quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O Oscar e as animações

Por Lucas Madureira
A maior premiação do cinema está chegando, eu, como um apaixonado por animações, fiquei curioso para saber quais foram as que ganharam o Oscar ao longo dos anos. Preciso confessar que alguns anos eram óbvias as escolhas, mas tiveram outros … Essa categoria deu trabalho para a Academia.

Fui procurar e achei foi um probleminha. Os sites informam anos diferentes. E agora? Ahhh … eu com minha super inteligência saquei que uns mostravam o ano que foi entregue o Oscar e outros o ano que foi produzido o filme. Usarei a segunda categoria, mas fiquem sabendo: O vencedor de 2001 só recebeu o prêmio em 2002. Entenderam?
ps: para acessar minha fonte clique aqui.

Curiosidade: A categoria surgiu na premiação de 2002, ou seja, foram indicados filmes produzidos em 2001.

Então vamos lá,

E o Oscar de melhor animação vai para: (essa frase me dá um frio na barriga):

2001 – Shrek
Indicados: Jimmy Neutron e Monstros S.A.

2002 – Spirit, o corcel indomável
Indicados: A era do gelo, Lilo & Stich e O planeta do tesouro.

2003 - Procurando Nemo
Indicados: Irmão urso e As bicicletas de Belleville.

2004 – Os Incríveis
Indicados: Shrek 2 e O espanta tubarões.

2005 – Wallace & Gromit em A maldição do coelhomem
Indicados: O castelo animado e A noiva cadáver.

2006 – Happy feet
Indicados: Carros e A Casa Monstro.

2007 - Ratatouille
Indicados: Persépolis e Tá dando onda.

2008 – Wall – e
Indicados: Bolt e Kung Fu Panda.

2009 – UP – Altas aventuras
Indicados: Coraline, O fantástico senhor raposo, A princesa e o sapo e O segredo de Kells.

2010 – Toy Story 3
Indicados: Como treinar seu dragão e O ilusionista.

2011 - ??????
Indicados: Um gato em Paris, Chico & Rita, Kung Fu Panda 2, Rango e O gato de botas.

Antes de expressar minha opinião sobre meus favoritos para esse ano, preciso comentar algumas coisas: 2007 foi um ano meio fraco de indicações, não sou muito fã de Ratatouille. 2003 e 2008, ao contrário, foram anos bem disputados, mas Procurando Nemo e Wall-e mereceram vencer.

Como Treinar Seu Dragão também é muito bom, mas como vencer Toy Story 3? Impossível. Agora a pergunta que não quer calar, COMO SHREK VENCEU MONSTROS S.A? Acho o grandalhão verde uma ótima animação, mas estamos comparando com Monstros S.A! Bu, Mike, Sulley e outros milhares de personagens perfeitos. Esse ano achei injusto (falo mesmo!). Mas enfim, já passou, né?

E esse ano? Quem será que leva? Minhas apostas ficam entre Kung Fu Panda 2 e O Gato de Botas, mas acredito que Rango também esteja no páreo. Porém, do jeito que eu sou ótimo em apostas, um dos outros dois vencem e eu perco o bolão. (Não duvide, isso acontece com muita frequência uhauha)

Quero saber quais são as suas apostas. Comentem e me falem quem vocês acham que vai ganhar. Então é com vocês, O Oscar de melhor animação vai para ….

Podem palpitar lá no meu twitter também!
@lucasmadureira

Oscar 2012: saudosismo e melancolia

Por Davi de Castro

A Invenção de Hugo Cabret e O Artista lideram as indicações

Definitivamente, a 84ª edição do Oscar é a premiação da nostalgia, da melancolia, do saudosismo. Os dois filmes mais disputados (O ARTISTA e A INVENÇÃO DE HUGO CABRET, respectivamente com 10 e 11 indicações) são nada mais que uma maravilhosa homenagem ao cinema pioneiro, clássico, mudo e em preto e branco. Enquanto o primeiro (O Artista) adentra no universo memorado fazendo uso da linguagem e técnicas da época (por exemplo, a fotografia no formato standard (1.33:1) e com os frames acelerados), o segundo o venera a partir da linguagem cinematográfica contemporânea, de ponta, fazendo uso de uma das melhores adequações do 3D já vista nas telonas (com muita profundidade e sobreposição de planos, sem precisar jogar nada na cara do espectador). A Thandy Yung já escreveu sobre a Invenção de Hugo Cabret. Leia!

