quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Eu indico! - Por Lucas Madureira

Por Lucas Madureira

Primeiramente é importante todos saberem que essa é uma coluna de muita responsabilidade. Todo mês um integrante do Central de Cinema irá indicar cinco filmes que não são tão comuns como os blockbusters hollywoodianos. É responsabilidade porque vocês podem não gostar das indicações. Mas como já alertava o Tio Ben, “Grandes poderem trazem grandes responsabilidades”.
Vamos lá:

1 – Os fantásticos livros voadores do Senhor Lessmore (Fastastic Flying Books of Mr. Morrys Lassmore) - 2012

Esse filme é um curta de animação dirigido por William Joyce e Brandon Oldenburg. Ele é simplesmente perfeito. Se você é um amante dos livros (como eu), deve/precisa/necessita vê-lo. Seria fácil relatar como o curta passa a mensagem que após uma tragédia, sua vida é um livro em branco e é necessário rescrevê-la, ou como um livro pode te distrair em um momento complicado, ou até como eles podem mudar sua vida quando menos espera, mas isso vai depender de você, do momento que está vivendo agora. Isso vai influenciar diretamente na mensagem da animação. Ela ganhou o Oscar de melhor curta-metragem em animação de 2012. E o melhor: tem no youtube, dá para vê-lo completo.
Esse é o tipo de filme que se assiste 100 vezes e se emociona todas elas. A trilha sonora é linda, ajuda a entrar na história.



2 – Desafiando Gigantes (Facing de Giants) – 2006

O filme gira em torno de Grant Taylor, um técnico de futebol americano de uma escola dos Estados Unidos. Taylor (que não é a Swift) está passando por momentos difíceis no trabalho e em casa. Ele está prestes a desistir, quando encontra em Deus uma força para continuar. Indico o filme pela mensagem que ele passa: não desista! Foi dirigido por Stephen Kendrick. O longa pode ser visto completo no youtube.



3 – Alma - 2009

Essa é uma animação curtíssima, apenas 5 minutos e meio. Foi escrita e dirigida pelo espanhol Rodrigo Blass. O desenho começa com uma paisagem bonita, neve e uma música divertida. Você pensa: deve ser bem legal. Quando percebe do que realmente se trata, você fica boquiaberto. É uma animação, no mínimo, surpreendente. Ouso dizer que é até um pouco demais para crianças. Ele ganhou vários prêmios em 2009, como melhor animação no LasHotFest e melhor obra prima no I Castelli Animati. Assistam e me digam o que acharam. A ficha técnica dele está toda na descrição do youtube e para mais informações acesse o link http://almashortfilm.com/



4 – Meu amigo Nietzsche - 2012

Mais um filme que se assiste e pensa o quão nerd o diretor é, que no caso é Fáuston da Silva. Lucas (lindo nome para um protagonista) é uma criança moradora de uma comunidade carente da Estrutural, localizada próxima a capital do Brasil. Ele encontra o livro 'Assim falava Zaratustra', de Nietzche. A obra corrige os problemas de notas do garoto e transforma sua vida por completo. Lucas garante boas gargalhadas e reflexões. Também é um curta e ganhou muitos prêmios na Mostra Brasília do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de 2012. Venceu o Troféu Câmara Legislativa como melhor curta-metragem eleito pelo voto popular e pelos jurados. 




5 – Cidadão de Limpeza Urbana 2011/2012

Dizem que santo de casa não faz milagre, mas não é bem assim. Podem dizer que estou usando o blog para me autopromover ou até me chamarem de nepotista por indicar um filho meu, mas o filme é bom. (humildade sempre) Cidadão de Limpeza Urbana é um documentário produzido e dirigido por Lucas Madureira (eu) e Thandara Yung (outra jornalista do blog). O curta mostra a realidade enfrentada pelos garis de Brasília e das cidades satélites do DF. Casos de desrespeito, preconceito, dificuldades, cômicos e de orgulho são contados pelas pessoas responsáveis por deixar a cidade limpa. O objetivo principal é mostrar que eles não são pás, vassouras e sacolas, são cidadãos com um emprego digno como qualquer outro e com uma história de vida surpreendente. O filme ganhou o prêmio Expocom Regional do Intercom  21012 e também concorreu ao Troféu Câmara Legislativa da Mostra Brasília do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de 2012.


Essas são as indicações desse mês. Gostaram? Não esqueçam de comentar o que acharam dos filmes!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Comencrítica | O Hobbit - Uma jornada inesperada

Por Lucas Madureira e Thandara Yung



Anões, Elfos, Feiticeiros, Orcs, Trolls e, é claro, Hobbits estão de volta aos cinemas. A Terra-Média mais uma vez fará brilhar os olhos dos espectadores. Peter Jackson trouxe o mundo místico de O Hobbit para as telonas de modo muito eficiente, assim como fez com a Trilogia de O Senhor dos Anéis. Sem ignorar sua primeira trilogia de sucesso, o diretor uniu as histórias com uma resolução simples: Bilbo, o hobbit contador de histórias, vai contar toda sua aventura para Frodo.

Vale ressaltar que a história se passa 60 anos antes da aventura de Frodo, em O Senhor dos Anéis. Bilbo Bolseiro, "O" hobbit, (o tio de Frodo) parte do Condado em uma missão com Gandalf, ainda O Cinzento, e a comitiva de Thorin, Escudo de Carvalho e mais 12 anões. A missão tem o objetivo de reconquistar o lar - e o tesouro - dos anões, A Montanha Solitária, que foi tomada por Smaug, o Terrível, um dragão sedento por ouro. O grupo dos 15 corajosos aventureiros passa por muitos perigos e ameaças antes de chegar ao seu destino.

Palmas para a roterização, que transformou duas horas e meia de projeção em uma piscada. O roteiro foi tão bem armado que não se sente o tempo passar. Ele proporciona momentos de risos, principalmente por conta do bom humor e das piadas dos anões, de tensão e tranquilidade. A trilha sonora encaixa perfeitamente em cada cena, desde as mais divertidas até as mais tristes e de batalhas. Há três trilhas fixas: uma para a aventura dos anões (Misty Mountains), e outras para quando se fala do Condado e para quando as situações vividas na trilogia do anel são apresentadas (nesse ponto, a trilhas dos três primeiros filmes se repetem).

Em meio a tantas escolhas acertadas, Martin Freeman para viver o protagonista de pés cabeludos é a melhor delas. Primeiro, pela semelhança física com Ian Holm - o Bilbo de 111 anos que é conhecido em A Sociedade do Anel. Segundo, porque ele incorpora com perfeição todas as características "hobbitescas" apresentadas nas descrições de Tolkien sobre a raça. Ainda nas boas escolhas, a solução encontrada para que cada um dos 13 anões fosse completamente diferente um do outro. Aparência e atitudes tornam fácil diferenciar Fili, Kili, Balin, Dwalin, Oin, Glóin (pai do Gmli), Dori, Nori, Ori, Bifur, Bofur, Bombur e Thorin Escudo de Carvalho.

Os efeitos especiais são um outro ponto brilhante do longa, mas não dava para ser diferente. A Terra-Média não seria nada nas telonas sem eles. Só se sente falta de ver o dragão, pois Jackson optou por mostrar apenas algumas partes dele, não o corpo todo. A Nova Zelândia ajuda bastante com suas belezas naturais. Não dá para imaginar outro local para o set de filmagem da Terra-Média. Ainda sobre efeitos especiais, se existe um personagem que cresceu por conta dos dez anos que separam os primeiros filmes, ele foi Gollum. O personagem está ainda mais realista e a repulsa por sua magreza e olhos esbugalhados é ainda mais forte.



