quinta-feira, 7 de abril de 2011

Crítica Sucker Punch - Mundo Surreal

Por Thandara Yung, a convite do Central de Cinema

Após uma atitude desesperada que tem desfecho trágico, BabyDoll (Emily Browning) é internada em um manicômio para mulheres por seu padrasto. Por ela saber mais do que ele gostaria, o homem pede para que a garota seja lobotomizada (processo médico, no qual eles furam o cérebro do paciente com um ferro e fazem com que a memória seja perdida por causa da lesão). BabyDoll tem cinco dias para tentar escapar de virar um ser andante sem memória, e vai usar todos os artifícios que sua mente permitir para conseguir alcançar o objetivo. Bom, de maneira BEM rápida e resumida, essa é a história de Sucker Punch - Mundo Surreal. Vamos aos detalhes...

Quando eu falei que BabyDoll usa os artifícios de sua mente para tentar se safar de um futuro ruim, eu estava falando literalmente! O filme inteiro acontece dentro de uma alucinação da garota. Uma não, duas. Na "primeira camada" de alucinação, a garota se transfere de um manicômio para cabaré. Onde ela e as garotas Rocket (Jena Malone), Blondie (Vanessa Hudgens), Sweet Pea (Abbie Cornish) e Amber (Jamie Chung) bolam um plano para tentar se proteger e escapar do local, essa é o cenário onde grande parte da história se desenrola, os diálogo e discussões são todos na casa de dança. Os planos são executados sempre durante as apresentações de dança, e é aí que entra a "segunda camada" de alucinações.

É nessa segunda etapa que entra a parte de ação do filme. Para conseguir reunir os "artefatos" para fugir, as garotas lutam contra vários inimigos. Cada uma das cenas de ação faz fortíssima referência a jogos de videogame. Alguns jogos que eu consegui perceber: Dynasty Warriors, Call of Duty e Senhor dos Anéis. A verdadeira diferença? Você vai ver cinco meninas lindas lutando, atirando, dando espadadas em orcs, estourando a cabeça de soldados inimigos e matando samurais gigantes de pedra.



Um detalhe que impressiona já nos primeiros minutos de filme: Zack Snyder (diretor) é o mestre da fotografia. O filme é MUITO bonito. Assim como em 300 e em Watchmen, as cenas de luta são muito bem aproveitadas. Piruetas e saltos acrobáticos em câmera lenta, supercloses no canos das armas no momentos dos disparos, tudo aproveitado nos mínimos detalhes. Além disso, o filme inteiro é filmado com uma película meio "retrô", com os tons um pouco mais fechados.

A trilha sonora é de tirar o chapéu. Com releituras de músicas consagradas, as cenas de ação são levadas no ritmo das canções, todas muito bem escolhidas. Entre as que marcaram, Sweet Dreams (Are Made of This) de Emily Browning e Army Of Me (Sucker Punch Remix) da Björk, na voz de Emily Browning.

Mesmo com a surrealidade das cenas de ação, o longa traz à tona temáticas delicadas. Como o caso do abuso e exploração sexual. Durante muitos momentos do longa, BabyDoll precisa lidar com o assédio masculino. Fica no ar a questão, até que ponto o abuso pode alterar a sanidade de alguém. Quem realmente precisa de tratamento médico? São mesmo as garotas?

Um filme de ação sensacional. O desfecho, no entanto, deixa a desejar. Nas última cenas, Zack Snyder tenta justificar a história e trajetória das personagens. Era desnecessário.

Muita gente reclamou do roteiro, que a história é fraca. Achei bem bolada, embora possa deixar os mais desatentos confusos. Afinal, tem gente que não consegue entender filmes lineares, quem dirá um com três realidades no mesmo filme. Se não curtir muito o roteiro, vai ver uma obra muito bonita. (Tipo Avatar, sabe? Que o roteiro não é lá essas coisas, mas é lindo).

Assisti, gostei e recomendo.

Me siga no Twitter! ;)
@thandyung











Sucker Punch em DVD e Blu-Ray

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...