segunda-feira, 30 de abril de 2012

Traduções de títulos de filmes: why so polêmicas?

Por Davi de Castro

O título de um filme é, geralmente, o primeiro contato que temos com uma determinada obra. Dependendo de sua criatividade, nos despertam sentimentos diversos. Alguns aguçam a curiosidade, aumentam o desejo por desvendar o quanto antes seu conteúdo; outros são inteligentes/sagazes e só vamos entender direito seu significado depois de ver o filme; e, claro, tem aqueles títulos que já entregam de cara a história e bem que podiam vir logo com indicações de SPOILER. Sem falar daqueles tão mal elaborados/sem graça/clichês que nos fazem dar aquela “brochada” e partir logo em busca de outro. Mas sabe aquela máxima “Não julgue um livro pela capa”? Pois bem, ela pode ser muito bem aplicada nesse contexto: não julgue um filme pelo título (salvo exceções, que não são poucas! risos). Ainda mais se for um título traduzido – no nosso caso, para o português do Brasil. 

Meu sonho? Conhecer as mentes geniais por trás dessas traduções. Porque já viu, né? Quem nunca pegou um DVD de filme, leu o título em português, depois foi ver o original e fez aquela cara de “WHAT THE FUCK (em caps lock)”?  Ou, no mínimo, soltou um “Oi?”... É raro uma tradução literal do título original. Tá, por um lado, até que faz sentido evitar as literalidades, pois em alguns casos ficaria um tanto estranho. E as distribuidoras buscam sempre os títulos mais chamativos, mais "descolados" (leia-se brega muitas das vezes).

A criação de um título não leva em consideração apenas a história/temática da obra, mas o contexto no qual foi produzido, bem como o que será inserido, buscando também uma aproximação com o público a que se destina. Assim, as distribuidoras têm de dar conta desse pepino (e muitas parecem não se importar muito!) e pensar numa adaptação coerente e ao mesmo tempo rentável. Tem de levar em conta as expressões comuns por aqui, a cultura, a linguagem coloquial etc, tudo o que puder atrair o mercado. Mas, convenhamos, tem cada adaptação que beira a bizarrice, sem lógica alguma. Busca tanto essa aproximação “regional” que acaba fugindo, de certo modo, do objeto do filme.

Enfim, essa “ressignificação” por vezes traz uma redução, mas em outras consegue ser interessante, superando até o original (poucos casos, infelizmente). Listamos algumas traduções... umas bacanas, algumas bem toscas, outras “what the fuck”...

 
Traduções WTF? Oi?


The girl with the dragon tattoo (a garota com tatuagem de dragão) -> Os homens que não amavam as mulheres
(Mesmo a tradução literal não sendo muito bacana, acho bem melhor que o título adaptado, que é o mesmo do livro. Não soou bem, é estranho e feio. Podiam ter pensado em algo melhor)

Epic Movie (filme épico) -> Deu a louca em Hollywood 
(Deu a louca em quem?? Ah, tá, só se for no tradutor...)


Annie Hall -> Noivo Neurótico, Noiva Nervosa 
(Qual a implicância desses tradutores com nomes de personagens no título? Eles acham que a gente não vai entender que se trata do nome de um personagem? A adaptação até ficou “bonitinha”, mas não é legal começar um filme com tanta informação assim. Que eles estão pra casar. Que ela é nervosa e ele é um neurótico. Spoiler!)



The Hangover (a ressaca) - Se Beber, não Case 
(Oi?)

The Graduate (o recém-formado) -> A Primeira Noite de Um Homem
(Olha que mudança brusca no sentido do título! Ah, e muito obrigado pelo spoiler! Precisava? Até a tradução literal ficaria melhor...)


The Sound Of Music (o som da música) -> A Noviça Rebelde
(A tradução literal pelo jeito não seria suficiente. Tinham que adjetivar a parada... Por quê?????)

Scary Movie (filme de terror) –> Todo mundo em pânico 
(Oi? Todo mundo quem? Por que mesmo? Pelo jeito os tradutores deixaram se influenciar pela referência central ao filme ‘Pânico’ que tinha no primeiro filme. Mas não contavam que teriam mais três sequências e sem o famoso personagem do 'Pânico'. Ferrou...)

Hugo –> A invenção de Hugo Cabret
(Tudo bem que o livro também foi traduzido assim. Mas eu prefiro a permanência do título original – que não necessita de tradução por se tratar de um nome próprio –, mais bonito e conciso. Além do mais, o que o Hugo inventa mesmo? O mais perto disso é o conserto do robô.)


Meet The Parents (conhecer os pais) - Entrando Numa Fria
(Tá que conhecer os pais da sua namorada pode ser uma fria, mas o título é tão bobalhão que já adianta o que nos espera...)


Os subtítulos... bastards!


Taxi Driver -> Taxi Driver - Motorista de Táxi
(Oi? Jura que Taxi Driver é Motorista de Táxi? O título bilíngüe, que em nada acrescenta ou mostra-se criativo, só denota a preguiça do tradutor...)

Pulp Fiction -> Pulp Fiction - Tempo de Violência
(Até que não ficou ruim, sinaliza, sem contar a história, o que trata o filme. E não exclui o nome pelo qual ficou conhecido mundialmente)

Bonnie and Clyde -> Bonnie e Clyde, uma rajada de balas
(Tão poético o subtítulo, só que (bem) ao contrário. Why, God? Why?)


Ghost -> Ghost – do outro lado da vida
(Um bom subtítulo, mantém o nome original e ainda contextualiza de forma sutil e bonita a temática do filme. Seria inviável uma tradução literal aqui, né? Já pensou assistir ao “Fantasma”?)