E o livro? Para a alegria de fãs e Tolkien-maníacos, a boa e velha fidelidade está muito presente. Em certos momentos - como quando o Bolsão, a toca de Bilbo, é apresentado - é possível lembrar da sensação de virar as páginas e ler os diálogos e descrições do autor. Mais uma vez, um filme feito por fãs, para fãs.

Uma das principais preocupações tem sido em relação à necessidade de assistir à trilogia de Senhor dos Anéis antes. Afinal, dá para entender o filme? Sim. No entanto, algumas sutiliezas serão perdidas, detalhes que só quem assistiu à trilogia do Anel consegue perceber. Por exemplo, Ferroada, a espada usada por Frodo - que fica azul quando Orcs se aproximam - foi um presente de Bilbo. Em O Hobbit, o público toma conhecimento de como o Bolseiro orginal a conseguiu.  Outro exemplo é Smeagol/Gollum, que se torna um personagem mais interessante quando se tem noção da importância dele em O Senhor dos Anéis. Não é imprescindível assistir a trilogia para entender, mas é essencial para que se consiga curtir e aproveitar cada conexão entre os filmes.

Percebeu mais detalhes que só vê quem já assistiu O Senhor dos Anéis? Viu O Hobbit sem ver a trilogia Senhor dos Anéis? O que achou? Conta pra gente! Esteja à vontade para usar o espaço para os comentários aí embaixo ou puxar papo lá no Twitter. @centraldecinema @lucasmadureira @thandyung

sábado, 8 de dezembro de 2012

Comencrítica - A Origem dos Guardiões

Por Lucas Madureira


Qual criança nunca teve medo do Bicho Papão? É normal alguma "lenda" atormentar as criancinhas. A DreamWorks explora esse temor para dar origem a mais uma obra prima, A Origem dos Guardiões. Papai Noel, Fada dos Dentes, Sandman, Coelho da Páscoa e Jack Frost compõe o seleto grupo que defende as crianças dos perigos, como, por exemplo, do Bicho Papão.

Papai Noel, Coelho da Páscoa e a Fada dos Dentes são os mais conhecidos. Sandman é quem coloca areia nos olhos das crianças para elas dormirem e terem ótimos sonhos. (Isso mesmo, o cara da remela) Mas quem é esse tal de Jack Frost? Essa é uma das perguntas que pairam ao longo da animação, nem mesmo ele sabe quem é, só sabe que pode congelar tudo e que adora se divertir. O Breu, codinome para Bicho Papão, está cansado de ser ignorado pelas crianças e bola um terrível plano para elas deixarem de acreditar nos guardiões e temerem ele. 

O longa garante boas risadas com a interação de Jack com os outros guardiões, principalmente com o ranzinza Coelho da Páscoa. Há momentos que é necessário segurar o choro e o susto com os acontecimentos, e já adianto, tem uma hora específica que não é fácil, uma que envolve o Sandman (Vocês me entenderão quando assistirem).

O roteiro é bem amarrado. Ele consegue unir todos os guardiões e permite que os personagens interajam entre si sem perder sua identidade. A trilha sonora também é ótima, dando a devida emoção aos momentos necessários. Confira no cinema mais próximo da sua casa. É uma ótima animação. Como dito anteriormente, uma obra prima da DreamWorks.
Sigam nos no twitter @lucasmadureira @centraldecinema e até a próxima.



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Comencrítica | Os Penetras

Se existe um paradigma do cinema brasileiro, ele é a comédia. Há muito faz parte do senso comum que cinema nacional tem que ser engraçado. Pois bem, é seguindo essa "tradição" que Os Penetras chega às salas nacionais. E a comédia de puro besteirol cumpre seu objetivo e consegue tirar o fôlego do público, de tanto rir.
 
A história gira em torno da estranha amizade entre o picareta Marco Polo (as infâmias já começam daí) e Beto, um apaixonado nerd. Enquanto um só quer curtir a boa vida, o outro deseja que Laura - seu grande amor - o perdoe. O resto da história gira em torno de pagar de bon vivant e participar das maiores festas da noite carioca. Sem ser convidado, é claro. 




É fato que não há nenhum genialidade no roteiro, ou algo que nunca tenha sido visto por aí: mulheres bonitas, situações inusitadas - bastante - por causa de drogas e álcool, festas, e o plano perfeito. Se não tem nada novo, por que, então, Os Penetras entra na lista das melhores comédias nacionais? Simples: o elenco.

A escolha de Marcelo Adnet (Marco) e Eduardo Sterblitch (Beto) não poderia ter sido diferente. Os dois, como era de se esperar, carregam o filme nas costas e o talento que eles têm é inegável. É simples e fácil rir dos dois, até mesmo quando estão sérios. A presença deles na tela é suficiente para garantir uma hora e meia de descontração pura. 




Para fechar a questão do elenco, junta-se ao talento nato dos protagonistas, a experiência de Stepan Nercessian, figurinha garantida quando o assunto principal é falar besteira, e - como não poderia deixar de ter - toda a beleza de Mariana Ximenes, que está ainda mais bonita do que o normal.

Além disso, em defesa da comédia besteirol nacional, pasmem: ela tem uma referência que deixará cinéfilos de boca aberta: Hitchcock. Sim, ao longo do filme existe uma cena da escadaria que é bastante parecida com a de Psicose. Possivelmente, outras referências tão boas quanto estão presentes, mas a risadaria deixa difícil perceber.

Comencrítica feita, que tal um desafio? Assistam ao filme e, se conseguirem segurar o riso para prestar atenção, descubram mais referências boas. Depois, vem cá contar para a gente!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Comencrítica - 007 Operação Skyfall

Por Lucas Madureira


Bond, James Bond. O agente secreto britânico, interpretado por Daniel Craiq, está de volta aos cinemas em 007 Operação Skyfall. O filme começa eletrizante. Tipo assim: já é o climax? Logo após cenas de Bond em ação vem a entrada mais bonita do filme (na minha humilde opinião), e ainda, como se não bastasse a espetacular abertura, na voz de Adele. 

Bond é dado como morto em uma missão e decide aproveitar sua “aposentadoria”, mas se vê obrigado a voltar a ativa após um ataque à sede do serviço de inteligência britânica, MI6. Ele aparece para M e se oferece para retornar ao serviço.

Lembram da cena eletrizante do início? Pois é, Bond tentava recuperar uma lista importantíssima de seu inimigo. Lista esta que continha nomes dos agentes infiltrados no mundo inteiro. O vilão, muito bem interpretado por Javier Bardem, é diferente de todos apresentados nas sequências de 007. Silva é um ex agente que tem sede de vingança por ter sido abandonado por M.



O longa tem seus momentos de descontração, como o vilão flertando com Bond (TODOS RI NO CINEMA). Cenas que fizeram lembrar de Esqueceram de Mim. Observe o motivo: na trama final, Bond atrai Silva para sua antiga casa, em Skyfall. Lá, junto com M e um velho zelador, aprontam armadilhas para Silva e seus capangas, igual Macaulay Culkin nos clássicos filmes natalinos.

É revigorante ouvir o tema original de 007. Naomie Harris esteve muito bem em seu papel de agente secreta. Mas o destaque vai para Judi Dench por viver, mais uma vez, a M, cabeça da MI6 que passa por problemas dentro do governo e da agência. Ralph Fiennes (O VOLDEMORT, ou simplesmente aquele que não deve ser nomeado) ganha destaque na trama duvidando das habilidades do VELHO agente 007, entretanto, se redime e volta a acreditar em Bond. DICA: Ele estará no próximo 007.

