quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Memórias

Por Ericka Guimarães


Mais uma clássica sessão da meia-noite. Estava eu acompanhada, como sempre, por um pacote gigante de Doritos, Coca e Woody Allen. Desta vez, o escolhido foi Memórias.



O filme é sobre um cineasta mega famoso pelas suas comédias, mas que está cansado de ser engraçado. Quando tenta fazer um drama, os executivos insistem em reeditar o filme para torná-lo cômico (O paraíso do Jazz!). Além disso, Sandy Bates, o cineasta, interpretado pelo próprio diretor, está numa transição entre relacionamentos.

É um filme paranóico, verborrágico, cheio de alucinações, metalinguagens, fanatismo e paixão. Dizem ser um filme autobiográfico. Para mim é uma tentativa do diretor em transformar a sua própria vida em uma grande caricatura. Talvez ele retrate a vida dele como as pessoas julgam e imaginam que ela é, com uma pitada de verdade. E não é assim que se faz uma caricatura? Aumentando e exagerando características para torná-la cômica?

Claro que as loucuras que você só vê nos filmes do Woody Allen estão presentes, como o Bates criança que ganha um elefante de aniversário, os extraterrestres, e até a cena metalinguística do filme dentro do filme em que os passageiros de um trem seguem caminho para um lixão, enquanto o trem ao lado segue para um lugar aparentemente muito divertido.

Uma característica marcante neste filme, que é em preto e branco, aliás, são os quadros. Eles fogem do convencional e te dão a chance de imaginar o que está acontecendo, como em um enquadramento em que não há personagens mas se escuta a voz deles, ou quando a câmera nem sempre está centralizada no ator.

Memórias é um filme feito para os fãs do diretor. Não me parece ser uma obra de iniciação no mundo Woodyallenesco, mas sim uma daquelas que, após assistir a vários filmes e conhecer algumas coisas da vida real dele, faça você se divertir com as genialidades e pensar "só ele faria uma coisa assim".

Um pequeno diálogo do filme só pra fazer uma graça:

Em uma coletiva de imprensa, Sandy diz:
Sei que acham que sou egoísta e narcisista, mas isso não é verdade. Na verdade, se eu me identificasse com algum personagem da mitologia não seria com Narciso.

- Com quem seria? (pergunta um dos jornalistas)
- Zeus!




Memórias em DVD





Coleção Woody Allen - Box com 20 DVDs, incluindo Memórias

Top Songs da Disney

Por Lucas Madureira

Sabe aquelas músicas dos desenhos da Disney que marcaram você? Pois é, elas têm esse poder de marcar e ser trilha sonora até das nossas próprias vidas. Vou citar as minhas tops, até porque não dá para falar de todas.

Não poderia deixar de começar com o clássico dos clássicos. Isso mesmo, Amigo Estou Aqui. A música é tema de um dos melhores, se não for o melhor, desenhos da Disney, Toy Story. A música retrata bem o tema do filme, amizade.  


Tarzan é um filme com músicas perfeitas. Todas elas. Uma melhor do que a outra. Mas tive que escolher só uma, ou então o post viraria um livro. Uahuahauh A escolhida foi Dois Mundos, a canção que abre o filme. Ed Motta simplesmente destruiu (no bom sentido da palavra) na interpretação.


E quem não lembra de Hakuna Matata? O clássico de O Rei Leão? Timão, Pumba e Simba dão um show cantando. Música muito divertida que revela um estilo de vida.



Sentimento, de A Bela e a Fera é a música que marca o filme. Bela e Fera finalmente se entendem e se apaixonam. Uma música muito bonita.


Talvez vocês não considerem essa um clássico, mas eu gosto bastante. Pé na Estrada, de Irmão Urso. Música muito legal para escutar



Vai dizer que não achava o máximo as deusas cantando a música do Hércules? Gosto muito! Elas cantam muito. A música que mais gosto é essa, De Zero a Herói.



Me desculpe, mas Mulan eu precisei escolher duas. Alguém Para Quem Voltar e Não Vou Desistir de Nenhum. Uma muito engraçada e a outra falando de superação. Como o post é meu, vou quebrar a regra e pegar duas.








Pocahontas, em As Cores do Vento, ensina uma lição importante para as crianças e para mim =D Escute e descubra.



Tem uma da Cinderela muito boa também, mas só achei em inglês. A música é Bibbidi-bobbidi-boo



E me diga quem não cantava isso quando estava indo para casa?



E para encerrar, a música da Disney que todos conhecem: Um Mundo Ideal, de Aladdin

E para vocês verem o quão retardado sou, uma amiga e eu dublando a música do Aladdin.
Acham que esqueci de alguma? Qual?

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Especial Sessão da Tarde - Karatê Kid - A Hora Da Verdade


Por Lucas Madureira

Antes de falar qualquer coisa, preciso informar que consegui o filme para assistir e fazer o post com o próprio Daniel Sam, isso mesmo, com o Daniel Sam. A Samara (Sam, para os íntimos), uma amiga que já fez algumas participações no Central de Cinema, falou que o namorado dela, o Daniel, tinha a trilogia porque é muito fã. Aí peguei o filme com o Daniel, o namorado da Sam. Ou seja, com o Daniel Sam. E já fica o meu agradecimento pelo filme.