Impossível a qualquer cinéfilo mais dedicado não se emocionar com as estórias e a nostalgia iminente, naquele conhecido saudosismo do que não se viveu. Afinal, quem nunca quis ter o privilégio de assistir a uma película em p&b e muda no cinema? Ou quem nunca imaginou como seriam os sets de gravação das obras de Méliès? Pois são presentes assim que O Artista e Hugo Cabret nos proporcionam. Merecem, de fato, todo o reconhecimento que estão recebendo. E não são apenas os dois grandes favoritos da noite do dia 26 de fevereiro de 2012 que exalam certo grau de nostalgia e melancolia:


CAVALO DE GUERRA - Spielberg, com Cavalo de Guerra, evoca o clima dos grandes épicos de outrora, numa clara tentativa de remontar ao passado. Sem, no entanto, obter os mesmos êxitos daqueles dois. Tecnicamente perfeito (não era pra menos), o filme peca por pesar a mão no melodrama e apresentar uma estória superficial e pouco cativante, de uma amizade sem limites entre um jovem e um cavalo, em que são separados pelo destino e têm de enfrentar os percalços da guerra até o esperado reencontro. As referências a clássicos como E o vento levou... aparentam, aqui, sem propósitos, incorrendo em feitos meramente estéticos.


MEIA NOITE EM PARIS - E como falar de nostalgia/saudosismo sem lembrar de um dos seus grandes expoentes? Meia Noite em Paris, de Woody Allen, dá cor e forma aos desejos e sonhos mais tenros permeados no imaginário dos descontentes com seu tempo, como conhecer autores passados que tanto nos cativam, bem como épocas distantes que nos enchem os olhos de lágrimas só de pensar. A Belle Époque parisiense e o diálogo memorável entre grandes artistas clássicos não só nos remetem ao saudosismo, como à nostalgia do que não vivemos. Leia também a crítica que a Ericka Guimarães escreveu sobre o filme.


A ÁRVORE DA VIDA - Sem metalinguagens, mas não por isso menos melancólico e nostálgico, a narrativa faz uma crônica sobre a vida, nos incitando a refletir sobre a natureza humana e nossa condição. Obra-prima do cineasta Terrence Malick e um filme “estranho no ninho” para uma premiação como o Oscar, A Árvore da Vida é de uma candura e sensibilidade únicas. A fotografia é um espetáculo à parte e nos convida a imergir naquele mundo de flashbacks do universo e da vida do protagonista. A gente sai desnorteado do cinema.


OS DESCENDENTES - Os Descendentes é outra grande aposta melancólica da disputa, já até o denominaram (não me lembro onde) como o filme mais indie da premiação. Apresentando um Havaí um tanto diferente do que estamos habituados (pouco sol, pouco mar, pouca festa), o filme se centra no drama familiar do patriarca vivido por George Clooney, que tem de lidar com o coma da esposa, a criação das duas filhas adolescentes e a recém-descoberta da traição de sua mulher. O ritmo excessivamente calmo torna a estória enfadonha e longa.

TÃO FORTE E TÃO PERTO – Dirigido por Stephen Daldry, o filme conta o drama do pequeno Oskar Schell (Thomas Horn), uma criança de 11 anos perspicaz, talentosa, geniosa e cheia de manias e tics que perde o pai e melhor amigo (vivido por Tom Hanks) no traumático 11 de setembro. Remontando figurinos, cenários e acessórios desta época tão perto e tão longe (2001), não tem como não sentir-se nostálgico ao ver, por exemplo, cenas na tv do trágico incidente (e tentar lembrar o que fazíamos na data) ou ver os celulares típicos daquele começo de década, como aquele modelo Nokia grande, apelidado de tijorola. A estória é tocante e consegue sensibilizar, diferente do premiado (não consigo entender) Os Descendentes. Os personagens trazem uma humanização e por mais que aparentemente alguns mostrem-se unidimensionais, a trama evolui e nos surpreende, como o desenvolvimento do próprio Oskar, que mescla momentos de genialidade e uma mente madura com cenas de antipatia e chiliques típicos de crianças de 7 anos. 

