terça-feira, 26 de abril de 2011

Bodas de prata da Pixar - Amizade de brinquedo

Este é o segundo post da série que homenageará as bodas de prata da Pixar Animations Studio. Apresento a vocês o clássico dos clássicos no mundo da animação: a trilogia Toy Story!

Atenção: este post poder conter spoilers sobre o filme.

Aviso: vocês estão prestes a ler um texto apaixonado.

Toy Story é o marco para o início de uma nova era quando se fala em desenho animado. É o primeiro filme da parceria Pixar & Walt Disney Pictures, foi o primeiro longa-metragem da história produzido totalmente em computação gráfica, dono da maior bilheteria do ano de 1995 (quando foi lançado no cinema) batendo Batman Forever, indicado a três Oscars e dois Globos de Ouro. Toy Story abriu as portas e os olhos do mundo para os desenhos animados e provou que boneco falando não é só coisa de criança. Além de ser uma das poucas animações que as continuações são tão boas quanto o primeiro capitulo.



A história base das três edições é bem parecida. O boneco cowboy Woody e seu amigo (a partir de certo ponto do primeiro filme) intergalático Buzz Lightyear sempre se metem em roubadas e acabam indo parar fora da segurança da casa do Andy (o garoto dono dos brinquedos). Os brinquedos sempre precisam usar a cabeça - o Rex nem sempre gosta dessa ideia – e se apoiar na força da amizade para conseguirem retornar ao quarto do Andy!.

No primeiro longa, Woody deixa de ser o maioral e precisa aprender a dividir as coisas que ama (no caso, coisas lê-se amigos e o próprio Andy). Na minha opinião, tem uma quê da relação entre irmão mais velho/caçula. E tenho certeza que os bonecos ensinaram as crianças a dividir. Mesmo que a situação fosse coisas estranhas demais para mim. Mesmo achando que seria o meu fim. No final das contas, somar é sempre melhor.

Além disso, o filme nos mostra que as aparências enganam, e muito. Os brinquedos bizarros do Sid (o vizinho malvadão) são todos muito legais. E, só porque eram feios, eram vistos como maus. Que tal conhecer/escutar antes de julgar? (lembrando que o julgamento antecipado do Cabeça de Batata de achar que o Woody matou o Buzz quase lasca com tudo quando eles estão voltando no carrinho)



Outra coisa muito marcante na mensagem da primeira etapa é que devemos aceitar quem realmente somos e fazer o melhor de nós, o máximo que nos é permitido. Mesmo que não sejamos um patrulheiro espacial, que não atira laser ou voa. Somos brinquedos de criança, brinquedo! O Andy não vai te amar por você ser um patrulheiro, e sim porque você é o brinquedo dele. (com direito a nome escrito no pé)

Toy Story 2 (1999) continua na mesma linha da pregação pela amizade. E ensina que temos que seguir em frente. Quando Jessie (a vaqueira) está triste e deprimida e conta que é porque foi abandonada pela Ammy, o Woody ensina para ela que o Andy será um dono legal. Sempre podemos buscar novas maneiras de ser feliz, a felicidade sempre será possível ;)



Para mim, uma das cenas mais marcantes do Toy Story 2 é eles correndo atrás do avião montados no Bala no Alvo. Ok, todo mundo sabe que é impossível! Mas o Woody é nosso herói e a cena de ação serve para deixar todo mundo com o coração muito na mão.

Chegamos ao derradeiro último capítulo (preciso assumir que chorei igual criança). Em Toy Story 3 (2010) o Andy finalmente cresceu e vai para a faculdade. Os brinquedos há muito não sabem o que é brincar. E não é só o garoto que virou adolescente/adulto, o público que foi aos cinemas cresceu junto com Andy. Novamente o abandono vem à tona e faz surgir o vilão: o ursinho (amargurado) Lotso.



Como sempre, os problemas são causados por um mal entendido. Achando que iriam para o lixo (e não para o sótão), os brinquedos se decepcionam com Andy e não se importam em ir para a creche em busca de um novo lar.

O roteiro é inteligente e quase um filme de aventura. Os bonecos precisam lutar, mais uma vez, para não serem destruídos. A vilanidade dessa vez é barra pesada, e a creche de Sunnyside é quase a casa da máfia e da ditadura.

De todas as cenas lindas, nada comove mais do que a pequena Bonnie, uma versão do Andy de presilhas no cabelo, sainha de tule e galochas coloridas (LINDA), brincando com seus brinquedos. E depois quando Andy doa todos os seus bonecos à garota, e conta a história de cada um para ela. Provando que Andy não só se importava, mas amava cada um dos bonecos que permaneceu.

A trilogia é fechada com chave de ouro com uma cena que mostra o quão importante um brinquedo é na vida de uma criança. Que mesmo quando cresce a amizade e as histórias permanecem. No mínimo nostálgico, Toy Story 3 comove e arremata seu último ponto após 15 anos de história.


Se eu gosto de Toy Story? Nada...
Se eu sei as falas de cor? Nada...
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E... Como não podia deixar de ter, lembre-se sempre das três palavras que eu proferi:
AMIGO, ESTOU AQUI!

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