segunda-feira, 30 de maio de 2011

Se7en: sete pecados capitais, o crime perfeito

Esse fim de semana foi momento de dar início à minha jornada de assistir a todos os clássicos que eu tinha obrigação de já ter visto mas, por alguma ação do destino, não rolou. Esse clássicos vão para a sessão Recomendo. O primeiro filme da lista foi Se7en, sete crimes capitais, de 1995, que traz no elenco Brad Pitt no auge dos seus 20 anos.



Você é fã de Jogos Mortais, acha que o filme é muito original e aquelas mortes são bem boladas e explicadas? Tenho certeza que você não viu Se7en, então. O filme policial/suspense mostra um serial killer que usa como critério de seleção os sete pecados capitais: gula, cobiça, preguiça, luxúria, vaidade, ira e inveja. . “Os pecadores morrendo pelo seu próprio pecado”. A coisa é tensa.

No elenco, Morgan Freeman e Brad Pitt como os detetives responsáveis pelo caso. Freeman é William Sumerset, um veterano à beira da aposentadoria, que já se desencantou da profissão. Pitt é David Mills, um novato agoniado, querendo mostrar serviço, casado com Gwyneth Paltrow que acabou de se mudar para a cidade grande.

O filme é simplesmente genial. O diretor David Fincher (que vai aparecer mais alguma vezes por aqui, já que ele também dirigiu Clube da Luta e O curioso caso de Benjamin Buton – será que gosta do Brad Pitt?) faz referência a clássicos da literatura mundial, como A Divina Comédia, de Dante, e textos de São Tomás de Aquino, para orientar o serial killer na “confecção” dos assassinatos.

Aos de estômago fraco, preparem-se. Se7en não tem medo de sangue nem de mortes feias e cenas bizarras que incomodam o imaginário, tem horas que dá vontade de não olhar mesmo e algumas mortes chegam a beirar o grotesco. O metódico assassino planeja as mortes cautelosamente (algo que vemos muito em Jogos Mortais). Dá pistas falsas, engana a polícia. As cenas que mais me deram agonia foram as da luxúria e da preguiça.



O filme é bom, o roteiro é bem bolado, a fotografia é simples mas cheia de sacadas legais. Os detalhes das mortes, com closes e membros torcidos dão agonia, mas mostram “com detalhes” o que aconteceu. Tudo para você entrar no clima de investigação da história, e tentar desvendar junto com Mills e Sumerset quem é o assassino dos pecados e porque cargas d'água ele está fazendo isso.

O serial killer é mostrado claramente como alguém que tem algum distúrbio mental. Mesmo sendo MUITO culto e inteligente, ele não é são. E de gente doida podemos esperar QUALQUER coisa, certo? Por isso, esperem um final totalmente OMG. E pasmem, como eu pasmei.

Para mim, Se7en é o pai e a principal inspiração de Jogos Mortais. Muita coisa da riqueza de detalhes das mortes, de como eles se entrelaçam, de como o roteiro tenta mostrar que pode até fazer algum sentido pelas mortes dessas pessoas, que elas não são tão inocentes assim. A punição do erro, do pecado, a base das histórias é a mesma. A diferença é que Se7en usou a história e parou, não ficou espremendo sangue de um cadáver que já devia estar seco.

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@thandyung












Se7en em DVD e Blu-Ray

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