sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Meu 2011 poderia ter sido um filme

Por Lucas Madureira

Certamente a minha vida em 2011 se encaixaria em algum filme. Teve um protagonista gato e humilde (Eu o/), desafios a serem vencidos, dramas familiares e uma linda história de amor inesperada.

O mocinho do meu filme conseguiu se formar no curso de inglês e na faculdade (graças a Deus). Venci o vilão da universidade com a ajuda da minha fiel escudeira, Thandy Yung. Produzimos um documentário como Trabalho de Conclusão de Curso (e ficou bem legal).

Infelizmente, assim como acontece com todas as pessoas, tive que lidar com perdas em minha família. Isso mesmo, “perdaS”. Isso foi bem tenso, mas Deus sabe de todas as coisas.

No meio de toda a bagunça e loucura que foi 2011, me apaixono e começo a namorar a menina que foi minha melhor amiga durante toda minha vida. Imaginem o quão engraçado foi isso. Eu já conhecia toda a família dela e ela a minha. Foi algo totalmente inesperado e surpreendentemente bom. (Sim! Estou feito um bobo apaixonado) 
  
Meu 2011 realmente poderia ser um filme. Ou vários. Altos, baixos, vitórias, perdas e um novo amor. Que 2012 seja muito melhor para todos nós. Feliz ano novo, galera. Que Deus abençoe a todos!

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Broadway Danny Rose

Por Ericka Guimarães


Sabe quando você senta na mesa de um bar com vários amigos e começa a contar histórias hilárias sobre um outro amigo que não está presente? Esta é a base de Broadway Danny Rose. Uma história sobre Danny Rose é contada por um grupo de comediantes em um restaurante. As cenas são contadas em forma de flahsback e um dos comediantes faz as vezes de narrador.

Danny Rose, interpretador por Woody Allen, é um agente de artistas, digamos, exóticos (ou desastrosos), como uma senhora que faz música com taças ou um casal que faz apresentação com animais de balão. Aparentemente, seus clientes o abandonavam assim que conseguiam fama. Com Lou Canova, um cantor de músicas dos anos 50, ele viu a chance de deixar de ser um completo fracasso. O problema é que ele acaba envolvido demais na vida de Lou. No dia da sua grande apresentação, Lou pede que Rose leve a amante do cantor, Tina Vitale (Mia Farrow), para assistí-lo. É aí que a confusão toda começa, entre tiros, perseguições, ameaças, fugas e muita risada.

O que me surpreendeu nesse filme foi a atuação de Mia Farrow. Quase não a reconheci! Neste filme ela não é uma moça frágil, que fala manso com cara depressiva e que nos passa a impressão que vai chorar a qualquer momento. Tina Vitale é do tipo durona, que teve um ex-marido trambiqueiro (e que morreu com um tiro no olho), que namora um cara da máfia e ainda tem um amante. Bem mulher de malandro mesmo. Tina tem atitude, diferente de outros personagens interpretados por ela também dirigidos por Allen, como em A Outra, Simplesmente Alice, A Rosa Púrpura do Cairo ou Setembro.

Broadway Danny Rose tem comédia, tem ação, um certo suspense e até um pouco de drama (eu não resisto aos olhos tristes de Woody Allen!). Destaque para a cena de perseguição do gás hélio (hi-lá-ria), para o truque de como se livrar das cordas (rebole!) e como Danny Rose parece ser um mané, mas é lembrado por todos pela sua fidelidade aos clientes e pelo quanto se esforça por eles.

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Broadway Danny Rose em DVD




Coleção Woody Allen com 20 DVDs, incluindo Broadway Danny Rose

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Comencrítica A Hora do Espanto - Enfim, um vampiro de verdade nas telas

Em tempos de vampiros que sofrem por amor e brilham purpurinados ao sol, o filme A Hora do Espanto, de Craig Gillespie, chega aos cinemas para relembrar ao público como um vampiro deve ser de fato: cruel, bestial, noturno e, especialmente, o vilão da trama. A produção é remake do homônimo de 1985 e agrada por resgatar o terror clássico e direto.


