sábado, 16 de julho de 2011

Minha História com Potter - IV

Por Ericka Guimarães





A minha história com esse personagem tão singular começou sem que eu soubesse quem ele realmente era e que a sua fama já corria o mundo. Não me lembro o ano, não me lembro se os filmes já existiam. Só lembro que um dia eu ganhei o livro Harry Potter e a Câmara Secreta de Natal e a minha irmã ganhou a Pedra Filosofal. Li o primeiro e me apaixonei pela história. Paixão simples e pura, já que eu nem sabia que ele já era um dos bruxos mais famosos que já existiu.

Lia os livros nas férias. Sempre tinha aquela sensação dupla de perda quando o livro e as férias terminavam. Não assisti nenhum dos filmes no cinema. Tinha aquele preconceito bobo de achar que o filme nunca seria tão bom quanto o livro. E eu já conhecia a história, então não me motivava.

Quando descobri que Relíquias da Morte ia ser dividido em duas partes tomei uma decisão: só iria assistir à primeira parte no dia que eu fosse ao cinema assistir à segunda. E assim eu fiz. Dia 14 de julho, às 19h e tantas, lá estava eu assistindo Harry Potter e as Relíquias da Morte parte I, com o ingresso já comprado pela @thandyung para assistir a parte dois, no primeiro minuto do dia 15 de julho.

Às 22h em ponto o filme terminou, assim como previu o @lucasmadureira. Nós iríamos juntos para o cinema e lá encontraríamos outras pessoas, como a @thandyung, portadora dos ingressos, e o @davidecastro. A equipe do Central de Cinema estava quase completa.

Chegando ao shopping, nos deparamos com aquela imensidão de cosplayers e cospobres de Harry Potter. Nunca tive vontade nem coragem de aparecer numa estréia assim. Admiro quem faz bem feito e admiro a coragem de outros de saírem na rua de um jeito tão esquisito e serem felizes mesmo assim. Pelo que me falaram, antes da minha chegada, um grupo havia encenado um duelo, com varinha e tudo, para uma emissora local de TV.

Dentro da sala de cinema a euforia era total. Todos estavam ansiosos pela 0h01. Rolou até uma contagem regressiva, mas para o desespero da platéia, o filme começou muito atrasado. O nosso colega Lucas Madureira, inclusive, puxou um coro de "Começa!Começa!" e foi acompanhado por muita gente. Já o do "Harry Potter, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!" foi menos acompanhado. Foi nesse dia, aliás, que eu descobri o que é realmente sentir vergonha alheia. Mas a gente releva pela amizade.

O filme foi lindo, não houve decepções, mas eu não vim aqui escrever uma crítica, até porque a Thandy Yung já escreveu. Algumas falas e cenas muito esperadas foram loucamente aplaudidas no cinema. Algumas mereciam mesmo, como a luta final entre Harry e Voldemort, alguns beijos (não todos) e falas épicas. Outras foram aplaudidas só por causa da empolgação, creio eu.

O 3-D, na minha opinião, poderia ser dispensado. Mas eu sou uma pessoa suspeita para falar, já que não me dou bem com filmes em 3-D. Fiquei tonta e fiquei com dor de cabeça até às 4 da manhã.

O filme acabou e eu não fiquei com a sensação de vazio que achei que fosse ficar. Na verdade era como se a missão tivesse sido cumprida. Como se a missão de destruir as Horcruxes não fosse apenas de Harry, mas também minha, já que acompanhei toda a história desde início. Não foi uma sensação de perda, mas sim de alívio, de final feliz.

Um comentário:

  1. Fui a alegria da pré-estreia! uahuhauha
    E só comecei o segundo coro pq fui desafiado! uahuahuah

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...