quinta-feira, 28 de abril de 2011

Trailler Harry Potter e as Relíquias da Morte parte II

Por Thandara Yung




A "grande-ultra-mega" notícia de ontem foi o lançamento do trailer de Harry Potter e as Relíquias da Morte: parte 2.

Preciso dizer que passei o dia com meu estômago se corroendo de nervosismo? Para completar meu desespero, consegui assistir ao vídeo quando ele vazou. O áudio estava em francês (obrigada, Aliança Francesa, consegui entender muitas coisas) e 15 segundos depois que eu terminei de ver a Warner tirou ele do ar.

Esse trailer, para mim, funcionou como um Biotônico Fontura e abriu MAIS AINDA meu apetite para o tão esperado dia 15 de julho. A seleção de cenas revela o cumprimento da promessa de mais takes de ação na última etapa. Estou muito ansiosa pela batalha de Hogwarts - reparem, por favor, nas estátuas convocadas pela McGonagal indo para a batalha - afinal, teremos quase duas horas de lutas! (olhos brilham de emoção)

E mesmo com todo o "glamour" das tomadas de guerra, eles não perdem a essência da tensão Harry/Voldemort, adorei o diálogo e as provocações entre os dois enquanto a gente dá uma vigiada no que vai acontecer. 

Bom, eu estou em êxtase há algumas horas e como não sou egoísta, assistam vocês também. ;)


 E que venha, após uma boa colherada de Biotônico, o nosso tão esperado prato principal. 


[Os Novos Heróis do Cinema] - Resultado da Enquete e Sorteio

Olá, leitores do Central!
Primeiramente gostaríamos de agradecer todas as participações na enquete. Nós ficamos  muito impressionados com o resultado. Capitão Nascimento, Os Incríveis e Harry Potter estavam revezando a liderança nos primeiros dias, até que, de repente, Wall-e saiu da lanterinha e choveu votos para ele.

Então, como o prometido, está lançado o sorteio! O Central de Cinema, em parceria com o Quero Posters, vai sortear um pôster do Wall-e para os nossos seguidores!

O Pôster do Wall-e e todos os outros do site são impressos em alta resolução, em papel fotográfico Kodak. O que nós vamos sortear é 60x90cm.

 

Então vamos ao que interessa! Para participar, você deve seguir o perfil do Central de Cinema (@centraldecinema) e do Quero Posters (@queroposters) no Twitter e dar RT na seguinte mensagem: Eu quero o pôster do Wall-e que o @centraldecinema e o @queroposters estão sorteando!

O resultado vai ser divulgado no dia 02 de maio de 2011, às 20h.
Boa Sorte!

PS: Se você não for o sorteado, não fique triste! Os preços dos pôsters estão bem em conta. Aliás, sempre tem promoção por lá. Têm pôster de Cinema, Música, Esporte, Séries de TV, Pin-Up, Jogos...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Bodas de prata da Pixar - Amizade de brinquedo

Este é o segundo post da série que homenageará as bodas de prata da Pixar Animations Studio. Apresento a vocês o clássico dos clássicos no mundo da animação: a trilogia Toy Story!

Atenção: este post poder conter spoilers sobre o filme.

Aviso: vocês estão prestes a ler um texto apaixonado.

Toy Story é o marco para o início de uma nova era quando se fala em desenho animado. É o primeiro filme da parceria Pixar & Walt Disney Pictures, foi o primeiro longa-metragem da história produzido totalmente em computação gráfica, dono da maior bilheteria do ano de 1995 (quando foi lançado no cinema) batendo Batman Forever, indicado a três Oscars e dois Globos de Ouro. Toy Story abriu as portas e os olhos do mundo para os desenhos animados e provou que boneco falando não é só coisa de criança. Além de ser uma das poucas animações que as continuações são tão boas quanto o primeiro capitulo.



A história base das três edições é bem parecida. O boneco cowboy Woody e seu amigo (a partir de certo ponto do primeiro filme) intergalático Buzz Lightyear sempre se metem em roubadas e acabam indo parar fora da segurança da casa do Andy (o garoto dono dos brinquedos). Os brinquedos sempre precisam usar a cabeça - o Rex nem sempre gosta dessa ideia – e se apoiar na força da amizade para conseguirem retornar ao quarto do Andy!.

No primeiro longa, Woody deixa de ser o maioral e precisa aprender a dividir as coisas que ama (no caso, coisas lê-se amigos e o próprio Andy). Na minha opinião, tem uma quê da relação entre irmão mais velho/caçula. E tenho certeza que os bonecos ensinaram as crianças a dividir. Mesmo que a situação fosse coisas estranhas demais para mim. Mesmo achando que seria o meu fim. No final das contas, somar é sempre melhor.

Além disso, o filme nos mostra que as aparências enganam, e muito. Os brinquedos bizarros do Sid (o vizinho malvadão) são todos muito legais. E, só porque eram feios, eram vistos como maus. Que tal conhecer/escutar antes de julgar? (lembrando que o julgamento antecipado do Cabeça de Batata de achar que o Woody matou o Buzz quase lasca com tudo quando eles estão voltando no carrinho)



Outra coisa muito marcante na mensagem da primeira etapa é que devemos aceitar quem realmente somos e fazer o melhor de nós, o máximo que nos é permitido. Mesmo que não sejamos um patrulheiro espacial, que não atira laser ou voa. Somos brinquedos de criança, brinquedo! O Andy não vai te amar por você ser um patrulheiro, e sim porque você é o brinquedo dele. (com direito a nome escrito no pé)

Toy Story 2 (1999) continua na mesma linha da pregação pela amizade. E ensina que temos que seguir em frente. Quando Jessie (a vaqueira) está triste e deprimida e conta que é porque foi abandonada pela Ammy, o Woody ensina para ela que o Andy será um dono legal. Sempre podemos buscar novas maneiras de ser feliz, a felicidade sempre será possível ;)



Para mim, uma das cenas mais marcantes do Toy Story 2 é eles correndo atrás do avião montados no Bala no Alvo. Ok, todo mundo sabe que é impossível! Mas o Woody é nosso herói e a cena de ação serve para deixar todo mundo com o coração muito na mão.

Chegamos ao derradeiro último capítulo (preciso assumir que chorei igual criança). Em Toy Story 3 (2010) o Andy finalmente cresceu e vai para a faculdade. Os brinquedos há muito não sabem o que é brincar. E não é só o garoto que virou adolescente/adulto, o público que foi aos cinemas cresceu junto com Andy. Novamente o abandono vem à tona e faz surgir o vilão: o ursinho (amargurado) Lotso.



Como sempre, os problemas são causados por um mal entendido. Achando que iriam para o lixo (e não para o sótão), os brinquedos se decepcionam com Andy e não se importam em ir para a creche em busca de um novo lar.