Após essa piadinha MUITO BOA, vamos ao que interessa. Karatê Kid – A Hora da Verdade é um clássico dos clássicos da Sessão da Tarde. Quem não assistia pelo menos 3 vezes por ano depois de Vale a Pena Ver De Novo ? Eu era/sou um espectador fiel. Gosto muito do filme.

Daniel LaRusso (Ralph Macchio) é um garoto de 15 anos sem muitos recursos financeiros, que muda com a mãe (Randee Heller) para a Califórnia. Ao chegar à cidade nova é convidado para uma festa, onde conhece a linda Ali com “i” (Elisabeth Shue), uma garota das colinas, ou seja, muito rica. Rola aquela química e tal, mas nem tudo é perfeito. Ali tem um ex-namorado faixa preta em Karatê e líder de uma ganguezinha de mauricinhos. Nem preciso dizer que Daniel apanha do início ao fim do filme, né?

Em uma dessas brigas, o senhor Miyagi, um sábio japonês que é zelador do prédio de Daniel, o defende, numa briga de cinco caratecas contra um pobre velho. Que chance ele teria? Nessa cena que descobrimos que o japa luta, e luta muito! Daniel e Miyagi vão à academia onde os meninos encrenqueiros treinam, mas os dois são desrespeitados e desafiados pelo sensei (Martin Klove) do Dojô. Senhor Myiagi diz que Daniel irá enfrentar os alunos da academia no torneio de Karatê. Um detalhe: DANIEL NÃO SABIA LUTAR QUASE NADA!

Senhor Myiagi então começa a treinar Daniel San. Um treinamento um tanto quanto incomum, que envolvia encerar carros, lixar o chão, pintar a cerca e coisas afins. Curiosidades: nas cenas do treinamento tem a parte que Daniel pega uma mosca com palitinhos japoneses e deixa seu mestre com inveja (kkkkk eu ri muito nessa parte). E também mostra o lado humano do senhor japonês. Ele aparece chorando e bebendo pela morte da esposa e filho (todos correm e abraçam ele).

Chega o grande dia do torneio. Daniel vai lutar, finalmente! Zuki! Ura Ken Uchi! Shuto! Mawashi Geri! Soc! Pum! Pof! Opa, olha o golpe baixo! Melhor de 3 pontos, QUEM FIZER O PRÓXIMO PONTO GANHA! Daniel faz aquela famosa pose da garça passando mal. É uma luta do certo contra o errado, hora de não fraquejar diante do inimigo, mesmo que ele pareça muito mais forte e invencível. Uma luta em que o adversário é você mesmo. Uma representação do Kata (luta imaginária do karatê onde o oponente é o próprio lutador), talvez? Era nessa hora meu irmão e eu saíamos da sala e íamos para o quintal brincar de luta. Eu sempre perdia. =/

Um coisa legal do filme para ser dita é que ele acontece nos anos 80. Ou seja, tem aquelas roupas bem BACANAS e jogos de fliperama. Faz muito tempo que não vejo um fliperama! Ele também retrata e combate o preconceito social. Daniel era pobre e Ali muito rica.

Um filmaço que indico para todos assistirem e reassistirem. Comentem sobre o post e sobre filme. A participação de vocês é muito importante para nós. Não está com paciência para esperar passar na sessão da tarde? Passa na nossa lojinha e adquira o filme.

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Karatê Kid - A Hora da Verdade em DVD e Blu-Ray









Karatê Kid - A Trilogia em DVD

Comencrítica - O Homem do Futuro

Por Davi de Castro

Filme que aborda espaço-tempo situa o bom momento da produção nacional

Voltar no tempo e no espaço para mudar o futuro – ou melhor, o presente – e consertar erros, que parecem cada vez maiores. A cada tentativa, sérias consequências. É com essa premissa, que não parece nem um pouco inovadora, vide De Volta Para o Futuro e Efeito Borboleta, que O Homem do Futuro se estabelece e consegue construir um roteiro bem amarrado e até interessante – apesar da sensação de deja vu por vezes nos visitar durante a sessão. 

Com uma direção segura e um roteiro que dosa muito bem a mistura de ficção científica com comédia romântica, Claudio Torres mostra todo o talento que está no sangue (ele é filho da Fernanda Montenegro e Fernando Torres, e irmão da Fernanda Torres, a eterna Vani de Os Normais). Nem preciso mencionar a mais uma vez excelente atuação de Wagner Moura, que dá vida a Zero, um cientista nerd, gago, estressado e infeliz que, na tentativa de criar uma nova fonte de energia, acaba inventando uma máquina do tempo e voltando ao ponto determinante de sua trajetória, o dia de seu maior infortúnio: o baile à fantasia em que a musa da faculdade, Helena (Alinne Moraes), causa sua derrocada. 

