quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Comencrítica - Planeta dos Macacos: A Origem

Por Juliana de Faria 

 

Qual o começo de uma história que já é conhecida? Esse é o mote principal do filme. Ignorando a entrega de 2001 de Tim Burton, a película começa com uma crítica velada às indústrias farmacêuticas que apenas se importam com os lucros. E é dito numa cena que o importante é o lucro que a empresa logrará e o sucesso que o cientista Will Rodman (James Franco) fará.

Os efeitos especiais são usados pra contar a história e não a torto e a direito como temos vistos nos últimos tempos. Não são necessárias explosões e afins para se fazer uma história interessante e paupável.


César é um chimpanzé com características humanas graças à sua mãe, cobaia da grande empresa farmacêutica da história que recebeu um medicamento contra Alzheimer. Quando tudo dá errado na pesquisa e a mesma é cancelada, os primatas são mortos, até que se descobre o filhote no cantinho da sela.
O amor que César, Will e o pai de Charles (John Lithgow) simplesmente é, na minha opinião, a melhor parte do filme. A construção de uma relaçao em que a confiança e a amizade são a base, ainda que Charles sofra de Alzheimer. Para mim, a atuaçao mais crível do filme. Perfeita construção de um personagem doente sem cair no mais do mesmo ou no esteriótipo.

Quando o símio ataca um vizinho para defender o debilitado Chales, a confusão se arma. O controle de animal o leva para um "refúgio para primatas" que mais parece uma prisao para os animais. Aí, tudo se desenrola. Outros macacos. A história começa de verdade. A partir daí, tudo corre demasiado rápido para o ápice dos macacos e o final do filme. As coisa se atropelam.


Simplesmente falta tempo para tudo, César e os outros macacos, o romance de Will. Faltou tempo, faltou uma melhor divisão do roteiro. Faltou tempo para o que eu esperava do filme. Talvez, o defeito tenha sidoeu esperar mais do que devia de um filme.



A Juliana é agora nossa correspondente internacional, direto da Espanha!

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domingo, 28 de agosto de 2011

Comencrítica - O Rei Leão 3D

Primeiro: por favor não me repreenda!

Não precisa me falar que o filme foi relançado só para arrecadar dinheiro dos fãs trouxas e nostálgicos, que o 3D quase não deve fazer diferença, que a história é mais conhecida do que a cara do Ronaldinho, ou que é bobagem sair de casa com 21 anos para assistir a um filme que já viu dezenas de vezes. Gente, eu sei de TUDO isso... Mas quando vi o cartaz de que O Rei Leão iria ser reapresentado nos cinemas, meus olhos brilharam.

Eu simplesmente não podia perder a chance de ver um dos maiores clássicos de todos os tempos no escurinho do cinema. Sei que muitos de vocês vão pensar/falar "ué, mas O Rei Leão passou no cinema! Eu vi!". Pois é, mas eu não. :) Nos meus tempos de criança, a família estava muito quebrada e cinema era um luxo muito fora da nossa realidade. Sendo assim, fui ontem ao cinema assistir O Rei Leão e não me arrependo de nenhum centavo gasto! :) E foi muita felicidade ficar completamente arrepiada durante uma hora e meia.


Eu me recuso a escrever aqui sobre a sinopse de Rei Leão. Não vou contar que o filme é um dos mais lindos sobre crescimento e superação, sobre como um filhote mimado precisa perder tudo para enxergar o que é ser um verdadeiro rei. Nem vou comentar do poder da amizade e do amor entre Simba e Nala, que faz ele retornar à pedra do Rei. Tampouco falarei de como o desenho nos mostra que criaturas diferentes podem conviver e ser amigas, como um suricate (Timão), um javali (Pumba) e um leão (Simba). E muito menos falarei sobre as lindas paisagens africanas - cenário raríssimo em filmes produzidos nos EUA. Eu não vou falar sobre nada disso porque eu tenho certeza ABSOLUTA que todos os nossos leitores já assistiram Rei Leão. E se não assistiram, o que estão fazendo na frente do computador que não estão vendo um dos melhores desenhos de todos os tempos?!!?!?


Então, já que não falarei do que todo mundo já sabe, vamos à grande novidade: o 3D!

Acontece em Rei Leão o que acontece na maioria dos filmes/desenhos que são lançados em 3D. Algumas cenas que ficam muito bonitas e a maioria do filme sem grande diferença. As passagens abertas, das savanas e paisagens ganharam maior força com a terceira dimensão. Durante os voos de Zazu (o pássaro mordomo de Mufasa) parece que você está voando atrás dele, seguindo-o. Ficou BEM legal. E a cena em que Simba segue Rafiki (o Babuíno) em meio a raízes também ficou muito legal! ##SPOILER## (acho besta avisar spoiler desse filme, mas) A queda de Mufasa no precipício também ficou bacana e dá muita agonia encarar o magro rosto do Scar tão de perto.

