domingo, 7 de agosto de 2011

Especial Sessão da Tarde - Dirty Dancing

Por Ericka Guimarães

Este é o segundo post da Série Sessão da Tarde. Que tal dançar um pouco num Ritmo Quente?

Cena: Férias em Família. Papai dirigindo, mamãe ao lado e as duas filhas no banco de trás. Uma preocupada apenas com o próprio cabelo e a outra, nossa protagonista, Baby, lendo um livro e divagando. Mas isso aconteceu há muito tempo, ou como a nossa narradora nos conta, era o verão de 1963, quando me chamavam de Baby e eu nem ligava. Foi antes do presidente Kennedy ser baleado, antes dos Beatles e da ida ao Peace Corps e quando não havia cara mais legal que o meu pai.


A família está indo para uma colônia de férias para ricaços-que-se-acham-melhores-que-os-pobres. Lá, mais do que um lugar para descansar com a família, era um retiro para que cada um ostentasse aquilo que achava que tinha de melhor, como o dinheiro ou a beleza. Nossa grande Baby não dá a mínima para tudo isso. Ela é daquele tipo de garota que é naturalmente bonita, sem precisar encher o rosto de maquiagem ou vestir roupas caras. Enquanto as outras pessoas fingem se preocupar com as mazelas do mundo, Baby quer estudar Economia dos Países Emergentes e entrar para o Peace Corps, ou Corpo de Paz, instituição norte-americana criada para ajudar países em desenvolvimento.

É este sentimento que a aproxima da galera da senzala, ops, dos empregados do local. Um dia ela espionou uma reunião com os garçons, na qual o dono diz que o dever deles é servir e divertir as garotas, tanto as bonitas quanto as feias. Dêem-lhes romances! É neste exato momento que entra no recinto a chamada equipe de entretenimento. Um cara bonitão, loiro com um topete super na moda e uma cara de bad boy entra em cena. É nessa hora que eu começo a cantar: Náu aaaaai, red de taime ofi mai laaaaife en ai neeeever feu laike dis bifooooor... 


Pronto, vocês acabaram de conhecer o nosso protagonista. Ele se chama Johnny e é instrutor de dança. De um modo muito maluco Baby acaba virando dançarina e ele tem o dever de ensiná-la a arte da dança.



Não, meus caros e minhas caras, aqui não há química instantânea, ou amor à primeira vista. Teve muita ralação, muita briga, muito ensaio (ela não sabia nem dançar o merengue!), muito treino esquisito que me lembra os do Karate Kid, e muito preconceito por serem de "classes sociais" diferentes.

E assim a química começa a aparecer. Aos poucos Baby para de pisar no pé de Johnny, as danças ficam cada vez mais interessantes, há mais troca de olhares, movimentos mais sensuais, corpos mais suados. Eles estão em busca do verdadeiro ritmo quente que habita cada um dos seres vivos e que também habita a nova e desajeitada parceira de dança que ele arrumou. Junto com a química, nasce também o amor entre os dois. Legal acompanhar a evolução do sentimento junto com a evolução na dança. É ótimo também ver o Patrick Swayze sensualizando sem camisa.



É com a apoteótica cena de dança final que o casal mostra o quanto se amam, se respeitam, admiram o parceiro e também confiam um no outro (aqui você também já pode começar a cantar I've Had the Time of My Life novamente). É de arrepiar! É possível mesmo mostrar tudo isso com uma dança? Isso vocês vão me dizer. Eu ouço I've Had the Time of My Life pelo menos uma vez por dia. É meio brega? Talvez. Mas, quem liga?

Sigam-me os bons!
@erickacris










Dirty Dancing - DVD Edição Comemorativa










Dirty Dancing em DVD e Blu-Ray







Dirty Dancing - CD Trilha Sonora

2 comentários:

  1. Adoro! "Ninguém deixa Baby no canto". É um clássico, não apenas da sessão da tarde, mas dos filmes de romance.

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  2. ... and I never felt like this before. Yes, I swear, is the truth. And I owe it all to you (8)

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