terça-feira, 31 de maio de 2011

Comencrítica de O Noivo da Minha Melhor Amiga

Por Juliana de Faria


Fonte: Adoro Cinema
Antes de mais nada, uma reclamação: quem colocou o título do filme? Esta pessoa pode ser demitida por justa causa. O nome em inglês é Something Borrowed, em tradução livre, Algo Emprestado; seria bem melhor e não nos remeteria à penca da filmes com temática parecida que sempre tem como base O casamento do meu melhor amigo (1997).

O noivo em questão, Dex (Colin Egglesfield), está sim de casamento marcado com a melhor amiga de Rachel (Ginnifer Goodwin), Darcy (Kate Hudson). Mas o que o título não diz é que Rachel na verdade é amiga de ambos os nubentes, inclusive ela que os apresentou.

Em defesa do filme (ou não) é uma comédia romântica, logo, é previsível e água com açúcar, como muitos diriam. O roteiro deixa meio a desejar em alguns momentos. É o típico filme de menininhas que a maioria dos rapazes só assiste no cinema para fazer média com a namorada.

Apesar do mote da história ser simples (não confundir com simplista), é cativante a forma com que a protagonista vai encarando o fato de estar apaixonada por Dex. Ele, ao se deparar com o amor de Rachel se descobre num emaranhado de sentimentos. Pode-se amar duas mulheres ao mesmo tempo? Qual a linha - tênue - que separa amor de amizade? O que o sexo pode fazer por uma relação? O noivado é uma relação que não se pode romper? Onde fica a ética e a responsabilidade pelo compromisso assumido? São perguntas que Dex tem que responder a si mesmo antes de tomar uma decisão.

Rachel se sente mal ao reconhecer que sempre amou o amigo. Mas a amizade também gera amor, ainda que de forma diferente. Ela está entre dois amores, um de toda a vida o outro é um sentimento recolhido por anos. O medo aqui é imperativo. Alguém sairá machucado da história. Quem será? Os porquês e as decisões definem o filme e os personagens.

Darcy, a personagem de Hudson é muito parecida com a Liv, de Noivas em Guerra. Mandona, disposta a desconsiderar qualquer pessoa para atingir o que quer. Sinceramente, amo a Kate, mas tá na hora de ela enveredar por caminhos diferentes. Ela pode mais do que os mesmos personagens com nome diferentes.

Destaque para Jonh Krasinski que defende o melhor personagem do filme (pelo menos na minha opinião), Ethan. O melhor amigo de Rachel que a defende em todos os momentos. Aquele amigo que todos nós sonhamos em ter. A história desenvolvida ao seu redor é tão interessante, ou mais, do que a própria história principal. Os melhores amigos se confrontam, quem é mais amigo de Rachel e de quem Rachel é mais amiga? Darcy e Ethan disputam em pé de igualdade o lugar.

Para mim, valeu ter pago e assistido no cinema. Sou defensora voraz das comédias românticas. Não importa se o final é previsível ou não, o importante é o desenrolar da história. Sou uma inveterada romântica.









Livro de Noivo da Minha Melhor Amiga (primeiro capítulo do livro está disponível gratuitamente no site)

A Noite

Por Juliana de Faria





“Acho que o amor limita a pessoa. Algo de errado que cria um vazio em volta” - Valentina a Giovanni 


Um dia me disseram que um clássico é clássico por que é atemporal. O que se foi discutido durante a obra ainda é atual, e provavelmente, será atual ao longo da história humana. Para mim, este filme do mestre italiano Michelangelo Antonioni se enquadra na dita categoria. É um clássico e eu recomendo, além de ser considerado um marco do cinema moderno.

Se as sociedades se desenvolveram porque são capazes de se comunicar eficazmente então por que há tanta falta de comunicação? A Noite (1961) faz parte da trilogia da incomunicabilidade junto a “A Aventura” (1960) e “O Eclipse” (1962).

