segunda-feira, 5 de março de 2012

Festa de debutante para Anastasia

Por Thandy Yung

Eu adoro efemérides (datas comemorativas marcantes, tipo "10 anos disso" ou "25 anos daquilo"). E vez ou outra me pego googleando por aí em busca de alguma que renda post. Bom, na minha última escavação encontrei algo interessante: o filme Anastasia faz 15 anos em 2012.


Antes de começar a falar da linda animação vamos deixar uma coisa bem clara aos desavisados: Anastasia NÃO É UM FILME DA DISNEY, obrigada. Nesse caso, o Google te engana, uma vez que existe um mega banco de imagens denominado "Anastasia Disney". O longa é, na verdade, uma produção da Fox Animation Studios (A Era do Gelo e Rio). É isso, nem todas as princesas são da Disney.

A animação é baseada em uma lenda urbana russa, que pregava que a princesa Anastasia Romanov, filha mais nova do último monarca da Rússia Imperial, de fato sobreviveu a execução de sua família, que no desenho acontece pelas mãos do mago Rasputin.

Após o massacre Anastasia perde a memória, vira Anya, e vai parar em um orfanato. Anos mais tarde, surge pelas ruas da Rússia que a princesa havia sobrevivido. A grã-duquesa imperial, e avó de Anastasia, oferece uma recompensa de 10 milhões de rublos para quem encontrar sua neta. É aí que entra na história os picaretas Dimitri (que foi quem, quando criança, ajudou Anastasia a fugir do castelo) e Vladimir, que tentam encontrar alguém que se encaixe no perfil e acabam encontrando Anya. A trama percorre o treinamento que eles aplicam para transformar Anya em princesa e, é claro, o processo de "apaixonamento" de Dimitri por ela enquanto viajam para Paris, onde a avó se encontra, e a tentativa de convencer a idosa que ela é a verdadeira e não só maos uma picareta impostora.



Agora, porque Anastasia é tão bom? Primeiro, porque ela é uma princesa sem frescura (eu tenho agonia das princesas clássicas da Disney, que fique registrado). Segundo, porque as músicas são sensacionais - consigo cantarolar Once Upon A December mesmo meses depois de ver o filme. Terceiro, o roteiro da animação não tem nada de bobo e ao mesmo tempo consegue ser ultra leve, divertido e fácil de acompanhar. Vale à pena sentar para uma sessão nostalgia (lembrando que o filme foi produzido da maneira tradicional: lápis e papel).


Curiosidade? O filme foi dirigido por Don Bluth e Gary Oldman, sim o Sirius Black - ou o Detetive Gordon, de Batman Begins. Nunca na minha vida eu ia imaginar que ele já tinha se aventurado no universo da direção. Mas, pelo que eu pesquisei, foi a única vez que ele fez isso.

Para finalizar, uma informação que me deixou impressionada foi a infinita semelhança do mago vilão Rasputin com Grigori Rasputin, conselheiro da corte russa na época do massacre e, obviamente, quem inspirou o desenho da animação.












 Anastasia em Blu-Ray





Besos.
Sigam-me os bons!
@thandyung

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