Vale dizer que tinham dezenas de outros "fãs trouxas nostálgicos"na sessão, e que eles aplaudiram e gritaram quando o filme acabou. Vale dizer que eu cantei junto todas as músicas. Vale também dizer o quanto gosto da iniciativa dos pais que levaram os filhos para conhecer um clássico (tinha uma menininha que ficava tentando pegar as folhas que voavam no 3D #linda), e que tentam manter a tradição.

Sendo assim, desencanem, larguem de ser murrinhas e vão assistir a O Rei Leão nos cinemas. Riam na cara do perigo e, se possível, levem as crianças da sua famílias para que elas tenham a chance de conhecer o que é essencial para se conhecer no universo cinematográfico infantil.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Comencrítica de Professora Sem Classe



Por Lucas Madureira

Sabe aquele trailer que faz você morrer de rir e desperta interesse para assistir o filme? Pois é, Professora sem Classe é desse jeito. Fui tooooodo empolgado assistir o filme, pensei que daria boas gargalhadas. Dei algumas. Pouquíssimas. 

Cameron Diaz interpreta a professora Elizabeth Halsey, uma vaca que finge que dá aulas. Desculpa pelo palavriado, mas é isso mesmo que ela é. Vamos ao início da história .... Halsey é professora de uma escola primária, mas está prestes a se “aposentar”. Ela é novíssima! Como assim aposentar? É porque ela vai casar com um cara muito rico. Não precisaria trabalhar nunca mais. Mas a mãe do noivo descobriu que ela é uma aproveitadora e acaba com tudo, a deixando com uma mão na frente e uma atrás.

Com a situação, Halsey tem que voltar para escola, onde conhece o novo professor substituto, Scott Delacorte, interpretado por Justin Timberlake. Scott é herdeiro de uma fortuna e pode garantir a vida que Halsey sempre quis. O problema é que Scott gosta de peitões, e convenhamos, Diaz não tem. Halsey fará de tudo para conquistar Scott, até algumas trapaças para conseguir dinheiro e colocar silicone.

A história é essa, mas o filme não conseguiu “acontecer”. Cameron Diaz não se saiu muito bem no papel. Ela é linda e algumas cenas caem muito bem, mas ela não me convenceu. Justin Timberlake ficou bem apagado no filme. As poucas risadas que consegui dar foi por conta da interpretação de Lucy Punch, Jason Segel e Phyllis Smith, que são outros professores da escola. 

O filme tenta ser uma comédia romântica. Passou perto, mas também não conseguiu chegar lá. O romance do casal principal ficou muito escondido. O longa tem um elenco muito legal, diria até divertido. Tinha tudo para arrancar boas risadas, mas não foi o que aconteceu. Não vou contar o final do filme, porém Diaz toma um banho de consciência e começa a mudar, até porque uma professora precisa dar exemplo aos alunos.

Se você tiver outras opções para assistir, assista. Não entrará na minha lista de recomendações.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

My Fair Lady


Por Samara Correia, do blog Relativizando Absurdos, a convite do Central de Cinema


Flores e concreto: um lembra delicadeza e beleza, outro rigidez e imponência, ambos nobres de sua forma. Em My Fair Lady, esses dois elementos são constantes, visualmente e o confronto entre ambos também. O filme, de 1964, ganhador de 8 Oscar, é uma adaptação de um famoso musical da Broadway. E nas suas quase três horas de duração nos envolve com diálogos memoráveis e diverte com números musicais, e com a destrambelhada Eliza Doolittle, vivida por Audrey Hepburn.

Eliza Doolittle é uma espevitada vendedora de flores das ruas de Londres, a qual o arrogante professor de fonética, Henry Higgins, (Rex Harrison) tenta transformar em uma dama da alta sociedade. Não há como não elogiar todo o elenco do filme, e principalmente atuação de Harrison, o ator já fazia o papel na Broadway, e ganhou o Oscar de melhor ator. Seus números musicais são quase falados, e de uma beleza enorme. Se Rex brilha por sua atuação, Audrey, além disso, apresenta, como sempre, sua beleza e elegância. Inicialmente, o papel deveria ser de Julie Andrews, pois ela fazia a personagem na Broadway, porém Audrey ganhou o papel, para nossa (minha) felicidade.

Justamente pela elegância natural de Audrey, é difícil imaginá-la como uma desajeitada vendedora de rua, acredito que esse foi um dos maiores desafios da atriz. Pelo fato de ser um musical, e ter um toque de comédia, Audrey ficou bem mesmo fazendo uma caricata moça, em um filme mais dramático não sei se teria o mesmo sucesso.

