quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Charme Discreto da Burguesia


Por Juliana de Faria, a convite do Central de Cinema


Sempre tive muita curiosidade com o cinema europeu, especialmente o espanhol. Alguns dias atrás tive oportunidade de assistir um clássico do cinema dirigido por Luis Buñuel, O Charme Discreto da Burguesia (1972), ganhador de dois Oscars em 1973, melhor roteiro original e melhor filme em língua não inglesa.

O mote do filme é simples e surrealista. Seis amigos se encontram para jantar e nunca conseguem jantar tranquilamente, aliás o jantar nunca acontece de fato. As situações que o interrompem são sempre inusitadas. Desde tráfico de drogas e influência, Guerra do Vietnã e corrupção endêmica nas sociedades modernas. É complicado falar em desenvolvimento, o roteiro parece sempre no mesmo ponto que começou: o jantar. Cada vez interrompido por um motivo. Repetitivo, vem sonho vai sonho é o mesmo. Acontece tudo, mas nada parece acontecer. 

Os temas em abordados no filme são interessantes. Em outros filmes, é justamente o que me prenderia a atenção e e faria com que o filme entrasse para a lista dos melhores filmes que eu já vi.
  
Buñuel quis mostrar o interesse que a burguesia desperta nas outras classes sociais. Os personagens foram construídos para criticar tanto os burgueses quanto aqueles que os acham mais interessantes e vêem a burguesia como objetivo a alcançar. O filme tem absolutamente tudo para ser bom, mas não é. Não veria novamente nem de graça, nem ao menos para entender porque não gostei.

No fim das contas, cada um tem que ver para tirar suas próprias conclusões. Acredito que não seja um clássico a toa, mas não é o clássico que eu gostei de ver.


Sigam a Juliana no Twitter!
@julianadefaria

2 comentários:

  1. O enredo do filme é bom, acho que se resume a isso.
    Me pareceu assintindo ao filme que a trama, entre traições conjugais, tráfico de droga e influência, o cenário da Guerra de Vietnã, pouco distantes do que de fato a burguesia representava à época do filme, arreigadas em um contexto minimalista.
    Acho que sonharam tanto com o jantar... e não aconteceu!
    Enfim, um filme muito repetitivo que não prende a atenção de quem o assiste.

    ResponderExcluir
  2. Eita, vim aqui pensando que não tinha nada na sessão "Nem de graça" e já estava até cogitando alguns filmes para estrear a coluna, ausdhuadha. Me surpreendi! Confesso que esse não é um dos melhores do Buñuel, mas, poxa vida, também não é para tanto, não merece estar aqui, eu acho. É um pouco enfadonho, sim, mas eu me diverti com a sutileza desse surrealismo.

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...