terça-feira, 12 de julho de 2011

Crítica de Harry Potter e as Relíquias da Morte: parte 2 - Último filme é presente para os fãs


Por Thandara Yung





Dez anos e sete episódios depois, estreia mundialmente nesse fim de semana Harry Potter e as Relíquias da Morte: parte 2, baseado no último livro da obra escrita por J.K.Rowling. O oitavo filme fecha a franquia da saga do menino bruxo mais famoso dos últimos tempos. Feito para os fãs, a segunda parte é tão fiel ao livro quanto a linguagem cinematográfica permite. Adaptações de cenas e cortes feitos na medida certa transformam uma ótima história literária em um grande filme.

Quando Relíquias: parte 1 entrou em cartaz em novembro de 2010, deixou a sensação de que o filme estava amputado e lhe faltavam as clássicas cenas de batalhas e duelos mágicos. A segunda parte chega aos cinemas para cumprir a promessa que está há mais de seis meses no ar: ação. O filme começa grande e não para de crescer um minuto sequer. Mas não vive apenas de cenas explosivas e é melhor preparar os lenços, personagens importantes morrem e as cenas são fortes.

Dessa vez, Harry (Daniel Radcliffe), Rony (Rupert Grint), Hermione (Emma Watson) e companhia estão cada vez mais próximos de acabar com Voldemort, o lord das trevas. Só restam mais três Horcruxes – objetos que guardam pedaços da alma de bruxo maligno – para se destruir e, assim, poder aniquilar Voldemort para sempre. O destino do mundo bruxo será decidido em uma noite e a batalha final tem como cenário o castelo da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Na última guerra contra o mal, personagens que por muito tempo foram meros coadjuvantes ganham força e se tornam essenciais para a trama. É o caso de Luna Lovegood (Evanna Lynch), que tem influência direta na descoberta de uma Horcrux. A professora Minerva Mcgonagall (Maggie Smith) e Neville Longbottom (Matthew Lewis), que são verdadeiros generais no momento de defender Hogwarts.

Mesmo o trabalho de Daniel Radcliffe interpretando Harry tenha melhorado muito em relação aos outros filmes, o destaque de atuação, mais uma vez, não vai para ele. Em Relíquias parte 2 quem rouba a cena é Alan Rickman, que dá vida ao professor Severo Snape. Sob a atuação impecável de Rickman, Snape passa do comensal da morte frio e vazio para um homem perdidamente apaixonado e destruído por dentro. A dor e o sofrimento transparecem na expressão facial e nos olhos de uma forma contagiante, a transformação é drástica e quase não se vê o professor com cara de máscara que ficou famoso por suas maldades contra o garoto Potter.

O efeito 3D está lá, mas não é realmente uma necessidade. Embora seja uma experiência interessante mergulhar nas profundidades do Banco Gringotes dentro de um vagonete ou pular para trás após os ataques da cobra Nagini, poucas cenas ficam realmente grandiosas sob os efeitos da terceira dimensão. A saga viveu bem durante sete filmes sem a presença da adaptação, passaria sem problemas se terminasse sem ela.

A divisão da história em dois momentos traz a oportunidade para que seja feito o que não se conseguiu na maioria dos filmes da franquia: explicar as minúcias do universo criado por Rowling. O diretor David Yates, responsável pelos quatro últimos filmes, consegue aplicar à produção o ritmo que o cinema exige sem matar a complexidade que a história apresenta no final. Boa notícia, também, para quem acompanhou o garoto com o raio na testa apenas pelas telonas e conseguirá entender a trama completamente.

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