Fato é, que se você está acostumado com a Hepburn de Bonequinha de Luxo, assistir My Fair Lady vai lhe mostrar uma outra faceta dela. No musical fica nítido o porquê de Audrey ser única. Não é só a beleza que faz dela um grande ícone, se na primeira parte do filme ela é uma bela garota sem instrução, no segundo ato (e digo segundo, por que de fato o filme tem intervalo) vemos o seu grande diferencial, sua natural elegância e delicadeza, o que a torna linda, mas ao mesmo tempo muito carismática e sutil. Por isso, é tão difícil encontrar alguém para comparar ou para fazer um papel que já foi de Audrey.




Voltando ao filme, como um bom musical, os números de música são diversos, porém entre os melhores estão “Wouldn't It Be Loverly?”, uma linda canção que mostra os desejos e sonhos da pobre vendedora. É interessante dizer que Audrey praticamente não canta no filme, as cenas de música são dubladas, muitos dizem que por isso ela não foi indicada ao Oscar de melhor atriz, porém, quem assistiu “Bonequinha de Luxo” sabe que a atriz tinha sim potencial musical. Contudo, acredito que o mais belo número musical do filme seja o “Ascot Gavotte”. Nele vemos a riqueza do figurino e da cenografia do filme, a cena mostra a primeira apresentação de Eliza à sociedade, em uma corrida de cavalos. Lá todas as mulheres estão vestidas com suntuosos vestidos brancos e pretos, e junto aos homens, elas fazem um verdadeiro balé da perfeição, cada movimento pensado, nada espontâneo, uma visível crítica a alta sociedade.

Um filme encantador, com uma história simples, porém muito bem contada, com todo elenco afinado, trabalho de figurino e cenografia memoráveis, e um cuidado primoroso com todos os detalhes. Durante a trama acompanhamos o desabrochar de uma dama, e o nascimento de um delicado amor.  O autoritário professor Henry Higgins representa a nobreza do concreto, altivo, porém rígido, preocupado com a forma. Eliza Doolittle, ao torna-se uma elegante dama, não perde sua essência, e dá a todos uma linda lição “a diferença entre uma dama e uma florista não está na forma como ela se comporta, e sim na forma como ela é tratada”.

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My Fair Lady em DVD









Coleção Audrey Hepburn em DVD (Lata)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Por onde anda o elenco de Grease - Nos Tempos da Brilhantina?

Por Ericka Guimarães

Grease é um clássicos entre os musicais. O filme, que foi baseado em uma peça teatral, é de 1978, mas representa a alma do rock dos anos 50. Mas, 33 anos depois de Grease, o que aconteceu com os alunos da Ridell?

John Travolta - Danny Zuko


O bonitão dos tempos da brilhantina tem hoje 57 anos e é figurinha marcada em Hollywood. Participou de vários outros clássicos, como Pulp Fiction, em 1994 e Olha Quem Está Falando, em 1989 (sim, um clássico!). Fez parte também de outro musical adaptado para as telonas, Hairspray e fez a voz do cão Bolt, na animação de mesmo nome. John Travolta também é piloto profissional de avião. Além de viagens particulares, o ator utiliza seu Boeing em causas humanitárias, como quando levou suprimentos ao Haiti e também quando ajudou na missão pós furacão Katrina, nos Estados Unidos.

Olivia Newton-John - Sandy


Olivia Newton-John está com 62 anos. Após Grease, participou de outro musical, Xanadu, no qual fez par com Gene Kelly. Seguiu em frente com a carreira musical, tendo gravado, até o momento, 35 discos, sendo 32 solo e 3 de trilhas sonoras de filmes em que atuou. No site oficial dela você pode comprar antecipadamente o seu 33º CD, Portraits. Teve câncer de mama nos anos 90 e após ter vencido a doença, dedicou-se às campanhas de conscientização sobre câncer. Ela tem também uma linha de produtos de beleza feitos com plantas da floresta Amazônica. Além disso, está engajada na conscientização quanto à importância da floresta e na luta dos indígenas.

Stockard Channing - Rizzo


A atriz interpretou, em Grease, Betty Rizzo, a líder das Pink Ladies. Rizzo era a personificação das meninas "moderninhas" da época: fumava, bebia e fugia de casa para sair com os garotos. Atualmente, Stockard Channing, ou Susan Antonia Williams Stockard, tem 67 anos. Após Rizzo, Channing fez vários filmes para TV americana e seriados. Chegou a ser premiada como melhor atriz no SAG Awards, em 2002. Participou de filmes como Clube das Desquitadas, Procura-se um Amor que Goste de Cachorros, Onde Mora o Coração e Negócios de Estranhos. De acordo com o Imdb, ela vai atuar em um filme que está em fase de pré-produção, chamado A Fonder Heart.

Jeff Conaway - Kenickie


Jeff Conaway interpretou o par "rômantico" de Rizzo. Era com ele que a moça despudorada saía de carro para dar uns amassos por aí. Na história, houve até uma suspeita de gravidez, mas que serviu para mostrar que o valentão tinha sentimentos. Conaway morreu aos 60 anos de idade, em maio de 2011. A suspeita da causa da morte foi overdose de medicamentos. Foi indicado a dois Globo de Ouro de Ator Coadjuvante por uma série de TV chamada Taxi. Atuou também na série de TV de ficção científica Babylon-5. De acordo com o Imdb, há quatro trabalhos do ator em fase de pós-produção, com previsão de lançamento para 2012.