O HOMEM QUE MUDOU O JOGO – Brad Pitt vive um ex-atleta de baseball frustrado que, apesar de promissor na adolescência, ficou apenas na promessa. Esteja aí, talvez, o principal motivo da melancolia que acompanha o agora gerente do time Oakland Athletics, responsável por encontrar e desenvolver talentos, durante toda a película. É ao lado do personagem de Jonah Hill que Pitt passa a desafiar todo o sistema e a utilizar um novo método de captação de atletas. Os fatores “realidade” e “humano”, no entanto, retardam os planos do método que, com persistência, mudaria todo o jogo em breve. Apesar de ser um filme essencialmente sobre baseball, quem não saca nada do esporte (como eu) consegue entender sem delongas e o drama do personagem e seu desafio sobressaem-se às regras e normas tanto debatidas.  

HISTÓRIAS CRUZADAS – Mais um filme que retrata determinado período na História. Eis aqui o único não saudosista, não melancólico e não nostálgico. Também pudera, já que trata da ferida do preconceito racial e a luta dos negros pelos direitos civis. Com uma premissa que poderia render um grande filme, tratando com sensibilidade e fugindo da superficialidade, o filme incorre em questões que o tornam, no mínimo, mediano, apesar do esforço de alguns atores, como a brilhante Viola Davis. O roteiro é moralmente questionável, maniqueísta e apela para o sentimentalismo a fim de esconder sua artificialidade. Em vez de enfocar a condição de vida das empregadas domésticas negras nos Estados Unidos da década de 1960, o que era esperado e cujas personagens são as mais interessantes, a narrativa se preocupa em retratar os dilemas fúteis das patroas ricas e brancas e busca soluções simples e óbvias.




-> Este ano tem tanta preciosidade no Oscar (A Árvore da Vida, O Artista, Hugo Cabret, Meia Noite em Paris e Tão Forte e Tão Longe) que ainda não tenho um favorito absoluto (mas acho que, no fundo, Hugo esteja no topo). De qualquer forma, acredito que minhas chances de sair frustrado serão menores (se bem que meu histórico não é muito bom).

Leia também: Os livros que inspiraram os indicados ao Oscar
@davidecastro

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Crítica | A invenção de Hugo Cabret

Por Thandy Yung

Acostumado a filmes voltados para o público adulto, Martin Scorsese se aventura pela primeira vez – em mais de 40 anos de carreira – na direção de um infanto-juvenil e acerta perfeitamente a mão. Em uma bela homenagem à sétima arte, A Invenção de Hugo Cabret é um filme completo. Tanto na técnica quanto em questões artísticas, o longa faz jus a cada uma das 11 cantegorias no qual foi indicado ao Oscar 2012.

O filme conta a história de Hugo Cabret (Asa Butterfield), um órfão que vive sozinho numa estação de trem em plena Paris do início do século XX. Com a ajuda de Isabelle (Chloë Moretz), ele busca a resposta para um mistério que liga o pai que ele perdeu recentemente (Jude Law), o mal humorado Papa Georges (bem Kingsley), um autômato programado para escrever e uma fechadura em forma de coração, aparentemente sem chave. Ao entrar de cabeça nessa aventura, eles descobrem a verdadeira identidade de Georges e, enfim, desvendam o mistério deixado pelo pai.


Equilíbrio é a palavra de ordem. As sequências são dividas na medida certa entre drama, humor e ação. Cada um dos momentos é perfeitamente amarrado ao próximo e o que surge é a vontade cada vez maior por mais uma parcela do mistério, oferecido em doses homeopáticas até que se chegue ao clímax.