Após anos de casados, Giovanni (Marcello Mastroianni) e Lidia Pontano (Jeanne Moreau) passam uma noite permeada de momentos de angústia e luxúria, numa busca involuntária de respostas para a crise de seu relacionamento. A falta de comunicação entre o casal de protagonistas permeia o filme.

Tommaso (Bernhard Wikki), amigo de longa data do casal, está internado em estado terminal. Sente-se infeliz por estar naquela situação e nada poder fazer para amenizar a sua dor, de sua própria mãe e dos amigos mais próximos. Diz que os hospitais deveriam virar discotecas porque no fim, as pessoas apenas querem se divertir. Mesmo doente, o homem não deixa de ser um animal egoísta, não pode renunciar a satisfação dos próprios desejos.

Giovanni sempre desatendo à mulher. Talvez uma representação do que exatamente não se deve fazer. Uma moça o ataca e beija e ele conta para a esposa. O melhor é omitir ou contar uma verdade que pode ser mais um passo no abismo de uma relação em ruínas? Aqui fica sem resposta. Giovanni também se envolve num jogo de sedução sem limites com Valentina (Monica Vitti) durante a festa que o casal de protagonistas participa. Beija calorosamente a mulher enquanto, Lidia assiste a cena escondida e sem emitir o menor ruído.

Lidia sabe que algo está mal no relacionamento, mas não sabe exatamente o que. Na festa, uma amiga diz a Lidia, “a vida seria insuportável sem os prazeres”, o que na minha opinião, diz que nesse momento, estão todos mais ligados aos prazeres do que aos puderes morais da sociedade, seria uma forma de fugir dos padrões. Ela também tem a oportunidade de se vingar da infidelidade do marido, a qual deixa passar, não sem muito pensar nas possibilidades. O casamento ainda é importantes para ela.

Durante todo o filme a falta de conversa entre Giovanni e Lidia explicitam porque o filme faz parte da famosa trilogia da incomunicabilidade. Eles simplesmente não se comunicam plenamente. Nem através de palavras e nem de forma alguma. E é justamente essa relação entre o que não é dito ou expresso que faz do filme tão fantástico. O fato de ser em preto e branco não faz diferença, a falta de cores completa o clima do filme.  O filme mostra como as pessoas mudam, as situações mudam, e eles se tornam dois estranhos quase incomunicáveis ligados apenas pelo passado distante.











A Noite em DVD

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Se7en: sete pecados capitais, o crime perfeito

Esse fim de semana foi momento de dar início à minha jornada de assistir a todos os clássicos que eu tinha obrigação de já ter visto mas, por alguma ação do destino, não rolou. Esse clássicos vão para a sessão Recomendo. O primeiro filme da lista foi Se7en, sete crimes capitais, de 1995, que traz no elenco Brad Pitt no auge dos seus 20 anos.



Você é fã de Jogos Mortais, acha que o filme é muito original e aquelas mortes são bem boladas e explicadas? Tenho certeza que você não viu Se7en, então. O filme policial/suspense mostra um serial killer que usa como critério de seleção os sete pecados capitais: gula, cobiça, preguiça, luxúria, vaidade, ira e inveja. . “Os pecadores morrendo pelo seu próprio pecado”. A coisa é tensa.

No elenco, Morgan Freeman e Brad Pitt como os detetives responsáveis pelo caso. Freeman é William Sumerset, um veterano à beira da aposentadoria, que já se desencantou da profissão. Pitt é David Mills, um novato agoniado, querendo mostrar serviço, casado com Gwyneth Paltrow que acabou de se mudar para a cidade grande.

O filme é simplesmente genial. O diretor David Fincher (que vai aparecer mais alguma vezes por aqui, já que ele também dirigiu Clube da Luta e O curioso caso de Benjamin Buton – será que gosta do Brad Pitt?) faz referência a clássicos da literatura mundial, como A Divina Comédia, de Dante, e textos de São Tomás de Aquino, para orientar o serial killer na “confecção” dos assassinatos.