Barry Pearl - Doody




Pearl interpretou, em Grease, Doddy, um dos rapazes da gangue de Kenickie e Danny, T-Birds. Participou de vários episódios de séries de TV, como E.R., Criminal Minds e House. Tem 61 anos e, de acordo com a Wikipedia, atualmente, ele atua no musical Happy Days. O Imdb aponta a comédia The Newest Pledge(2011), como o último filme feito pelo ator.

Didi Conn - Frenchie


A atriz que interpretou a sonhadora Frenchie está com 60 anos. Participou da continuação do musical, Grease 2, os Tempos da Brilhantina Voltaram, com Michelle Pfeiffer. Participou de vários episódios de seriados para TV, em papéis secundários, como enfermeiras ou garçonetes, inclusive em Law & Order. Seu último filme foi Oh! Baby, em 2008.

Jammie Donnelly - Jan


Jammie Donnely se tornou esta senhorinha com cara de sapeca. Participou também de alguns episódios de séries de TV. O último longa em que esteve presente foi a comédia Cyrus (2010).



Listamos aqui apenas alguns dos personagens/atores/atrizes do filme. Se você sabe do paradeiro de algum outro integrante da turma do Grease, não se acanhe! Os comentários são sempre bem vindos!


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Grease em DVD e Blu-Ray 


sábado, 20 de agosto de 2011

Comencrítica - Lanterna Verde

Por Thandara Yung

Eu amo filme de herói, sempre amei. E foi muito contente que entrei na cabine de Lanterna Verde. A felicidade começou a se esvair assim que as luzes se apagaram e a sessão começou. E eu entendi os motivos do filme ter sido um fracasso de bilheteria nos EUA - custou US$ 200 milhões e arrecadou apenas US$89 milhões. Lanterna Verde é, de longe, o pior filme de herói do ano.

Antes, algumas explicações: aos frenéticos que ficaram indignados pelo lanterna ser branco, calma minha gente. O filme é a história de Hal Jordan, o primeiro humano a receber o poder do anel. Nos gibis, Hal é branco e assim permaneceu nos cinemas. Para esclarecer, o Lanterna Verde negro que muitos conheceram no desenho da Liga da Justiça é John, e não Hal. ;)




Mas, vamos ao filme.

Lanterna Verde não tem foco. O longa não decide se é comédia romântica, filme de super herói ou de invasão alienígena, e fica sambando entre os três gêneros. A confusão é tanta que o clímax do filme é o beijo final entre mocinho e mocinha, e não o desfecho do vilão que tentou destruir o planeta. Escolha perigosa para uma obra que deveria ser de herói.

Nem a identificação do público com o protagonista - que costuma ser a base para filmes do tipo - funciona direito. De maneira muito superficial, Hal é apresentado simplesmente como um homem imaturo que no PLIM aprende a ser responsável.

Mas nem tudo se perde com Lanterna Verde. Apesar da história fraca, a semelhança estética do filme com o universo dos quadrinhos e seus personagens não poderia ser mais fiel. A horda de 3600 alienígenas guardiões que compõe a tropa é impecável. A exemplo, do personagem Sinestro (Mark Strong), que sob os efeitos de maquiagem se transformou numa cópia exata dos traços impressos do ilustrador brasileiro Ivan Reis, responsável há anos pelos quadrinhos.



As viagens no espaço são, a propósito, a única justificativa para pagar pelo ingresso mais caro em 3D. (Para a alegria da Ericka, que odeia a terceira dimensão nas telas, e não perderá nada)

Acostumado às comédias românticas, Reynolds era uma das maiores incógnitas de Lanterna Verde, mas empresta sua melhor cara de deboche ao personagem e não deixa a desejar. O que não acontece com Blake Lively, no papel de Carol Ferris, que nem sendo uma pilota de caça extremamente inteligente consegue fugir do estigma de donzela indefesa em perigo.



O antagonista Hector Hammond (Peter Sarsgaard), após infectado pelos poderes de Paralax se entrega febrilmente à sua nova anomalia, e tinha tudo para se destacar com sua vilania psicopata – como é de praxe nos filmes da DC Comics – mas é um dos críticos desperdícios do filme. Mal aproveitado, o personagem se limita apenas a se vingar do pai que constantemente o rejeitava e a tentar conquistar a mulher amada.

Após trilhar um caminho tortuoso durante todo o filme, a cena projetada durante os créditos apresenta uma possível salvação para franquia. Um importante personagem dos quadrinhos é apresentado como o próximo vilão, e a batalha entre Lanternas Verdes e Lanternas Amarelas fica mais perto de ser travada nas telonas.