Scorsese não mede esforços em enaltecer sua paixão pelo cinema e sua admiração pela leitura, e impressiona pelo cuidado gasto em tais quesitos, é perceptível que tudo foi amplamente pensado. O filme é recheado de referências a grandes nomes das duas artes. No campo do cinema, um tempero a mais: projeções dos primeiros clássicos como A Chegada do Trem na Estação, dos irmãos Lumière, e Viagem à Lua, de Méliès.


Além de ser a primeira vez de Scorsese no universo infantil, esta é também a primeira vez que o diretor investe em um filme 3D. E, novamente, acerta. O efeito da terceira dimensão é usado de maneira sutil e impecável. Ao deixar de lado o feio costume de usar a tecnologia para jogar objetos na cara do espectador, Hugo chega como se estivesse realmente em nossa frente, uma noção perfeita da profundidade de campo.

Embora não tenha recebido nenhuma indicação ao Oscar na área da interpretação, o trabalho do elenco merece destaque. A química entre os protagonistas infantis é impecável e eles parecem amigos de longa data vivendo uma aventura. Mais atenção ainda merece a atuação de Butterfield que, de tão sincera, coloca muitos veteranos no chinelo. Fechando com chave de ouro, Kingsley dá o toque de maturidade que faltava e transforma o pesar em algo ainda mais real. Aos mais emotivos, é melhor deixar lenços à postos. Vai ser difícil não se emocionar com a história.

Após anos sendo alimentados com produções vazias e apenas bonitinhas, Hugo Cabret é um filme infantil que tem a chance de ampliar os conhecimentos dos pequenos – e dos pais – no universo do cinema e da literatura. Algo mais do que rir durante uma hora e meia e pronto, coisa que há anos a indústria cinematográfica estava devendo ao público. Um verdadeiro presente para quem gosta de cinema: seja como puro entretenimento, seja como arte.

Leia também: Os livros que inspiraram os indicados ao Oscar

Thandy Yung e Central de Cinema no Twitter:
@thadyung e @centraldecinema

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os livros que inspiraram os indicados ao Oscar

Por Ericka Guimarães

Que o cinema se inspira na literatura em vários momentos nós estamos carecas de saber. Então o Central de Cinema vai mostrar pra você em que fonte beberam os indicados à categoria Melhor Filme desse ano.

Cavalo de Guerra é um livro infanto-juvenil escrito por Michael Morpurgo, em 1982. Baseado neste livro, o super hiper ultra mega Steven Spielberg fez o seu último filme. A história é contada durante a Primeira Guerra Mundial (Spielberg já devia estar entediado com a Segunda). Joey, o cavalo da capa e do título, acaba percorrendo toda a Europa em guerra depois de ser vendido para o exército inglês e acompanha os horrores do conflito e a destruição que ele causa. 
Melhor Filme, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Fotografia, Edição de Som,  Mixagem de Som.


Hugo Cabret é um menino órfão e vive escondido numa estação de trem em Paris, lá em 1930. Ele deve ser praticamente invisível porque guarda um segredo incrível. Mas esse segredo fica ameaçado quando ele encontra o dono de uma loja de brinquedos e a afilhada.
Melhor Filme, Trilha Sonora Original, Direção de Arte, Fotografia, Figurino, Diretor, Edição, Edição de Som, Mixagem de Som, Efeitos Visuais, Roteiro Adaptado.



Extremamente Alto & Incrivelmente Perto (Tão Forte e Tão Perto)
Sabe aquele momento que antecede uma tragédia, que depois que passa a gente fica imaginando qual foi o último momento de felicidade da pessoa ou que ela não teve tempo de dizer o quanto amava as pessoas? Pois é. Oskar é um garoto de 9 anos que perde o pai no atentado às Torres Gêmeas do World Trade Center. O menino acredita que foi o último a ouvir as últimas palavras do pai, deixadas na secretária eletrônica.
Melhor Filme e Ator Coadjuvante