Apesar das quase mais de duas horas de duração, não se vê a hora passar. Sam Mendes fez um bom trabalho na direção do longa. E, para terminar, o Central de Cinema parabeniza Bond pelos 50 anos da franquia 007. Vale a pena pagar o ingresso e ir assistir.

sábado, 6 de outubro de 2012

Primeiro filme com som completa 85 anos


Por Davi de Castro

Texto originalmente publicado no Portal EBC

A sétima arte nunca esteve tão moderna. Hoje em dia existem salas de exibição com tecnologia 4D – isso mesmo, não basta mais assistir em três dimensões, o espectador agora pode ter a sensação de estar dentro do filme, com direito a fumaça, movimento, chuva e até cheiro. Quem olha assim – sobretudo os mais jovens – nem se dá conta de que em um passado não tão distante o cinema se resumia a imagens em movimento – sem som e muito menos qualidade de imagem HD.

Pois há 85 anos o mundo entrava em êxtase com a integração de algo que hoje é tão simples e imprescindível: o som. Foi o início de uma nova era, a do cinema falado. Aconteceu no dia 6 de outubro de 1927 com a exibição de "O cantor de jazz" (The Jazz Singer), de Alan Crosland, em Nova York. O filme foi o primeiro a ter passagens faladas e cantadas e a usar um sistema sonoro eficaz, conhecido como Vitaphone, lançado um ano antes, em 1926, pela Warner Bros.

O longa não era completamente falado – trazia ainda cenas mudas –, mas era possível ouvir perfeitamente a voz do protagonista nas cenas com som do famoso cantor de jazz da época, Al Jolson, assim como da banda que o acompanhava. O filme contava a história de um garoto judeu que queria ser cantor, mas enfrentava a oposição da família.

A voz de Jolson ecoando pela sala de exibição encantou plateias de todo o mundo e fez tanto sucesso que ajudou a salvar a Warner da falência. A experiência pioneira, entretanto, ainda tinha uma técnica de som precária, mas foi essencial para impulsionar a transição do cinema mudo para o sonoro.

“O Cantor de Jazz” foi indicado ao Oscar por melhor roteiro adaptado, mas levou apenas uma estatueta especial pelo pioneirismo na produção de filme falado. Há quem diga que ele não levou o prêmio de melhor filme porque os produtores dos outros estúdios alegavam que era concorrência desleal com os filmes mudos.


Revolução
A chegada do som aos cinemas norte-americanos revolucionou a produção cinematográfica mundial. Em 1929, dois anos após o lançamento de “O Cantor de Jazz”, o cinema falado já representava 51% da produção dos Estados Unidos.

A década seguinte, 1930, permitiu a consolidação dos grandes estúdios e consagrou astros e estrelas em Hollywood. Houve uma multiplicação dos gêneros, como western, os filmes de gângster e o musical, que ganhou bastante destaque.

A inserção do som foi tão importante e contou com a adesão de tantos estúdios que acabou reformulando os fundamentos da linguagem cinematográfica.  Essa reestruturação pela qual passou o cinema deu impulso para o aumento e o fortalecimento da indústria cinematográfica. No entanto, nem tudo são flores. E teve gente, muito relevante, por sinal, que resistiu às mudanças. Sem contar que muitos atores, roteiristas e diretores sentiram dificuldades em se adaptar e perderam espaço nesse novo modelo, que veio para ficar.

O filme vencedor do Oscar 2012, “O Artista”, aborda justamente esse período de transição entre o cinema mudo e o falado. O protagonista George Valentin (Jean Dujardin), estrela absoluta do cinema mudo, resiste à super novidade dos filmes falados (ou melhor, cantados) e vê seu estrelato ameaçado pelo novo sistema. E, como a vida imita a arte e vice-versa, tivemos grandes diretores, como Charles Chaplin e René Clair, que também resistiram à nova tecnologia, mas acabaram aderindo posteriormente. Chaplin acreditava que seu personagem mais popular, o Carlitos, só teria sucesso com a pantomima, arte de narrar com o corpo. O diretor Serguei Eisenstein chegou a escrever o “Manifesto do Som”, em que argumenta contra a implementação da técnica.

Apesar da oposição de grandes nomes e da derrocada de muitas estrelas dos filmes mudos, o cinema falado trouxe fôlego aos estúdios, deixando-os afastados da recessão que assolou o mundo em 1929 com a queda da bolsa de Nova York.

Silêncio?
O cinema falado só surgiu em 1926, mas o som nos cinemas já existia desde o final do século 19. Como forma de atrair e seduzir o público e completar a experiência visual oferecida pelas imagens, as exibições eram acompanhadas por músicos contratados para tocar durante a sessão e dar ambiência ao filme. Cada exibição, portanto, era única. Aos poucos, a figura do narrador também foi sendo incorporada e ele tinha um papel importante em explicar certos acontecimentos.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Comencrítica | O Vingador do Futuro (2012)

Nos tempos em que roteiros inovadores se tornam cada vez mais escassos, os remakes ganham espaço nas salas de cinema. Apostar em um grande sucesso do passado acrescentando as inovações tecnológicas atuais tem sido fórmula de suscesso. Nessa atmosfesta, O Vingador do Futuro (Total Recall) chega aos cinemas brasileiros. Apesar de boas cenas de ação e de uma leve renovação no roteiro, o longa não tira o fôlego do público e fica devendo seus momentos de glória.



No filme, para o operário Douglas Quaid (Colin Farrell), a viagem pela mente soa como as férias perfeitas de sua rotina frustrante - memórias reais de uma vida como super-espião pode ser exatamente o que ele precisa. Mas quando a operação dá horrivelmente errado, Quaid se torna um homem caçado. Perseguido pela polícia - controlada pelo Chanceler Cohaagen (Bryan Cranston), líder do mundo livre - Quaid se alia à rebelde Melina (Jessica Biel) para encontrar o líder da resistência e derrotar Cohaagen. A linha entre a realidade e a fantasia fica turva e o equilíbrio de seu mundo está em risco, à medida em que Quaid descobre sua identidade, seu amor e seu destino reais

Como todo remake, as comparações com o original são inevitáveis. O modelo 2012 do longa é infinitamente menos violento do que o filme dos anos 1990. Enquanto o sangue jorrava aos litros – ultrapassando a linha do exagero - na cara de Schwarzenegger, com Farrell os sangramentos se limitam ao suficiente para manter a classificação indicativa em baixa. Ainda nas comparações, o filme está ligeiramente mais realista e a prova disso se dá em uma fala rápida de Doug: “minha munição acabou!”, coisa que não se vê Arnold dizendo por aí.


Apesar de menos violento no quesito sangue, o longa oferece interessante cenas de ação e lutas, principalmente os embates que contam com personagens femininas. Esqueça os clássicos tapas e puxões de cabelo, aqui – com a orbigatória roupa mais apertada – elas se enfrentam como soldados treinados. Mesmo com as boas cenas de luta e tiroteios para dar e vender, o filme parece ficar devendo e nem mesmo seu clímax deve conseguir levar o público à loucura.

A principal adaptação do roteiro se dá em trazer a aventura à um planeta Terra devastado no lugar de Marte. Nesse aspecto, as alterações são feitas de forma bastante aceitável e o universo vai bem. Mas nem tudo são flores e o tom se perde um pouco nas obrigatórias homenagens, como o aparecimento da mulher de três seios sem qualquer explicação aceitável de porque ela está lá, afinal ainda é a Terra.

O Vingador do Futuro de Farrell consegue ser redondinho, e se apresenta com um roteiro bem resolvido. Mas é muito linear e o pecado chega justamente no ponto que deveria ser o trunfo: a história já é velha conhecida há 22 anos e as renovações feitas não são suficientes para se fazer esquecer Arnold Schwarzenegger e seus olhos esbugalhados na atmosfera marciana.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

SPOILER | Comentários sobre O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Há anos eu venho treinando minhas habilidades em escrever críticas sem dar spoiler (meu emprego e, às vezes, minha integridade física dependem disso). Por causa do trabalho, eu costumo assistir aos filmes três ou quatro dias antes de estrearem no cenário comercial e todo mundo sempre manda um "nossa, seu empego é muito legal, é muito bom ver o filme antes". Bom, em partes. É bem difícil ter que controlar seus comentários perto de todos os seus amigos enquanto eles ainda não viram o filme. É bem complicado não poder escrever o que quiser.


