quinta-feira, 31 de março de 2011

O que eu aprendi com as comédias românticas



As comédias românticas parecem ter um início, meio e fim previsível. Para quem gosta do estilo, essa tal previsibilidade (se é que essa palavra existe), é o que torna a história uma comédia romântica: os casais, o conflito, as situações engraçadas e o final feliz. Mas se prestarmos bem atenção, podemos aprender um pouquinho com eles. Afinal, eles são espelhados em relacionamentos humanos, e nós somos o que mesmo? Pois é.

Um dos filmes mais cheios de lições amorosas que eu já vi é Ele não está tão afim de você. Pode parecer meio machista, mas eu acho que ele ensina as mulheres a não se rebaixarem pelos babacas que elas encontram por aí. Se ele não ligou e tem o seu telefone, não aconteceu nenhuma catástrofe que o impediu de ligar; ele simplesmente não quis ligar. Dar valor a quem te dá valor também é fundamental. Essa história de que mulher gosta de ser pisada é pura mentira. Os que falam isso, não sabem o sofrimento que eles provocam.



Sabe aquela frase que muitas pessoas dizem, depois de quebrar a cara, "meu coração tá fechado pra balanço"? Pois é, isso não existe, já que O Amor Não Tira Férias. A não ser que você se tranque no quarto por seis meses e não tenha contato com a raça humana, você sempre vai ter a oportunidade de conhecer uma pessoa legal. Na maioria das vezes você as conhece quando não está procurando. (Jude Law é naturalmente apaixonante, independente da situação e do quanto você tenha quebrado a cara no passado).


Não sei quem inventou essa babaquice de que é possível se envolver com uma pessoa e fingir que gosta dela, seja por aposta ou para provar um ponto de vista. Não dá certo! As pessoas que fingem que se gostam acabam se gostando de verdade. Amor também não é negócio. O problema aparece quando alguém tenta explicar que não gostava da pessoa no início, mas que agora gosta. A outra pessoa se sente enganada. A Verdade Nua e Crua, A Proposta, Como Perder um Homem em 10 Dias e Armações do Amor estão aí pra provar isso. Aliás, Matthew McConaughey vai se meter nessas furadas até quando?


E quando você pensa que encontrou o amor da vida? Vocês se dão super bem, se completam, fazem planos juntos, falam sobre o nome dos filhos. De repente uma das pessoas começa a não se interessar tanto pela relação. Depois do término, a pessoa que ainda estava interessada se acaba na tristeza e acha que nunca encontrará uma pessoa como aquela, que vai morrer só e em depressão profunda. Já dizia a minha mãe: Nada como um dia após o outro e uma noite no meio. Os amores não são sempre eternos, nem perfeitos. As pessoas mudam e também o que elas sentem. Mesmo que você passe os melhores 500 Dias Com Ela, o Outono pode ser uma boa saída para uma decepção de Verão.


Falando em como as pessoas mudam e como o que elas sentem também muda, lembrei de uma frase: (que eu não sei de quem é) "o verdadeiro homem não é aquele que conquista várias mulheres, mas o que conquista a mesma mulher várias vezes". Em Como Se Fosse a Primeira Vez, o personagem de Adam Sandler tem que conquistar a amada todos os dias, já que ela tem um problema sério de memória. E não é que ele consegue? Esse é o segredo da longevidade das relações. As pessoas têm que conquistar as pessoas amadas todos os dias. O amor nunca é um jogo que depois que se completa os objetivos, ele está ganho. Ele é mais daquele tipo de jogo de tabuleiro que nunca acaba e que as peças podem pular casas, andar pra trás e encontrar surpresas pelo caminho.




E não se esqueçam: O Amor é Cego SIM. Você pode até tentar só namorar pessoas bonitas, gostosas, dos olhos claros (aquele estereótipo de beleza, sabe). Mas as feinhas, os gordinhos, os nerds, as esquisitinhas, as desengonçadas, enfim, as pessoas diferentes também são capazes de amar e de despertar este sentimento em outras pessoas. Em algum momento da vida você vai conhecer uma pessoa assim e verá quão incrível ela é. Pode ser que não dure, mas pode ser que ela te dê o amor que você nunca encontrou nos bonitões e nas gostosonas.


Agora é a sua vez: o que as comédias românticas te ensinaram?


Leia também: O Que Eu Aprendi com os Filmes da Disney












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Sigam-me os bons!

@erickacris

7 comentários:

  1. Tenho alguns questionamentos:
    1-"Amor não é negócio." Como assim, se as relações são baseados no principio da troca e da reciprocidade de atenção, confiança, carinho e etc. Para haver troca, precisa haver negociação, e toda negociação é sim um negócio.
    2-"Os amores não são sempre eternos, nem perfeitos." Se isso for verdade então você está falando de paixão, que é algo totalmente diferente de amor que é incondicional(vide amor de mãe).NUNCA se deve confundir paixão com amor.
    3-"Não sei quem inventou essa babaquice de que é possível se envolver com uma pessoa e fingir que gosta dela, seja por aposta ou para provar um ponto de vista." Diga isso as pessoas que se casam por interesse.
    4-"Você pode até tentar só namorar pessoas bonitas, gostosas, dos olhos claros (aquele estereótipo de beleza, sabe)." Meio contraditória(pra não dizer hipócrita)criticar esteriótipos de beleza para uma pessoa que 4 parágrafos antes disse "Jude Law é naturalmente apaixonante, independente da situação e do quanto você tenha quebrado a cara no passado."
    5-"O Amor é Cego SIM" A PAIXÃO não só é cega como também burra, nem vou citar inúmeros casos que provam isso(a mídia já faz isso muito bem).

