quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O cinema e o fim do mundo

Por Thandy Yung

2012 chegou! E o mundo (ainda) não acabou. Mas, o que não falta no universo cinematográfico são obras sobre o fim dos tempos. Elas passam por catástrofes naturais, dão o ar da graça com invasões alienígenas ou, até mesmo, se focam em doenças que dizimam a vida humana. Alguns preferem mostrar o processo de destruição, outros mostram o mundo após o caos. Normalmente, foi algum humano idiota (cof, cof, o governo americano) que fez besteira. Mas, vamos à lista com as diferentes formas que os diretores de cinema encontraram para dar fim à humanidade.

Comecemos com nossos queridos ETs, que deram seus primeiros passos com a invasão pura e simples do planeta. Mas que nos últimos tempos - desde que se iniciaram os discursos Ecochatos, mais precisamente - decidiram que a humanidade simplesmente não merece ter o planeta que tem e, por esse motivo, será dizimada. Na lista, Independence Day (com o Will Smith derrubando um ET com um soco)e Guerra dos Mundos (Dakota Fanning INSUPORTÁVEL gritando a cada 3 minutos)contemplam os ETs malvados. Já O Dia que a Terra Parou traz um Keanu Reeves extra-terrestre membro do Green Peace.

Catástrofes naturais! Ah, nada melhor do que terremotos e maremotos par dar fim à humanidade. Para isso, nossa boa e velha amiga Estátua da Liberdade sempre sofre. O Dia Depois de Amanhã e 2012 são dois exemplos do mundo se acabando com a rebeldia da natureza devolvendo o sofrimento. 2012, a propósito, foi responsável por disseminar mundialmente a ideia de que o mundo estaria perto do fim, ou vocês vão me dizer que acompanhavam o calendário Maia?



O Núcleo também é de catástrofe (o núcelo da Terra é atingido e, por isso, o planeta para de rodar, perdendo seu campo magnético. A partir daí não consegue se proteger dos raios solares e o caos se instala) mas ganhou um parágrafo solo por integrar minha lista de traumas. Não existe na minha vida cena mais desesperadora do que os pombos MUITO LOUCOS porque o magnetismo da Terra está falhando. Sim, eu tenho PÂNICO de pombo e ver eles atancando todo mundo me deixa com o coração simplesmente disparado. Apesar dos malditos pombos, o filme é bem bacana, recomendo.

E, como não poderia faltar, temos uma animação na lista! Wall-E, da Pixar, mostra como a humanidade conseguiu destruir a Terra com a quantidade de lixo que produz. No mundo pós apocalíptico temos uma nave super confortável e toda a humanidade obesa e com os ossos atrofiados. Eu ainda poderia falar de zumbis clássicos, Eu sou a Lenda (que também se passa em 2012), Matrix e o Livro de Eli, mas esse texto já está muito grande e deixarei apenas os nomes no ar. #ficadica

Bejos!
Sigam-me os bons!
@thandyung e @centraldecinema

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Comencrítica – A Dama e o Vagabundo



Confesso que precisei assistir o filme novamente para poder escrever esse texto. Havia bastante tempo que não via esses dois na telinha. Mas por que a crítica desse longa? Ele não é nem lançamento (não é mesmo, é de 1955). É porque a Disney está re-lançando o DVD de A Dama e o Vagabundo. E, segundo minhas fontes, (a @erickacris), os DVDs Disney são lançados de tempos em tempos e depois são esgotados. Ou seja, fica um tempão sem ter novamente.

A animação conta a história de um casal de cachorros. A cadela, Lady, é uma dama, é de raça. Ele é um vira-lata, não possui pedigree, mas é cachorrengo (mulherengo na linguagem canina) [sim, eu falo a língua deles!]. Lady chegou filhote na casa de seus amorosos donos, vai crescendo e se torna o xodó da família. Porém, ela é deixada em segundo plano quando sua dona engravida.

Quando o bebê nasce, Lady passa a gostar da criança e a ajudar a olhar, mas os pais do menino precisam viajar e deixam a Tia Sara, uma senhora que não gosta de cachorros e dona de dois gatos malvados, cuidando da casa e de seu filho. Em um dos destratos de Tia Sara, Lady foge de casa e conhece o cachorrengo Vagabundo. Eles vivem várias aventuras juntos, inclusive a clássica cena do jantar Italiano.

Porém, Lady tem suas responsabilidades com seus amáveis donos e com o bebê. O que será que ela vai fazer? Ficar com Vagabundo ou voltar para casa? Mais uma vez a Disney passa seus ensinamentos para as crianças. A Dama e o Vagabundo ensina sobre responsabilidades e que o amor vence preconceitos de classes socais.