Marnie -> Marnie – Confissões de uma Ladra 
(Obrigado pelo spoiler ;D)



Bacanas!

Breakfast at Tiffany's -> Bonequinha de Luxo
(Melhor que o original!)

Hollywood Ending -> Dirigindo no Escuro
(A tradução foi inteligente a ressignificá-lo com um fato importante da estória, sem estragar pela sua antecipação. A tradução literal ficaria sem sentido por aqui.)


Home Alone -> Esqueceram de Mim
(Não foi literal porque seria generalista demais dizer “Sozinho em casa”. A tradução não fugiu do significado original...)

My Girl -> Meu Primeiro Amor
(Acho que a tradução traz um ganho no sentido de conferir inocência, ternura e singeleza a esse romance)


The Godfather –> O Poderoso Chefão
(Vamos admitir que ‘O Poderoso Chefão’ foi uma tradução à altura de ‘Godfather’ e ganhou ares de nobreza. Tão bom quanto o original. Tão bom quanto o filme.)

No country for old men -> Onde os fracos não têm vez
(Encontrou uma máxima com significado semelhante e de fácil entendimento por aqui. Excelente!)


Hunger Games –> Jogos Vorazes
(Jogos da Fome seria feio e pouco atraente. A tradução deu uma sofisticada no nome e captou sua essência.)

500 Days of Summer -> 500 Dias Com Ela

(Aqui o título não foi traduzido ao pé da letra, mas se encaixou perfeitamente no filme. Não teria lógica alguma ficar como "500 dias de Verão". Em inglês, o título possui duplo significado: faz referência ao nome da personagem, Summer, e à própria estação do ano, o verão, que tem tudo pra ser uma estação feliz e alegre e cheia de amor pra dar).

E aí, concorda? Quais outros títulos você acrescentaria nessas classificações? Mande para gente, por comentário ou tweet (@centraldecinema) os títulos traduzidos mais "exóticos" que você já viu... ;D


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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Crítica | Os Vingadores - The Avengers

Foram necessários cinco filmes e quatro anos de espera até que se chegasse o momento de estreia do filme-evento Os Vingadores – The Avengers, que acontece nesta sexta-feira e foi feito por fãs e para fãs. O diretor Joss Whedon entrega duas horas de puro êxtase nerd em uma transposição quase perfeita do espírito dos quadrinhos para as telas. Um filme que consegue realizar a difícil missão de equilibrar ação, seis heróis, roteiro bem amarrado, humor e, até mesmo, certo ponto dramático.

No longa, quando Loki (Tom Hiddleston ), o Deus da Mentira e da Trapaça, resurge ameaçando a existência da vida na Terra,  Nick Fury (Samuel L. Jackson), retoma a Iniciativa Vingadores. Ao reunir os heróis Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e Viúva Negra (Scarlett Johansson), a S.H.I.E.L.D. aposta todas as fichas para tentar salvar a humanidade.

Não há intervalos para que surja o desinteresse do público e é difícil tirar os olhos da tela.O filme começa no topo e se mantém assim durante toda a projeção. É como se fosse um clímax de uma hora e meia e, no final, a linha do clímax é ultrapassada e chega a algo ainda mais grandioso.


Uma vez que cada um dos heróis já foi apresentado em seus filmes individuais, não há enrolação e nem momentos para reapresentar a personalidade de cada um. Aqui, fica óbvio o objetivo de fazer, de fato, um série interligada, onde assistir os antecessores é o básico para se inserir completamente na sessão.

Apesar do equilíbrio na aparição e impotância entre os heróis, Tony Stark tem seus momentos a mais para brilhar. Responsável por grande parte dos alívios cômicos, o carisma de Robert Downey Jr., mais uma vez, é destaque na produção. E foi nos muitos alívios cômicos e sacadas sarcásticas lançadas de todos os lados que Whedon apostou para tornar o filme ainda mais agradável.

Apesar de toda a preocupação com elenco, alívios cômicos e amarração de roteiro, um filme de herói precisa de boas cenas de ação. E nesse quesito Vingadores ultrapassa qualquer expectativa. A explicação para o sucesso é pura e simples: fidelidade aos gibis. Assim como se vê nas histórias originais, a proporção dos poderes de cada herói é extramente exagerada, o que rende aos olhos dos mais fanáticos a possibilidade de ver sonhos se tornarem realidade.



Que as cenas de ação funcionariam muito bem ninguém jamais duvidou. O grande questionamento sempre foi em relação ao roteiro. Após quatro anos unindo perfeitamente histórias independentes, a Marvel fez a lição de casa. O que vemos em Vingadores é um roteiro convincente e bem amarrado, que traz os pontos de reviravolta no momento exato em que a história precisa de uma pausa e de um momento mais tenso.

Para enriquecer e humanizar ainda mais o roteiro, Whedon, faz uso da relação atípica entre seus seis protagonistas. Os pequenos momentos de interação dão ao filme a identidade de algo mais do que a pura e simples pancadaria, e mostram o processo de formação de um verdadeiro grupo.

Como é de praxe em filmes da Marvel, é melhor esperar na cadeira quando a sessão acabar. A clássica cena pós-créditos foi adiantada em Vingadores e, enquanto as letrinhas aparecem, o possível próximo vilão é revelado. Aos fãs alucinados, esses 25 segundos serão resultado de puro êxtase, completando a lista de ótimos momentos do longa.