    Whatever, concordo com algumas partes do que você disse e discordo de várias. Em relação a pergunta:"o que as comédias românticas te ensinaram?" eu posso dizer que aprendi que, apesar das adversidades da vida, ainda é possível encontrar felicidade ao lado de outra pessoa.

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  2. Olá, Anônimo!
    Primeiramente, obrigada pelo comentário.
    "Segundamente", respondendo aos seus questionamentos:
    Quando eu disse que "amor não é negócio", eu estava me referindo aos filmes que citei, que usam o "amor" como forma de ganhar dinheiro. Mas mesmo assim, se você tem que negociar atenção e carinho com a pessoa que está com você, talvez não valha tanto a pena. Eu dou carinho por livre e espontânea vontade. Se não recebo de volta, eu parto pra outra, sigo minha vida.

    Anônimo, infelizmente eu tenho uma bomba pra te contar, AMOR NÃO É SEMPRE ETERNO! Se fosse assim, não existiria "primeiro amor" e sim "único amor". Você pode amar várias pessoas durante a vida. E eles também não serão perfeitos. Nem amor de mãe é. Tem mãe que faz coisas que são erradas mas ela faz por amor ao filho. E aí, como fica? É amor, é eterno mas não é perfeito.

    Sobre se envolver com uma pessoa fingindo que gosta dela, novamente eu estava me referindo aos filmes que citei. Sobre quem casa por interesse eu não posso opinar, já que nunca vi alguém fazendo isso (mas sim, eu sei que existe). Mas eu sei que isso não é amor.

    Jude Law é bonito, e daí? Isso não quer dizer que eu só posso me envolver eu só posso gostar de pessoas com o mesmo perfil que o dele. Hipócrita seria dizer que eu só gosto de loiro dos olhos azuis e depois dizer que você pode gostar de um moreno de olhos castanhos. Mais cuidado com as palavras que usa! E se você viu O Amor não Tira Férias, filme que eu citei quando disse isso, você vai entender o que eu tô falando. (ou não, né) Ele não é naturalmente apaixonante pela beleza. É o que ele faz pela mulher que gosta e o que ele faz pela família.

    E por último: o amor tanto é cego quanto te cega. Às vezes você gosta tanto de uma pessoa que não enxerga os defeitos que ela tem. Ou aquela pessoa que é feia, você passa a achá-la bonita depois que a ama. Ou ainda, você para de achar outras pessoas bonitas depois que está amando alguém.

    Então, querido leitor Anônimo, o que eu tenho a dizer sobre o seu comentário é: Contexto! Se você tivesse visto os filmes que citei, teria entendido o que escrevi.

    Abraços!

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  3. Bonito texto,embora não acrescente nada de novo á minha vida.Qualquer filósofo discordaria do meu ponto de vista,mas na minha opinião é perda de tempo tentar entender ou classificar o amor .Amor é amor ora,não há necessidade de estudá-lo ou analizá-lo como algo concreto.Basta senti-lo.

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  4. Cá estou eu, o Anônimo novamente...
    Primeiro gostaria de dizer que em nenhum momento eu tinha a intenção de agredir ninguém, apenas exercitar a livre discussão.
    "Segundamente" gostaria de apontar alguns pontos de minha análise que podem não ter ficado muito claros. Vamos a eles:
    1-"Quando eu disse que "amor não é negócio", eu estava me referindo aos filmes que citei, que usam o "amor" como forma de ganhar dinheiro." Essa parte realmente eu não tinha compreendido dessa forma, erro meu. Ponto pra você.^^

    2-"Mas mesmo assim, se você tem que negociar atenção e carinho com a pessoa que está com você, talvez não valha tanto a pena. Eu dou carinho por livre e espontânea vontade." Talvez você não tenha entendido o que quis dizer como sendo uma troca. Um dos princípios básicos da economia (sim, sou graduando em economia) diz que O custo de alguma coisa é aquilo que você desiste para obtê-la, ou seja, enquanto uma pessoa está lhe disponibilizando tempo ela está abdicando de fazer outras coisas como estudar, trabalhar, etc. Em nenhum momento eu quis expressar que é contra a vontade ou que você deve dar atenção em resposta ao que a outra pessoa fez por você.
    Embora eu saiba que é um pouco polêmico essa história de uma das partes dar mais atenção ao relacionamento do que a outra, o que é, segundo estudos, uma das principais causas de separações, superado apenas por problemas financeiros.