Aos de estômago fraco, preparem-se. Se7en não tem medo de sangue nem de mortes feias e cenas bizarras que incomodam o imaginário, tem horas que dá vontade de não olhar mesmo e algumas mortes chegam a beirar o grotesco. O metódico assassino planeja as mortes cautelosamente (algo que vemos muito em Jogos Mortais). Dá pistas falsas, engana a polícia. As cenas que mais me deram agonia foram as da luxúria e da preguiça.



O filme é bom, o roteiro é bem bolado, a fotografia é simples mas cheia de sacadas legais. Os detalhes das mortes, com closes e membros torcidos dão agonia, mas mostram “com detalhes” o que aconteceu. Tudo para você entrar no clima de investigação da história, e tentar desvendar junto com Mills e Sumerset quem é o assassino dos pecados e porque cargas d'água ele está fazendo isso.

O serial killer é mostrado claramente como alguém que tem algum distúrbio mental. Mesmo sendo MUITO culto e inteligente, ele não é são. E de gente doida podemos esperar QUALQUER coisa, certo? Por isso, esperem um final totalmente OMG. E pasmem, como eu pasmei.

Para mim, Se7en é o pai e a principal inspiração de Jogos Mortais. Muita coisa da riqueza de detalhes das mortes, de como eles se entrelaçam, de como o roteiro tenta mostrar que pode até fazer algum sentido pelas mortes dessas pessoas, que elas não são tão inocentes assim. A punição do erro, do pecado, a base das histórias é a mesma. A diferença é que Se7en usou a história e parou, não ficou espremendo sangue de um cadáver que já devia estar seco.

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Se7en em DVD e Blu-Ray

sábado, 28 de maio de 2011

Bodas de Prata da Pixar – Vida de Inseto

Por Lucas Madureira

Este é o oitavo post em homenagem aos 25 anos da Pixar. Aproveitem =D


Atenção: Este post contém spoilers sobre o filme.

Ei, você realmente achou que iríamos esquecer de Vida de Inseto? Claro que não. Essa história, apesar de ser com “gente” pequena, tem um grande ensinamento. Tem traços da fábula da cigarra e da formiga. A diferença é que esta história se passa com um formigueiro muito trabalhador e um grupo de gafanhotos muito sacana (parece o Brasil e os políticos). Todo ano as formigas colhiam mantimentos suficientes para elas e eram obrigadas a colher também para os gafanhotos. Isso mesmo, elas trabalhavam pelos dois grupos.

Se as formigas não conseguissem colher o suficiente para os gafanhotos, eles as matavam (fico de cara com a semelhança do nosso dia a dia). Certo dia, Flik, uma formiga inventora e muito atrapalhada, inventa um aparelho que ajuda colher os grãos. Mas, sem querer, Flik acaba derrubando toda a comida na água. OS GAFANHOTOS ESTÃO QUASE CHEGANDO. O QUE FAZER?

Pois é, não havia nada para ser feito. Os gafanhotos chegam e pagam aquele sapo para as formigas e dão um prazo maior para a colheita, mas as formigas precisam colher a comida delas para o inverno. TODOS EMPUTECEM com o destrambelhado do Flik, que decide sair do formigueiro para encontrar ajuda para enfrentar os gafanhotos.

Flik, destrambelhado como sempre, encontra uma trupe do circo encenando uma luta e pensam que são guerreiros. Leva eles até o formigueiro e TODOS CHORA de alegria com a ajuda dos bravos e destemidos guerreiros. Tadinha das formigas, nem sabiam que eram palhaços.

Todos descobrem que eles são do circo e voltam para a colheita, mas Flik e sua trupe armam um plano para enfrentar os gafanhotos. O plano acaba dando errado, mas Flik, para defender sua amada princesa, começa a desafiar os gafanhotos. Com isso, todas as formigas reagem e tomam o controle da vida delas. Elas eram maioria e vencem os malvados. (Se nós brasileiros nos uníssemos, coitados dos políticos).