Tá perdido?
Relaxa, que o Central de Cinema fez uma retrospectiva completa para você entender toda a trama. Tem Homem de Ferro, Hulk, Homem de Ferro 2, Thor e Capitão América. Confira!

Bejos.
Boa sessão e depois contem aqui o que acharam!
@thandyung

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Retrospectiva Vingadores | Capitão América

Sim, hoje teremos duas retrospectivas. Por quê? Porque eu já vi o filme e a crítica está QUASE pronta. E, como eu sou agoniada, ela vai entrar no ar amanhã, e não sexta. Só para deixar você com ainda mais vontade de que sexta-feira chegue logo ;)

Após uma estreia bem sucedida nos EUA – com arrecadação de US$ 65,8 milhões no primeiro fim de semana – Capitão América: o primeiro vingador (Capitain America: the first avenger) foi lançado no resto do mundo com a difícil missão de fazer o público simpatizar com um herói que é, para muitos, o símbolo do imperialismo americano. A tática – acertada - é se aproximar ao máximo da história original dos quadrinhos criada por Joe Simon e Jack Kirby em plena Segunda Guerra Mundial.


O filme conta a história da origem do Capitão América e mostra como Steve Rogers (Chris Evans), um garoto do Brooklin, deixa de ser um asmático magricelo para se tornar um verdadeiro herói estadunidense. Rogers é apresentado com o jovem que quer, acima de tudo, servir ao seu país. Sua missão é destruir a H.i.d.r.a – organização que quer dominar o mundo. Quando tudo indica que a trama cairá na velha patriotada, o filme passa por uma virada. Uma grande perda humaniza o personagem e faz com que sua causa seja abraçada por todos, e não só pelos norte americanos. Uma bela jogada para tirar o peso da bandeira que veste o Capitão América.

Apesar de ser um filme de ação, as sequências vão muito além da pura e simples porradaria. Sempre “com um plano na mente”, o Capitão América confere estratégias inteligentes em seus confrontos. O herói  interage com o cenário e descobre que um escudo pode ser muito mais útil do que Howard Stark – o pai do Homem de Ferro e criador do artefato – poderia imaginar.

Diferentemente de Thor, Capitão América não perde o ritmo com romances mal resolvidos e piadinhas fora de hora. O humor e o romance estão lá, mas tudo em seu devido lugar. Steve Rogers salva o mundo porque é o que precisa ser feito, e não para proteger a donzela indefesa.

Tecnicamente o filme é impecável. Direção de arte e fotografia acertam em detalhes que conferem realismo às imagens, em especial a paleta de cores, minuciosamente envelhecida. A trilha sonora, no melhor estilo American way of life, ajuda a compor o ambiente com músicas típicas de programas e séries dos anos 40, e nos faz embarcar no clima da época.


Os efeitos especiais merecem destaque. Em especial os que transformam Evans em um baixinho magrelo. As imagens impressionam pela perfeição. No entanto, o vozeirão grave saindo do corpo mirrado causa certa estranheza. Um escorregão que não compromete em nada a grandiosidade do filme.

A ligação com Vingadores não é das maiores. Tirando que é possível ter contato com H. Stark, e saber que toda a gaiatisse e genialidade são hereditários. Ah, e preste muita atenção às armas de Capitão América, você vai acabar vendo elas de novo ;) A cena extra de Cap. América? O teaser de Vingadores, que já está na rede há meses.

E amanhã tem Comencrítica!
o/
E sexta-feira tem filme!
Besos e...
Avante, Vingadores!
@thandyung

Retrospectiva Vingadores | Thor

Thor, o quarto filme prólogo de Vingadores, traz o encanto sonhado por anos pelos nerds do mundo inteiro. A espera pela tecnologia não poderia ser melhor recompensada. É de encher os olhos poder ver o místico reino de Asgard virar realidade pela ação do computador. Tudo é lindo, as construções monumentais, as roupas e, é claro, a clássica ponte arco-íris.

A lenda nórdica é responsável pela pitada de magia e misticismo da série, até então apoiada na ciência. Thor não é "super" por causa de uma roupa, um super-soro ou uma infecção com raios gama. Ele é um deus e nasceu assim.


O longa conta a história do asgardiano Thor, Deus do Trovão, em sua caminhada para largar de ser moleque e virar um homem digno ao trono de seu planeta. No decorrer da trama, Thor é banido de Asgard, perde seus poderes e vem parar na terra. É aqui que ele aprende o verdadeiro valor das coisas e encontra as motivações certas pelas quais deve lutar e morrer.

No meio das motivações entra o maior de todos os problema do filme: em algum lugar do caminho, o limite do "amorzinho" se perdeu e é meio estranho que ele se preocupe em salvar o planeta apenas por causa de Jane (Natalie Portman).


Apesar de todo o amor, a interpretação de Chris Hemsworth como o deus nórdico é simplesmente sensacional. De início, ele é bobo e honra muito bem seus ancestrais quebrando canecas, bebendo até o outro parar e pedindo cavalos em pet shops. O papel de "bobo" de Thor é responsável pela maioria dos alívios cômicos do filme, e serve também para mostrar o quão estúpido ele fica quando pensa que é muito melhor do que o universo inteiro.

Além da parte gráfica impecável o longa tem outro muito belo argumento para levar as namoradas chatas e não nerds aos cinemas: Thor. Chris Hemsworth é de encher os olhos. E mesmo Downey Jr. sendo o charme em pessoa, vai difícil ver qualquer uma reclamar do gigantesto loiro dos olhos azuis. (Mais ou menos o que acontece com o filme do Wolverine: "Ah, mas tem o Wolverine nu!")


