quinta-feira, 7 de abril de 2011

Os jornalistas e o cinema

Como muitos de vocês já devem ter visto no Twitter, hoje, 07 de abril, é dia do jornalista! E o Central de Cinema resolveu fazer uma homenagem a todos esses profissionais que são odiados por 90% da população, mas que não se cansam desse ofício cansativo, estressante, necessário e APAIXONANTE. A sétima arte já retratou muitas áreas da profissão, foi de redação de revista de moda a jornalista morta por procurar denúncia. Os jornalistas já foram retratados como anjos e demônios em MUITAS situações. Protagonizando as obras ou em papéis pequenos eles sempre estão por lá!



Leia também: O Jornalismo no Cinema


A profissão cansa, consome tempo, não tem horário fixo, acaba com relacionamentos, te obriga a fazer 300 coisas ao mesmo tempo como se isso fosse normal. Anne Hathaway e Maryl Streep mostram isso em O Diabo Veste Prada. Ou você já é um jornalista bem sucedido e deixou vários casamentos pelo caminho, ou está começando e não tem tempo para o namorado. (Boa sorte para encontrarem um que compreenda sua dedicação). Profissionalmente, o esforço costuma ser recompensado.

É estressante, muito, mas vicia. Em A Verdade Nua e Crua, Abby Richter (Katherine Heigl) não tem vida social, mas acha que é feliz por ser bem sucedida. Ela não relaxa, está sempre pensando em pautas para seu programa de TV. Quando consegue ter um relacionamento, é com alguém que trabalha com ela. Essas coisas são muito presentes na realidade dos jornalistas.

É uma profissão arriscada, e os riscos se ampliam com a fome por furos de reportagem (noticiar o que ninguém mais noticiou), essa tal dessa curiosidade insaciável. A jornalista Clara, em Tropa de Elite 2, pagou com a vida o preço de motrar à sociedade o que está sendo escondido dela. Temos uma Clara da vida real, Tim Lopes foi morto enquanto tentava denunciar um império do tráfico, no Rio.

Um dos principais papéis sociais do jornalista está na denúncia. Clara tentou isso em Tropa 2, Maddy Bowen (Jennifer Connelly) faz o mesmo em Diamantes de Sangue. A jornalista se envolve, faz promessas, corre riscos. Tudo para descobrir onde e como se esconde o lado podre da laranja, denunciar a barbárie em que viviam os garimpeiros de diamantes, as condições de violência por qual precisavam passar para que os donos das grandes lojas andassem em seus carrões importados.

Dá para ficar o resto da semana escrevendo sobre papeis de jornalistas nos cinemas. Então paro por aqui. Mas antes, é bom lembrar que nem tudo é as nem tudo é negativo. Afinal, não somos um bando de loucos mazoquitas (tá, um pouquinho) que se formam para perder a vida.

Viraremos noites acordados, esqueceremos de comer, apanharemos de seguranças. Mas só os jornalistas têm a chance de um dia ter uma conversa com os Reis Roberto Carlos e Pelé. Entramos em festas e shows de graça, assistimos sessões de cinema antes de todo mundo, recebemos informações privilegiadas. ;) De viajar para Paris para cobrir uma semana de moda (Oi, Miranda em O Diabo Veste Prada), de tirar fotos de momentos espetacularmente belos e tristes. Nós participamos e construímos a história.

Sim, todo jornalista é curioso, enxirido, viciado em trabalho, sem limites. A maioria não tem noção do perigo ou medo de morrer. E é por causa dessas pessoas que o mundo descobre que existem coisas erradas, e que PRECISAM ser mudadas.

Estamos por toda parte, em dezenas de filmes. E vamos continuar por aqui, pois a sociedade precisa de alguém que escreva, filme e fotografe sua história!

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