A Resposta (Histórias Cruzadas)
História de otimismo ambientada no Mississippi em 1962, durante a gestação do movimento dos direitos civis nos EUA. Eugenia 'Skeeter' Phelan, jovem que acabou de se graduar e quer virar escritora, encontra a resistência da mãe, que quer vê-la casada. Aconselhada a escrever sobre o que a incomoda, 'Skeeter' encontra um tema em duas mulheres negras - Aibileen, empregada que já ajudou a criar 17 crianças brancas, mas chora a perda do próprio filho, e Minny, cozinheira de mão cheia que não arruma emprego porque não leva desaforo dos patrões para casa.
Melhor Filme, Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante (com duas atrizes!) 

A Autobiografia de Alice B. Toklas (Meia-Noite em Paris)
Bom, essa informação é nova pra mim. De acordo com o blog da Editora L&PM, este foi o livro que inspirou Meia-Noite em Paris. Diferente dos livros citados acima, Woody Allen (seu lindo!) não transformou a história exatamente como é  contada no livro em filme. Mas é nesta obra que Gertrude Stein conta sobre as reuniões em sua casa com os famosos (desconhecidos na época) Picasso, Matisse, Hemingway, Jean Cocteau e Scott Fitzgerald e outros, na Paris do início do século XX.
Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Direção de Arte e Diretor.


Mathew King é descendente de uma princesa havaiana. A vida, porém, não vai muito bem. A mulher sofreu um acidente e está em coma no hospital. Uma das filhas esteve envolvida com drogas e a outra gosta de descobrir as coisas por conta própria e é ávida por atenção. A familia agora é comandada por Mathew. Ele precisa comandá-la sem a esposa, conhecer melhor as filhas e conhecer o próprio Mathew King.
Melhor Filme, Melhor Ator, Diretor, Edição e Roteiro Adaptado 


Moneyball - O Homem que Mudou o Jogo
(se souberem da edição em português desse livro, é só avisar nos comentários)
Michael Lewis realmente gosta de escrever sobre histórias de superação no esporte. O filme Um Sonho Possível também foi baseado em um livro dele. Em O Homem que Mudou o Jogo, o gerente do time de baseball Oakland Athletics, que perdeu a temporada de 2002, resolve usar um novo método, apresentado por um economista e que usa fórmulas matemáticas e estatísticas para montar o time.
Melhor Filme, Melhor Ator, Ator Coadjuvante, Edição e Mixagem de Som



Polemizando: e aí, o filme é melhor que o livro?

Leia também: Oscar 2012: saudosismo e melancolia

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Jennifer Aniston, a eterna Rachel

Uma coisa é fato: TODO MUNDO ama F.R.I.E.N.D.S (quem não ama, cale-se não quero brigar... Hahaha). Mas um fato que deve intrigar fãs do seriado e cinéfilos de plantão tanto quanto me intriga é: por que DIABOS a Jennifer Aniston vive a mesma personagem há 18 anos?! Acho que todo mundo já reparou que ela é sempre a mesma: loira, linda, boazinha, que vive uma história de amor. Além de ser figura garantida em comédias românticas. A única exceção que meu olhos viram até hoje foi em Quero Matar o Meu Chefe, no qual ela é uma morena malvada e ninfomaníaca.

Primeiro, ela de Rachel, o papel que consagrou sua carreira, no qual ela interpretou a mesma personagem entre 1994 e 2004:


Eis a única vilã de Anniston:


Não acredita que ela é sempre igual? Eu mostro.


PS: Ao fazer a pesquisa para este post - eu li todas as sinopses da filmografia dela - descobri, em 1997 o filme Paixão de Ocasião, no qual ela aparece com os cabelos castanhos escuros. A personagem, no entanto, se encaixa nos outros padrões dela.

O lance é: ela é muito boa sendo sempre a Rachel, sempre a mesma. Mas, como eu gostei muito dela como vilã eu queria ver ela mais vezes em papéis que fujam ao óbvio.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

[Relatos de Viagem] - Cinema na Espanha

Por Juliana de Faria

A primeira vez a gente nunca esquece. Essa máxima também é certa quando falo da primeira vez que fui ao cinema em Castellón, a cidade espanhola que estou radicada. Vi Shrek Para Sempre, em 3D, e claro, em espanhol. A primeira impressão foi: "Uau, um cinema com parede de vidro, posso ver o mar".