Thor é extremamente importante quando pensamos nos links com Avengers. É aqui que começa a ser possível ter alguma noção do tamanho e poder da S.H.I.E.L.D, com suas bases móveis e tecnologias de rastreamento mega avançadas, e 30 segundos de Gavião Arqueiro. É também em Thor que o Dr. Selvig, que tem grande importância em Vingadores, é apresentado ao público.

Ah, sem contar que é no filme do Deus do Trovão que acontece o primeiro contato com Loki, Deus da Mentira e da Trapaça e irmão de Thor. Como vocês já devem ter percebido nos trailers (então eu posso falar sem problemas), Loki é o vilão do primeiro filme que reúne os maiores heróis de todos os tempos (definição da Marvel).

Tá chegando, minha gente!
:)
@thandyung

terça-feira, 24 de abril de 2012

Retrospectiva Vingadores | Homem de Ferro 2

Após o sucesso de Homem de Ferro e de Robert Downey Jr. conquistar o mundo inteiro com o carismático Tony Stark, uma continuação era quase certa. Eis que em 2010 estreia no mundo inteiro o segundo episódio da saga de Tony Stark. Esse chegou com mais explosões, lutas, risos e muito, muito mais referências a Vingadores.

Depois de anunciar ao mundo que é o Homem de Ferro, Stark começa a ter problemas com o governo. O Senado dos EUA está empenhado em fazer com que a armadura seja distribuída para as forças armadas. Tony, obviamente, se nega a entregar a tecnologia e afirma que nenhum país no mundo jamais a terá. Menos de uma semana depois, um soviético surge usando energia do Reator ARC, e a credibilidade de Stark é posta a prova. Além disso, o herói de lata (titânio) aos poucos é infectado pelo paladio que tem na bateria do seu coração e sua morte é praticamente certa. Bom né, ter que salvar o mundo e ainda cuidar da saúde?


Usar uma morte iminente é a melhor das jogadas de Iron Man 2. A infecção e o retorno à mais humana das realidades - a morte - faz com que Stark esteja em um outro nível de interpretação. Como lidar com a morte quando você sabe que ela está batendo á porta? As dúvidas e incertezas, e o fato de ele esconder de todos o que está acontecendo humaniza o personagem e traz simpatia a um herói que há muito caiu no gosto popular.

É preciso dizer que os momentos que mais me fizeram rir foram nossa querida Pepper Potts tendo surtos histéricos em momentos de tensão.

Como sempre (Marvel rules), as cenas de ação são de encher os olhos. Enchem mais ainda quando a maravilhosa Scarlett Johansson dá o ar da graça e uma surra em quinze seguranças treinados de uma vez. A introdução da Viúva Negra / Agente Romanoff (Black Widow) é o chute no balde para outras Easter Eggs sobre Vingadores. Algo do tipo "nós vamos MESMO fazer isso, minha gente". Acaba que IM2 é o filme que mais faz conexões com o longa que estreia na sexta-feira


Depois de Romanoff, o agente Culson reaparece e precisa ir à uma "missão secreta no Novo México (cof cof, Thor)". Então Nick Furry surge, agora durante o filme, e coloca os pingos nos 'is' sobre a intenção de levar Stark para o grupo de heróis que a S.H.I.E.L.D está reunindo. O bom é: eles não reexplicam quem é Furry. Ou seja, quem não ficou na sessão para a cena extra do primeiro filme pode ficar meio desorientado. (Dica de vida? SEMPRE espere os créditos em filmes da Marvel).

Mas, com Viúva Negra, Nick Furry, Agente Culson, base da S.H.I.E.L.D não parecem suficientes, a cena extra ainda nos dá muito mais. Um agente Culson no meio do deserto informando apenas "Sr, nós achamos", e um super close no sagrado Mjollnir, o martelo de Thor. (E eu quase pulando de êxtase dentro do cinema)

Eita que tá chegando!
Já leu a retrospectiva de Homem de Ferro e de O Incível Hulk?

Amanhã é dia de Thor!
@thandyung

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Retrospectiva Vingadores | O incrível Hulk

Existem milhares de versões de filmes do herói verde, mas o que faz a conexão do Hulk com os Vingadores ficou mais conhecido como "o Hulk do Edward Norton". Dentre os quatro principais heróis de Avengers, Hulk é, provavelmente, o que tem menor número de simpatizantes. Tamanha ausência de fanatismo se dá, creio eu, pelo fato de não haver fidelidade quanto ao intérprete de Bruce Banner. Apesar de o gigante homem verde depender diretamente da computação gráfica, é difícil criar simpatia por um protagonista que - quando é humano e consciente - muda a cada filme (Eric Bana, Edward Norton, Mark Rufalo).


Em "O Incrível Hulk" (2008), Bruce Banner acabou de sofrer seu acidente com Raios Gama e foge para manter seus poderes longe de mãos erradas. Após cinco anos foragido (e, aparentemente, morando no Brasil), ele precisa voltar aos EUA para tentar, mais uma vez, se livrar de sua "coisa". No meio do caminho, uma história de amor do passado e uma experiência ambiciosa mal sucedida (cof cof, soro do super-soldado), fazer surgir o vilão Abominação e mudam as motivações de Banner, e nos dão de presente uma batalha final ÉPICA, uma verdadeira luta de Titãs.