Vale lembrar que os mais nerds e fissurados nos quadrinhos podem sair BEM putos do cinema com a maneira com que Hal derrota Paralax. (Eu vi a cena da revolta na saída da cabine, um super nerd saiu xingando aos quatro ventos)

No mais, eu não recomendo gastar dinheiro não.
Quem gostar MUITO do herói, espera chegar o DVD ou sair na TV ;)


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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Especial Sessão da Tarde - Edward, mãos de tesoura

Por Thandara Yung

Em meio a tantos clássicos e ótimos filmes que divertiram as tardes após a escola, certamente Edward, Mãos de Tesoura TINHA que estar na lista. Embora tenha assistido, ainda criança, dezenas de vezes a verdadeira história da origem da neve, nunca achei que o filme fosse muito apropriado para o horário ou até mesmo para o público infantil.

Edward (Jhonny Depp) é uma espécie de Frankenstein gótico. Foi criado por um cientista considerado maluco e estava incompleto quando seu "pai" morreu pouco antes de dar-lhe mãos de presente. Assim, no lugar delas ele tinha tesouras. Peg (Dianne Wiest), uma vendedora de cosméticos, o encontra em sua mansão e resolve levá-lo para casa. Os moradores da vila demoram a se acostumar com o estranho, mas cedem à doçura e habilidade dele em podar árvores, cachorros e cabelos. Nesse meio tempo, Ed se apaixona por Kim (Winona Ryder), filha de Peg. Tudo desanda quando o namorado de Peg descobre esse amor e faz de tudo para colocar a cidade inteira contra o querdinho Edward.



Cada elemento é extremamente mágico. Mas além da magia, a fábula moderna traz à tona assuntos delicados. É uma verdadeira quebra de estereótipos: o estranhão cheio de cicatrizes, roupas pretas de couro e mãos de tesoura é, na verdade, uma pessoa extremamente doce. Ingênuo ao ponto de se lascar todo por causa disso (existe uma cena em que ele fere uma pessoa tentando salvá-la). O filme mostra que por mais fora dos padrões que alguém esteja, é preciso conhecê-la antes de qualquer julgamento de valor. É o cinema dando dicas para a vida!

Mãos de tesoura é o marco em muitos aspectos, para registrar alguns:

O filme foi a marca do início da parceria entre Depp e Tim Burton. Os dois fizeram juntos sete filmes, foram eles: Edward, mãos de tesoura (1990); Ed Wood (1994); A lenda do Cavaleiro sem cabeça (1999); A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005) e Noiva Cadáver (2005), onde cedeu sua voz ao personagem Victon Von Dort; Sweeney Toddy, o barberio assassino da Rua Fleet (2007); e Alice no País das Maravilhas (2010), que viveu o alucinado Chapeleiro Louco. Além dos já lançados, em 2012 mais uma parceria irá estrear, é o filme Dark Shadows. Na maioria dos filmes, ele foi protagonista.

Foi com Edward que Jhonny Depp mostrou ao mundo inteiro que nasceu para fazer papeis de tipos mais esquisitões (vide Willy Wonka, Chepeleiro Louco, Jack Sparrow, Sweeney Todd, entre muitos outros) - acho que por isso ele e Burton deram tão certo juntos. Quanto mais insano o personagem, melhor ele se encaixa ao rosto misterioso e zombeteiro de Depp. Até mesmo para dublar, Depp prefere dar sua voz a personagens nada convencionais como Von Dort, de Noiva Cadáver, o camaleão Rango e o alucinado do Bob Esponja.

Foi também na época do filme que Depp e Winona Ryder começaram a se relacionar. Eles se casaram, mas a união durou apenas dois anos.

Duas curiosidades que preciso compartilhar: Ao longo de todo o filme, Depp fala apenas 169 palavras. Enquanto isso, as cicatrizes se tornam cada vez mais profundas e em maior quantidade.


Tem tempo que não vejo passar na sessão da tarde, quem sabe por agora a gente tem a chance de ver. Para os mais agoniados, vale comprar o DVD ;)

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Edward, Mãos de Tesoura em DVD

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Comencrítica - Super 8

Por Thandara Yung

Normalmente, as cabines de imprensa (sessão de cinema exclusiva para jornalistas) recebem meia dúzia de gatos pingados. Quando deu a hora de a cabine começar, tinha muita gente esperando, coisa que eu só tinha visto em X-Men First Class e Harry Potter e as Relíquias da morte: parte 2. Então, surgiu em mim, uma certa expectativa, em um filme que eu não esperava nada demais (além do nome do Spielberg no cartaz).



Em tempos de remakes, o longa traz de volta o princípio do roteiro original e gêneros há muito esquecidos, como as aventuras infanto-juvenis, uma febre capitaneada por Spielberg nos anos 80 e eternizada em produções como Fique Comigo, E.T e, claro, Goonies.