O roteiro é inteligente e quase um filme de aventura. Os bonecos precisam lutar, mais uma vez, para não serem destruídos. A vilanidade dessa vez é barra pesada, e a creche de Sunnyside é quase a casa da máfia e da ditadura.

De todas as cenas lindas, nada comove mais do que a pequena Bonnie, uma versão do Andy de presilhas no cabelo, sainha de tule e galochas coloridas (LINDA), brincando com seus brinquedos. E depois quando Andy doa todos os seus bonecos à garota, e conta a história de cada um para ela. Provando que Andy não só se importava, mas amava cada um dos bonecos que permaneceu.

A trilogia é fechada com chave de ouro com uma cena que mostra o quão importante um brinquedo é na vida de uma criança. Que mesmo quando cresce a amizade e as histórias permanecem. No mínimo nostálgico, Toy Story 3 comove e arremata seu último ponto após 15 anos de história.


Se eu gosto de Toy Story? Nada...
Se eu sei as falas de cor? Nada...
Se você quer me seguir no Twitter? @thandyung


E... Como não podia deixar de ter, lembre-se sempre das três palavras que eu proferi:
AMIGO, ESTOU AQUI!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Comencrítica de Pânico 4


Por Davi de Castro

Quinze anos após a estreia da franquia, Panico 4 tenta se renovar e diverte fazendo piada de si mesmo

“A tragédia da geração passada é piada para a próxima”, discursou o xerife Dewey (David Arquette), um dos mais desengonçados, ou melhor, mais incompetentes que já vi nos cinemas. Essa frase basicamente justifica o roteiro do filme de “terror” Pânico 4, mais de uma década após o lançamento da até então trilogia Pânico (1996, 1997 e 2000), que renovou o gênero e foi o pioneiro de uma série de filmes na mesma linha.

Pânico 4 vem com a proposta de dar um upgrade a estória sob o argumento de que uma nova década traz novas regras. Tenta, assim, contextualizar à sociedade atual, tentando perpassar os clichês e todos os truques já batidos há um bom tempo. E, claro, não consegue. Mas o interessante é notar que o próprio filme não se leva a sério e faz piada escrachada de si mesmo, de seus criadores (os mesmos de Jogos Mortais e Atividade Paranormal) e de todo o gênero terror/suspense. Na mesma linha da série, aqui também há metalinguagem e humor negro, só que numa dose mais exagerada. Lembram-se da série de besteróis americanos “Todo mundo em pânico?”, uma sátira deste filme? Pois é, Pânico 4 se aproxima bastante dessa linha, é uma tragicomédia, um terror trash, com doses absurdas de sangue e suspense exagerado, onde se tivermos dois momentos que assustem realmente o espectador é muito.

O legal desse besteirol é o fato de que ele traz parte dos atores que viveram a trilogia, os “sobreviventes” do massacre de Woodsboro: a imortal Sidney (Neve Campbell), a intrometida Gale (Courteney Cox) e o bundão xerife vivido por Arquette. Novos personagens, como não podia ser diferente, entram em cena e dão o tradicional caráter adolescente à trama, em diálogos fracos e bem colegiais, como Emma Roberts e a eterna cheerleader de Heroes, Hayden Paniettiere. As atuações são dignas de premiações – Framboesa de Ouro vai ter dificuldades em selecionar apenas um.

O enredo é que Sidney volta à sua cidade natal para lançar um livro de auto-ajuda em que fala como saiu da escuridão após sobreviver ao Ghostface, o psicopata que usa a caricata máscara. Só que, com a chegada da moça, novas mortes começam a acontecer. O assassino, ou alguém querendo seguir seus passos, está de volta. Dessa vez, além do típico telefonema, ele conta com mais recursos tecnológicos – filma também os assassinatos. O psicopata, na verdade, quer fama e sua identidade surpreende (sem spoilers!). Difícil não associar um pouco à história dos Richthofen – quem assistir entenderá.

Na sessão em que assisti, o filme foi bastante aplaudido – em vários momentos um tanto, digamos, épicos. O público não se contentou, risadas e palavras de emoção dominaram a plateia. Era muita genialidade! Personagens de bravuras tão indômitas e senso crítico aguçado que não pestanejavam em correr ao encontro do assassino. Apesar de todos esses elogios, o desenrolar da trama foi interessante e contrastante a tudo o que vinha sendo apresentado. Mas, demorou pouco até tudo voltar aos eixos e o filme se encerrar me transmitindo um memorável pensamento, que se encaixa até em outra sessão da Central de Cinema: “Até que enfim. Nunca mais. Nem de graça!

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Enquete - O Novo Herói do Cinema [Votações Encerradas!]

Olá, leitores do Central de Cinema!


Depois da série sobre [Os Novos Heróis do Cinema], o Central resolveu colocar uma lenha na fogueira: e agora, quem é o herói entre os novos heróis do cinema aqui citados?


Eis os nossos candidatos!


Capitão Nascimento


 Foi visto como o salvador da pátria, como o policial incorruptível, que daria um jeito na violência, no tráfico, na corrupção. Mesmo utilizando métodos, digamos, pouco ortodoxos, que incluem até a tortura, uma parcela da população, não só do Rio de Janeiro mas também do Brasil, proclamou Nascimento como o herói. A outra parte fez duras críticas ao personagem, pois ele teria "manchado" a imagem do Batalhão de Operações Policiais Especiais, passado por cima dos Direitos Humanos, incitado a violência e coisas do tipo. 


Wall-e


"Ele tem problemas em consquistar a amada Eva, mas que herói não tem? Wall-e é um herói do tipo sustentável: recicla lixo, é movido a energia solar, faz sua própria manutenção com peças que já foram utilizadas por outros robôs. O planeta precisa de mais Wall-e's. Aliás, o planeta precisa de mais pessoas como o Wall-e."


Os Incríveis


"Eles mantiveram a família unida mesmo no meio da grande luta. Manter uma família junta nos tempos de hoje é mais do que prova que são verdadeiros heróis"


Harry Potter


"Acontece que aquela cicatriz engraçada não era nenhuma herança do acidente de carro que supostamente matou seus pais, Harry era o único sobrevivente da maldição da morte (Avada Kedavra), lançada por um vilão que poucos têm a coragem de dizer o nome, Voldemort."


Agora é só você comentar no post do herói porque o seu escolhido merece ser "O Herói entre os Heróis". O Central de Cinema vai sortear um pôster do herói mais votado! A contagem de votos vai acontecer na próxima quarta-feira, dia 27 de abril de 2011.


Uma ótima parceria entre o Central de Cinema e o Quero Pôsters vai sortear um pôster 60x90cm do herói ganhador, em alta resolução impresso no papel fotográfico profissional Kodak. Você pode aproveitar a chance e conhecer o site melhor, os pôsteres são lindos. Eu mesma sou apaixonada pelo da Bonequinha de Luxo e o do Poderoso Chefão, que é a cara do Central de Cinema. ;]


Divirtam-se!
Equipe do Central de Cinema


Sigam-nos os bons!
@centraldecinema, @erickacris, @thandyung, @lucasmadureira, @julianadefaria, @davidecastro

terça-feira, 19 de abril de 2011

As bodas de prata da Pixar!