Para Hulk, há um padrão: as cenas de ação estão diretamente ligadas com a transformação do cientista num monstro verde. Aqui, a boa jogada são os bips de um Pulsar. Quando os batimentos cardíacos aceleram e a aparição do Hulk é certa, o público fica tenso junto com Bruce. E então você pensa "ah, o filme é só o Hulk berrando e 'esmagando' coisas". Não, não é.

E é aí que a contratação de Edward Norton faz toda a diferença. Durante todo o filme, Bruce se transforma apenas cinco (sim, eu contei) vezes. O resto do longa mostra ele como humano, tentando lidar com as transformações do seu corpo e controlando sua raiva. Norton interpreta os conflitos entre controle e entrega à besta de forma sincera, o essencial para um filme solo. (Acho que Rufalo não conseguiria ser tão sincero, mas num filme onde sua função será apenas 'esmagar', acho que não faz diferença).

Apesar de equilibrar bem ação e história, existem duas coisas que incomodam muito. Primeiro, como Hulk usa seu amor pela Dra. Elizabeth Ross (Liv Tyler) para se controlar, as cenas "amorzinho" parecem não ter limites. E algumas são bem difíceis de engolir.


O outro problema surge para cumprir tabela numa tradição do cinema de Hollywood atual: cagar com o uso do Brasil. A começar pelo maldito sotaque de americano falando português em atores que interpretam brasileiros. Completando a lista de erros: "vá ao Brasil e encontre um homem branco!". Oi? Que comentário é esse?!

E para o gran finale, as interações de Hulk com a franquia Vingadores. Apesar do comentário de que a S.H.I.E.L.D está caçando ele e uma ou duas vezes em que a marca da Stark Enterprise aparecem, nenhuma outra relação é feita. Até o último minuto. Quando tudo se acalma, eis que surge Tony Stark, avisando ao General Ross que "nós estamos montando um time de super heróis". Nesses poucos segundos, fica confirmada a participação de Hulk em Vingadores.

Você viu que também tem retrospectiva com Homem de Ferro?

Então é isso!
Sigam-me os bons! (@thandyung)
E até amanhã!











O Incrível Hulk (2008) em DVD e Blu Ray









Hulk (2003) em DVD




  

domingo, 22 de abril de 2012

Retrospectiva Vingadores | Homem de Ferro

Como todo mundo já deve saber, na próxima sexta-feira (27) estreia o filme Os Vingadores - The Avengers no Brasil. O longa que reunirá ninguém menos do que Homem de Ferro, Hulk, Thor, Capitão América, Viúva Negra e Gavião Arqueiro chega por aqui antes mesmo de estrear nas gringas.

Para celebrar essa data - que eu espero ansiosamente há quatro anos - vamos relembrar a trajetória da Marvel. Para recontar a história, apresentaremos cada um dos cinco "filmes-prólogo" em ordem cronológica de lançamento e sua contribuição para a união dos heróis.


Comecemos, então, pelo herói mais mau-caráter de todos os tempos: Homem de Ferro. O primeiro longa apresenta o milionário Tony Stark se transformando de um magnata gênio babaca fabricante de armas para um "herói" justiceiro, com uma mega armadura e tecnologia de ponta até os dentes.

Muita gente considera Iron Man o melhor dos filmes dessa coletânea da Marvel (eu acho que é o Capitão América, mas...) , e boa parte disso se dá pelo excelente trabalho feito por Robert Downey Jr. no momento de criar o protagonista. Downey simplesmente É o Tony Stark, a coisa de ser mulherengo, o sarcasmo saltando pela pele, as piadas soltas em hora impróprias, tudo acontece de maneira muito natural, o que nos dá um filme extremamente divertido. Além, é claro, de cenas de ação de tirar o folêgo, elemento indispensável em filmes de herói.


Outro ponto que é um dos destaques do filme é a trilha sonora. Logo de cara, recebemos Black Sabbath tocando Iron Man. A pegada rock se mantém durante todo o filme e o coração permanece pronto para a próxima dose de adrenalina.

Como o primeiro de uma saga totalmente entrelaçada, Iron Man nos apresenta a S.H.I.E.L.D, organização de espionagem responsável por unir os heróis que formariam os Vingadores. A organização está presente em todos os outros filmes.

Mas o que torna Iron Man mais do que um filme qualquer de super-herói são os 25 segundos da cena pós-créditos.  Esse minúsculo tempo de filme é suficiente para plantar a sementinha de algo muito maior. E tudo isso é resumida com uma única frase de Nick Furry (Samuel L. Jackson): "Sr. Stark, gostaria de falar com você sobre o projeto Vingadores". Pronto! É ai que a gente sabe que algo MUITO maior está por vir, e que agora chegou ;)

E ai, gosta de filmes de herói?
Vai assistir Os Vingadores?!

Estarei lá, se quiserem mais informações, sigam-me os bons!
@thandyung e @centraldecinema









Homem de Ferro em DVD











Homem de Ferro 2 em DVD

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Dia do Amigo

Por Lucas Madureira

18 de abril é comemorado o dia do amigo. Nas telonas podemos ver várias amizades que passaram por bons bocados, como a de Woody e Buzz, de Toy Story. Esses dois mostraram que amizade é enfrentar tudo um pelo outro, até os piores medos.

ps: Eles possuem a música de amizade mais bela de todos os tempos.




Harry, Rony e Herminone também são ótimos exemplos de que a amizade é um sentimento verdadeiro e bonito. Esses três estiveram juntos em todos os momentos, desde os mais felizes até os mais críticos. Rony e Hermione também mostram que um amor pode surgir sim de uma amizade. E aí, você tem aquela amizade que gostaria que fosse algo a mais? Todos já passamos por isso.