A história é simples e lembra muito os filmes do Spielberg da década de 80 (como os já citados E.T. e Goonies, por exemplo). Um grupo de seis amigos está gravando o filme O Caso - que é sobre uma invasão zumbi - com uma câmera Super 8 (daí o nome do filme). Na calada da noite, eles fogem para uma estação de trem para usá-la como cenário. Durante as filmagens, os garotos presenciam um acidente com um trem e no meio da confusão do descarrilamento "algo" foge de um dos vagões. A partir daí, pessoas e eletrodomésticos começam a desaparecer na cidade.



Mas, vamos lá. O filme foi produzido sob uma nuvem de mistério (o elenco foi proibido de falar a respeito). O trailer sugere que "algo" sai de dentro do vagão do trem, e esse mistério é a grande jogada do longa. Com uma jogada inteligentíssima, o monstro nunca é revelado completamente. Como em Cloverfiel, O Monstro (produzido por J.J.Abrams, diretor de Super 8) vultos, árvores enormes balançando e ruídos ensurdecedores tornam a criatura muito mais assustadora do resultado que teríamos se fosse revelada logo de cara.

Super 8 usa, sem pudor, todo o leque de possibilidades do universo da ficção. Tudo é grandioso e exagerado. As cenas de ação são um verdadeiro espetáculo, com destaque para a sequência do descarrilamento da locomotiva que, mesmo sem os efeitos em 3D, nos fazem encolher na cadeira para fugir dos destroços.

Apesar de ser um filme de ficção, os efeitos especiais não são o verdadeiro trunfo do filme. Essa tarefa ficou para o elenco, composto por jovens atores que sustentam sem qualquer dificuldade a história. Como em Goonies, os garotos ganham o público com personagens muito peculiares, como o pirotécnico Carry (Ryan Lee) ou o órfão Joe (Joel Courtney), que sabe tudo de maquiagem cinematográfica.

Nessa turma, a experiência de Elle Fanning (Alice) diante das câmeras pesa e merece destaque. A garota de 13 anos (prodígio) é mais do que um rostinho bonito e certamente ainda vai ser muito vista por produções cinematográficas de peso.



Super 8 dá um verdadeiro tapa na cara da indústria do cinema comercial. Ao longo do filme Charles (Riley Griffiths), o gordinho aspirane a diretor de cinema, se mostra preocupado com a qualidade da produção de O Caso. O garoto afirma não ficar satisfeito apenas com boas cenas de mortes, que precisa de algo mais para sua produção, numa clara referência ao esquemão de Hollywood.

Vale esperar os créditos do filme, quando será exibido a íntegra de O Caso, produzido ao longo da trama e que teve o roteiro escrito pelo elenco mirim de Super8 (mesmo). O Caso, a propósito, é muito legal e ganhará uma comencrítica em breve. (será?)

Informações adicionais legais: A inspiração para o roteiro de Super 8 é biográfica. Tanto J.J. Abrams quanto Steve Spielberg iniciaram suas vidas cinematográficas (ainda na infância/adolescência) produzindo filmes independentes em uma câmera Super 8.

Dica: Aos cinéfilos de plantão, por que vocês não viram ainda?! Corre pro cinema mais próximo rápido!

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domingo, 14 de agosto de 2011

Paizões do Cinema

Por Ericka Guimarães

Chegou o tal 2º domingo do mês de agosto: Dia dos Pais! Data para comemorar, para relembrar e para unir a família... por que não em torno da TV? O Central de Cinema escolheu 5 filmes com pais para lá de inesquecíveis para você assistir com o seu paizão e com toda a família.

A Vida é Bela


O livreiro Guido e sua família são levados para um campo de concentração nazista, nos anos 40. Para poupar o filho dos horrores da Guerra e do Holocausto, Guido convence seu filho, de apenas 6 anos, que estão no meio de um grande jogo. É uma crítica com leveza e humor sobre o nazismo mas também mostra do que um pai é capaz de fazer pelo filho. Ganhou um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Bom dia, princesa!

Procurando Nemo


Esta animação da Pixar, que colocou os peixes-palhaço no hall da fama, mostra a saga de um pai super protetor à procura do seu filho que se perdeu... no mar! Simples assim. Parece uma missão impossível, mas este paizão não desiste de achar seu filho, que ele julga ser frágil e indefeso, mas que acabou aprendendo com a vida como ser forte.

Leia também: Bodas de Prata da Pixar - Procurando Nemo

2 Filhos de Francisco




Seu Francisco era um cara pobre, humilde e  muito rígido, mas que desde cedo acreditou no potencial dos filhos como cantores e fez tudo que podia para que eles alcançassem o sucesso. Além das cenas dos ensaios exaustivos e do ovo cru matinal, uma das mais marcantes é a que ele gasta o salário todo em fichas telefônicas para ligar para a rádio pedindo que a música da dupla que ele criou (literalmente!) tocasse. E não é que deu certo?

