinos, indianos e judeus). o que mais incomoda que não exista nem a mínima tentativa de trazer um humorzinho um pouco menos obrigatório e atirado na nossa cara.

O longa traz uma das maiores dúvidas da minha vida em relação à cinema: POR QUE DIABOS sempre que os homens se travestem (à exceção das Branquelas) eles precisam ser mulheres gordas, mega peitudas, com cabelo horrível e que só andam de vestido (ela está de vestido na PISCINA E COM UM JET SKI)? Rola uma clima meio Vovozona (que eu prefiro não comentar). Logo, mais um ponto negativo: a caracterização. Ainda sobre a caracterização entra a maldita voz fina do Adam Sandler fingindo ser mulher. Senhor, me explica, pra que? (Fico pensando quando a Globo dublar o filme para passar na Tela Quente o que vai acontecer)


Ai você pensa "poxa, o problema do filme é só o cara vestido de mulher". Antes fosse. Esse é só o problema mais evidente.

É comum que um filme tenha PELO MENOS um personagem que cative o público e, normalmente, esse personagem é o protagonista. Pois é, Jack&Jill pegaram essa regra, amssaram e jogaram na lata do lixo. Os personagens são todos insuportáveis. Principalmente os que dão nome ao filme. Uma é uma encalhada inconveniente, o outro um amargurado sem limites.


Bom, para não me estender muito mais, vou para meu último comentário sobre os prêmios: o de Pior Casal. Tudo bem que eu não me lembro da última vez que vi a Katie Holmes tão sem sal num filme, mas, mesmo assim, ela ainda deveria se livrar do posto pelo simples fato de que há algo MUITO pior: o mestre Al Pacino tentando pegar Adam Sandler de peruca e melões no sutiã. Eu PRECISO comentar o quanto dói ver uma cena dessas?! Não, né? Que bom...

E não pense você que é pura implicância minha por ser filme de besteirol. Não, eu ME AMARRO em filme assim (louca pelo novo American Pie), quando a proposta é essa. Me divirto horrores quando a ideia é desligar o botãozinho da chatisse e curtir um filme mais "bobinho". Mas melões no Adam Sandler gritando fininho e Al Pacino querendo pegar ele simplesmente não dá.

Fica aqui um pedido e um protesto: Por favor, PAREM DE TRAVESTIR HOMENS!!


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