Outra coisa, a Disney acerta muito na apresentação dos personagens. O filme é levado de uma maneira calma, o qual fica muito fácil acompanhar e lembrar de cada personagem, e emocionante. É um ótimo produto, vale muito a pena comprar o DVD para conferir =D

Mais outra coisa! A continuação, A Dama e o Vagabundo 2 - As Aventuras de Banzé, também está disponível. Para quem não conhece a história, Banzé é o filho da Dama e do Vagabundo. Ele conhece uma vira-lata chamada Angel e se mete em altas aventuras com ela.

E veja a cena do beijo mais clássico da Disney clicando aqui 










A Dama e o Vagabundo em DVD e Blu-Ray









A Dama e o Vagabundo 2 em DVD e Blu-Ray

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011 - Cinema Nacional

Por Davi de Castro


Devo confessar, antes de tudo, que as produções nacionais nem sempre são minhas prioridades na hora de escolher um filme. Mas 2011 trouxe-me algumas surpresas, muito boas, por sinal. Apesar de ter sido um ano em que fiquei quase um semestre afastado das salas de cinema e das locadoras (monografia, meus caros!), tive sorte em minhas “escolhas nacionais”. Eis aqui um singelo ranking das melhores e piores produções a que assisti no ano passado:

OS MELHORES DE 2011

1. O Palhaço


O Palhaço definitivamente me despiu de todos os (resquícios de) preconceitos que eu já tive em relação ao cinema nacional. É um filme tocante que mescla alegria e melancolia, realidade e fantasia, o picadeiro e o palco da vida. Uma narrativa inteligente, em uma belíssima fotografia, que conta a estória de um artista, a descoberta de si, sua infelicidade e o caminho de sua busca – do eu, do mundo, do outro –, culminando no aprendizado da descoberta do belo. A trilha sonora é outro destaque, carrega a essência da obra e do regionalismo brasileiro. Singelo e belo: escrito, dirigido e protagonizado por Selton Mello.



2. O Homem do Futuro


Até escrevi uma crítica sobre O Homem do Futuro, um filme de gênero arriscado quando se fala em produções nacionais: mistura ficção científica (efeitos especiais com os orçamentos que temos pode ser uma catástrofe de filme hollywoodiano, não?) e comédia romântica (como fugir do clichê?). Mas O Homem do Futuro (eis a explicação!) consegue se desvencilhar desses estigmas. Com uma direção segura e um roteiro que acerta naquela mistura, o diretor Claudio Torres dá uma prova de seu talento, auxiliado pelo sempre ótimo Wagner Moura e pela bem ajustada Alinne Moraes. [nota da editora: Wagner Moura, SEU LINDO!]



3. VIPs


Baseado em uma história verídica, o filme acerta em cheio na escolha de Wagner Moura para dar vida aos inúmeros personagens criados pela mente fértil e malandra de Marcelo. O ator mostra todo seu potencial, atuando com brilhantismo em todas essas metamorfoses, apesar da incômoda caracterização do personagem quando mais novo (que peruca é aquela?). A montagem traz dinamismo ao roteiro e os diálogos são tão interessantes que, por vezes, tornam-se hilários.




4. Bruna Surfistinha

Ousado, de cunho erótico, mas que em nenhum momento chega a ser explícito, muito menos puritano, o filme se esforça em tratar a polêmica da prostituição de forma natural, sem preconceito ou juízo de valor. O diretor Marcus Baldini, estreante, faz escolhas precisas – e felizes – que retratam a temática sem recorrer à apelação, tecendo as muitas cenas de sexo em um fio condutor para compor o drama pessoal da personagem principal vivida por Déborah Secco, que cresce em atuação à medida que Raquel se transforma em Bruna, a surfistinha. A fotografia também apresenta soluções interessantes, assim como o roteiro suaviza a carga dramática com momentos de humor bem dosados e produzidos. Sinceramente, não esperava muito desse filme, foi uma bela surpresa. Leia a crítica completa!


OS PIORES DE 2011

1. Onde está a Felicidade?

Este para mim foi um dos piores filmes que vi no ano passado, perdendo apenas para o horrendo 11-11-11. É cansativo, pretensioso (a começar pelo título), clichê, com piadas, bordões e trocadilhos sem graça (quando não de mau gosto). O roteiro peca pela linearidade demasiada e a proposta de ser “leve” acaba entediando, reforçado pelos fracos diálogos. O absurdo a que se propõe torna-se chato pelo excesso de graça que julga ter e, como se não estivesse “bom” o suficiente, ainda traz um desfecho pior do que tudo o apresentara até então, em uma descarada propaganda do governo do Estado do Piauí. Há que se reconhecer, no entanto, a bela direção de arte, notadamente inspirada nas primeiras películas do grande Almodóvar.


