segunda-feira, 12 de março de 2012

Comencrítica | W.E. O romance do século

Por Thandy Yung

Confesso que entrei na sessão sem qualquer expectativa. Afinal, ela É a deusa da música Pop, mas está apenas engatinhando nos cinemas. Preferi me despir de expectativas e, consequentemente, dos preconceitos e só curtir o momento. Deu certo. Apesar do filme começar um pouco confuso, a rainha do pop mostra bom serviço na riqueza de detalhes e entrega ao público um filme cheio de momentos distintos, levando do riso às lágrimas.

O longa conta (ou deveria contar) a história de amor entre Wallis Simpson, americana, e o Rei Edward VII, da Inglaterra, que abdicou do trono para poder viver seu amor por sua plebeia ianke. A história de um casal que ficou junto por quase 40 anos já seria o sufciente. Mas não é por ai que para o roteiro de W.E.


Em paralelo à história britânica, está a história de Wally, uma americana rica, que vive um casamento infeliz nos anos 90 e é obcecada pela história do "casal do século". É justamente nessa obsessão que o filme perde um pouco a linha. A semelhança de nomes e de histórias causa um pouco de confusão e alguns minutos são necessários para conseguir se ambientar e entrar de cabeça na história. Outro problema é que o roteiro demora muito para desenrolar e fazer a tal da ligação entre as personagens.


O enquadramento é impecável. Aqui, a nova diretora abusa de detalhes e cortes pouco convencionais ao cinema hollywoodiano. Com um quê de filme europeu, mãos, pernas, sorrisos e colares são as grandes atrações da noite.

O argumento do filme exala a filosofia Madonniana de vida, que prega a mulher forte, influente, que precisa se libertar para ser feliz (Wally moderna). E também aborda o lado da história não contada, da mulher que abre mão da sua vida mas que não tem isso reconhecido (Wallis da década de 30). O filme mostra mulheres que causaram, assim como nossa querida Madonna.

Sem precisar brincar de fazer participações, a cara de Madonna está em toda parte. Sua essência exala a cada minuto do filme. Madonna é luxo e glamour e W.E. também. No filme, essa marca fica evidente por meio das grifes mais luxuosas que conhecemos nos dias de hoje (e na década de 30) como: Chanel, Cartier, Luis Vitton e Dior, que marcam presença nas roupas, jóias e assessórios dos personagens ;)


Para quem pensa que W.E. vai ser só um romancezinho qualquer, prepare-se para algum um pouco mais forte. O filme usa muito bem as cenas triviais e leves, mas tudo isso é para desarmar o espectador de duas cenas extremamente marcantes de violência doméstica. Cenas essas que chegaram a me deixar com taquicardia.

Para finalizar, uma ligação muito interessante. Lembram do ótimo Oscar2011? Lembram que o filme O discurso do Rei levou filme, ator, diretor e roteiro original? Pois é, a história de W.E. é sobre exatamente o mesmo irmão que abdicou do trono para viver com uma americana divorciada e que, por isso, fez com que o gago irmão mais novo assumisse o trono. Em W.E. o irmão Gago é rapidamente apresentado e fica como o "pau mandado" da mulher. Vale assistir W.E. e correr para o DVD assistir O Discurso do Rei ;)


Besos.
Sigam-me os bons!
@thandyung e @centraldecinema

Um comentário:

  1. BOM! ENTENDO POUCO DE FILMES, MAS ADOREI ESTE POR TER SIDO BEM RELATADO E POR SUA RIQUEZA EM DETALHES, NÃO FOI UM FILME CANSATIVO , MAS SIM AQUELE Q TE PREENDE ATE O FIM, GOSTEI...

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