Em 2011, a Pixar, uma das melhores produtoras de animação de todos os tempos, completa 25 anos. Este é o primeiro post de uma série que homenageará o trabalho realizado em 1/4 de século por esta grande empresa, responsável por fazer muitos adultos voltarem à infância e crianças sonhar com os seus brinquedos criando vida durante a noite.



Em 1986, surgiu a Pixar Animations Studios. No início, a empresa produzia apenas filmes de animação em curta-metragem. Em 1995, devido a uma parceria com a Walt Disney Pictures, decolou no céu do universo dos longas animados com o drama de vida dos brinquedos Woody e Buzz Lightyear, em Toy Story.

Aos 25 anos, a fábrica de fantasia arrecadou com seus nove longas-metragem mais de 4 bilhões de dólares.  A empresa conta no currículo com 24 animações em curta-metragem. Além de números e dinheiro, nesse um quarto de século a Pixar deixou dezenas de lições de vida a adultos e crianças. E nada melhor para comemorar uma história de sucesso do que relembrar suas grandes obras e produções!

A tradição sempre foi fascinar crianças e adultos, os filmes da Pixar nunca são puramente infantis. As tiradas sagazes e o roteiro inteligente prendem os adultos. A beleza gráfica e produção detalhista das imagens conquista público de todas a idades.



Personificando o inanimado, a marca do abajur pulador ensinou que devemos respeitar nossos brinquedos. Afinal, eles têm sentimentos. Aprendemos também que amigo, estou aqui! E que uma risada é muito mais poderosa que um grito de medo. A produtora sempre nos expõe ao poder da amizade, e nos faz entender que temos que confiar, pois é isso que os amigos fazem. Afinal, esse é o carro chefe da Pixar: amizade.

Cada uma das produções desse monstro do universo da animaçao será devidamente homenageada. Conheceremos intimamente cada uma das histórias. Então, divirtam-se e curtam com a gente esse resgate a memória da responsável por horas de diversão da nossa infância, adolescência, vida adulta e velhice.



Confira a lista das produções da Pixar:
Longa-metragem
1995 - Toy Story
1998 - Vida de Inseto
1999 - Toy Story 2
2001 - Monstros S.A.
2003 - Procurando Nemo
2004 - Os Incríveis
2006 - Carros
2007 - Ratatouille
2008 - Wall-E
2009 - UP
2010 - Toy Story 3

Curta-metragem
1984 - The Adventures of André & Wally B.
1986 - Luxo Jr.
1986 - Beach Chair
1986 - Flags and Waves
1987 - Red's Dream
1988 - Tin Toy
1989 - Knick Knack
1997 - Geri's Game
2000 - For the Birds
2002 - Mike's New Car
2004 - Boundin'
2005 - Jack-Jack Attack
2005 - One Man Band
2005 - Mr. Incredible and Pals
2006 - Mater and the Ghostlight
2006 - Lifted
2007 - Your Friend the Rat
2008 - Presto
2008 - BURN-E
2009 - Parcialmente Nublado
2009 - Dug's Special Mission
2009 - George and A.J.
2010 - Day and Night
2010 - Groovin' With Ken

Muita coisa, né?
Além disso, a Pixar lançará mais três longas em 2011 e 2012: Carros 2, Brave e Monstros SA 2.


Thandara Yung
@thandyung  ;)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

[Novos Heróis do Cinema] - Harry Potter

Por Bruno Maranhão, a convite do Central de Cinema

Este post é o quarto e último da série Os Novos Heróis do Cinema. O objetivo é mostrar quem são os "mocinhos" dos filmes atuais, que não surgiram de adaptações de HQs. Já pedi sugestões no Twitter e no Filmow e tive ótimas respostas. Mesmo com o fim da série, se você lembrar de outros e quiser sugerir algum (ou alguma, claro!), pode me procurar a Ericka, editora do blog, no Twitter (@erickacris) ou enviar um email para centraldecinema@gmail.com




Leia também: [Os Novos Heróis do Cinema] - Os Incríveis




Eu poderia começar este texto dizendo que Harry Potter levou para salas de cinema do mundo todo uma multidão incalculável de fãs e que, juntos, eles arrecadaram quantias astronômicas em bilheteria. Poderia continuar dizendo que este bruxinho de óculos de aros redondos e cicatriz em forma de raio deu novo ânimo para o cinema inglês e o colocou sobre um grande holofote. E acredito que todos concordariam que ele mais do que merece o título de Herói do Cinema. Mas, seria fácil demais.

Harry Potter é um menino magricela de onze anos quando o encontramos pela primeira vez, ainda em Harry Potter e a Pedra Filosofal, ele usa roupas doadas pelo primo mimado e mora com os tios, seus pais morreram em um mal explicado acidente de carro. Até então, nada muito extravagante, ou pouco provável de acontecer à vida de algum garoto anônimo criado no subúrbio de uma grande cidade como Londres.  

Mas a sorte do protagonista começa a mudar, e a nossa também, quando ele descobre ser bruxo. Uma carta, trazida por diversas corujas e depois por um meio gigante, o informa que tem uma vaga assegurada na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Acontece que aquela cicatriz engraçada não era nenhuma herança do acidente de carro que supostamente matou seus pais, Harry era o único sobrevivente da maldição da morte (Avada Kedavra), lançada por um vilão que poucos têm a coragem de dizer o nome, Voldemort.

A cada filme, um novo ano escolar na vida de Harry, e também novas aventuras. Desde seu retorno ao mundo da magia até o confronto final com seu arquiinimigo, sete anos depois, assistimos a embates envolvendo muito mais do que simples palavras mágicas. Sobre os ombros deste garoto, aparentemente comum, repousa o destino de toda a comunidade bruxa, e não há para onde correr, “um dos dois deverá morrer na mão do outro, pois nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver”.

Para ter chances de derrotar Voldemort é preciso seguir em uma cruzada contra a imortalidade, a procura de suas Horcruxes (objetos mágicos no qual parte da alma de um bruxo foi inserida, e impede a morte de seu dono), e ele contará com a ajuda de muitos aliados ao longo do caminho que levará ao desfecho onde repousa o futuro de seu povo. Aventura responsável por fazer uma geração inteira introduzir em seu vocabulário palavras como “trouxa” e “quadribol”, ou tentar lançar um “Alohomora” ouVingardium leviosa” de uma varinha feita de cabide.