E quem não tem o tipo de amizade da galera de American Pie? Aquela amizade de universidade, festas e pegação?  Esses passaram por várias situações engraçadas juntos.


E uma amizade igual a de Daniel San e o Senhor Miyagi? O mestre ensinou a seu aluno e amigo não só a lutar, mas também um estilo de vida. Sempre temos aquele amigo que nos aconselha e mostra uma luz no fim do túnel.


E quem não tem aquele amigo que "esquece" de tudo para ajudar a resolver seu problema? Dory e Marlin é o exemplo de que pessoas totalmente diferentes podem sim ser amigos e se darem bem.

E aquele amigo que é praticamente nossa família? Mike e Sulley mostram que a amigo é um irmão que escolhemos. Esses dois são mais que parceiros de trabalho, são amigos para todos os momentos.


E quem não tem aquele amigo chato? Isso mesmo, tipo o Burro de Shrek . Aquele amigo que não cala a boca, aparece nos momentos mais inconvenientes e não sabe quando deve se retirar, mas topa qualquer parada por você.


Esses são apenas alguns exemplos de amizades dos cinemas. Identificaram seus amigos? Lembraram de histórias engraçadas passadas com eles? Compartilhe com a gente. Escreva aí nos comentários essas histórias, que tipo de amigos você tem e que tipo e amigo que você é.

E para finalizar bem o post do dia do amigo, uma citação bíblica.

"O homem de muitos amigos deve mostrar-se amigável, mas há um amigo mais chegado do que um irmão. 
Provérbios 18:24"

Quero ser amigo de vocês também. Siga me no twitter @lucasmadureira e ao @centraldecinema

Feliz dia do amigo =D

domingo, 15 de abril de 2012

Titanic 3D

Na madrugada do dia 15 de abril de 1912, em algum lugar do Oceano Atlântico o inafundável Titanic colidiu contra um iceberg.  Hoje "comemora-se" o centenário do naufrágio do Titanic, um dos maiores transatlânticos da história e o maior de sua época. Eu, fã assumida do filme de James Cameron (que, na minha humilde opinião, está entre os melhores da década de 90) fui assistir ao longa em 3D na "estreia" e vou contar para vocês o que eu achei da conversão.

Primeiro eu gostaria de deixar uma coisa bem clara: eu me recuso a escrever uma sinopse sobre Titanic aqui. Porque a única desculpa que você tem de nunca ter visto o filme é ter 2 anos de idade. O romance de Jack e Rose está na lista do filmes mais vistos da HISTÓRIA do mundo. Roda por ai há 15 anos e recebeu prêmios o suficiente para você, no mínimo, ter a curiosidade de assistir o filme com um dos casais mais famosos da última década ;)



A conversão em 3D serve para tornar ainda mais glamuroso um navio que já exala luxo. As cenas internas do navio são espetaculares e parece que você está ali no salão de jantar observando da mesa ao lado o que Rose e companhia conversam. A imersão também funciona muito bem nas cenas submarinas, que mostram as ruínas do navio naufragado.

Mas o ápice de aproveitamento do 3D se dá nos momentos em que a água do mar começa a invadir o navio. O fluxo de água chega tão próximo que a traz à tona uma leve sensação de agonia pelo afogamento.

No mais, não há grandes reviravoltas. A cena do "I'm flying, Jack", por exemplo, foi minha grande decepção. Ela explora muito pouco o 3D e em dado momento chega a ficar desfocada.

Para mim, foi um momento mágico pelo simples fato de que quando Titanic foi lançado a situação financeira da minha família não era das mais confortáveis, e cinema era um luxo totalmente fora de cogitação. Por isso, para quem, assim como eu, não teve a chance antes: VÁ ao cinema  assistir o lindo do DiCaprio quase neném e a Winslet maravilhosa como sempre. É impossível, pelo menos, não dar uma arrepiadinha com a obra de arte que Cameron nos entregou há tanto tempo.

Para fechar, deixo aqui um ps revoltado, que toma conta de mim há anos: ROSE, cabia o Jack na porta SIM! (Foi em Titanic que DiCaprio começou sua carreira de SEMPRE se lascar nos filmes)


Uma última dica: tentem escolher um cinema confortável. O filme é muito longo e passar 3 horas com as pernas apertadas na poltrona não é uma boa pedida.

Beijos, e corram para o cinema!
@thandyung e @centraldecinema



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Comencrítica | Espelho, Espelho Meu

Creio eu que as últimas dez gerações do mundo inteiro conhecem a história de Branca de Neve, a princesa órfã que sofria o diabo nas mãos da Madrasta Má. Espelho, Espelho meu chega aos cinemas para revolucionar uma obra literária bicentenária e um filme com 75 anos (isso tudo, mesmo), todos velhos conhecidos da galera.


E as revoluções já começam no roteiro, que fica um pouco menos fútil. Como é de conhecimento popular, a Madrasta manda matar Branca pelo simples fato deu que a princesa é mais bonita. Aqui, temos uma questão política: revoltada com o que a Rainha fez ao reino, Branca de Neve ameaça tomar o que é seu por direito: o trono.

E por falar em Branca, Lily Collins exala carisma. Eu acho que a atriz é a pessoa mais fofa que já existiu em toda a humanidade. É instantâneo: olhe para Collins e sorria. Mas, fofuras à parte, a atriz construiu muito bem a personagem e o amadurecimento da protagonista. Que passa de uma princesa trancafiada à líder de um grupo de anões bandidos, quase uma Robin Hood. Afinal, donzelas indefesas estão totalmente fora de moda.


