sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Broadway Danny Rose

Por Ericka Guimarães


Sabe quando você senta na mesa de um bar com vários amigos e começa a contar histórias hilárias sobre um outro amigo que não está presente? Esta é a base de Broadway Danny Rose. Uma história sobre Danny Rose é contada por um grupo de comediantes em um restaurante. As cenas são contadas em forma de flahsback e um dos comediantes faz as vezes de narrador.

Danny Rose, interpretador por Woody Allen, é um agente de artistas, digamos, exóticos (ou desastrosos), como uma senhora que faz música com taças ou um casal que faz apresentação com animais de balão. Aparentemente, seus clientes o abandonavam assim que conseguiam fama. Com Lou Canova, um cantor de músicas dos anos 50, ele viu a chance de deixar de ser um completo fracasso. O problema é que ele acaba envolvido demais na vida de Lou. No dia da sua grande apresentação, Lou pede que Rose leve a amante do cantor, Tina Vitale (Mia Farrow), para assistí-lo. É aí que a confusão toda começa, entre tiros, perseguições, ameaças, fugas e muita risada.

O que me surpreendeu nesse filme foi a atuação de Mia Farrow. Quase não a reconheci! Neste filme ela não é uma moça frágil, que fala manso com cara depressiva e que nos passa a impressão que vai chorar a qualquer momento. Tina Vitale é do tipo durona, que teve um ex-marido trambiqueiro (e que morreu com um tiro no olho), que namora um cara da máfia e ainda tem um amante. Bem mulher de malandro mesmo. Tina tem atitude, diferente de outros personagens interpretados por ela também dirigidos por Allen, como em A Outra, Simplesmente Alice, A Rosa Púrpura do Cairo ou Setembro.

Broadway Danny Rose tem comédia, tem ação, um certo suspense e até um pouco de drama (eu não resisto aos olhos tristes de Woody Allen!). Destaque para a cena de perseguição do gás hélio (hi-lá-ria), para o truque de como se livrar das cordas (rebole!) e como Danny Rose parece ser um mané, mas é lembrado por todos pela sua fidelidade aos clientes e pelo quanto se esforça por eles.

Sigam-me os bons!
@erickacris











Broadway Danny Rose em DVD




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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Comencrítica A Hora do Espanto - Enfim, um vampiro de verdade nas telas

Em tempos de vampiros que sofrem por amor e brilham purpurinados ao sol, o filme A Hora do Espanto, de Craig Gillespie, chega aos cinemas para relembrar ao público como um vampiro deve ser de fato: cruel, bestial, noturno e, especialmente, o vilão da trama. A produção é remake do homônimo de 1985 e agrada por resgatar o terror clássico e direto.


É impossível falar de remakes sem fazer comparaçãoes com o original. O filme de Gillespie é recheado de referências diretas e tem cenas muito semelhantes ao filme de 1985, como a separação na boate e o momento em que es personagens são convidados à Hora do Espanto real. A grande diferença fica por conta da maior relevância que personagens secundários ganharam na nova versão. Com mais personagens atuando na trama, o filme ganhou mais dinamismo que a produção original, que foca quase toda a ação no vampiro Jerry e no protagonista Charlie.

A trama acontece em Las Vegas, onde Charlie Brewster (Anton Yelchin) descobre que seu novo vizinho Jerry (Colin Farrell) é, na verdade, um vampiro em busca de novas vítimas. O vilão dá prioridade às mulheres, e para tentar salvar a mãe (Toni Collette) e a namorada Amy (Imogen Poots) das garras da besta, Charlie precisará da ajuda de Peter Vincent (David Tennant), um famoso (e charlatão) matador de vampiros.

Na pele de Jerry, Colin Farrell assina mais um vilão bem sucedido em seu currículo e é o destaque do filme. Sem jamais correr – a máxima absoluta da vilania em filmes de terror – ele exala autoconfiança e charme. Frio, calculista e elegante, está sempre convicto de que ganhará qualquer parada. Um vampiro clássico, vindo diretamente da era de ouro pré-Crepúsculo.

Mas o grande trunfo de A Hora do Espanto é não tentar se levar a sério. O filme assume suas origens do comédia-terror e chega a beirar o trash. Ao longo da trama, sangue à vontade, machadadas no pescoço, criaturas noturnas nada bonitas e um vilão com cara de deboche completam o quadro. O roteiro é outro destaque. Ele deixa as minúcias e reviravoltas rebuscadas de lado e aposta na praticidade: ao descobrir a identidade do vizinho vampiro, Charlie se torna a próxima vítima da besta. Ou mata a criatura, ou morre. Simples assim.


E vem muito mais sobre vampiros por aí!
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@thandyung
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