Por meio do conversor de partículas, vulgo máquina do tempo, encontros e desencontros inusitados acontecem. E Wagner Moura surpreende no encontro de seus vários eus, com diferentes personalidades, de diferentes vidas, tentando alterar o passado. As peças, aleatórias até a metade da película, vão se encaixando à medida que o longa se aproxima do fim. A confusão começa a fazer sentido, apesar de não se explicar como um todo, e, assim, a obra de Claudio Torres acena tanto os fãs de blockbusters quanto para os de filmes mais conceituais, com sua dose de fragmentos. Os efeitos especiais – algo preocupante quando se fala em produção nacional – não faz feio, são de boa qualidade. Enfim, o filme é uma agradável experiência, fruto de uma mescla arriscada de gêneros – romance, ficção científica, comédia – e que ainda é nacional (sem preconceitos), o que só aumenta o valor da obra.

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Parceria: Chico Rei + Central de Cinema = 15% de desconto!

Atenção, queridos leitores!

Até o dia 18 de setembro de 2011, vocês, pessoas lindas que acompanham o Central  de Cinema vão poder fazer compras no Chico Rei com 15% de desconto!

Para quem não conhece, o Chico Rei é um estúdio que cria camisetas com estilo, com mensagens atuais e que tem tudo a ver com quem não gosta de ser igual ao resto, sabe. ;] Até porque, não é qualquer pessoa que sai por aí com uma camiseta do meme "Bons Drink". Tem que ter atitude! E se você não é qualquer pessoa e tem atitude, vai adorar as camisetas e moletons. Mas que tal vocês tiraram suas próprias conclusões?!





Então, vamos lá! Para aproveitar o desconto (e o FRETE GRÁTIS e o parcelamento em 4X SEM JUROS) é só dar uma passada no Chico Rei escolher a camiseta que é a sua cara e digitar o cupom-desconto CCINEMA. Fácil assim! Depois não esqueçam de mandar uma foto vestindo a sua camiseta para nós!

Geeks, descolados, cinéfilos, heavy users de mídias sociais, uni-vos! A Chico Rei tem uma camiseta que é a sua cara! Vista atitude! ;]

Att,
Equipe Central de Cinema

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Especial Sessão da Tarde - Mary Poppins

Por Juliana de Faria

"Mary Poppins, perfeita em quase tudo"



Bons tempos eram aqueles que na Sessão da Tarde passava Mary Poppins (1964). A babá que chega para a entrevista de emprego voando com uma sombrinha. Bonita, educada e cativante: assim é a nossa principal personagem.

Mary Poppins (Julie Andrews) lê o anúncio que o pai jura ter colocado no Times (adoro essa referencia do bom e tradicional jornalismo). Mas que surpresa ao ver que o anuncio quem escreveu  foram as crianças. Ela lê e diz quais são as características que se pedem e como ela se porta frente aos meninos. As folgas são nas terças, a cada duas semanas. E começa na mesma hora. Jane e Michael ficam surpresos e felizes, será a babá dos sonhos deles.

Ah, e a bolsa à la gato Felix, que cabe tudo?

"Não julgue as coisas pelas aparencias. Muito menos uma mala de viagens", diz assim a srta Poppins às crianças. Será que foi daí a idéia da bolsa que Hermione Granger usa em Harry Potter e as Relíquias da Morte? Será ela uma fada ou uma bruxa? A menina a acha fabulosa. O menino tem um pouco de medo.

Simplesmente acho um filme fantástico. Um musical infantil, clássico e atemporal. Pode não ser o filme que mais passava durante as tardes, mas era um que eu não perdia. Se tem Mary Poppins, tem diversão. Crianças encantadas, hipnotizadas em frente à telinha.

A mistura de animação e live action é original, nada mais do que viver com a imaginação pura e que perdemos ao crescer. Até os animais de desenho cantam que a Mary é a felicidade em pessoa. A cena da sombrinha dançando com a bengala é uma das melhores. Nada como o lúdico para nos tirar da realidade.

" Se voce vê a Mary chegar, feliz será"

Os pinguins me lembram os do desenho Madagascar. Só que mais amáveis. E para ver referências de outros filmes atuais (ou não), nem é preciso muito esforço. Vem naturalmente a mente ao assistir.

Quem não gostaria de participar da corrida de cavalos de carrossel? A caçada, a corrida, e claro, a vencedora é a Mary, sempre sorridente.

A família toda fica evidentemente mais feliz, menos o pai, que continua irredutível. Desde as empregadas até a mãe e as crianças. A semana de teste vai passando e a história se desenrola, mas acho que já contei demais. É hora de cada um tirar suas próprias conclusões do filme. E aos que nunca viram este clássico infantil da sessão da tarde, estão esperando o que?

Resultado: queria ter tido uma babá assim. Será que ainda me dá tempo de ter? Poderia ser uma eterna criança.

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@julianadefaria









Mary Poppins em DVD
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