Entrar na sala de cinema foi um momento de euforia: "estou numa cidade pequena, menos de 200 mil habitantes que tem um cinema melhor do que os de Brasília. Isso é primeiro mundo". Talvez tenha sido uma visão um pouco exagerada, mas foi como me senti. Feliz de ter ido ao cinema assim. Aqui vale comentar que em Cuiabá (Mato Grosso - Brasil mesmo) também fui em cinemas melhores do que os de Brasília.

Ver Shrek em espanhol foi super estranho. A verdade é que não entendi muitas das piadas e ao voltar à Brasília fiz questao de ver uma segunda vez para ter certeza que tinha entendido direitinho. Isso aconteceu em julho de 2010, o dia exato nao me lembro e nem é relevante. Ainda nessas férias vi também Eclipse, no outro cinema da cidade, este segundo no (único) shopping da cidade. Outra vez fiquei chocada com a qualidade da sala. A única coisa que falta nos cinemas desta cidade é que as poltronas não levantam o braço. A verdade é nem todas as de Brasília tem isso também.

Em agosto de 2011 me mudei de vez (pelo menos até meados de 2013) para cá. As experiências com os cinemas foram aumentando. A ideia inicial entre meu namorado e eu era ir ao cinema uma vez por semana, sendo que cada ida um escolheria o filme. A verdade é que nao dá para ir uma vez por semana, a vida também é feita de outra formas de diversao em casal. Mas a proposta de que cada um escolhe uma vez essa sim, conseguimos manter. Só fazemos exceções quando vamos com outras pessoas, nesse caso decidimos em grupo.

Vimos vários filmes desde agosto. Aprendi a entender os filmes (e piadas) em espanhol. Os cinemas daqui tem um defeito: é que os filmes são sempre dublados. Simplesmente não há opção de ver em idioma original. O que todas as vezes que vamos, reclamo. E chego a ser chata com isso. Acho um absurdo um governo indicar que os filmes devem ser dublados para espanhol. Ainda que na Catalunha os filmes também estejam disponíveis em catalão.

Uma coisa não se pode negar: aqui o cinema nacional tem força. E são bem feitos. No momento que escrevo estão em cartaz quatro filmes espanhóis: 5 Metros Cuadrados (comédia dramática); Copito de Nieve (infantil); Maktub (drama, co-produçao argentina); e XP3D (terror). Não vi nenhum, mas digo que SEMPRE mantém essa média de filmes nacionais em cartaz, o que na minha opnião é formidável. Nada como fomentar as produções do próprio país.

Momento de confissão: perdi a oportunidade que sempre quis ter. Não vi um filme do Almodóvar no cinema. Em setembro esteve em cartaz La Piel que Habito. Me aferro de que a oportunidade voltará a acontecer e espero não perdê-la outra vez.

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

O que acontece quando morremos?

Por Ericka Guimarães



A vida após a morte sempre será um grande mistério e motivo para várias idéias, interpretações, sonhos, pesadelos e delírios. O que os filmes têm a nos dizer sobre isso?

De acordo com o filme nacional Nosso Lar, que foi baseado na obra de Chico Xavier, o "céu", ou o Nosso Lar, não é moleza. Tá pensando que depois que morre você vai ter direito ao descanso eterno? Pois se enganou. Lá você volta a ser alguém que tem que batalhar e trabalhar pelo que você quer. Quer ver sua família? Ok, mas o que você tem feito para merecer? O que fez em vida não vale como pontos. Começa do zero. (NOTA DA EDITORA: Pelo menos lá tem computador! Será que já chegou o Wi-Fi e o 3G?)

