segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Comencrítica A Hora do Espanto - Enfim, um vampiro de verdade nas telas

Em tempos de vampiros que sofrem por amor e brilham purpurinados ao sol, o filme A Hora do Espanto, de Craig Gillespie, chega aos cinemas para relembrar ao público como um vampiro deve ser de fato: cruel, bestial, noturno e, especialmente, o vilão da trama. A produção é remake do homônimo de 1985 e agrada por resgatar o terror clássico e direto.


É impossível falar de remakes sem fazer comparaçãoes com o original. O filme de Gillespie é recheado de referências diretas e tem cenas muito semelhantes ao filme de 1985, como a separação na boate e o momento em que es personagens são convidados à Hora do Espanto real. A grande diferença fica por conta da maior relevância que personagens secundários ganharam na nova versão. Com mais personagens atuando na trama, o filme ganhou mais dinamismo que a produção original, que foca quase toda a ação no vampiro Jerry e no protagonista Charlie.

A trama acontece em Las Vegas, onde Charlie Brewster (Anton Yelchin) descobre que seu novo vizinho Jerry (Colin Farrell) é, na verdade, um vampiro em busca de novas vítimas. O vilão dá prioridade às mulheres, e para tentar salvar a mãe (Toni Collette) e a namorada Amy (Imogen Poots) das garras da besta, Charlie precisará da ajuda de Peter Vincent (David Tennant), um famoso (e charlatão) matador de vampiros.

Na pele de Jerry, Colin Farrell assina mais um vilão bem sucedido em seu currículo e é o destaque do filme. Sem jamais correr – a máxima absoluta da vilania em filmes de terror – ele exala autoconfiança e charme. Frio, calculista e elegante, está sempre convicto de que ganhará qualquer parada. Um vampiro clássico, vindo diretamente da era de ouro pré-Crepúsculo.

Mas o grande trunfo de A Hora do Espanto é não tentar se levar a sério. O filme assume suas origens do comédia-terror e chega a beirar o trash. Ao longo da trama, sangue à vontade, machadadas no pescoço, criaturas noturnas nada bonitas e um vilão com cara de deboche completam o quadro. O roteiro é outro destaque. Ele deixa as minúcias e reviravoltas rebuscadas de lado e aposta na praticidade: ao descobrir a identidade do vizinho vampiro, Charlie se torna a próxima vítima da besta. Ou mata a criatura, ou morre. Simples assim.


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@thandyung

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