segunda-feira, 20 de junho de 2011

Crítica - Kung Fu Panda 2

O lutador de Kung Fu mais improvável da história mundial está de volta às telonas. Dessa vez a missão do panda Po é muito maior do que proteger a vila e/ou conseguir se tornar o Grande Dragão Guerreiro, agora ele tem que salvar toda a China e o Kung Fu de um pavão maluco (Lord Shen) que quer dominar o país e acabar com a arte milenar. Além disso, Po vai precisar lidar com suas origens e com o fato de que é adotado (ele jura que nunca desconfiou que não era filho biológico do ganso Ping, tá né).



As cenas em que Po luta kung fu lembram um pouco os filmes de Jackie Chan (que na versão original dá voz ao Macaco). Enquanto seus parceiros Furiosos - Tigresa, Louva-a-Deus, Garça, Macaco e Víbora - executam as técnicas marciais de forma perfeita, o panda improvisa. Assim como o chinês, Po usa o cenário, bate fazendo careta, pula, apanha, cai. Tudo isso faz com que o lutador gorducho ganhe a simpatia do público, ele se vira e ainda consegue ser engraçado.

O roteiro dessa vez veio muito mais elaborado. A mescla de lutas, a salvação da China e o toque emocional - que traz a pitada de seriedade que fica a cada dia mais comum em animações - torna o filme para todos os públicos e não só para crianças. Além de conseguir amarrar uma história que deixa escancarada uma porta para um terceiro capítulo para as aventuras do Grande Dragão Guerreiro.

É interessante a estratégia de usar outro efeito gráfico para narrar, durante o filme, histórias do passado. Como o enredo desse momento temporal é muito mais tenso, o traço menos infantil puxa para a seriedade necessária para entrar no clima da cena.



A dublagem brasileira ficou sob a responsabilidade de Lúcio Mauro Filho. E, em alguns momentos, dá para perceber um quê do Tuco (de A Grande Família) conversando com o 'Popozão'. Acostumado à comédia, o ator global não deixou a desejar para fazer graça com a voz do herói preto e branco.

Os efeitos em 3D não são exatamente uma obra prima. Não faz muita diferença estar ou não sem os óculos. A menos que você seja fissurado pela versão em terceira dimensão, não precisa gastar dinheiro a mais, não tem nada realmente espetacular.

Dica para quem gosta e tem paciência: as ilustrações que acompanham a subida dos créditos são lindas. Vale a pena ficar mais um pouco na cadeira do cinema.

Kung Fu Panda 2 chegou aos cinemas com o sucesso do primeiro como garantia. Embora não tenha feito, no primeiro fim de semana, tanto dinheiro de bilheteria quanto o primeiro episódio, o filme é melhor. Muito mais equilibrado entre momentos sérios, piadas, lutas e trapalhadas do Dragão Guerreiro, Kung Fu Panda 2 vale um programa de fim de semana com, ou sem, as crianças.


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@thandyung

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