Em Os Outros, Sexto Sentido e Ghost e em vários filmes de terror vemos que algumas pessoas ficam presas ao plano terreno e não deixam os pobres (ok, não tão "pobres" em algumas situações) seres humanos dormirem em paz. Continuam rondando os vivos por terem deixado algo em vida inacabado, para lutar por justiça pela própria morte, por ter ficado longe de alguém que ama muito ou porque simplesmente ainda não sabe que morreu. Tenso.

Alguns fantasmas são bem sacanas mesmo. Ficam por aí tocando o terror em Nova York. E quem pode dar conta deles? Os Caça-Fantasmas! hahaha

Mas ó, te digo uma coisa: você que é vivo e faz maldade, é melhor tomar cuidado, pois algumas pessoas continuam querendo vingaça e justiça depois que morrem. Principalmente se forem crianças asiáticas. Veja O Grito, O Chamado e Espíritos pra ter uma pequena idéia do que te aguarda.

Às vezes as pessoas morrem e tentam se comunicar com aqueles que estão vivos. Você está preparado pra isso? Eu não. Joe Darrow, em O Mistério da Libélula também não. A esposa dele morre em um acidente e ele começa a acreditar que ela está tentando se comunicar através dos pacientes que estão à beira da morte. Para completar, as libélulas, que lembram a falecida, o perseguem.

Mas e se você é exposto a um vírus altamente contagioso e mortal vira um morto-vivo? Então o seu destino perder qualquer sinal de consciência humana e perseguir qualquer pedaço de carne que passe na sua frente para saciar a sua eterna fome. Até você encontrar um caçador de zumbis. De zumbis a Thandy Yung já falou e falou bonito.

Assistindo ao Cidade dos Anjos você aprende que quando você morre, você NÃO vira anjo. Mas é bom saber que eles estão ali, sempre ao nosso lado, tanto nos momentos bons quanto quando a hora de partir chega. São eles os guias para o "outro lado".

Vou parar por aqui porque acabei de ouvir um barulho esquisito vindo lá da sala. Se precisarem de mim, estou ali debaixo das cobertas.

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Cinema e Internet

Por Lucas Madureira



A forma que os filmes nas telonas abordam a interação do mundo virtual com o real e como retrata a internet e a tecnologia como um todo é cada vez mais criativa. Em Cilada.com o personagem de Bruno Mazzeo vive a "comum" situação de ter um vídeo constrangedor seu ser divulgado na internet. O pior de tudo é que o vídeo viraliza e tem milhões de acessos. O que fazer em uma situação como essas? Bruno tenta algumas alternativas.

E o fenômeno A Rede Social mostra como o big nerd Mark Zuckerberg, criador do Facebook, teve a fantástica idéia de fazer o site de relacionamentos. É um jovem bilionário porque a colocou em prática. É um filme intenso, tudo acontece muito rápido. Não pode tirar o olho da tela. O filme foi o grande destaque do Globo de Ouro 2011 e ainda ganhou 3 Oscar.

Falando em ideias que deixam seus donos milionários, Piratas do Vale do Silício mostra a história de rivalidade entre Bill Gates e Steve jobs, criadores da Microsoft e da Apple, respectivamente. Um longa que relata o desenvolvimento e popularização dos computadores, e, consequentemente, da internet.

Mensagem Para Você é um filme quase nostálgico sobre duas pessoas que se conheceram numa sala de bate-papo, mas não sabem quem são na vida real. Por incrível que pareça, os dois são arquirivais no mundo dos negócios. A trama se desenvolve de um jeito envolvente e engraçado.

E quem não se lembra da conexão discada, dos emails que mais pareciam cartas? Graças a Deus a internet e suas ferramentas foram evoluindo. Imaginem se o Zuckerberg tentasse criar o Facebook com a internet discada? E o preço da conta de telefone dos viciados na rede social (eu)?

Hoje os filmes já mostram a internet nos celulares, androids, IPhones e Ipads. Qual será a próxima maneira que a internet aparecerá ans telonas?