Meu Malvado Favorito




Gru, um cientista muito peculiar, resolve adotar três meninas para colocar em prática um de seus planos maquiavélicos. Tudo bem que, no início, ele não é um modelo exemplar de pai. Mas nem um sujeito tão malvado não consegue não se afeiçoar a essas três garotinhas tão adoráveis. Ele pode até ter começado pelos motivos errados, mas um cara que troca A LUA pela segurança das filhas merece estar na nossa lista.

A Procura da Felicidade




Chris tem muitos problemas financeiros. Seu emprego é instável, a esposa trabalha dia e noite e, mesmo assim, ganha muito pouco. As contas vão se acumulando. A tensão familiar vai aumentando até que a esposa não aguenta e vai embora. Pai e filho acabam sendo despejados e são obrigados a viver na rua, em abrigos, em estações de trem ou onde mais fosse necessário. A cena do banheiro é uma das mais tocantes de um filme que é capaz de te fazer chorar do início ao fim. E mesmo durante essa pindaíba, o pai não deixa de ensinar ao filho que ele nunca deve desistir dos seus sonhos. Foi baseado em fatos reais.

Esta lista é mínima e não pretende dizer que estes são os melhores filmes que mostram uma relação pai e filho. A intenção é aguçar a memória cinematográfica de vocês para que lembrassem de outros filmes. Pois então, para vocês, que outros filmes fariam parte desta lista?

E, é claro, Feliz Dia dos Pais!











A Vida é Bela em DVD










Procurando Nemo em DVD









2 Filhos de Francisco em DVD e Trilha Sonora








Meu Malvado Favorito em DVD, Blu-Ray e Blu-Ray 3D









A Procura da Felicidade em DVD e Blu-Ray









A Procura da Felicidade, o livro que inspirou o filme







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domingo, 7 de agosto de 2011

Especial Sessão da Tarde - Dirty Dancing

Por Ericka Guimarães

Este é o segundo post da Série Sessão da Tarde. Que tal dançar um pouco num Ritmo Quente?

Cena: Férias em Família. Papai dirigindo, mamãe ao lado e as duas filhas no banco de trás. Uma preocupada apenas com o próprio cabelo e a outra, nossa protagonista, Baby, lendo um livro e divagando. Mas isso aconteceu há muito tempo, ou como a nossa narradora nos conta, era o verão de 1963, quando me chamavam de Baby e eu nem ligava. Foi antes do presidente Kennedy ser baleado, antes dos Beatles e da ida ao Peace Corps e quando não havia cara mais legal que o meu pai.


A família está indo para uma colônia de férias para ricaços-que-se-acham-melhores-que-os-pobres. Lá, mais do que um lugar para descansar com a família, era um retiro para que cada um ostentasse aquilo que achava que tinha de melhor, como o dinheiro ou a beleza. Nossa grande Baby não dá a mínima para tudo isso. Ela é daquele tipo de garota que é naturalmente bonita, sem precisar encher o rosto de maquiagem ou vestir roupas caras. Enquanto as outras pessoas fingem se preocupar com as mazelas do mundo, Baby quer estudar Economia dos Países Emergentes e entrar para o Peace Corps, ou Corpo de Paz, instituição norte-americana criada para ajudar países em desenvolvimento.

É este sentimento que a aproxima da galera da senzala, ops, dos empregados do local. Um dia ela espionou uma reunião com os garçons, na qual o dono diz que o dever deles é servir e divertir as garotas, tanto as bonitas quanto as feias. Dêem-lhes romances! É neste exato momento que entra no recinto a chamada equipe de entretenimento. Um cara bonitão, loiro com um topete super na moda e uma cara de bad boy entra em cena. É nessa hora que eu começo a cantar: Náu aaaaai, red de taime ofi mai laaaaife en ai neeeever feu laike dis bifooooor... 


Pronto, vocês acabaram de conhecer o nosso protagonista. Ele se chama Johnny e é instrutor de dança. De um modo muito maluco Baby acaba virando dançarina e ele tem o dever de ensiná-la a arte da dança.



Não, meus caros e minhas caras, aqui não há química instantânea, ou amor à primeira vista. Teve muita ralação, muita briga, muito ensaio (ela não sabia nem dançar o merengue!), muito treino esquisito que me lembra os do Karate Kid, e muito preconceito por serem de "classes sociais" diferentes.

E assim a química começa a aparecer. Aos poucos Baby para de pisar no pé de Johnny, as danças ficam cada vez mais interessantes, há mais troca de olhares, movimentos mais sensuais, corpos mais suados. Eles estão em busca do verdadeiro ritmo quente que habita cada um dos seres vivos e que também habita a nova e desajeitada parceira de dança que ele arrumou. Junto com a química, nasce também o amor entre os dois. Legal acompanhar a evolução do sentimento junto com a evolução na dança. É ótimo também ver o Patrick Swayze sensualizando sem camisa.