É isso aí galera, a união faz a força (e o açúcar) e a Pixar faz filmes maravilhosos e, em Vida de Inseto, nos ensina lições de superação. Tamanho não é documento (nem tamanho do corpo, nem tamanho das asas)! Ensina a superar os seus medos e acreditar no próprio potencial. Ensina a ter caráter, acima de tudo. Esse é mais um muito bom. Assistam!

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Vida de Inseto em DVD

domingo, 22 de maio de 2011

Bodas de Prata da Pixar - UP

Por Ericka Guimarães

Este é o sétimo post em homenagem aos 25 anos da Pixar. Preparem-se! Altas aventuras vêm por aí!

Atenção: este post pode conter spoilers sobre o filme.

Leia também: Procurando Nemo


Up - Altas Aventuras é, na minha humilde opinião, uma das melhores criações da Pixar. Você ri, dá gargalhada, sente frio na barriga e até chora se for pego de surpresa.

Uma história de amor que nasce entre Carl e Ellie quando eram pequenos. Eles crescem e cada dia têm mais certeza do que sentem um pelo outro. Tipo alma gêmea, sabe? Pois é. Eles casam, se mudam e vivem juntos as felicidades e as tristezas da vida a dois (quando você disser ou pensar "não é justo!", logo lembrará de momentos de tensão dos clássicos da Disney).

Carl se torna o Sr. Fredricksen (adoro esse nome!), mal-humorado senhor de 78 anos, que mora ainda na mesma casa que ele e Ellie construíram (casa que se torna um símbolo da esposa amada) que agora está no meio de um canteiro de obras, entre vários esqueletos de arranha-céus. A cidade cresceu e o Sr. Fredricksen parou no tempo. Faz todos os dias as mesmas coisas.

Pressionado para se mudar para um asilo, o velho ranzinha resolve colocar em prática o sonho do casal: morar na América do Sul, à beira de uma cachoeira. Qual a melhor forma de fazer isso? Levando a casa, lógico! E qual a maneira mais absurda de fazer isso? Amarrando a casa a milhares de balões! (Tão fantástico quanto usar um guarda-chuva como para-quedas. Um dia eu realizarei as duas façanhas!)



O que ele não esperava é que o guri Russel embarcasse também nessa viagem. Ele deveria estar procurando narcejas, oras! (Narcejaa, clap clap clap). Você pensa que, depois que vê uma casa voando (cena linda, aliás), não pode ser pego de surpresa, como se nada mais surpreendesse. É aí que você se engana. Você vai conhecer a Kevin, o Doug (esquilo!), e Charles Muntz, o maior explorador da natureza de todos os tempos. Uma dica: pode parecer difícil, mas tente perceber as semelhanças entre o Sr. Fredricksen e Charles Muntz. O momento de epifania do Sr. Fredricksen acontece numa cena meio chocante entre os dois. E depois disso o velho rabugento volta a ser Carl, uma "criança" doce e feliz e meio que "desapega" do passado.

É uma animação com muitas mensagens. Difícil encontrar por aí uma animação que tem como personagem principal, um senhor de idade. Senhor de idade, aliás, que é a cara do meu avô, que já está no céu (mas que deixou casa em terra firme). Isso deixa o filme mais gracinha ainda ao meu ver. Mas cada um vai ter um ponto de identificação, seja porque foi escoteiro, ou porque a mãe nunca deixou ter bichinhos de estimação (até hoje eu não posso nem ter peixe!), porque tem os pais ausentes, porque perdeu alguém que gosta muito, ou simplesmente porque sonha em voar por aí e encontrar descanso num paraíso qualquer.









Up - Altas Aventuras em DVD, Blu-Ray, DVD + Trilha Sonora e DVD + Camiseta (a camiseta é muito fofa!)