Então, esse é um post de libertação. Ontem eu revi o filme - fui com meu namorado assistir - e é simplesmente adorável poder bater papo freneticamente sobre o longa. Eis, então, a razão desse post; vou falar TUDO e minhas impressões sobre as escolhas no longa. Antes do texto, uma última explicação: estou escrevendo desse tanto para que na home não dê para ler nada sem que a pessoa tenha interesse.

Vamos lá. E, mais uma vez: SPOILER ALERT!!! Se você continuar a ler, não me responsabilizo.

Detetive Blake

 O detetive Blake (Gordon-Levitt) é uma dos spoilers mais adoráveis em se falar. Por quê? Porque ele é o Robin! Mas o mais legal sobre ele ser o Robin é que ele é um garoto-prodígio à la Nolan. Não, ele não é Dick Grayson, Jason Todd, Tim Drake, Stephanie Brown e nem mesmo Damian Wayne (os personagens que foram Robin nos gibis).

Toda a filosofia de Nolan no filme nos leva a acreditar em ideias e atitudes, e não em uma pessoa específica. E, durante todo o filme, Blake tem o espírito do Robin. Órfão, que segue o Batman até o último momento e tenta ajudá-lo como pode, tentando fazer o que é correto, e combatendo vilões sem medo. A cena em que a mulher fala "você deveria usar seu nome, eu gosto, Robin", serve apenas para fazer quem ainda não tinha sacado dar gritinho no cinema. Mas é só prestar atenção nas atitudes, que fica claro que Blake nasceu para ser "ajudante do Batman". (ou quem sabe seu subtituto?)

Encerramento com culhões
É preciso ter culhões para se encerrar uma saga com a morte do herói. E é exatamente isso que Nolan faz. Sim, minha gente: o BATMAN MORRE!! E o senhor Michael Caine (Alfred) é responsável por deixar meu coração menor do que ponta de alfinete na hora do enterro. Batman morre porque ele é o herói que Gothan precisa e porque ele faria qualquer coisa para salvar sua cidade. Mas esse spoiler nos leva a um muito mais polêmico!



 O final de Alfred
Bruce Wayne está vivo! "Uai, mas você acabou de dizer que o Batman morreu", o Batman sim, o Wayne não. Essa cena se confirma com um momento de Alfred em um café em Florença, onde ele vê Master Bruce e Selina Kyle juntos. Para mim, esse é o ponto de mrno coragem do filme. Ok, é ótimo saber que nosso querido Bruce está vivo. Mas me diz se não seria GENIAL e muito corajoso se Nolan tivesse coragem de matar o Batman e o Wayne. Mas ai já era pedir demais até mesmo para ele...

Futuro à vista
Um dos elementos que faz o último filme da trilogia ser tão bom é o simples fato de que Nolan, realmente, encerrou essa história. O Batman de Wayne morre, e nunca mais vai voltar. Porque Bruce Wayne não é mais o Batman, ele consegue se libertar do herói e deixa o legado em aberto.

Como é falado inúmeras vezes ao longo da trilogia, "o Batman é um símbolo, qualquer um pode ser ele". E é esse comentário que me leva a crer (e sonhar) que o mundo ainda poderá contemplar nosso querido Gordon-Levitt sendo o Batman! Não, não acho que ele seria o Robin. No final do filme ele encontra a Batcaverna e é óbvio que ele pode ficar pronto para ser o novo homem-morcego.

A propósito, esse argumento viria diretamente dos gibis. Após a "morte" de Batman/Bruce Wayne no final da saga Crise Final, Dick Grayson (o robin do circo, meio que o original) assume o manto de Batman. Então, por que não fazer isso virar filme? Vale sonhar, embora Nolan tenha garantido que não volta a Gotahm nunca mais, vai que... ( Peter Jackson, ao final de LOTR, falou que nunca mais voltaria à terra Média).

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sábado, 28 de julho de 2012

Comencrítica | Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Por Thandy Yung



Em 2005, Christopher Nolan apresentou um Batman sem cuecas por cima da roupa e altamente treinado. Três anos depois, o mundo conheceu uma das melhores interpretações de vilão com o Coringa de Heath Ledger. Agora, Batman chega aos cinemas com O Cavaleiro das Trevas Ressurge para fechar com chave de ouro uma trilogia que não tem pontos baixos. Mais denso e preocupante do que os anteriores, os fãs poderão ver o Batman enfrentar grandes dificuldades para salvar, pela última vez, sua querida Gotham.

Oito anos de passaram desde que Batman desapareceu na noite, deixando de ser um herói e se tornando um fugitivo. Ao assumir a culpa pela morte de Harvey Dent, o Cavaleiro das Trevas sacrificou tudo pelo que ele e o Comissário Gordon consideravam ser o bem maior. Por um tempo, a mentira funcionou. As atividades criminosas em Gotham City foram esmagadas sob o peso da Lei Dent. Mas tudo irá mudar com a chegada de Bane, um terrorista mascarado cujos planos cruéis para Gotham impelem Bruce a sair do seu exílio voluntário. Mesmo que vista a capa e a máscara novamente, Batman pode não ser páreo para um inimigo tão cruel.

Quem entrar na sessão esperando por duas horas e meia de ação e pancadaria, é melhor nem comprar o ingresso. Batman não é um mero filme de ação, o longa vai além. Ao invés de se esconder atrás de lutas e efeitos especiais, Nolan dá destaque à uma história bem elaborada, que prende o público por sua complexidade e carga dramática. Ainda assim, quando começam, as cenas de ação são simplesmente impressionantes e não perdem em nada para outros filmes de herói.

Toda a complexidade surge por discussões mais intensas sobre a identidade humana, característica comum entre os três filmes. A sempre problemática Gotham nunca esteve tão ruim. Após oito anos de uma suposta paz, a cidade desaprende a lutar e chega ao caos completo, beirando o apocalipse. Em meio ao caos, entra em xeque a capacidade de destruição do ser humano.



“Você é puro mal”, diz uma das vítimas de Bane pouco antes da morte. Mas o mercenário é pior ainda do que o mal, ele é uma mistura perigosa de maldade com um idealismo cego. O que o faz merecer seu lugar como vilão, o primeiro na trilogia páreo para Batman. Finalmente, é possível ver o herói ter real dificuldade no combate físico, Bane é brutal e Wayne sente isso na pele.  A participação do personagem é arrematada pelo trabalho do talentosíssimo Tom Hardy, que só com os olhos consegue ser ruim o suficiente.

Ainda sobre o elenco, destaque para Michael Caine, o Alfred. Embora tenha menos aparições do que nos filmes anteriores, Caine é responsável por grande parte do peso emocional do filme, e quanta emoção se tem. Uma das maiores incertezas do filme, Anne Hathaway cumpre muito bem seu papel como Selina Kyle. A quem pensou que a Mulher Gato da atriz poderia estragar o filme, é melhor se acalmar. A ladra sabe muito bem a que veio, e Hathaway incorpora perfeitamente a personalidade “bandida” e sensual de Kyle, fechando um ciclo de boas escolhas.

Como trilogia, ter visto os antecessores é imprescindível para se compreender plenamente o enredo. Imagine em O Senhor do Anéis, assistir ao Retorno do Rei sem saber quem é Frodo, Gandalf ou Aragorn, o estrago é bem semelhante. Vale ainda, aclamar a coragem de Nolan, o episódio serve como o elo que faltava para encerrar, de fato, uma história. Assim como não cedeu ao 3D pelo dinheiro, o diretor não teve medo em encerrar de vez a trama, ao invés de prolongá-la e estragar um legado por alguns milhões de dólares. O ponto final vem em seu momento ideal, e o que ficará na memória é uma trilogia de acertos.