2. Assalto ao Banco Central

Um filme para não se levar a sério, começando pelas atuações (caricatas e unidimensionais) dignas de prêmio internacional... o Framboesa de Ouro. Com uma trilha sonora equivocada, um roteiro que nem de previsível pode ser chamado (ele mesmo se encarrega de quebrar o ritmo, o suspense e qualquer tensão que a estória poderia ter), o filme foi dirigido (se isso for chamar de direção) pelo global Marcos Paulo, que apesar de tentar fugir dos padrões de novelas, acaba não tendo muito êxito: há cenas com excessivo uso de cortes, e algumas de ação são tão mal dirigidas que beiram o patético – digno de final de novela. Enfim, um filme que tinha uma estória promissora, mas que fora mal executado desde a concepção.


3. De pernas pro ar


Não chega a ser ruim, até diverte em alguns momentos, mas é mais do mesmo. Mais do mesmo de comédias brasileiras e mais do mesmo de Ingrid Guimarães. Aborda um tabu do tabu (orgasmo feminino) com senso de humor, trazendo um “quê” de pós-modernidade, mas incide, implicitamente, em estereótipos antiquados. De tão bobinho, a gente mal sai da sala e já esquece o que viu, do que se tratava – lembrar o nome do filme, então.





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domingo, 1 de janeiro de 2012

O que esperar de 2012

Por Thandy Yung

Ano novo, vida nova, lista nova de filmes para assistir! É só chegar o Ano Novo e os os cinéfilos de plantão ficam atentos ao calendário de lançamentos. E parece que em 2012 os estúdios não pouparam esforços para lotar as sessões. Além da avalanche de heróis, temos encontro de lendas, fim de sagas (Tchau, Crepúsculo o/) e a nova animação da Pixar. O Central de Cinema fez uma listinha dos filmes que causarão frisson no ano que acabou de começar. Confira!



No que depender do cinema, o mundo está completamente salvo em 2012 (que fim do mundo o que...) e não faltarão heróis para encher os olhos dos mais nerds. O filme-evento Os Vingadores surge após cinco filmes-prólogo, que tiveram início em 2008 com Homem de Ferro e Incrível Hulk, com Edward Norton. Ao longo de quatro anos o público foi preparado - principalmente por cenas pós-créditos - para a união entre Hulk, Homem de Ferro, Viúva Negra, Thor, Gavião Arqueiro e Capitão América. A espera chega ao fim em maio!

Mas o heróis não param por aí. Para salvar as férias de julho, despontam no céu morcego e aranha. Enquanto Peter Parker chega completamente repaginado para uma franquia que começa do zero, o ressurgimento do Cavaleiro das Trevas vem para finalizar a (genial) trilogia de Christopher Nolan, que teve início em 2005 com Batman Begins e trouxe um homem morcego muito mais sério, sombrio e tão realista quanto uma história de (super)herói permite.



Pouco foi divulgado sobre a animação Valente até agora. Mas uma palavra é suficiente para fazer surgir o interesse do público: Pixar. O estúdio que nunca errou (mesmo em suas produções menos grandiosas) traz aos cinemas em 2012 sua primeira protagonista feminina. Em Valente, a princesa escocesa Merida quer abrir mão da nobreza para viver o sonho de entrar para a história sendo uma grande arqueira.

A saga Crepúsculo chega ao fim em novembro com o filme Amanhecer: Parte 2, baseado no livro homônimo de Stephenie Meyer. Após o casamento entre Edward e Bella, uma gravidez conturbada e a tão desejada transformação, o público finalmente poderá conhecer Bella como vampira, descobrir o que vai ser feito da bebê híbrida e assistir ao final da luta entre os Cullen e os Volturi.


 Mesmo sem muita preocupação com um roteiro minimamente elaborado, Mercenários 2 entra nesta lista pela escolha do elenco, que reúne as maiores lendas de filmes de ação dos últimos 25 anos. Entre elas, a lenda das lendas: Chuck Norris. A possibilidade de assistir Norris, Stallone, Schwarzenegger e tantos outros grandes nomes no mesmo filme deve levar centenas aos cinemas. Outro atrativo é a garantia de explosões, tiros e pancadaria a torto e a direito, há quem goste (Eu, cof cof).



Para fechar o ano com chave de ouro (e me matar do coração de expectativa), em dezembro chega aos cinemas O Hobbit - Uma Jornada Inesperada, de Peter Jackson, diretor da trilogia O Senhor dos Anéis. A história, também baseada na obra de J.R.R.Tolkien, apresenta as aventuras do hobbit Bilbo Bolseiro ao lado do mago Gandalf e a cia de 13 anões liderada por Thorin Escudo de Carvalho. É em O Hobbit que Bilbo Bolseiro encontra o Um Anel que desencadeia a aventura apresentada na trilogia ganhadora de 17 Oscars. E o trailer foi divulgado mundialmente tem poucos dias. Confira!




Ah, é bom estar de volta (é ótimo, na verdade)! :)
Feliz ano novo a todos, e força total no Central de Cinema.
Besos.
@thandyung
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