O último embate entre O Menino Que Sobreviveu e Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado está marcado para 15 de julho deste ano, e será um divisor de águas não só para a comunidade bruxa, mas também para a indústria do cinema e para os fãs da série, alguns (como este que vos escreve) fãs há mais dez anos.








Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I,  que acaba de ser lançado em DVD e Blu-ray.









Siga o Bruno no Twitter!
@bmaranhas
Bruno também é editor do Potter Heaven, o site mais antigo de Harry Potter do Brasil

sábado, 16 de abril de 2011

Prodígios!

Por Davi de Castro, a convite do Central de Cinema

Apesar da tenra idade e do pequeno tamanho em tela, eles conseguiam chamar a atenção e roubar a cena com uma atuação digna de gente grande. Estes pequenos notáveis tiveram uma infância bem peculiar, cresceram no mundo mágico do cinema, em meio a estrelas e grandes produções. Sacrificaram parte da melhor idade da vida, é verdade, mas entraram para a história do cinema e os que souberam (ou contaram com a ajuda de pais conscientes) administrar bem a carreira e a vida pessoal, seguem fazendo arte e ganhando muito dinheiro até hoje. No entanto, boa parte deles, é uma pena, enfrentou muitos percalços, como problemas com drogas e alcoolismo, e hoje caiu no ostracismo. Seria uma espécie de maldição essa triste sina ou apenas uma infeliz coincidência? Abaixo, uma lista com treze (número místico!) crianças prodígios que encantaram e marcaram a história de Hollywood:



13) Shirley Temple
Ela foi a maior estrela mirim da década de 1930 e uma das primeiras crianças prodígios do cinema, participando de filmes desde os três anos. Aos cinco, sua carreira já estava consolidada e até comercializava produtos com seu nome, como bonecas, vestidos, canecas e bonés. Com um sorriso encantador e personalidade otimista, Shirley ajudou os filmes a faturarem milhões (e a salvar até mesmo os estúdios Fox), principalmente durante a Grande Depressão nos Estados Unidos. Ela ganhou um Oscar especial aos seis anos de idade e o reconhecimento até do presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt, que a agradeceu por "ter feito a América atravessar a Grande Depressão com um sorriso". Depois de adulta, não teve o mesmo sucesso e se aposentou do cinema em 1949, tentando a sorte na carreira política e diplomática. Em 1974, foi embaixadora americana em Ghana e, em 1989, na Tchecoslováquia. Seus filmes de maior destaque foram: "Little Miss Marker", "Stand Up and Cheer", "The Littlest Rebel", "Rebecca of Sunnybrook Farm" e "The Little Colonel".



12) Michael Oliver
Ele ficou conhecido pelo único papel de peso que teve: o enérgico Júnior em “O Pestinha” (1990), quando tinha nove anos. A carreira desmoronou nos anos seguintes, não por problemas pessoais relacionados ao álcool e outras drogas (ufa!), mas pela ganância de sua mãe. É que após o sucesso do primeiro filme, a Universal Pictures logo tratou de acertar a participação do garoto na sequência da obra por um cachê de U$80 mil. Acontece que, às vésperas das filmagens, a mãe do ator disse que só permitiria que o filho gravasse caso a remuneração aumentasse para U$500 mil. Para não perder o investimento que já tinha feito, a Universal aceitou a proposta e pagou metade do valor, alegando que o restante seria acertado ao término do trabalho. Quando o filme ficou pronto, o estúdio não só não pagou o valor, como entrou com uma ação contra a mãe do garoto por extorsão, e ela acabou tendo de devolver cerca de U$170 mil. “O Pestinha 2” (1991) não teve o rendimento esperado e o garoto foi parar na geladeira. Participou ainda de dois seriados e um filme, mas sem muita repercussão. Michael deu adeus à Hollywood e hoje é técnico de som de bandas independentes.



11) Haley Joel Osment
Quem não se lembra da célebre frase “I see dead people” (Eu vejo gente morta), mesmo que não tenha assistido ao suspense “O Sexto Sentido” (1999)? Pois é, a frase ficou famosa na boca de Haley, que viveu o garoto Cole, atormentado por espíritos no filme. A atuação lhe rendeu nada menos que uma indicação ao Oscar, sendo o 8º ator mais jovem a receber uma nomeação. O primeiro filme que lhe deu notoriedade, porém, veio antes dessa consagração. Ele viveu, aos seis anos, o filho de Tom Hanks em “Forrest Gump - O Contador de História” (1994). Depois de trabalhar com Steven Spielberg em “A.I. - Inteligência Artificial” (2001), Haley não fez mais nenhum trabalho de relevância. Recentemente, foi preso por dirigir embriagado e por porte de drogas.



10) Danny Lloyd
Ele tinha apenas seis anos quando impressionou e assustou o mundo com sua atuação em “O Iluminado” (1980). Stanley Kubrick foi quem o escolheu, em uma seleção com mais de cinco mil crianças que durou meses. Para protegê-lo, Kubrick não disse que o filme era de terror, mas de drama. O garoto só descobriu a verdade aos 13 anos. Depois do filme, Danny fez apenas mais um, só que para a TV – “Will: The Autobiography of G. Gordon Liddy” (1982). O garoto sempre foi recluso, deu raras entrevistas e no ano passado descobriu-se que virou professor de biologia.



9) Christina Ricci
Estreou no cinema aos dez anos, ao lado de Winona Ryder e Cher, em “Minha Mãe é uma Sereia” (1990). Mas o estrelato só chegou um ano depois com a inesquecível Vandinha de “A Família Addams” (1991), consolidado mais à frente, em 1995, com o papel principal em “Gasparzinho, o Fantasminha Camarada”. Em 1999, participou do longa de Tim Burton “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”. Christina mostrou toda sua desenvoltura nesses papéis tão distintos e marcantes. Recentemente, atuou em “Alpha e Ômega” e em “Nova York, Eu Te Amo”.



8) Anna Paquin
Aos nove anos, Anna conseguiu o papel de Flora no filme “O Piano” (1993) e impressionou a todos, levando uma série de prêmios, inclusive o Oscar de melhor atriz coadjuvante, tornando-se a segunda mais jovem a ser premiada. Depois participou de vários filmes, alçando-se ao posto de estrela com a franquia “X-Men” (2000). Atualmente com 28 anos, Anna protagoniza a premiada série vampiresca “True Blood”, desde 2008. Pelo papel de Sookie Stackhouse, a atriz ganhou um Globo de Ouro de melhor atriz em série dramática. Anna recebeu treze prêmios ao longo da carreira.



7) Kirsten Dunst
Ao lado de Tom Cruise e Brad Pitt, Kirsten fez sua estreia com o filme “Entrevista com o Vampiro” (1994), aos 12 anos. Na pele da vampirinha Claudia, a atriz recebeu muitos elogios e inclusive uma indicação ao Globo de Ouro. Já adulta, se destacou com a doce e linda Mary Jane, nos longas mais bem-sucedidos que participou, a franquia “Homem-Aranha”. Em 2008, viu-se em uma crise depressiva e buscou tratamento em um centro médico em Utah.