Up - Altas Aventuras em Pôster!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Sorteio e Explicações

Olá, leitores!

Primeiramente o Central de Cinema gostaria de pedir desculpas a todos os nossos leitores em relação ao sorteio do pôster do Wall-e. Nós havíamos agendado para o dia 2 de maio o sorteio no Bitw.in e, por azar, o site teve problemas no dia e o sorteio não foi agendado.

Mas nós e o Quero Pôsters não podíamos deixar o sorteio passar em branco. Nós fizemos um outro sorteio entre os seguidores dos perfis @centraldecinema e @queroposters e que retuitaram a mensagem "Eu quero o pôster do Wall-e que o @centraldecinema e o @queroposters estão sorteando!"

Então, nada mais justo que anunciar agora o leitor/seguidor sorteado, não é?

Parabéns, @SiFLima! Você ganhou o pôster do Wall-e da Quero Pôsters! Envie os seus dados (Nome Completo, Endereço, CEP) para o email centraldecinema@gmail.com


Lembrando que todos pôsteres do site são impressos em alta resolução, em papel fotográfico Kodak. Em relação ao tamanho, o que nós sorteamos é 60x90cm. Se você não ganhou dessa vez ou você que não conta muito com a sorte, é só passar lá no Quero Posters e garantir o seu! Até o dia 22 de maio você pode comprar vários pôsteres fotográficos com 50% de desconto. Divirta-se!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Bodas de Prata da Pixar - Procurando Nemo


Este é o quinto post em homenagem ao aniversário da Pixar. Prendam a respiração para mais essa aventura.

Atenção: este post pode conter spoilers sobre o filme.

Por Davi de Castro

Na semana do dia das mães, o destaque da série de homenagens às Bodas de Prata da Pixar não vai para uma figura feminina, mas nem tão pouco foge do arquétipo protetor e amoroso tão intrínseco a ela. A figura aqui referenciada é Marlin, pai do peixe-palhaço mais querido de todos os tempos: o pentelho Nemo. Marlin cria sozinho o filho único e, como quase todos os entes paternos, sofre com o grande e temeroso evento, comum a todas as famílias: o primeiro dia de aula do pequeno. É a hora de deixar, por instantes, o seguro lar nos tentáculos de uma anêmona-do-mar e ir para a escola. É por lá que se inicia a aventura de Nemo, que, contrariando todas as inúmeras recomendações do pai, resolve nadar para averiguar de perto um barco e acaba sendo capturado por um mergulhador. O desespero está instalado!

Onde está o Nemo? Marlin sai desesperado em busca do filho perdido. Ele conta com a ajuda da inesquecível (que ironia!) Dory, uma simpática peixinha blue tang que ele conhece no caminho. Marlin só não esperava que a “moça” tivesse um pequeno problema: perda de memória recente. As trapalhadas estão apenas começando! Mas, apesar de todos os contratempos, Marlin é incansável na busca pelo filho, e as aventuras são deliciosas até finalmente o grande reencontro.

Procurando Nemo encabeça a lista das animações mais memoráveis da fabulosa Pixar. O desenho não só proporciona muita emoção e risada, como até conhecimento. Afinal, que outro filme te faz sair das salas do cinema falando um novo... “dialeto”? Dory nos ensina o “baleiês”, a língua das baleias, que ela acredita piamente ser uma falante fluente. O carisma da peixinha a tornou uma das personagens mais populares das animações.

Com um roteiro muito bem estruturado, a narrativa se passa na Grande Barreira de Coral da Austrália e nos faz imergir no mundo subaquático de Nemo, Dory e Marlin, muito bem ambientado (as cores e tonalidades usadas nos deixam vidrados o tempo todo). Reproduz com eficiência e de forma encantadora o fundo do mar, ensinando, inclusive, muitas coisas sobre a vida marinha. Com tudo isso, não é de se surpreender que Procurando Nemo tenha levado o Oscar de melhor animação em 2003, o Globo de Ouro de melhor filme comédia/musical, e o BAFTA por melhor roteiro original. E mais uma proeza: teve uma das melhores bilheterias de estreia para um desenho animado: US$ 70,6 milhões em um único fim de semana, nos Estados Unidos.

