sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Filmes do Woody Allen que todos deveriam assistir

Por Ericka Guimarães


Começo este texto fazendo a confissão de que e Woody Allen é o meu diretor favorito. Adoro os filmes dele, adoro a carinha que ele faz de hipocondríaco-pessimista-incompreendido (tipo essa da foto), adoro o jeito super irônico dele, adoro o modo como ele é apaixonado pela cidade em que nasceu.

Voltando ao foco do post: filmes do Woody Allen. Em vez de recomendar apenas um filme, vou indicar vários do mesmo autor (e esta lista tende a crescer, já que eu tenho 12 filmes dele em casa para assistir). Espero que gostem!

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall - 1977)
Até o momento, este é o meu filme favorito (não só do diretor, mas de todos os filmes que já assisti).
Alvy Singer (Allen) é um humorista judeu divorciado que faz análise e se apaixona Annie Hall (Diane Keaton).


Logo nos primeiros instantes do filme ele faz algo inusitado para um filme que tenderia a ser verossímil: olha para a câmera e inicia um "diálogo". Não satisfeito, ele puxa Marshall McLuhan (e aí, galera da Comunicação, quem é Marshall McLuhan mesmo?) de trás de um pôster para que ele endosse a linha de pensamento dele. Alvy é um verborrágico incorrigível que só o próprio Allen saberia interpretar.


Durante o filme, podemos acompanhar o relacionamento de Alvy e Annie, sem uma ordem cronológica definida, mas sem um pingo de confusão. É um daqueles relacionamentos que nós julgamos perfeitos e esperamos que nunca terminem. Como em vários outros filmes do diretor, Nova York é a cidade pano de fundo para o longa. Ele retrara a loucura NY com uma pitada de neurose e boas doses de ironia.


Depois eu faço um post só sobre este filme, porque ele merece. Mas por hora fica a dica desse filme incrível, que ganhou Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original.


A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo - 1985)
Quando li a sinopse, achei que era um filme da "fase ruim" do Woody Allen, porque era meio sem noção (e olha que ser meio sem nição não é nada, se comparar com outros que eu já vi dele): Cecília (Mia Farrow), garçonete que, para fugir da vida que levava (época da quebra da Bolsa de Nova York, marido bêbado e desempregado em casa), vivia dentro das salas de cinema. Eis que um dia, depois de assistir várias vezes o mesmo filme (que se chamava A Rosa Púrpura do Cairo), o mocinho, Tom Baxter, (Jeff Daniels) sai da tela (Hã?) e foge com Cecília, para que ambos possam ter uma vida diferente, já que a dele era restringida às cenas do filme. Enquanto isso, o elenco do filme discute como o filme seria levado à diante sem um dos protagonistas. 


No meio dessa bagunça, aparece o ator que interpreta Baxter, Gill Sheperd (também interpretado por Jeff Daniels), que tem a missão de fazer o seu personagem voltar para a telona e acaba conhecendo Cecília, que fica dividida entre o amor prometido por um personagem de um filme (que, portanto, não era real) e um ator romântico.


Felizmente, as minhas expectativas com o filme não se concretizaram. A trama é sedutora ao ponto de você se envolver e acabar escolhendo um dos lados para torcer (eu fui #TeamSheperd até o final). É um sem noção que você consegue incorporar e, por alguns vários minutos, consegue acreditar que alguém realmente poderia sair de dentro de um filme.


Dica: prestem atenção nos diálogos entre o elenco do filme, que fica na tela esperando Baxter voltar. São muito engraçados.


Vicky, Christina, Barcelona (2008)
Gosto deste filme tanto por ele quanto pelas pessoas que me acompanharam na sessão. Foi uma época muito diferente e divertida da minha vida e o filme acabou marcando. Mas enfim. Não vou fazer uma sinopse do filme. Só vou destacar a atuação de Penélope Cruz. É um personagem tão intenso que você não sabe se ama ou se odeia aquela mulher que é capaz de tudo (tudo mesmo) para ficar com o homem que ama. As meninas, principalmente, vão acabar se identificando com as mulheres do filme: aquela que tem um relacionamento estável mas que não tem coragem de terminar quando se apaixona por outro, a louca apaixonada que faz tudo por amor (até mataria!) e a aventureira que topa tudo.


É um filme que transborda amor, em todas as suas formas.


Melinda e Melinda  (2004)


Sabe aquela frase senso comum que "toda história tem dois pontos de vista"? Pois é sobre isso o filme, que foge do senso comum ao contar uma mesma história da vida de Melinda de duas formas: uma comédia romântica ou uma completa tragédia. O filme surge de uma conversa entre amigos, uns vêem a vida de um modo mais positivo e outros são mais pessimistas. Foi a única vez que eu assisti a um filme com Will Ferrel e não o chamei de "babaca".


Então, o que acharam?

Sigam-me no Twitter!
@erickacris

Um comentário:

  1. Amo Woody e ponto!!! Mas trocaria "Melinda e Melinda" por outro filme. Não consegui gostar desse filme, na verdade, assisti somente uma vez, tenho que assistir novamente!

    Bjus

    Por Sami

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...