Cilada.com em DVD e Blu-ray





 




Piratas do Vale do Silício em DVD





 A Rede Social dm DVD e Blu-Ray










Mensagem pra Você em DVD









Então galera, lembrei desses filmes. Lembraram de mais algum? Deixem aí nos comentários. E falando em internet, sigam nos no twitter: @centraldecinema e @lucasmadureira

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Brains, headshots and zombies

Por Thandy Yung

Depois de falar do fim do mundo, eu fiquei com nossos amigos mortos-vivos na cabeça. E porque não um post exclusivo para zumbis? Ressurgidos dos outro mundo de diversas maneiras diferentes, há mais de 40 anos eles protagonizam cenas do terror trash. Graças ao sucesso do ótimo seriado The Walking Dead, estão mais em alta do que nunca e eu ADORO eles, mesmo com o roteiro sempre previsível de sobrevivência. Então, vamos relembrar os filmes de zumbi que precisam ser assistidos.


Se existe um nome que precisa ser citado quando se fala de zumbis, esse é o nome do diretor George Andrew Romero, o pai dos zumbis da época atual. Começaremos então em 1968, quando Romero lançou A noite dos mortos vivos - primeiro filme de sua trilogia de zumbis. O longa foi seguido de O despertar dos mortos (1978) e O dia dos mortos (1985)e os três serviram de referência para outras produções do gênero anos a fio.

Existe na indústria cinematográfica um filme que tem seu sucesso dependente de outra mídia: Resident Evil. O longa é inspirado no jogo homônimo que, por anos, foi o ápice da adrenalina dos video games (eu levava ALTOS sustos assistindo meus primos jogarem) e garantiu bilheteria. A franquia - que já tem quatro produções - começou em 2002 e conta a história de experiências genéticas realizadas pela Umbrella Corp. É claro que as coisas correm mal, e todo mundo do laboratório é infectado. Cabe a Alice (Jovovich) exterminar os zumbis. EU, particularmente, não curto muito os filmes (amo os jogos), mas era preciso citar.


Agora, iremos para dois casos que eu fico meio relutante em apontar como zumbis: Eu sou a Lenda e Rec. Ok, em ambos rola uma infecção que deixa as pessoas muito loucas. Mas, na minha humilde opinião, o que vemos são humanos que enlouquecem e sofrem mutações, mas eles não morrem. E, para mim, o conceito BÁSICO de zumbi é: MORTO-VIVO. Mesmo não sendo de zumbis (haha, polêmica), são dois filmes que eu recomendo.

Como não poderia faltar, um besteirol. Sim, a galera não respeita nem os mortos. Em Zumbilândia, o vírus que deu origem aos zumbis é uma variação da Vaca Louca (COMO respeitar?). Para dar o ar cômico Jesse Eisenberg (A Rede Social) aparece como um adolescente fóbico que quer retornar para casa na tentativa de encontrar a família. A história clássica de sobrevivência está presente somada a mais exageros do que os convencionais ao gênero. Apesar do desrespeito, o filme faz rir.


Para terminar, o filme de zumbis que mais me intriga: Terra dos Mortos, também de Romero. O motivo? A quebra total de paradigmas. Sempre foi padrão que zumbis são burros e lentos, certo? Ao sentar para ver esse filme, ESQUEÇA DISSO. Na produção os mortos-vivos fazem planos, usam armas (foto acima) e CORREM atrás das pessoas. Foi o maior choque da minha vida quando presenciei a cena. No entanto, é super bem feito e a maquiagem é impecável. De roteiro, nada de novo, como sempre.

Então é isso.
E lembrem-se: ATIRE NA CABEÇA, OU DESTRUA O CERÉBRO DE ALGUMA OUTRA MANEIRA!
Fiquem preparados, nunca sabemos quando a infecção vai começar.











A Noite dos Mortos Vivos em DVD e Blu-Ray









 Dia dos Mortos em DVD e Blu-Ray











Resident Evil, a quadrilogia em DVD e Blu-Ray









 Eu Sou a Lenda em DVD e Blu-Ray










REC em DVD e Blu-Ray











 Zumbilândia em DVD e Blu-Ray









 Terra dos Mortos em DVD







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