Bem, Procurando Nemo é figurinha obrigatória na prateleira de filmes dos nossos filhos, sobrinhos, priminhos, afilhados... e, claro, do nosso acervo também. Eu que não sou muito fã de animação, tiro o chapéu para essa, uma das obras-primas da Pixar.













Procurando Nemo em DVD e Edição de Colecionador





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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bodas de prata da pixar - Monstros S.A.

Por Lucas Madureira


Este é o quarto post da Homenagem ao aniversário da Pixar. Não se assustem se vocês se apaixonarem por esses monstrinhos!

Atenção: este post contém spoilers sobre o filme.

Leia também: Carros

Ei, você já viu alguma coisa estranha no seu armário? Algo assustador? EU TAMBÉM! Existem monstros no meu armário! Tenho certeza disso. Calma, não precisa ficar com medo. Eles pararam de dar sustos, descobriram que a risada é mais potente do que os gritos. Como assim vocês não sabem quem são eles? São os empregados da empresa Monstros S.A. Vou detalhar essa história.

Tudo começa com Michael Wazowsky (Mike) e James P. Sullivan (Sulley). Essa dupla de arrepiar (comecei com meus trocadilhos) são funcionários da empresa Monstros S.A; que é do Senhor Waternoose, o grande manda chuva. A empresa fornece energia para a cidade. Essa energia é produzida com o susto das crianças.

Sulley é o melhor assustador da empresa, está prestes a bater todos os recordes. Mike é seu fiel parceiro, ele quem faz a parte técnica do trabalho. Porém, Randall Boggs (sem vergonha capaz de tudo para vencer) também é um bom assustador e quer ultrapassar as marcas de Sulley.

Certo dia, Mike promete levar sua namorada para jantar no melhor restaurante da cidade para comemorar o aniversário dela. Aquele tipo de lugar que precisa ligar um mês antes para reservar. Mas Mike se esqueceu de ficar de olho na papelada (HÁ! Mais uma. Mike de olho) dos sustos. Roz, a tesoureira do andar do susto (pelo menos é o que todos pensam. Na verdade ela é uma agente da CDA [uma organização que investiga crimes que envolvem crianças]) está vigiando Mike, porque ele já havia se esquecido de preencher a papelada.

Sulley ficou de preencher tudo para adiantar a vida de Mike. Assim ele e Célia, sua namorada, poderiam chegar a tempo no restaurante. Sulley chega para ver a parte burocrática e acha uma porta ativada, que leva para o quarto de Bu. Quem havia ativado a porta era Randall, pois estava tentando ultrapassar a marca de Sulley no mocó, na calada da noite.

Sulley encontra a porta sozinha e acaba entrando para ver se tem algum monstro trabalhando. Randall não estava lá, havia ido buscar mais caixas de contenção de gritos. Quando Sulley sai e fecha a porta, encontra uma criança grudada em sua perna, a Bu. Começa a ficar desesperado, pois os monstros acham que crianças são letais.



Sulley pega a criança e corre até Mike para ver se o amigo tem alguma idéia do que fazer. A criança acaba escapando e todos no restaurante a vêem. Começam a gritar de medo. Mike e Sulley escondem a criança no apartamento de Mike.

Nisso a CDA entra em ação e começa a investigar o aparecimento da criança. Com o passar da história, Sulley passa a se chamar Gatinho, apelido carinhoso dado por Bu, e Mike passa a ser Mike Uazausqui. Eles descobrem que a criança não é letal e se afeiçoam a ela. Vão tentar levá-la de volta para seu quarto antes que aconteça algo de ruim.