6) Lindsay Lohan
A problemática atriz, constante alvo de escândalos envolvendo álcool, drogas e a justiça norte-americana, ganhou fama aos 12 anos interpretando irmãs gêmeas no filme “Operação Cupido” (1998). Estrela da Disney, tornou-se ícone teen nos anos 2000. Fez sucesso também, já adulta, nos filmes “Sexta-Feira Muito Louca” (2003) e “Meninas Malvadas” (2004). Sua carreira é repleta de altos e baixos. Hoje, ela tenta voltar à ativa depois da prisão que passou no último ano. É um dos expoentes da sina que assola boa parte das crianças prodígios.



5) Drew Barrymore
Nascida em uma família de atores, Barrymore entrou para o ramo cedo. Aos cinco anos, fez sua estréia em “Viagens Alucinantes” (1980). Conseguiu deslanchar na carreira no segundo filme, vivendo a encantadora Gertie em “E.T.- O Extraterrestre” (1982), do eminente caçador de talentos mirins Spielberg. Aos nove, foi indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante por seu papel em “Irreconcilable Differences”. Depois de enfrentar uma fase turbulenta na adolescência, marcada pelo abuso de álcool e drogas, Barrymore conseguiu se restabelecer, voltar aos cinemas e meio que especializar-se em comédias românticas, trabalhando inclusive nos papéis de produção e direção. Entre os filmes de maior destaque estão “As Panteras” (2000), “Como se fosse a primeira vez” (2004) e “Garota Fantástica” (2009). Barrymore é a prova de que é possível contornar o mal que assola as crianças prodígios de Hollywood, dando a volta por cima.



4) Elizabeth Taylor
Um dos maiores nomes do cinema, Liz, como era chamada, foi descoberta aos dez anos de idade, quando filmou “There's One Born Every Minute” (1942). O contrato da pequena notável, porém, não fora renovado pela Universal. Só no ano seguinte, com um pequeno papel na série “Lassie Come Home” (1943), Liz revelaria de fato o seu talento. Na década de 1950, atuou em dramas como “Um lugar ao sol” (1951) e “Assim caminha a humanidade” (1956), evoluindo como atriz e conquistando o respeito da crítica. A garotinha que teve um tímido começo nas telas do cinema havia crescido e logo foi reverenciada como uma das mulheres mais belas de todos os tempos. Mas a vida da criança prodígio nem sempre foi só flores, ela já teve problemas com álcool e drogas e também virou piada por causa dos inúmeros casamentos (oito, no total). Liz recebeu dois Oscars, três Globos de Ouro e um BAFTA. A trajetória um tanto turbulenta, no entanto, não ofuscou a belíssima carreira da atriz, que morreu em março deste ano consagrada como uma das maiores atrizes que já existiu.



3) Christian Bale
O astro de “Psicopata Americano” (2000) começou sua carreira nos cinemas aos 13 anos (desde os dez já atuava em teatro), quando foi escolhido pessoalmente por Steve Spielberg para estrelar – com uma atuação impressionante – “Império do Sol” (1987), vencendo cerca de 400 outras crianças que lutavam pelo papel. A partir daí sua infância nunca mais foi a mesma e ele não parou de fazer filmes, sendo consagrado, já adulto, por papéis em “Batman Begins”, “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “O Grande Truque”. Nenhum deles, porém, lhe rendeu indicações a prêmios (que injustiça!) como o papel do ex-lutador Dicky em “O Vencedor” (2010). Ele ganhou o Globo de Ouro, o SAG (Sindicato de Atores) e ainda o Oscar 2011, na categoria ator coadjuvante. Sem dúvida, é uma das mais bem-sucedidas ex-crianças prodígios.



2) Natalie Portman
Aos 29 anos, Natalie Portman atingiu o auge da fama com a brilhante atuação em “Cisne Negro” (2010), como a bailarina Nina, papel que lhe garantiu as principais premiações deste ano (Oscar, Globo de Ouro, SAG, BAFTA e até o Independent Spirit Awards). Mas a carreira dessa jovem que encantou o mundo (e a Academia) iniciou há quase duas décadas, quando tinha apenas 12 anos. Sua estréia foi no filme “Léon” (1994), de Luc Besson, que pelo sucesso lhe rendeu novos convites, inclusive em películas de Woody Allen e Tim Burton. Com 17 anos, conseguiu sua primeira indicação a melhor atriz coadjuvante no Globo de Ouro com o filme “Anywhere But Here” (1999). A fama, contudo, só chegou em 1999 quando interpretou a até hoje aclamada rainha Padmé Amidala na trilogia “Star Wars”. Outros dois destaques da carreira foram os filmes “Closer – Perto demais” (2004), em que interpreta uma stripper, e “V de Vingança” (2006). Pelo papel em “Closer”, a atriz ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante e recebeu ainda uma indicação ao Oscar, em 2005. Portman é, talvez, o caso de maior sucesso entre os que começaram a carreira cedo. Além de continuar em alta, a atriz nunca se envolveu em escândalos e, paralelamente aos trabalhos artísticos, conseguiu graduar-se em Psicologia pela Universidade de Harvard, em 2003. Centrada e focada no que faz, a atriz desmistifica a sina que cai sobre as crianças prodígios.



1) Macaulay Culkin
Quando se pensa em crianças prodígios, o primeiro nome que vem à mente é o dele. Macaulay Culkin é a representação típica desse estereótipo. Seja pelas incríveis perfomances nos filmes de sucesso que fez, seja pelo destino tão remoto que imaginaríamos para aquele garoto – de talento tão promissor. Começou a carreira aos cinco anos em “The Midnight Hour” (1985), mas foi aos dez que começou a fazer sucesso, despontando no papel principal da série de filmes “Esqueceram de Mim” (1990). Depois, brilhou em “Meu Primeiro Amor” (1991), “O Anjo Malvado” (1993) e “Riquinho” (1994), conquistando uma fortuna de 17 milhões de dólares, o que foi motivo de disputas judiciais com seus pais. Ficou afastado das telas até 2003, quando, aos 23 anos, retornou em uma produção alternativa – o filme “Party Monster”, em que viveu um personagem homossexual. De lá pra cá, participou de poucos filmes, todos sem muita repercussão. Em 2004, foi preso por posse de mais de 17kg de maconha.



Davi no Twitter: @davidecastro

sexta-feira, 15 de abril de 2011

122 anos de Charles Chaplin


O grande Carlitos...
Que, trajando luto, ensinou o mundo a acreditar no sonho e na vida.
Criticou as grandes indústrias, zombou da cara do "poderoso" Adolf Hitler.
De bigodinho e chapéu coco, arrancou risadas do triste mundo em preto e branco.
Foi ator, roteirista, diretor. Foi artista quando isso era estranho.
Ensinou, nos últimos 122 anos, que a "persistência é o caminho do êxito".
Ao grande-pequeno homem de andar engraçado, a minha simples e rápida homenagem.
Ao homem que marcou com ousadia a história do mundo e do cinema, os meus sinceros parabéns e agradecimentos.

