segunda-feira, 6 de junho de 2011

Crítica | X-men: primeira classe

Antes de lerem o texto, um aviso: vocês podem já ter visto este texto em outro site. Sou estagiária do Grupo Comunidade e, por isso, essa crítica foi publicada também no site Cerradomix. Não estamos plagiando de ninguém. ;)

O filme X-men: primeira classe (X-men: first class) chegou aos cinemas brasileiros no último fim de semana para explicar como surgiu o maior grupo de heróis mutantes já visto no universo dos cinemas e dos quadrinhos. O filme, dirigido por Matthew Vaughn, consegue amarrar todas as pontas de história que ficaram soltas ao longo dos três filmes da franquia X-men lançados até hoje.

Mesmo o roteiro não sendo fiel à história original dos quadrinhos – que conta com diversos personagens alienígenas – ele consegue ligar pontos e fechar uma trama redonda e perfeitamente aceitável ao público dos cinemas, ficando na medida certa entre realismo e fantasia do universo mutante.



Primeira Classe é ambientalizado no início da década de 1960, momento crítico da Guerra Fria em que o mundo vivia a tensão de uma possível guerra nuclear entre União Soviética e EUA. No roteiro, a infância traumática durante a 2ª Guerra Mundial de Eric Lensherr (Michael Fassbender), o Magneto; a vida solitária e dedicada aos estudos de Charles Xavier (James Mcavoy), o Professor X; e o desenrolar do relacionamento entre eles que, que eram grandes amigos e se tornaram rivais épicos.

A trama responde, ainda, como Charles foi parar na cadeira de rodas; o que fez o genial cientista Hank McCoy (Nicholas Hout) se transformar no bestial mutante azul e peludo, o Fera; porque Magneto e Mística (Jennifer Lawrence) são parceiros; as motivações que justificam a raiva de Magneto em relação aos humanos; e como surgiu a ideia de uma escola para mutantes e o nome X-men. Além de fechar tudo com os clássicos – e bregas – uniformes azuis com amarelo.

Inteiramente na medida, a proposta de prelúdio é atingida com maestria. X-men: primeira classe garante um lugar entre os melhores filmes do gênero ao conseguir alcançar o equilíbrio entre didatismo e dinamismo com cenas de ação recheadas de efeitos especiais e explicação de complicadas histórias.

O alívio cômico do filme fica por conta da juventude dos mutantes e futuros heróis. Ainda sem as responsabilidades de salvar o mundo, os recrutas da primeira classe treinada por Charles, fazem graça e se exibem com seus poderes. Até mesmo Xavier, conhecido até então pelo público como o líder centrado e preocupado, é um jovem cheio de vaidades, divertido e até sedutor.

Sobre interpretação, é preciso tirar o chapéu para Michael Fassbender, o Eric/Magneto. Com um personagem perigosamente vingativo, o ator transparece ódio no olhar à simples menção de Sebastian Shaw, o vilão do filme e responsável por uma grande perda de Eric. Fassbender faz de tudo, vai do riso às lágrimas.

O filme é recheado de bons efeitos, mas um detalhe fica a desejar. Apesar do corpo, manzorras e pés peludos muito bem feitos, o rosto do mutante Fera incomoda. Em tempos de computação gráfica avançada e com uma Mística que beira a perfeição, fica feio um Fera com o rosto que mais lembra uma máscara de borracha.



Sério, não ficou horroroso? Isso pq em foto ameniza, esperem até vocês verem durante o filme, enquanto ele deveria estar se movimentando.


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E comentem ;)

Um comentário:

  1. O filme vem obtendo uma boa recepção, estou pensando em conferir no cinemas, mesmo não gostando tanto da trama e etc...

    Abs.

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