É impossível falar de remakes sem fazer comparaçãoes com o original. O filme de Gillespie é recheado de referências diretas e tem cenas muito semelhantes ao filme de 1985, como a separação na boate e o momento em que es personagens são convidados à Hora do Espanto real. A grande diferença fica por conta da maior relevância que personagens secundários ganharam na nova versão. Com mais personagens atuando na trama, o filme ganhou mais dinamismo que a produção original, que foca quase toda a ação no vampiro Jerry e no protagonista Charlie.

A trama acontece em Las Vegas, onde Charlie Brewster (Anton Yelchin) descobre que seu novo vizinho Jerry (Colin Farrell) é, na verdade, um vampiro em busca de novas vítimas. O vilão dá prioridade às mulheres, e para tentar salvar a mãe (Toni Collette) e a namorada Amy (Imogen Poots) das garras da besta, Charlie precisará da ajuda de Peter Vincent (David Tennant), um famoso (e charlatão) matador de vampiros.

Na pele de Jerry, Colin Farrell assina mais um vilão bem sucedido em seu currículo e é o destaque do filme. Sem jamais correr – a máxima absoluta da vilania em filmes de terror – ele exala autoconfiança e charme. Frio, calculista e elegante, está sempre convicto de que ganhará qualquer parada. Um vampiro clássico, vindo diretamente da era de ouro pré-Crepúsculo.

Mas o grande trunfo de A Hora do Espanto é não tentar se levar a sério. O filme assume suas origens do comédia-terror e chega a beirar o trash. Ao longo da trama, sangue à vontade, machadadas no pescoço, criaturas noturnas nada bonitas e um vilão com cara de deboche completam o quadro. O roteiro é outro destaque. Ele deixa as minúcias e reviravoltas rebuscadas de lado e aposta na praticidade: ao descobrir a identidade do vizinho vampiro, Charlie se torna a próxima vítima da besta. Ou mata a criatura, ou morre. Simples assim.


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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Memórias

Por Ericka Guimarães


Mais uma clássica sessão da meia-noite. Estava eu acompanhada, como sempre, por um pacote gigante de Doritos, Coca e Woody Allen. Desta vez, o escolhido foi Memórias.



O filme é sobre um cineasta mega famoso pelas suas comédias, mas que está cansado de ser engraçado. Quando tenta fazer um drama, os executivos insistem em reeditar o filme para torná-lo cômico (O paraíso do Jazz!). Além disso, Sandy Bates, o cineasta, interpretado pelo próprio diretor, está numa transição entre relacionamentos.

É um filme paranóico, verborrágico, cheio de alucinações, metalinguagens, fanatismo e paixão. Dizem ser um filme autobiográfico. Para mim é uma tentativa do diretor em transformar a sua própria vida em uma grande caricatura. Talvez ele retrate a vida dele como as pessoas julgam e imaginam que ela é, com uma pitada de verdade. E não é assim que se faz uma caricatura? Aumentando e exagerando características para torná-la cômica?

Claro que as loucuras que você só vê nos filmes do Woody Allen estão presentes, como o Bates criança que ganha um elefante de aniversário, os extraterrestres, e até a cena metalinguística do filme dentro do filme em que os passageiros de um trem seguem caminho para um lixão, enquanto o trem ao lado segue para um lugar aparentemente muito divertido.

Uma característica marcante neste filme, que é em preto e branco, aliás, são os quadros. Eles fogem do convencional e te dão a chance de imaginar o que está acontecendo, como em um enquadramento em que não há personagens mas se escuta a voz deles, ou quando a câmera nem sempre está centralizada no ator.

Memórias é um filme feito para os fãs do diretor. Não me parece ser uma obra de iniciação no mundo Woodyallenesco, mas sim uma daquelas que, após assistir a vários filmes e conhecer algumas coisas da vida real dele, faça você se divertir com as genialidades e pensar "só ele faria uma coisa assim".

Um pequeno diálogo do filme só pra fazer uma graça:

Em uma coletiva de imprensa, Sandy diz:
Sei que acham que sou egoísta e narcisista, mas isso não é verdade. Na verdade, se eu me identificasse com algum personagem da mitologia não seria com Narciso.

- Com quem seria? (pergunta um dos jornalistas)
- Zeus!