Thandara Yung
@thandyung

segunda-feira, 11 de abril de 2011

[Os Novos Heróis do Cinema] – Os Incríveis



Por Lucas Madureira, a convite do Central de Cinema

Este post é o terceiro da série Os Novos Heróis do Cinema. O objetivo é mostrar quem são os "mocinhos" dos filmes atuais, que não surgiram de adaptações de HQs. Já pedi sugestões no Twitter e no Filmow e tive ótimas respostas. Se você lembrar de outros e quiser sugerir algum (ou alguma, claro!), pode me procurar a Ericka, editora do blog, no Twitter (@erickacris) ou enviar um email para centraldecinema@gmail.com


Leia também: [Os Novos Heróis do Cinema] - Wall-e




Uma família formada, inicialmente, por dois heróis. Que mal poderia acontecer com eles? O Senhor Incrível e a Mulher Elástica estavam confiantes que nada poderia afetá-los. Pois é, super-heróis também erram. O Senhor Incrível, no dia do seu casamento, salva um homem que tentava se matar, mas ao salvá-lo machuca a coluna do indivíduo, que o processa por tê-lo machucado e porque não queria ser salvo. Ele é um filho de uma mãe (#2@*!!)!!!


Com esse processo houve várias manifestações e os heróis foram proibidos de serem heróis, foram obrigados a se tornar cidadãos comuns em troca de não pagar por todo prejuízo que causaram. Isso, para mim, é ingratidão! O Senhor Incrível e a Mulher Elástica se tornaram o senhor e senhora Roberto (Beto, para os íntimos) e Helena Pêra. Além de terem uma vida comum, parece que não tinham televisão. Eles tiveram três filhos. Violeta, fica invisível e cria campo de força, Flecha, super velocidade, e Zezé, super mega power poderoso, apesar de que no começo do filme pensaram que não tinha nenhum.


O tempo foi passando e a vida ficando cada vez mais normal, se é que isso é possível para uma família com super poderes. Beto ficou gordo e Helena virou dona de casa. Beto e seu amigo das antigas, Lucius Best, Gelado, de vez em quando escutavam a frequência da policia para dar uma de heróis no mocó. Numa dessas são descobertos por uma mulher (guarde essa informação), que trabalha para um antigo fã do Senhor Incrível, o Bochecha, ou GurIncrível, como preferia ser chamado.


Esse moleque sentia rancor do seu herói porque queria ser seu ajudante, mas Beto não deixou. Bochecha pensou que foi porque ele não tinha super poderes. Oi? Ta pensando que é o Batman? Assim, o GurIncrível virou o Síndrome, o grande vilão da história.


Recapitulando... pai de família que leva uma vida normal apesar de ter uma super força, além de tudo aguenta um chefe mega chato e trabalha no emprego mais boring do universo. Para mim isso é mais do que suficiente para provar que ele é um herói. Se eu tivesse essa vida e super força, mandava tudo para o espaço.




Continuando a recapitulação... mãe de família que era a Mulher Elástica, uma linda e poderosa super heroína, que ainda fica limpando a casa e cuidando da peste dos filhos, para mim também prova que ela é uma super-heroína! Pensando bem, isso prova que muita gente do nosso dia a dia são heróis. Só lhes faltam os poderes. Ou não né? Vai saber!? Vai que eles possuem e não sabemos. oO Voltando para o filme...



Mas as coisas mudaram. Lembra que falei da mulher que achou o Senhor Incrível? Pois é, ela ofereceu a ele um bico de herói. Mas era uma cilada. Isso mesmo, não era amor, era cilada, cilada, cilada (que piada infame, desculpe). Beto acaba em perigo e Helena vai socorrê-lo, mas Flecha e Violeta se escondem no avião e vão juntos, deixando Zezé com Karen, a babá mais super-legal do universo.


O Síndrome explode o avião e faz o Senhor Incrível pensar que sua família está morta. Mas não é verdade, eles sobreviveram, TODOS CHORA!


A família toda se reúne e para derrotar o grande vilão do filme, claro que com a ajuda de Gelado. Eles mantiveram a família unida mesmo no meio da grande luta. Manter uma família junta nos tempos de hoje é mais do que prova que são verdadeiros heróis. Eles derrotam o robô do Síndrome, mas o vilão não se conforma e tenta seqüestrar Zezé, o caçula da família. Mais uma vez eles se unem e salvam o bebê, que se mostra muito poderoso.


Com o feito eles conseguem que os heróis sejam aceitos novamente pela sociedade e os tempos de glória voltam, os Super-Heróis voltam. O Senhor Incrível, que inicialmente pensava que os bons tempos tinham ido embora, acaba descobrindo que a grande aventura da vida dele é sua família.




















Os Incríveis em DVD e vejam só! Em VHS! Vale a pena ter este clássico da Pixar em casa.











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domingo, 10 de abril de 2011

Comencrítica - Rio

Fonte: Divulgação

Depois de ser convidada pelo Lucas Madureira e pela Thandy Yung para assistir Rio e depois eles mesmos desmarcarem o programa, resolvi ir por minha conta e chamar meu primo, Yves, de 6 anos, para ir comigo. Quis juntar o útil ao agradável: saber a opinião de uma criança sobre o filme e uma companhia que não ia furar. Mas chega de enrolação e vamos ao que interessa.

Assim que os primeiros segundos de filme começaram a passar na telona, eu lembrei automaticamente do Zé Carioca e do Pato Donald em Você Já Foi à Bahia? Uma animação da Disney, de 1945 (época da Política de Boa Vizinhança dos Estados Unidos, no qual o país queria estreitar as ligações entre EUA e os outros países da America Latina. E quando eu digo estreitar, você deve ler apoio à política norte-americana) em que eles fazem um passeio por toda a América e é cheia de clichês com baianas, mulheres negras e com a música.

Felizmente essa impressão passou, mas eu fiquei com o pé atrás o resto do filme. Eu enxergava clichê em todos os lugares e em todas as cenas. É desnecessário (como diz o Blu) ter gente sambando o tempo todo, desde o meio da rua até dentro de casa. Mas no geral ele não é tão clichê assim. Pode ser para nós, que já conhecemos o samba, o carnaval, já perdemos as contas de quantos desfiles de escola de samba vimos pela TV. Para os gringos ainda é novidade pode ser uma ótima forma de conhecer ou de criar curiosidade para conhecer o país.

