segunda-feira, 4 de abril de 2011

O cinema e o autismo

Por Thandara Yung, a convite do Central de Cinema

Entrar na sala de cinema ou ligar a televisão para esquecer um pouco os problemas do mundo e se distrair. Essa é uma das principais funções dos filmes, certo? Errado. Claro, que a diversão e o entretenimento estão muito presentes nos objetivos do cinema, mas não são suas únicas atribuições. Além disso, os longas servem para sensibilizar, mostrar por meio da ficção histórias que poderiam ser muito reais e que merecem atenção, é o caso de Rain Man (1988).

No último sábado, dia 02 de abril, foi o Dia Mundial do Autismo. O Central de Cinema presta sua homenagem à data relembrando momentos do filme Rain Man, de 1988. Mesmo sendo antigo, a obra é uma das principais referências cinematográficas ao autismo como centro do roteiro.

Estrelado por Tom Cruise e Dustin Hoffman, o roteiro revela o momento em que Charlie Babbitt (Cruise) descobre que a herança de seu pai foi deixada para seu irmão mais velho desconhecido, Raymond Babbitt (Hoffman), que é autista. Pensando apenas no dinheiro, Charlie tenta conseguir a guarda legal do irmão e tem que aprender a lidar com a doença de Raymond.



Dirigido por Barry Levinson, o filme mostra o quão delicada pode ser a relação com pessoas autistas. A dificuldade que elas têm em externar sentimentos, a facilidade de raciocínio lógico e matemático e a deficiência na lógica financeira, são alguns dos temas mais abordados. Além de mostrar a realidade de um autista, o longa mostra também que calma, atenção e carinho podem alterar drasticamente o quadro clínico dos pacientes. Que passam de agressivos e fechados a indivíduos calmos a acessíveis após uma dose de atenção e quando outras pessoas se mostram dignas de confiança.

Cruise interpreta um tipo clássico preconceituoso que quebra a cara no final, quando consegue, finalmente, enxergar de forma sensível a situação. Hoffman impressiona, com acessos de fúria durante as crises e uma ingenuidade digna de uma criança o ator consegue explorar os lados mais extremos e opostos que a doença pode trazer à tona. Não é sem explicação as estatuetas de Melhor Ator que levou no Oscar, no Globo de Ouro e no BAFTA em 1989.

É um filme que deve ser assistido. Muita gente vai ligar o DVD com o pensamento muito parecido ao do personagem de Tom Cruise em relação ao autismo. O longa pode abrir os olhos de muita gente. O mundo precisa de pessoas com a mente mais aberta. É preciso aprender a respeitar, superar e conviver com o diferente. O cinema, com seus closes e interpretações impecáveis, pode ajudar, e muito, nesse primeiro passo.










Rain Man em DVD





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