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sexta-feira, 20 de julho de 2012

1 ano sem Harry

Um ano. Esse é o tempo que se passou desde a estreia de Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2. Isso mesmo, galera. Estamos "comemorando" um ano desde a última vez que fomos aos cinemas assistir uma tão esperada estreia do nosso bruxinho favorito.

Nós já falamos sobre a nossa história com o tal do Potter aqui aqui aqui e aqui.

Esse texto vai mostrar para vocês como nós, Potterianos do Central de Cinema, estamos fazendo para preencher esse vazio que a saga deixou.
Lucas

Vou confessar: não é fácil. Sentia uma mistura de sensações ao sair da sala do cinema após assistir o filme. Um alegria por ser tão bom e, ao mesmo tempo, uma tristeza porque sabia que não teria mais uma estreia para esperar, a saga havia "acabado" (NUNCA ACABARÁ!). 

 E o que estou fazendo para superar?  De vez em quando, DO NADA, vou para a sala da minha casa e coloco no DVD algum dos filmes, só para matar a saudade! E uma constatação: Passei a assistir o dobro de seriados após o final da saga!!!! Ou seja, tento achar novas séries. Algumas são até muito boas, mas nada igual ao Potter! E quanto aos livros, estou lendo Percy Jackson, é bem legal também! Mas de vez em quando releio algum livro. Gosto muito de reler o primeiro e o último! São meus favoritos!

É isso aí. Meu nome é Lucas e tem um ano que não vou a uma estreia de Harry Potter. Tentando superar caminhando um dia de cada vez. (Fala de viciado uahuah)
Thandy
Bom, preciso confessar que eu amo Harry Potter mas nunca gostei de verdade dos filmes. Até assistir aos dois últimos. Mesmo não gostando, SEMPRE fui a todas as pré-estreias. Para compensar a espera por pré-estreias nesse último ano meu coração se contentou com os super heróis! E ninguém melhor do que "os maiores heróis do universo" (cof cof, Vingadores) para suprir a ausência da melhor história infanto-juvenil ever. :) De resto, ainda fica em meu coração a espera por Batman (semana que vem!), por Mercenários e por O Hobbit (Tolkien e Jackson, seus lindos).

Para terminar de completar o vazio, na parte literária eu me joguei nos livros do Rick Riordan (Percy Jackson) e em Game of Thrones, tanto na série de TV quanto nos livros. Mas é claro que de vez em quando reler HP faz sempre bem.
Davi
Harry Potter deixou um vazio existencial (#drama e #fato). Primeiro, em relação aos livros, a melhor parte da série, que nos abandonou há um tempo já, em 2007, mas que foi uma forma de nos preparar para o inevitável: o silêncio prolongado de Harry Potter e seus (nossos) amigos também no cinema. E agora, cá estamos há um ano sem a saga cinematográfica que tanto causava comoção, seja pela polêmica fidelidade ou não aos livros, ou mesmo pelo amor à série, em que cada notícia, cada foto, cada minuto de vídeo divulgado antes da estreia faziam arrepiar e dar aquele frio na barriga. Mas tudo acaba. E a vida segue.
Pra preencher esse buraco, vez ou outra pego um livro ou filme do HP pra matar a saudade. E tô tentando me apegar a outras sagas místicas, sombrias, esquisitas, de preferência com um toque de bruxaria e nerdice, haha. The Walking Dead e Game of Thrones têm me feito muito feliz, assim como outras que comecei a ver ainda quando HP estava entre nós. Uma pena que o mestrado não esteja me dando tempo pra ler todos os quadrinhos e livros. Ah, e esse ano tem sido bem generoso, hein? Grandes estreias, muitos super-heróis, não há muito o que reclamar. Em breve, a parte final do Cavaleiro das Trevas e ainda tem O Hobbit.
RIP Harry Potter.
Ericka
Eu compartilho da confissão da Thandy em dizer que não era lá a maior das fãs dos filmes. Lia os livros e não fazia questão alguma de ver os filmes, a não ser os dois últimos, mas apenas porque eram super produções, tinha que ver! Então a saga acabou pra mim há algum tempo, lá em 2007/2008 quando eu terminei de ler Harry Potter e As Relíquias da Morte.

Eu tive bastante tempo pra me acostumar com o fim da história nos livros (porque às vezes ela continua na nossa cabeça do jeito que a gente quer). Não procurei outras sagas ou filmes de bruxos. Acho que essa nem é a minha praia, só Harry me encantou.

Pra matar o tempo, pra preencher esse vazio, eu trabalho muito porque ó, não tá fácil pra ninguém.

E em você, , bateu saudade?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Crítica | Valente

Um grande castelo, uma linda princesa, pretendentes ao matrimônio, feitiços, bruxas e batalhas armadas. Com tantos ingredientes da fórmula padrão, Valente tinha tudo para ser apenas mais do mesmo. Mas a nova animação da Pixar, que acaba de chegar aos cinemas, adiciona uma pitada de rebeldia ruiva e o resultado é um filme tenso e divertido na medida certa, que consegue quebrar as barreiras do papel feminino em projeções infantis.

Na mítica Escócia, o filme conta a história de Merida, uma princesa um tanto quanto diferente. Seu maior sonho é viver uma grande aventura e se tornar uma arqueira reconhecida. Para fugir das investidas de sua mãe sobre seu casamento prematuro, ela acaba entrando em um perigoso caminho, que coloca a vida de sua mãe e o reino de seu pai em jogo. Apenas Merida poderá quebrar a maldição que ela mesma colocou em seu destino.



Em tempos de constantes discussões sobre gênero, Valente surge com a primeira protagonista feminina da história da Pixar e deve deixar as mais engajadas na causa de muito bom humor. Merida é a personificação do resultado de anos de busca: é a mulher livre e independente, que não quer nada menos do que seguir os sonhos que ela própria planejou. Já em sua primeira cena fica impossível não amá-la e torcer por seu sucesso.

A novidade feminina é o maior trunfo do roteiro, que inova por quebrar tradições. A felicidade plena e “para sempre” não está escondida atrás de um casamento com o princípe encantado. O mundo muda, e os roteiristas do estúdio se adaptaram muito bem à nova realidade da sociedade. Além disso, disucssões sobre respeito e aceitação são inseridos de forma muito fluída ao longo da animação.

A pixar é especialista em transformar seus coadjuvantes em donos de grandes momentos. Aqui, esse papel fica por conta dos endiabrados irmãos trigêmeos de Merida, responsáveis também por boa parte do alívio cômico do filme. A mera aparição dos três ruivinhos se torna sinônimo de algumas boas gargalhadas.



Mas nem só de ideais femininos vive Valente. Afinal, ainda é um filme para crianças. Para aliviar a tensão, cenas de humor que abusam do jeito moleque dos personagens. Além de momentos de ação dignos de filme épicos, que vão deixar muito marmanjo saltando na cadeira. Merida de espada na mão, pronta para enfrentar quem for para salvar a vida de sua mãe é imperdível.

Mais tenso e intenso do que animações costumam ser, Valente usa e abusa de cenários escuros para engrandecer seus momentos de tensão – que não são poucos. O artifício é uma saída eficaz para lidar com os contrastes de emoção, no entanto quando os óculos 3D vão ao rosto, a película fica ainda mais escurecida, perdendo certo ponto de definição das imagens.

À exceção do pequeno problema com os óculos em 3D, a construção gráfica é impressionante. Vales, montanhas cachoeiras e trilhas pela floresta são impecáveis. Ainda na parte técnica, a trilha sonora transporta o público à escócia, com suas gaitas de fole e músicas típicas. Em um clima de festa, Valente é o programa ideal para todas as idades.