É com a apoteótica cena de dança final que o casal mostra o quanto se amam, se respeitam, admiram o parceiro e também confiam um no outro (aqui você também já pode começar a cantar I've Had the Time of My Life novamente). É de arrepiar! É possível mesmo mostrar tudo isso com uma dança? Isso vocês vão me dizer. Eu ouço I've Had the Time of My Life pelo menos uma vez por dia. É meio brega? Talvez. Mas, quem liga?

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Arrebatadora metalinguagem

Por Davi de Castro

É marcante o poder simbólico que a sétima arte exerce sobre nós, sobretudo nos mais aficionados, que não medem esforços na entrega a esse mágico e envolvente universo. É como se o cinema fizesse, de fato, parte de nossa vida – e o faz, que o digam os cinéfilos! Apesar desse relacionamento por si só já benéfico, por vezes ainda temos o prazer de desfrutar algumas obras que, não sei vocês, mas para mim são um verdadeiro presente. É quando o cinema fala de si mesmo, numa inteligente capacidade de auto-referência e estratégia de auto-reflexão, o que chamamos de metalinguagem. Um deleite à expressão do imaginário compartilhado entre os criadores e seu público.

Seja ao abordar o universo cinematográfico e seus realizadores, como um filme sobre atores ou diretores, seja ao tratar do discurso cinematográfico, apresentando um filme dentro do filme, decodificando a linguagem cinematográfica, inserindo o espectador dentro da obra, a metalinguagem, se bem desenvolvida, chega a ser fascinante. É um convite à imersão ao filme, uma ilusão de participação construída com a imediata identificação com a temática.



São várias as obras, muitas até clássicas, que fazem uso desse elemento criativo. Vamos falar hoje sobre A Rosa Púrpura do Cairo (1985), do grande Woody Allen. No filme, o cinema é um ponto de fuga, de libertação, de realização, ainda que temporária, da protagonista Cecília (Mia Farrow). A vida dela é uma droga, vê-se obrigada a trabalhar de garçonete, função que não tem a menor habilidade, para sustentar o marido boêmio, agressivo e desempregado. Uma relação sem afeto, cujo fracasso é iminente. Para fugir da triste realidade, Cecília recorre àquilo que provavelmente seja sua mais intensa fonte de prazer, naquele momento: o cinema (Acho que ela não está sozinha nessa, ein?!). Cecília é tão cinéfila que todos os funcionários da sala de exibição a conhecem. E a coitada não receia em gastar suas poucas moedas vendo filmes, mesmo que já os tenha assistido várias vezes (que coincidência!).

Seu olhar está sempre atento e inebriado nas salas de projeção, as expressões variam conforme o roteiro vai se desenvolvendo (o roteiro do filme que passa no filme, viu? Eita, metalinguagem!). Emoções despertas na protagonista, naquele momento mágico, nos atigem também (quem nunca se perguntou se também fica com cara de bobo ao assistir um bom filme no cinema?). O roteiro se complexifica (agora é o do filme mesmo, o “real”) e a metalinguagem beira o surrealismo numa metáfora inteligente muito bem articulada por Allen. Cecília literalmente entra no filme, e nós, espectadores, embarcamos nessa louca viagem, exasperados com aquela almejada utopia. A obra cinematográfica literalmente ganha vida para Cecília. E a vida real ganha concretude a um personagem do filme que Cecília via.

A magia do cinema a envolve por completo e muda sua vida. O real e a ficção estabelecem diálogos, interagem, mas tomam consciência de que não há coexistência, pelo menos não com suas divergências de mundo. Alguém tem que ceder, se perder. No fim, caem na real (abstraia!).

Enfim, o filme é uma perspicaz metalinguagem que trabalha com níveis aparentemente superficiais do discurso cinematográfico, mas que na verdade é uma rica metáfora, eficaz em construir elos de identificação com muitos cinéfilos como Cecília. Woody Allen gosta da metalinguagem e sabe manuseá-la, tem consciência dos efeitos dela em seu público cativo. A mais recente do diretor foi de arrebatar. Em uma cena de seu novo filme, Meia Noite em Paris, ele coloca o protagonista Gil (Owen Wilson), uma espécie de viajante do tempo, em uma sutil e breve metalinguagem, mas que, confesso, mexeu comigo. Gil tem o privilégio de encontrar grandes nomes do surrealismo, o cineasta Luis Buñuel, o pintor Salvador Dalí, e o fotógrafo Man Ray (um sonho, minha gente, um sonho!). Na conversa, Gil fala sobre as obras de Buñuel e aproveita para dar umas “dicas/sugestões” para o cineasta. É uma delícia. Ah, a metalinguagem tem disso. Sabe nos seduzir.


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A Rosa Púrpura do Cairo em DVD








Coleção Woody Allen, com 20 DVDs
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