O que me chamou atenção em Rio foi a qualidade da animação. Parece que cada pena foi pintada à mão e depois colada, uma a uma, no corpo das aves. E quando elas se juntam tem um movimento bem natural, bonito de se ver. As paisagens retratadas são tão fiéis ao real que parece fotografia e não animação. Cada detalhe aparenta ter sido milimetricamente planejado. As penas do Blu, as penas da Jade, as penas da Jade serem mais bonitas que as do Blu (não sei se por ela ser o personagem feminino ou se por ela não ter sido criada em cativeiro), as penas, a voz e principalmente o olhar do Nigel que fazem ele competir de igual para igual com qualquer outro vilão de animação. Aliás, ele é o vilão da história, e não o seu dono.

Talvez a duração do filme seja um pouco longa (1h 40min) para uma criança. Acho que a aventura de salvar as ararinhas azuis da extinção e as outras aves do tráfico poderia ser um pouco mais curta, mas também não sei dizer qual cena poderia ser descartada. Um paradoxo, talvez. Mas, por incrível que pareça, mesmo que o Yves soltasse uns bocejos de vez em quando, ele não pediu nem uma vez para ir ao banheiro e quis ficar até os créditos finais para ver as "fotos". Quem já levou criança ao cinema sabe quão difícil é manter elas quietas e atentas durante o filme todo.

A animação, de um modo geral, é muito boa. A história é boa (e que nós sabemos que realmente acontece) e nos deixa ansiosos esperando "a bandidagem" se dar mal logo. E quando eu digo a bandidagem, eu falo da Nigel (que eu acho que é uma cacatua, mas me corrijam se não for) e seus comparsas, os traficantes de animais.

Os traficantes são outro clichê: moram no morro, dois são meio bobões, como qualquer ajudante de vilão e um deles é a cara do Dadinho (Dadinho é o c@%$&*!%, meu nome é Zé Pequeno, P*¨#%@). O menininho pobre, órfão e negro com a camisa da seleção também. Mas ele é uma gracinha.

Eu vi dublado e sem 3D. Infelizmente não tive oportunidade de ouvir a dupla Anne Hathaway e Jesse Eisenberg trabalhando. Mas a dublagem em língua portuguesa estava ótima, então não senti falta. A trilha sonora, feita por Sérgio Mendes foi do tipo feita "para gringo ver". Não vi em 3D porque eu fico tonta.

Mesmo com os clichês, Rio é uma ótima animação, as crianças, principalmente, vão adorar. O Yves adorou. Passou o resto da noite dizendo que tudo era "desnecessário" e que tinha gostado de todas as cenas. E se ele, que é uma criança gostou, quem sou eu para criticar o filme?

Sigam-me os bons!
@erickacris

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Jornalismo no Cinema

Hoje é o Dia do Jornalista e o Central de Cinema faz uma pequena homenagem aos profissionais da área com uma lista de filmes que falam sobre esta profissão. Um abraço a todos os jornalistas e um parabéns aos estudantes, que seguem na luta e não desanimaram com a não-obrigatoriedade do diploma e não desistiram da formação acadêmica. Um viva! (Viva!)


Um cientista do ramo do tabaco (representado por Russel Crowe) deu uma entrevista ao programa 60 Minutes (programa jornalístico norte-americano) e revelou que os donos das empresas de cigarro sabiam do efeito nocivo que a nicotina tinha e que, inclusive, adicionavam outros produtos para acentuar esses efeitos. As pressões vêm de todos os lados: dos antigos patrões, do produtor do programa (Al Pacino), da consciência que não quer ser conivente com uma prática tão absurda e da responsabilidade em sustentar uma família. História real que abre um ótimo debate sobre ética e poder.




Também é uma história real, desta vez contada na África do Sul. Um jornalista (branco), Donald Woods, é convidado a conhecer Steve Biko (líder do movimento negro) para analisar os próprios conceitos em torno do movimento de libertação negra, o qual ele era contra. Woods e Biko acabam se tornando amigos. Biko mostra ao jornalista a realidade do Apartheid na África:a segregação, as mortes, a fome, a guerra, os estupros. Biko morre e Woods resolve investigar as reais causas, o que causa um grande incômodo ao governo. Não tem estômago forte? Não assista.


Talvez um dos mais famosos filmes que fala sobre o jornalismo. Ele dá uma aula de ética jornalística e de apuração. Também relata fatos reais. Dessa vez, os envolvidos são do alto escalão do governo dos Estados Unidos. Tudo começa com a investigação sobre uma invasão à sede do Partido Democrata, no edifício Watergate. O que parecia ser um simples caso para as páginas policiais era, na verdade, espoinagem política. O caso, conhecido como Watergate, culminou com o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, sendo obrigado a abrir mão do cargo. Iso não é spoiler, meus caros. É História.


Lição número 1 do jornalismo: não invente histórias. Você pode aprender agora com o meu conselho, aprender vendo o filme ou testar na prática o que acontece. É por sua conta e risco. Stephen Glass era um foca que conseguia emplacar várias matérias num curto espaço de tempo. As histórias que ele escrevia eram fantásticas e tão bem inventadas (com fonte, anotações e tudo mais) que nem o rigoroso time de jornalistas experientes conseguiu descobrir as peripécias dele antes que elas fossem publicadas.


Todo o fervor e loucura de uma redação jornalística é mostrada em O Jornal. O filme mostra também o cotidiano dos jornalistas, que muitas vezes precisam abrir mão do convívio com a família para entregar uma matéria antes do deadline. Os filmes de jornalistas estão sempre apontando para a ética e nesse não é diferente. O que você faria se descobrisse que uma matéria errada está sendo publicada no jornal (está sendo, as máquinas estão a pleno vapor para imprimir os exemplares)? Pararia as máquinas (e teria um prejuízo gigantesco) ou Esperaria até a próxima edição para contar a verdade?

Estes não são os únicos filmes que retratam o jornalismo. Tem também A Montanha dos Sete Abutres, Bom Dia Vietnã, Boa Noite, Boa Sorte, Quase Famosos... (se você clicar nos nomes dos filmes, será direcionado para o site da Livraria Cultura.)

São imprescindíveis nas estantes de todo jornalista!

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Os jornalistas e o cinema

Como muitos de vocês já devem ter visto no Twitter, hoje, 07 de abril, é dia do jornalista! E o Central de Cinema resolveu fazer uma homenagem a todos esses profissionais que são odiados por 90% da população, mas que não se cansam desse ofício cansativo, estressante, necessário e APAIXONANTE. A sétima arte já retratou muitas áreas da profissão, foi de redação de revista de moda a jornalista morta por procurar denúncia. Os jornalistas já foram retratados como anjos e demônios em MUITAS situações. Protagonizando as obras ou em papéis pequenos eles sempre estão por lá!