Sigam-me os bons!
@thandyung e @centraldecinema

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Comencrítica | O Espetacular Homem-Aranha

Após cinco anos, Peter Parker, um dos mais gaiatos heróis da Marvel, retorna às telas do cinema neste final de semana em O Espetacular Homem-Aranha. O reboot chega na tentativa de apagar da memória o fraco Homem-Aranha 3 e renovar a imagem do garoto aracnídeo. A mescla de origem dramática, ótimas atuações e saltos pelos prédios de Nova York resultam em um filme que deve agradar ao público.



O longa conta a história de Peter Parker (Andrew Garfield), um aluno marginalizado de uma escola do ensino secundário que foi abandonado por seus pais quando era garoto, sendo criado pelo seu tio Ben (Martin Sheen) e sua tia May (Sally Field). Como muitos adolescentes, Peter está tentando saber quem ele é e como se tornou a pessoa que é hoje. Peter também está tentando se aproximar do seu primeiro amor, sua colega da escola, Gwen Stacy (Emma Stone), e, juntos, eles terão que lidar com o amor, o compromisso e segredos. Quando a trajetória do Homem-Aranha entra em rota de colisão com o alter ego do dr. Curt Connors (rhys Ifans), o Lagarto, Peter tomará decisões que afetarão o rumo da sua vida, utilizando seus poderes para forjar seu destino, tornando-se um herói.

Como é de praxe em filmes de origem heróica, questões sobre a identidade e como se tornar o homem que está destinado a ser estão presentes no longa. A temática vem acompanhada de cenas fortemente emocionais e ligadas a grandes perdas. Mesmo sendo mais do mesmo, a sinceridade com que Garfield interpreta o personagem comove e, aos mais emotivos, é melhor se preparar para olhos marejados.

Mesmo sendo acelerado e sem muita complexidade, o roteiro é bem resolvido e a trama encaixa perfeitamente. Informações cruciais a respeito da criação do personagem são apresentadas de maneira satisfatória e os 90 minutos de filme passam voando em frente aos olhos. A história já é velha conhecida, mas, dessa vez, foi melhor executada do que na franquia anterior.





Aos fãs inverterados dos gibis, a personalidade do Lagarto pode ser um tanto quanto decepcionante, uma vez que, originalmente, o vilão é completamente bestial e violento. Vale lembrar, no entanto, que não há tempo no longa para gerar uma trama convincente com um vilão que só consegue raciocinar quando está fisicamente vulnerável. E, à exceção da cena no laboratório da escola, a inteligência humana do monstro é totalmente necessária e aceitável



Para compensar, o longa traz Gwen, o primeiro e verdadeiro amor de Peter. Não, o amor de verdade do Aranha não é a Mary Jane, a ruiva é só um "estepe" e aparece depois que Parker e Stacy tem uma separação trágica nos quadrinhos.

Na parte técnica, a fotografia é impecável. E aqui, não se fala apenas de excelentes cenas de ação e saltos de fazer perder o fôlego. Além dessas características, é perceptível o cuidado com planos de câmera, que fazem com que cada cena possa fazer parte de um álbum fotográfico. Na tentativa de trazer a parte mais íntima dos personagens, a câmera permanece em close e super close sempre que diálogos mais intensos acontecem.

Em meio a tantas coisas a se comparar, o mais inevitável dos tópicos é o protagonista. O que há para se dizer é rápido e simples: Andrew Garfield é o Peter Parker. Esqueça a eterna cara de bobo de Tobey Maguire, agora o Homem Aranha é moleque e nerd, tem problemas com as garotas, mas tem desenvoltura com o resto. Piadas e trejeitos trazem à tona o carismático herói habitante da Big Apple. O longa parece a transposição dos desenhos da década de 90 para a tela grande, e as paradas no ar com as clássicas poses do Aranha arrancarão, no mínimo, um sorriso de satisfação de quem não perdia um dia de aventura.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Comencrítica | A Era do Gelo 4

Após o tropeço de misturar mamutes e dinossauros, A Era do Gelo 4 chega aos cinemas nesta sexta-feira na tentativa de mostrar que pode se levantar da queda. No entanto, tudo o que consegue é deixar evidente que a união entre a preguiça Sid, o dente-de-sabre Diego e o mamute Many já deu o que tinha que dar. Com roteiro batido e piadas velhas, o longa não convence.

A história acontece quando, após o esquilo Scrat fazer mais uma grande besteira, inicia-se a separação da Pangeia, o grande continente. O problema é: quando o continente se parte, Many, Diego e Sid estão de um lado e a família do mamute está do outro. O que acontece a partir daí é a incansável busca de Many pelo caminho de volta para sua família, enfrentando os mares congelados e o temível Capitão Entranha, um pirata primata com uma tripulação, no mínimo, inesperada.

Se esse fosse o primeiro longa, ele passaria até bem, mas quando se recorda do primeiro filme – e as comparações são inevitáveis – fica claro que essa última versão não é nem um fiapo do que poderia ter sido. Mas na quarta edição, não há muito mais a tirar das aventuras de uma preguiça, um mamute e um dente-de-sabre. Além do que, já não tem mais tanta graça a quantidade de besteiras que Scrat faz por causa de uma noz.

O roteiro parece uma adaptação direta de filmes como “O dia depois de amanhã” e “2012”.  Apesar de filmes-catástrofe serem sempre bem difíceis de engolir, é mais fácil fazer isso quando se baseia em algo que você sabe que aconteceu. Usando a separação como pano de fundo, o filme tenta ainda levantar questões familiares e de amizade, na tentativa de plantar nos pequenos a semente do respeito. Argumento batido, mas que sempre cabe em filmes infantis.

Mesmo com tantos problemas, a construção da vilania está muito melhor, e Capitão Entranha pode ser comparado aos piratas mais asquerosos que vemos por ai. Com um vilão tão malvado, fica fácil fazer o público simpatizar com os mocinhos que, é claro, conseguem salvar o dia.

Quando a Era do Gelo surgiu nos cinemas, a série se sustentava no humor, explorando – principalmente – o caricato personagem Sid. Nessa nova versão, as piadas não são das melhores e, em sua maioria, se parecem em muito com as feitas em filmes anteriores. O que acontece é uma eterna sensação de déja vu, e sacadas que pareceram muito engraçadas no passado, de tão ouvidas, já não convencem mais.

Apesar de a todo momento o esquilo Scrat enfiar o focinho na cara do público, o 3D do longa é completamente dispensável e a inserção dentro do filme acontece muito mal e porcamente. Aqui, o uso da tecnologia se justifica, unicamente, para ampliar os números de bilheteria, já que os ingressos são muito mais caros, e disfarçar um possível fracasso de público. Com as férias chegando, a dica aos pais é a de tentar, pelo menos, economizar no ingresso.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Filmes para o dia dos namorados


Por Lucas Madureira

12 de junho, dia que 80% dos namorados ficam românticos e se tornam os parceiros ideais e que 85% das solteiras começam a acabar com a data nas redes sociais. Espero que você esteja dentro da primeira estatística (feita por mim).

Que tal um dia dos namorados caseiro? Você, o amor (ou o bem, a vida, anjo, coração, o que você preferir), a coberta e um filme bem meloso na TV. Vou dar algumas sugestões de filmes bem bacanas

Cidade dos anjos

Nicolas cage é um anjo que sente muita vontade de descobrir o que é o amor, mas para isso acontecer, ele teria que desistir da sua posição de anjo. Cage começa  a observar uma médica, interpretada por Meg Ryan (COMO NÃO VIRAR STALKER DELA?). O anjo vai tentar a sorte no amor. Não vou contar o final, mas é surpreendente. A trilha sonora do filme também é espetacular. 
ps: prepare-se para chorar e não largar o/a amado(a) nunca mais!