Eles tentam pedir ajuda do Senhor Waternoose, mas descobrem que ele está no meio da maracutáia. Mas que maracutáia? Na verdade, Randall e o senhor Waternoose estão seqüestrando crianças para forçar os gritos e terem mais energia, assim superariam a crise que a empresa está passando.

A assustadora dupla de amigos (mais um trocadilho), Mike e Sulley, são banidos para o Himalaia. Mas fazem de tudo para voltar e ajudar Bu, que ficou na mão dos vilões. Eles voltam, pegam Bu e fogem. Randall começa a perseguí-los freneticamente. Nessa corrida Bu solta algumas risadas, o que fazem as portas/portais funcionarem.

No final de tudo, Roz se revela uma agente da CDA, manda Bu de volta para seu quarto, destrói a porta dela que dá para o mundo dos monstros, prende Randall e o senhor Waternoose. Mas e agora? Quem vai fornecer energia para a cidade? Mike e Sulley assumem a empresa, mas ao invés de assustarem crianças, eles passam a coletar gargalhadas, que são 10 vezes mais potentes que gritos.

Porém Gatinho estava triste, com saudade de Bu. Seu amigo, Mike, reconstrói a porta. E assim, Gatinho vai visitar Bu.

Essa história é mais uma mega produção da Pixar e conquistou várias crianças e adultos. Incluindo eu, obviamente. Monstros S.A. 2 vem aí. Estou ansioso para assistir.

Também faço ÓTIMOS trocadilhos no Twitter. Se gostou, é só seguir!
@lucasmadureira









Monstros S.A em DVD, Blu-Ray e Edição de Colecionador

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Audrey Hepburn: ela é demais!


Por Davi de Castro

Em 4 de maio de 1929 nascia uma das atrizes mais belas da história de Hollywood: Audrey Hepburn. Nascida na Bélgica, a atriz morou um bom tempo na Holanda e, logo após o fim da 2ª Guerra Mundial, mudou-se para a Inglaterra na companhia de sua mãe. Tentou carreira na dança, mas por não ter muita habilidade acabou investindo em outro ramo: a atuação. E deu certo! Audrey é hoje uma das lendas do cinema, compondo o seleto grupo de artistas que conseguiram ganhar as maiores honras de cada arte hollywoodiana: Oscar (cinema), Grammy (música), Tony (teatro) e Emmy (televisão).

A estreia de Audrey nos cinemas foi no filme “A princesa e o plebeu” (1953), no papel principal. O talento da iniciante surpreendeu logo de início e ela foi premiada com o Oscar de melhor atriz (já no primeiro filme!). Audrey também encantou a todos na comédia romântica “Sabrina (1954), que lhe rendeu a segunda indicação ao Oscar, no drama “Uma cruz à beira do abismo” (1959), o qual recebeu a terceira indicação, bem como em outras películas como Quando Paris Alucina” (1964), “My fair lady” (1964) e“Como Roubar um Milhão de Dólares (1966).

No entanto, foi com Bonequinha de luxo (1961) que Audrey consagrou-se de vez, tornando-se um ícone mundial de beleza, de talento e de moda. Se viva, completaria hoje 82 anos. Audrey faleceu em 1993, aos 63 anos, devido a um câncer de apêndice,que se espalhou para o cólon. Fica registrada aqui a homenagem do Central de Cinema a essa mulher cujo carisma e talento tanto enriqueceram as obras cinematográficas.
P.S: Andam dizendo por aí que Natalie Portman é a Audrey Hepburn da nossa geração. E aí, o que acham?

Me sigam no twitter: @davidecastro

terça-feira, 3 de maio de 2011

Bodas de prata da Pixar – A corrida da vida


Este é o terceiro post da série que homenageia as Bodas de Prata da Pixar. Se divirtam da mesma maneira que nos divertimos ao escrevê-los.


Atenção: este post contém spoilers sobre o filme.