    3-“Anônimo, infelizmente eu tenho uma bomba pra te contar, AMOR NÃO É SEMPRE ETERNO! Se fosse assim, não existiria "primeiro amor" e sim "único amor". Você pode amar várias pessoas durante a vida. E eles também não serão perfeitos. Nem amor de mãe é. Tem mãe que faz coisas que são erradas mas ela faz por amor ao filho. E aí, como fica? É amor, é eterno mas não é perfeito.”
    Acho que não fui suficientemente claro ao dizer que NÃO se deve confundir AMOR com PAIXÃO, mas vou enfatizar. Estudos feitos em universidades renomadas provaram que a paixão dura em média 4 anos(não lembro em qual revista li isso, e qual universidade especificamente), depois resta o afeto que é diferente de amor. Você pode sim amar várias pessoas, mas serão amores diferentes, eu amo meus irmãos de um jeito diferente do que eu amaria uma mulher.
    Você diz que tem mãe que faz coisas que são erradas, mas o que é certo e o que é errado? Como definir isso? Muitas vezes minha mãe fazia coisas que eu achava muito errado e injusto e depois de um tempo percebia como ela estava certa. Você pode vir com exemplo de mãe que prejudicam o filho e tal, mas segundo psicólogos, as pessoas que praticam atos “considerados” errados o fazem pensando que estão fazendo a coisa certa. Se você me der outro exemplo de amor em que a pessoa da à vida para salvar a de outra, então estaremos realmente falando de amor.

    Continua...

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  5. Continuando...


    4-“Sobre se envolver com uma pessoa fingindo que gosta dela, novamente eu estava me referindo aos filmes que citei.” Em filme existe algo chamado “licença poética”, as coisas que são mais improváveis de acontecer acontecem. Portanto, na vida real é SIM possível fingir que gosta de uma pessoa. Eu já vi uma pessoa conhecida minha fazendo isso apenas pra ganhar uma aposta (parece coisa de filme, mas é verdade).Portanto você não pode dizer que é impossível.


    5-“E por último: o amor tanto é cego quanto te cega. Às vezes você gosta tanto de uma pessoa que não enxerga os defeitos que ela tem. Ou aquela pessoa que é feia, você passa a achá-la bonita depois que a ama. Ou ainda, você para de achar outras pessoas bonitas depois que está amando alguém.”
    Neste ponto eu concordo totalmente com você.Ponto pra você.

    6-“Então, querido leitor Anônimo, o que eu tenho a dizer sobre o seu comentário é: Contexto! Se você tivesse visto os filmes que citei, teria entendido o que escrevi.” “Querida” eu assisti todos os filmes que você citou, eu não posso falar de uma coisa que não conheço, isso sim seria hipocrisia de minha parte, portanto sei do que estou falando. Ponto pra mim.

    Fazendo o balanço temos 2 pontos para você e ... 1 pra mim=/.
    Acho que perdi a discussão. Mas eu gostei de discutir com você, fazia algum tempo que eu não encontrava uma pessoa sensata na internet com a qual eu pudesse ter uma discussão racional.

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  6. Anônimo, você voltou! (e ainda não se identificou!)
    Eu só me ofendi quando você disse que eu estava sendo hipócrita e talvez isso tenha feito eu pesar um pouco nas palavras. Mas é bom saber que tem gente realmente lendo o que nós escrevemos. Se eu não quisesse ler críticas, retiraria a página de comentários do blog. :)

    Eu continuo com o argumento de que amor não é sempre eterno. a palavra "amor" engloba vários tipos de "amores", sendo eles amor de mãe, amor de irmão, amor de amigo, amor de homem/mulher. Amor de mãe é eterno. Amor de irmão costuma ser eterno. Amor de amigo não é sempre eterno. Amor homem mulher não é sempre eterno também. Então, pensando assim, eu posso dizer, de uma forma geral, que o amor não é sempre eterno. Ou vai dizer que você ainda ama as suas ex-namoradas? E sim, você já amou elas um dia e hoje não ama mais. Foi o "eterno enquanto dure". Eu já ouvi falar desse estudo da duração da paixão. Mas eu não me refiro aqui a paixão. Não confundi e concordo com você que os dois são MUITO diferentes.

    Pois é, anônimo, o certo e o errado são relativos. Nós ficaríamos aqui dias e dias discutindo o assunto e não chegaríamos num consenso. E com o argumento que você usou não me deixa muitas alternativas. hahaha

    Bom, como eu disse, eu não conheço alguém qu tenha se envolvido com outra por interesse, mas sei que acontece. Você mesmo já viu acontecer. Mas você já percebeu que nas comédias românticas isso nunca dá certo? Ou a pessoa é descoberta ou ela acaba gostando da outra de verdade. Ok, você está certo em dizer que eu não posso dizer que é "impossível".

    Creio que no final das contas quem ganhou foi a livre manifestação de idéias. =D Viva a liberdade de expressão! hauahuahauahuahaua

    Volte sempre, anônimo! Cabeças pensantes são sempre bem vindas.

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