Idas e vindas do amor

Esse filme reúne um elenco cabuloso. Sabe todas as pessoas que estão pops no cinema? 70% está nesse longa. Idas e vindas do amor conta  histórias de velhos e novos casais no dia dos namorados. São muitas histórias ao mesmo tempo, tem que prestar bastante atenção.

Amor e outras drogas

Outro filme para se acabar de chorar ao lado do(a) amado(a). Jamie (Jake Gyllenhaal) é um pegador, mas aí ele conhece Maggie (a linda Anne Hathaway). Jamie é o galinha e Maggie é do tipo de mulher que só quer se divertir com o cara. Casal perfeito né? Não se verão nunca mais? Errado! Eles se apaixonam, mas nem tudo são flores. Maggie tem mal de Parkison, o que deixará a história bem tensa e surpreendedora. 

Noite de ano novo

Sabe aquela tradição norte americana de dar um beijo em alguém logo após a virada? Pois é, esse filme fala bastante dela. É no estilo de Idas e vindas do amor, muitas histórias ocorrendo simultaneamente.  Mas eu prefiro Noite de ano novo. O elenco também está muito bom.

A proposta

Esse é para o casal que além de ficar agarradinho, quer dar boas risadas. Margaret (Sandra Bullock) é uma chefe vaca! Tudo está indo bem na vida dela, até que ela recebe a notícia que será deportada, pois seu visto venceu e não foi renovado. Ela tem a brilhante ideia de pedir Andrew (Ryan Reynolds), seu assistente americano, em casamento, o que garantirá sua permanência no país. O problema é que ela é uma vaca! Quem quer casar com uma vaca? Andrew tira proveito da situação e nos garante gargalhadas maravilhosas! Recomendo muito esse filme!

Um lugar chamado Nothing Hill

Acredito que todos já tenham visto esse filme, mas se não for o seu caso, é uma boa pedida. Anna Scott (Julia Roberts) é uma atriz famosa que se apaixona por um dono de livraria, Will (Hugh Grant). Os dois começam a viver esse amor, mas os paparazzis acabam interferindo muito. Será que eles conseguem superar isso tudo? Confiram!!

PS: Eu te amo

Esse também faz chorar!! Vou ser bem breve para não entregar a história. Holly (Hilary Swank) é casada com  Gerry (Gerard Butler). Os dois são muito felizes, até que Gerry morre devido a um câncer. Mas ele deixou algumas mensagens para sua mulher superar a perda e voltar a ser feliz.

Um amor para recordar

Esse longa é o clássico da minha adolescência. Se quisesse surpreender alguma menina, era só dizer que gostava desse filme. Landon (Shane West) está sendo punido pela lei por algumas atitudes erradas. No meio do "castigo" ele conhece Jamie (Mandy Moore), a nerd e filha do pastor. Eles não se dão bem de início, mas sabem aquela história de quem desdenha quer comprar? Pois é!! Compraram! É uma boa.

Titanic

Precisa falar alguma coisa sobre Titanic? Claro que não. É um clássico. Sei que todos já viram Jack e Rose, mas toda namorada adora rever!

Jogo de amor em Las Vegas
Duas pessoas completamente diferentes se encontram em Vegas, bebem e se casam (como sempre). O legal do filme é que um deles ganha muito dinheiro no cassino e não quer dividir com o outro. Começam a brigar na frente do juiz, que determina que eles vivam juntos por algum tempo para saber dar mais valor no casamento. Essa convivência garante boas risadas.


Galera, poderia citar mais milhares de filmes, como Hitch, Como se fosse a primeira vez, O guarda costas, Diário de uma paixão, Antes que termine o dia, De repende 30 e tantos outros, mas já chega! Escolham o filme de vocês e vá curtir!

A equipe do central de cinema deseja a todos um Feliz dia dos namorados!

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Comencrítica - Madagascar 3: Os Procurados

Por Thandy Yung



Há muito tempo continuações caem no abismo da mesmice e acabam apenas repetindo a história de seus antecessores. É justamente por fugir dessa sina que a animação Madagascar 3: Os Procurados ganha pontos. Apesar da busca por voltar para casa continuar, o longa consegue se reinventar e trazer ao público um universo novo. Entre novidades, as tradicionais piadas, que são regra nos filmes dos estúdios DreamWorks, chegam melhores do que nunca.

Dessa vez, Alex (leão), Marty (zebra), Glória (hipopótamo) e Melman (girafa) estão decididos a voltar para o Zoológico do Central Park, em Nova Iorque. Deixando a África para trás, eles vão para a Europa em busca dos pinguins e de seu avião. Após muita confusão, os animais são descobertos pela agente Chantel DuBois, do controle de animais francês, que não gosta nem um pouco de bichos e está entusiasmada pela ideia de caçar seu primeiro leão. O grupo encontra o esconderijo ideal em um circo itinerante, onde bolam um plano para erguer o circo, descobrir alguns novos talentos e voltar pra Nova Iorque com vida.

Divertido. Essa certamente é a palavra que melhor define e resume Madagascar 3. Como é tradição, durante todo o longa as piadas e tiradas sarcásticas correm soltas. Com uma pegada nada inocente, os comentários devem agradar mais aos adultos. No âmbito humorístico, destaque para os pinguins megalomaníacos e para a zebra Marty, que na versão original é dublada pelo humorista Chris Rock e vem carregada com o espírito do americano.

Mas o filme não se resume a risadaria, o roteiro é recheado de novidades acertadas. A primeira delas é a mudança de cenário. Ao tirar a aventura da África e transferi-la para a Europa, o leque de possibilidades se torna muito maior. Com um novo continente à frente, tradições de diversos países são exploradas e, é claro, zombadas. O roteiro aborda ainda um universo que aos poucos vem caindo no esquecimento nos últimos anos: o circo. Aqui, entra uma belíssima homenagem ao espírito circense e à beleza de se viver sempre dentro de uma grande aventura, com o improvável à frente.

Para fechar o quadro de bons momentos, as cenas de ação e perseguição são dignas de Missão Impossível e Duro de Matar, com uma pitada a mais de exagero. A responsabilidade pelo clima de aventura fica por conta da apresentação da agente DuBois. A persoangem é uma verdadeira caçadora de elite e não mede esforços em tornar cada perseguição ainda mais memorável.

Além de roteiro bem humorado, a parte gráfica do longa é esptacular. Durante todo o filme o efeito 3D é explorado, mas é ao longo das acrobacias circenses que a terceira dimensão enche os olhos e se faz imprescindível. Piruetas no ar e danças na corda bamba ficam muito mais emocionantes com a terceira dimensão para ampliá-los. Com cores, piadas e grandes acrobacias, Madagascar 3: Os Procurados é uma ótima pedida para um programa em família.











Madagascar em DVD e Blu-Ray









Madagascar 2 em DVD e Blu-Ray








Madagascar 3 - Guia do Filme

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Clássicos Caninos

Por Lucas Madureira

A maioria de nós tem aquele filme de cachorro que mexe com o emocional, seja por lembrar de seu antigo cachorro, por ser bonitinho ou até por não gostar deles (Não entendo quem não gosta de cachorro, sério!).

Quem é o ser sem coração que não se emociona com aquela bola de pelo te esperando ao chegar em casa? Que faz aquela festa só porque te viu? Pois é … mas há quem diga que não gosta de filmes de cachorros. Eu não sou fã dos filmes que eles falam, porém tenho minha lista de filmes caninos.

O clássico dos clássicos: Lassie

Quem nunca assistiu Lassie na sessão da tarde? A família dela passa por uma grande crise financeira e se vê obrigada a vender a cadela. A família também teve que mudar, mas isso não abateu Lassie. Ela faz de tudo para achar novamente seus verdadeiros donos, seus amigos!