Leia também: O Jornalismo no Cinema


A profissão cansa, consome tempo, não tem horário fixo, acaba com relacionamentos, te obriga a fazer 300 coisas ao mesmo tempo como se isso fosse normal. Anne Hathaway e Maryl Streep mostram isso em O Diabo Veste Prada. Ou você já é um jornalista bem sucedido e deixou vários casamentos pelo caminho, ou está começando e não tem tempo para o namorado. (Boa sorte para encontrarem um que compreenda sua dedicação). Profissionalmente, o esforço costuma ser recompensado.

É estressante, muito, mas vicia. Em A Verdade Nua e Crua, Abby Richter (Katherine Heigl) não tem vida social, mas acha que é feliz por ser bem sucedida. Ela não relaxa, está sempre pensando em pautas para seu programa de TV. Quando consegue ter um relacionamento, é com alguém que trabalha com ela. Essas coisas são muito presentes na realidade dos jornalistas.

É uma profissão arriscada, e os riscos se ampliam com a fome por furos de reportagem (noticiar o que ninguém mais noticiou), essa tal dessa curiosidade insaciável. A jornalista Clara, em Tropa de Elite 2, pagou com a vida o preço de motrar à sociedade o que está sendo escondido dela. Temos uma Clara da vida real, Tim Lopes foi morto enquanto tentava denunciar um império do tráfico, no Rio.

Um dos principais papéis sociais do jornalista está na denúncia. Clara tentou isso em Tropa 2, Maddy Bowen (Jennifer Connelly) faz o mesmo em Diamantes de Sangue. A jornalista se envolve, faz promessas, corre riscos. Tudo para descobrir onde e como se esconde o lado podre da laranja, denunciar a barbárie em que viviam os garimpeiros de diamantes, as condições de violência por qual precisavam passar para que os donos das grandes lojas andassem em seus carrões importados.

Dá para ficar o resto da semana escrevendo sobre papeis de jornalistas nos cinemas. Então paro por aqui. Mas antes, é bom lembrar que nem tudo é as nem tudo é negativo. Afinal, não somos um bando de loucos mazoquitas (tá, um pouquinho) que se formam para perder a vida.

Viraremos noites acordados, esqueceremos de comer, apanharemos de seguranças. Mas só os jornalistas têm a chance de um dia ter uma conversa com os Reis Roberto Carlos e Pelé. Entramos em festas e shows de graça, assistimos sessões de cinema antes de todo mundo, recebemos informações privilegiadas. ;) De viajar para Paris para cobrir uma semana de moda (Oi, Miranda em O Diabo Veste Prada), de tirar fotos de momentos espetacularmente belos e tristes. Nós participamos e construímos a história.

Sim, todo jornalista é curioso, enxirido, viciado em trabalho, sem limites. A maioria não tem noção do perigo ou medo de morrer. E é por causa dessas pessoas que o mundo descobre que existem coisas erradas, e que PRECISAM ser mudadas.

Estamos por toda parte, em dezenas de filmes. E vamos continuar por aqui, pois a sociedade precisa de alguém que escreva, filme e fotografe sua história!

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Crítica Sucker Punch - Mundo Surreal

Por Thandara Yung, a convite do Central de Cinema

Após uma atitude desesperada que tem desfecho trágico, BabyDoll (Emily Browning) é internada em um manicômio para mulheres por seu padrasto. Por ela saber mais do que ele gostaria, o homem pede para que a garota seja lobotomizada (processo médico, no qual eles furam o cérebro do paciente com um ferro e fazem com que a memória seja perdida por causa da lesão). BabyDoll tem cinco dias para tentar escapar de virar um ser andante sem memória, e vai usar todos os artifícios que sua mente permitir para conseguir alcançar o objetivo. Bom, de maneira BEM rápida e resumida, essa é a história de Sucker Punch - Mundo Surreal. Vamos aos detalhes...

Quando eu falei que BabyDoll usa os artifícios de sua mente para tentar se safar de um futuro ruim, eu estava falando literalmente! O filme inteiro acontece dentro de uma alucinação da garota. Uma não, duas. Na "primeira camada" de alucinação, a garota se transfere de um manicômio para cabaré. Onde ela e as garotas Rocket (Jena Malone), Blondie (Vanessa Hudgens), Sweet Pea (Abbie Cornish) e Amber (Jamie Chung) bolam um plano para tentar se proteger e escapar do local, essa é o cenário onde grande parte da história se desenrola, os diálogo e discussões são todos na casa de dança. Os planos são executados sempre durante as apresentações de dança, e é aí que entra a "segunda camada" de alucinações.

É nessa segunda etapa que entra a parte de ação do filme. Para conseguir reunir os "artefatos" para fugir, as garotas lutam contra vários inimigos. Cada uma das cenas de ação faz fortíssima referência a jogos de videogame. Alguns jogos que eu consegui perceber: Dynasty Warriors, Call of Duty e Senhor dos Anéis. A verdadeira diferença? Você vai ver cinco meninas lindas lutando, atirando, dando espadadas em orcs, estourando a cabeça de soldados inimigos e matando samurais gigantes de pedra.



Um detalhe que impressiona já nos primeiros minutos de filme: Zack Snyder (diretor) é o mestre da fotografia. O filme é MUITO bonito. Assim como em 300 e em Watchmen, as cenas de luta são muito bem aproveitadas. Piruetas e saltos acrobáticos em câmera lenta, supercloses no canos das armas no momentos dos disparos, tudo aproveitado nos mínimos detalhes. Além disso, o filme inteiro é filmado com uma película meio "retrô", com os tons um pouco mais fechados.

A trilha sonora é de tirar o chapéu. Com releituras de músicas consagradas, as cenas de ação são levadas no ritmo das canções, todas muito bem escolhidas. Entre as que marcaram, Sweet Dreams (Are Made of This) de Emily Browning e Army Of Me (Sucker Punch Remix) da Björk, na voz de Emily Browning.

Mesmo com a surrealidade das cenas de ação, o longa traz à tona temáticas delicadas. Como o caso do abuso e exploração sexual. Durante muitos momentos do longa, BabyDoll precisa lidar com o assédio masculino. Fica no ar a questão, até que ponto o abuso pode alterar a sanidade de alguém. Quem realmente precisa de tratamento médico? São mesmo as garotas?

Um filme de ação sensacional. O desfecho, no entanto, deixa a desejar. Nas última cenas, Zack Snyder tenta justificar a história e trajetória das personagens. Era desnecessário.

Muita gente reclamou do roteiro, que a história é fraca. Achei bem bolada, embora possa deixar os mais desatentos confusos. Afinal, tem gente que não consegue entender filmes lineares, quem dirá um com três realidades no mesmo filme. Se não curtir muito o roteiro, vai ver uma obra muito bonita. (Tipo Avatar, sabe? Que o roteiro não é lá essas coisas, mas é lindo).

Assisti, gostei e recomendo.

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@thandyung











Sucker Punch em DVD e Blu-Ray
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