Ah, os anões. Esses são, certamente, a parte mais divertida do filme. Grande parte do alívio cômico fica por conta dos "guerreiros nanicos" e suas tiradas sagazes. Embora os nomes originais tenham sido alterados, é possível identificar características marcantes deles, como o sonhador Half Pint (Dunga) e o sempre bem-humorado Chuckles (Feliz).

 Fechando a lista de boas escolhas: Julia Roberts está simplesmente P E R F E I T A como rainha louca. O sarcasmo e a ostentação exalam de suas golas altas e espartilhos justos. E é impossível não ter vontade que ela se lasque logo. Em contrapartida, tempos o Príncipe Alcott, ou o Encantado. Que é pura nobreza, e deixa Roberts louquinha. No fim das contas, os planos da Rainha mudam e é o princípe que acaba enfeitiçado.



Na parte gráfica, o diretor Tarsem Singh deixou sua marca indiana: cores, panos e rococós por todos os lados. No entanto, a escolha de cores muito vivas é feita com cuidado. Apenas quando a alegria deve reinar (e sempre na roupas de Branca de Neve), existe cor. No miserável reino, tudo é apresentado em tons de cinza.

Como é tradição em filmes indianos, o fim do filme conta com uma apresentação musical e coreográfica típica de Bollywood. E, claro, dá a Branca de Neve sua apresentação musical obrigatória.

No fim das contas, Espelho, Espelho Meu é um filme com adapatações bem feitas, muito atual e que não deixa de ter seu ar mágico dos contos de fadas. Muito leve, vai ser impossível não sair um pouco mais feliz da sessão.

PS: Agora é esperar até julho para assistir Branca de Neve em uma versão guerreira medieval em Branca de Neve e o Caçador.

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Comencrítica - Shame

Por Davi de Castro

Gabriel García Márquez afirma que “o sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança”. Em Shame, vemos a sentença se aplicar com rigor em Brandon Sullivan, personagem vivido por Michael Fassbender, um cara recluso, impessoal e triste, que não consegue estabelecer ligações emocionais mais profundas, e, não obstante, mantém um compulsivo vício sexual. Sem cair na caricatura, Fassbender constrói um personagem complexo e humanizado, conseguindo despertar até a empatia do público, apesar de suas polêmicas atitudes – auxiliado, é claro, pelo bem estruturado roteiro do diretor Steve McQueen com Abi Morgan.

McQueen conduz a narrativa empregando elementos que enriquecem o roteiro e despertam sentimentos no espectador. Os planos (médios e longos, em sua maioria) conferem um ritmo melancólico similar à vida do retratado. Também demonstram o cuidado em acompanhar os acontecimentos da narrativa, aumentando-lhe o simbolismo, como na cena em que, absolutamente irritado por ouvir os gemidos da irmã com o seu chefe no quarto, Brandon aparece espremido entre seus móveis no canto inferior esquerdo da tela, lembrando o espectador de cenas anteriores, quando o protagonista disse para a irmã que ela o deixava encurralado.

As cores da película também são um dos pontos fortes, constituindo uma estética interessante, numa perfeita sintonia entre direção de arte, figurino e fotografia. São utilizadas cores frias, como azul, cinza e verde, para caracterizar a personalidade fechada, distante, e até sombria do protagonista. Nas cenas de sexo, no entanto, nota-se a presença de cores vivas, vibrantes, como vermelho, o rosa, o roxo e o amarelo. É como se a mudança de tonalidade nos indicasse que aqueles momentos de prazer são o ponto de escape daquela vida solitária, resignada, linear, rotineira, do nosso personagem. Eis aí, talvez, a razão de sua compulsão sexual. É como uma fuga, um contraponto, às suas atividades, à sua imagem de bom moço, à sua ânsia de querer manter sempre tudo sob controle, tudo alinhado. 

A sexualidade excessivamente aflorada não é o único dilema de Brandon. O fato é apenas um artifício pelo qual seu drama parte e se desenvolve. A estória, portanto, vai além das meras cenas fortes, que incluem até nu frontal. A conturbada aparição de Sissy (Carey Mulligan), irmã de Brandon, corrobora o argumento. A instabilidade emocional da moça e sua delicada relação com o irmão já denotam o histórico familiar um tanto complicado, cuja ausência dos pais parece ter sido uma constante na vida de ambos.

Ao contrário de Brandon, Sissy é, embora nem sempre demonstre, frágil, delicada, e apresenta um forte afeto pelo irmão. No entanto, o protagonista se mostra incapaz de retribuir, na mesma medida, o carinho por ela. Aliás, seu mundo parece ser tão distorcido, que é inevitável não perceber uma certa conotação sexual em alguns de seus atos com a irmã. É como se o sexo fosse a forma mais próxima que Brandon conhece de demonstrar algum afeto. Tanto que as mesmas cores fortes e vibrantes percebidas em algumas cenas de sexo estão também presentes na maioria das vezes em que Sissy aparece. 

E se a vergonha do personagem passa despercebida dos demais por muito tempo, quem sabe até dele mesmo, é durante o encontro com uma colega de trabalho em um restaurante que Brandon começa a perceber e a refletir, ou pelo menos a considerar, sua aversão por relacionamentos amorosos e a obsessão por sexo. E quando a gente pensa que uma virada está por vir, o iminente fracasso acaba levando-o ao extremo de seu vício. É aí que a película ganha cores fortes, apontando a um claro “aumento da temperatura” do filme. Um importante evento com Sissy, no entanto, vai culminar com uma cena emblemática e que nos levará, ou pelo menos vai sugerir, novos caminhos com o “extravasar” do personagem, onde, pela primeira vez, ele explode em emoção e a externaliza. Assim como seu gesto simples, mas muito significativo, em relação à irmã. 