Vruuum, vruuumm … vocês viram quem acabou de passar por aqui? Isso mesmo, era o Relâmpago McQueen. Vocês não conhecem a história dele? Senta aí que eu vou te contar. O que? Já conhece? Não do mesmo jeito que eu. Repito, senta aí que eu vou contar.


O sonho de TODO carro de corrida é ganhar a Taça Pistão, a maior, mais emocionante e mais perigosa corrida. Isso mesmo, mais perigosa! Os competidores são capazes de tudo para vencer, principalmente o sem vergonha do Chick Hicks (não gosto dele. Não tem caráter). Preciso confessar uma coisa, inicialmente também não gostava do McQueen, se achava demais. Mas a vida o ensinou a ser mais humilde. Mas isso são linhas dos próximos parágrafos.

Então, tudo começa com o final da Taça Pistão. McQueen, Hicks e o Rei empatam. Precisam correr mais uma vez para saber quem será o grande campeão e quem ganhará o patrocínio da Dinoco, grande empresa que banca carros de corrida. (ELES TÊM ATÉ HELICÓPTERO). A corrida de desempate acontece em uma semana na Califória.

McQueen, que é um prodígio novato nas pistas, entra em seu caminhão, Mack, e parte para Califórnia. Mack acaba cochilando e McQueen fica perdido em Radiator Springs, uma pequena cidade na Rota 66. McQueen fica desesperado e tenta achar seu amigo, corre mais do que devia e é perseguido pela polícia, e essa perseguição resulta na destruição da estrada da cidadezinha.

O Xerife pega Relâmpago e o sentencia a reconstruir o que destruiu. Nessa cidade nosso personagem conhece seus amigos. Mate, um caminhão de reboque enferrujado. Sally, uma porsche linda. Flô, dona do posto de gasolina. Ramon, dono da loja de tintas. Filmore, um Kombe hippie. Lizzie, a viúva primeira dama. Ruivo, o caminhão bombeiro. Sargento, o militar. Luigi e Guido, donos da loja de pneus.

Sally ensina McQueen a respeitar e amar os habitantes e a cidade Radiator. McQueen tem pouco tempo para reconstruir a pista que destruiu e voltar para a corrida. Melhor eu acelerar essa história (entederam? Acelerar? Carro? Kkk).

McQueen, no tempo que está preso na cidade, acaba descobrindo que o Xerife é um ex competidor que já ganhou várias vezes a Taça Pistão, mas parou de correr por causa de um acidente. Relâmpago aprende umas dicas com ele. Ao terminar de reconstruir a pista, McQueen corre para sua grande corrida (mais um trocadilho... “corre”. Estou muito bom nisso).

Ao chegar McQueen se depara com a imprensa que estava louca atrás dele. Mas ele acaba percebendo que não tem uma equipe para seu PitStop. Mas mesmo assim vai correr. Mas o garoto prodígio não era o mesmo, ele não conseguia se concentrar, estava perdendo, inclusive seus pensamentos, que estavam perdidos em Radiator Spring.

Quando menos espera, McQueen tem uma equipe para o ajudar, eram seus amigos de Radiator. Ele se anima e volta a competir sério. Acaba alcançando os outros competidores e vai vencer. Mas desiste da vitória para ajudar o Rei, que sofreu um acidente parecido com o do Xerife. Por causa disso, McQueen fica em terceiro lugar, mas ganha o respeito e a admiração de todos. Hicks acaba vencendo, mas ninguém liga para isso. (bem feito!)

O filme termina com McQueen colocando novamente no mapa Radiator Spring. Ah...ele se apaixona por Sally e Mate anda de helicóptero. Carros é uma aventura digna dos desenhos da Pixar. Muito bem produzido e me ganhou fácil. Estou ansioso para assistir Carros 2, parece que será muito bom também.

Mais um trocadilho: corram atrás de mim no twitter: @lucasmadureira












Carros em DVD e Blu-Ray
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