Amigos para sempre


Vou contar um segredo: esse filme marcou minha infância. Toda vez que o assistia, amava mais meu cachorro. Pai, filho e cachorro estão em um barco, mas ocorre um acidente. O pai é resgatado, porém o filho e o cão, chamado Amarelo, acabam perdidos na floresta. Amarelo faz de tudo para ajudar o jovem garoto a sobreviver e vice-versa. Quando acham eles, Amarelo cai e só o garoto é resgatado (DESESPERO). Mas todos os dias o garoto espera pela chegada de Amarelo. (SPOILER) Ele volta \o/

Sempre ao seu lado


Parker Wilson (Richard Gere) é um professor universitário que encontra um filhote na estação do trem. Comovido com a fofura do cachorro, o leva para casa. Aos poucos se tornam amigos inseparáveis, ao ponto do cão, chamado Hachi, ir até a estação todos os dias esperar seu dono/amigo. O drama do filme acontece quando o professor para de voltar para casa, mas mesmo assim Hachi está na estação o esperando. (Todos choram e querem adotar Hachi)

Marley & eu 


AVISO: 70% das pessoas que possuem ou gostam de cachorro choram ao assistir esse filme.  John (Owen Wilson) é um jornalista casado com Jennifer Grogan (Jennifer Aniston). Eles decidem adotar um filhote, Marley. O tempo vai passando, a família vai crescendo e o cão também. Marley fica velhinho e seus donos percebem, mas é sempre dolorido dizer adeus a quem se ama, então eles fazem de tudo para Marley ficar bom e viver mais.

A Incrível Jornada


Chance (o Buldog), Shadow (Golden Retriver) e Sassy (a gata) acabam se perdendo de seus donos e decidem voltar para casa a qualquer custo. O trio enfrenta uma verdadeira jornada para estar de volta ao lar. Mesmo tendo um gato (não sou muito fã dos felinos), esse é um bom filme. Mostra a lealdade dos animais para com seus donos.

Beethoven


Beethoven é o filme canino com maior número de franquias. Já foram cinco. Beethoven é um clássico da sessão da tarde. Muito divertido e sempre mostrando a lealdade entre dono e cão. Vale a pena assistir. Recomendo o primeiro, foi o que mais gostei.

E claro que eu não iria deixar de comentar sobre os desenhos de cachorro, né?

101 dálmatas


101 Dálmatas é um dos clássicos da Disney. O longa mostra a luta de Pongo, Prenda e seus donos para protegerem seus filhotes de Cruela, uma senhora má que deseja fazer casacos com as peles dos cachorros. Muito divertido. Recomendo mesmo!

Bolt
Bolt é um cãozinho que pensa ter super poderes. Ele não sabe que é apenas um ator. Bolt acaba se perdendo de sua dona/amiga e faz de tudo para encontrá-la. Nessa jornada, acaba conhecendo uma gata e um hamster que o ajudam. Risadas garantidas.

Scooby Doo


Acompanhei Scooby Doo durante toda minha infância. Acordava cedo para assistir Sábado Animado e lá estava ele, o cachorro mais medroso da TV. Scooby também ganhou seu filme. Ele, Salsicha, Fred, Daphne e Velma vão desvendar mistérios e tentar deixar a turma unida.  

E aí? Gostam mais de qual? Lembraram do cachorro de vocês?  Esqueci algum? Deixe seu comentário.

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terça-feira, 29 de maio de 2012

Por onde anda o elenco de Os Batutinhas?

Por Davi de Castro
Os Batutinhas (1994)


Eles aprontaram mil e umas. Fizeram uma verdadeira guerra dos sexos. O "clube da Luluzinha", liderado pela mini diva e arrebatadora de corações Darla, contra o "clube do Bolinha", denominado Clube dos Homens que Detestam as Mulheres (risos), fundado por Batatinha e o eterno-apaixonado Alfalfa, que acaba traindo o próprio movimento e se vê enfeitiçado pelos encantos de Darla. Aí já viu, né? Confusão em grande estilo. Eles alegravam as nossas sessões da tarde na década de 1990. A turma de pestinhas mais encantadora e divertida, sem dúvida. Mas, por onde anda esse elenco? Como estão e o que fazem essa galerinha?


Nota da editora: eu curti!

Batatinha (Travis Tedford)
Em 1994, o baixinho e bochechudo Travis Tedford estrelou Os Batutinhas, no papel do Batatinha, meu personagem favorito no filme. Batatinha era um líder e tanto. Centrado e muito obstinado. Quase foi "corrompido" pelos encantos de Darla, mas resistiu bravamente (risos). Travis ganhou destaque também por ser garoto propaganda da marca Welch (vídeo abaixo). Fez outros filmes e participou de alguns seriados, mas nenhum de muito sucesso. Hoje, com 23 anos, é formado em Arte Livre pela Trinity Valley Community College.





Alfalfa (Brandon Hall, apelido: "Bugg")
Brandon Hall deu vida ao desastrado e engraçado Alfafa. Hoje, com 27 anos, continua na ativa, apesar de manter um intervalo maior entre cada trabalho. Ao todo, depois de Os Batutinhas, já participou de mais 21 produções, entre longas e seriados. Entre as mais conhecidas, o ator fez participações em CSI: Crime Scene Investigation (2004), Cold Case (2005), The OC (2006), CSI: Miami (2006), American Pie: Book of Love (2009) e, a mais recente, Nikita (2010).


Darla (Brittany Ashton Holmes)
Quem nunca deu longos suspiros, quando criança, para os encantos de Darla? Linda, delicada e meiga. Pena que sua carreira tenha durado tão pouco. A última produção que participou foi em Inhumanoid, em 1996, e uma aparição em Humanoids from the Deep, no mesmo ano.



Stymie (Kevin Jamal Woods)
Antes de fazer os Batutinhas, Kevin (hoje com 25 anos) participou de A Perfect World, filme dirigido por Clint Eastwood, em 1993. Também participou das séries Blossom, Hope, e The Brainiacs.com. Não tem-se registros atuais de outros trabalhos artísticos.


O nerd de ontem pode ser o bonitão de amanhã. #dicadaeditora

Froggy (Jordan Warkol)
Froggy era o que tinha mais cara de nerd. O apelido maldoso, no filme, era porque ele tinha cara de sapo, coitado. Além dos Batutinhas, participou de outras 24 produções, incluindo filmes, séries de tv e comerciais. A mais recente foi uma dublagem para um curta-metragem, em 2006.

Tenho dois picles e é isso que importa.
Buckwheat (Ross Bagley)
Ross é o único que seu papel mais conhecido não é o dos Batutinhas. É famoso pelo papel de Nicky Banks em Um maluco no pedaço. Também participou de outra produção ao lado de Will Smith: Independence Day (1996), como Dylan Dubrow. A última participação na Tv foi no seriado A Juíza, em 2004.



Porky (Zachary Mabry)
Ele foi o chaveirinho da turma. Fez o pentelho Porky com apenas 4 anos de idade. Porky e seu fiel escudeiro Buckwheat eram uma diversão à parte em Os Batutinhas. E é uma pena que o ator não tenha feito mais nada, nem no cinema nem na TV.



Eu não fiz Esqueceram de Mim

Waldo (Blake McIver Ewing)
O riquinho-chatinho-antagonista disputava o coração de Darla com Alfalfa. Convenhamos, ele era a cara do Macaulay Culkin. Participou de algumas séries e filmes para a TV depois de Os Batutinhas, mas a maioria como dublador de personagens de animação. A última produção que fez parte foi a dublagem de um personagem na série Father of the Pride, em 2004.


Os Batutinhas é um clássico. Marcou a minha infância e deve ter marcado a de muitos também. Vamos matar um pouco a saudade?



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