Sem apresentar um desfecho conclusivo ou mesmo apelar para o clichê, o filme termina com uma cena icônica, semelhante à cena inicial, só que com ações minimamente diferentes dos personagens envolvidos, que apenas trocam olhares e gestos, assim como o ambiente sutilmente mais limpo. São apenas indícios, deixando a leitura à mercê do espectador. Será, então, que os últimos acontecimentos provocaram alguma mudança? Algum sentimento amoroso se aproximou dele, diminuindo a intensidade de seu "consolo"? Talvez seja este o único caminho que o distancie de sua vergonha.

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terça-feira, 3 de abril de 2012

Vilões mais assustadores da Disney

Por Lucas Madureira


Olá, galera. Fazia um tempinho que não escrevia sobre a Disney. Já estava com saudades. Eu estava matutando sobre os vilões dos desenhos Disney e resolvi fazer um Top 10 + 1  dos mais assustadores/estranhos. Não sei se vão concordar comigo, mas começarei do último colocado e irei até o primeiro. Meu critério de avaliação foi o seguinte: o que mais conseguiu me assustar com jeito e atitudes.

10º - Capitão Gancho

É o vilão de Peter Pan. Apesar de ser bem atrapalhado, Gancho conseguiu entrar em meu ranking porque ele queria destruir as crianças perdidas. Mas é um dos vilões mais divertidos da Disney. (Vou falar a verdade: me identifico muito com o Peter Pan. O Gancho ter entrado é mais uma questão pessoal do que ser assustador)

9º - Rainha de Copas

A sempre nervosa Rainha de Copas é a vilã de Alice no País das maravilhas. O motivo por ter ganhado o nono lugar é simples: CORTEM A CABEÇA! 
PS: ela é bem insegura quanto a aparência. Se adentrarem em seu reino, o melhor jeito de ficar com a sua cabeça é a elogiar. Mas não falo por experiência própria, infelizmente nunca consegui chegar ao País das Maravilhas.

8º - Yzma


Yzma é a vilã de A Nova Onda do Imperador. O motivo dela me assustar é bem simples: QUE MULHER FEIA! Acho que essa nem o Hades encarava!

7º - Cruela Devil

Cruela é a vilã de 101 Dálmatas. O motivo dela ter ganhado o sétimo lugar também é simples: Ela pretende matar cachorros para fazer casacos. Quanta maldade!!! E também tem uma cena que ela fica possessa de raiva. Vamos dizer que não gosto de assistir essa parte.

6º - A Madrasta

Ela é a vilã de Branca de Neve. Ela conseguiu a sexta colocação porque tramou a morte da enteada várias vezes, além de ter tentado envenenar a garota com uma maçã, se transforma em uma senhora pavorosa no final do filme. Ela é a maldade em desenho. Idosas sendo vilã me assustam!

5º - Hades

Esse simpático senhor com cabelo de fogo azul é o vilão de Hércules. Ele está na lista por ser o senhor do Submundo! Isso já é motivo suficiente para assustar!

4º - Scar

Scar é o vilão do clássico dos clássicos, O Rei Leão. O simpático leão acima chegou ao quarto lugar por matar o irmão e tramar contra o sobrinho. Julguei e condenei.

3º - Úrsula

Esse ser é a vilã de Pequena Sereia. Olha a cara disso e você saberá porque ganhou o terceiro lugar. Mete medo mesmo!

2º - Jafar

Jafar é o vilão que tenta atrapalhar a vida de Aladdin. Ele é malvado por natureza, mas a cena acima, dele se transformando, é bem assustadora. Fora quando ela resolve virar uma cobra gigante. Segundo lugar merecido.

1º - Dr. Facilier

Dr. Facilier é o vilão de A Princesa e o Sapo. Chegou a primeira colocação por ser feio, mexer com vudu e me assustar.

VENCEDOR: Frollo

Frollo é o vilão de O Corcunda de Notre Dame. Ele me assusta pelo jeito que trata o Quasimodo, pelo seu gênio do cão e porque ele começa a cantar com uma voz estranha e aparecem sombras. SÉRIO, ELE CANTANDO ME ASSUSTA MUITO.

E então galera, concordam com minha avaliação? Tem algum que te assusta e não está aqui? Quero as opiniões de vocês! E espero que não tenham pesadelos depois de relembrar essa galera.

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PS: Então galera, agora vai entrar mais uma nesse Ranking, uma que já deveria ter entrado. Devido aos comentários, aqui está ela, a Malévola:


Esse ser estranhíssimo entrou no Ranking por colocar medo em nossos leitores. Ela é a vilã de A Bela Adormecida. Merece estar aqui por ser realmente má, jogar uma maldição em um bebê, perseguir uma jovem e se transformar em um dragão monstruoso.

E podem me seguir no twitter, prometo não ser assustador também. @lucasmadureira
E sigam também o @centraldecinema e fiquem por dentro de nossos posts e do que está acontecendo no mundo das telonas.











Alice no País das Maravilhas em DVD









A Nova Onda do Imperador em DVD











Hércules em DVD









O Rei Leão em DVD, Blu-Ray e Trilogia em Blu-Ray










Aladdin em DVD











A Princesa e o Sapo em DVD, Blu-Ray e DVD + Camiseta










O Corcunda de Notre Dame em DVD
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