Memórias em DVD





Coleção Woody Allen - Box com 20 DVDs, incluindo Memórias

Top Songs da Disney

Por Lucas Madureira

Sabe aquelas músicas dos desenhos da Disney que marcaram você? Pois é, elas têm esse poder de marcar e ser trilha sonora até das nossas próprias vidas. Vou citar as minhas tops, até porque não dá para falar de todas.

Não poderia deixar de começar com o clássico dos clássicos. Isso mesmo, Amigo Estou Aqui. A música é tema de um dos melhores, se não for o melhor, desenhos da Disney, Toy Story. A música retrata bem o tema do filme, amizade.  


Tarzan é um filme com músicas perfeitas. Todas elas. Uma melhor do que a outra. Mas tive que escolher só uma, ou então o post viraria um livro. Uahuahauh A escolhida foi Dois Mundos, a canção que abre o filme. Ed Motta simplesmente destruiu (no bom sentido da palavra) na interpretação.


E quem não lembra de Hakuna Matata? O clássico de O Rei Leão? Timão, Pumba e Simba dão um show cantando. Música muito divertida que revela um estilo de vida.



Sentimento, de A Bela e a Fera é a música que marca o filme. Bela e Fera finalmente se entendem e se apaixonam. Uma música muito bonita.


Talvez vocês não considerem essa um clássico, mas eu gosto bastante. Pé na Estrada, de Irmão Urso. Música muito legal para escutar



Vai dizer que não achava o máximo as deusas cantando a música do Hércules? Gosto muito! Elas cantam muito. A música que mais gosto é essa, De Zero a Herói.



Me desculpe, mas Mulan eu precisei escolher duas. Alguém Para Quem Voltar e Não Vou Desistir de Nenhum. Uma muito engraçada e a outra falando de superação. Como o post é meu, vou quebrar a regra e pegar duas.








Pocahontas, em As Cores do Vento, ensina uma lição importante para as crianças e para mim =D Escute e descubra.



Tem uma da Cinderela muito boa também, mas só achei em inglês. A música é Bibbidi-bobbidi-boo



E me diga quem não cantava isso quando estava indo para casa?



E para encerrar, a música da Disney que todos conhecem: Um Mundo Ideal, de Aladdin

E para vocês verem o quão retardado sou, uma amiga e eu dublando a música do Aladdin.
Acham que esqueci de alguma? Qual?

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Especial Sessão da Tarde - Karatê Kid - A Hora Da Verdade


Por Lucas Madureira

Antes de falar qualquer coisa, preciso informar que consegui o filme para assistir e fazer o post com o próprio Daniel Sam, isso mesmo, com o Daniel Sam. A Samara (Sam, para os íntimos), uma amiga que já fez algumas participações no Central de Cinema, falou que o namorado dela, o Daniel, tinha a trilogia porque é muito fã. Aí peguei o filme com o Daniel, o namorado da Sam. Ou seja, com o Daniel Sam. E já fica o meu agradecimento pelo filme.

Após essa piadinha MUITO BOA, vamos ao que interessa. Karatê Kid – A Hora da Verdade é um clássico dos clássicos da Sessão da Tarde. Quem não assistia pelo menos 3 vezes por ano depois de Vale a Pena Ver De Novo ? Eu era/sou um espectador fiel. Gosto muito do filme.

Daniel LaRusso (Ralph Macchio) é um garoto de 15 anos sem muitos recursos financeiros, que muda com a mãe (Randee Heller) para a Califórnia. Ao chegar à cidade nova é convidado para uma festa, onde conhece a linda Ali com “i” (Elisabeth Shue), uma garota das colinas, ou seja, muito rica. Rola aquela química e tal, mas nem tudo é perfeito. Ali tem um ex-namorado faixa preta em Karatê e líder de uma ganguezinha de mauricinhos. Nem preciso dizer que Daniel apanha do início ao fim do filme, né?

Em uma dessas brigas, o senhor Miyagi, um sábio japonês que é zelador do prédio de Daniel, o defende, numa briga de cinco caratecas contra um pobre velho. Que chance ele teria? Nessa cena que descobrimos que o japa luta, e luta muito! Daniel e Miyagi vão à academia onde os meninos encrenqueiros treinam, mas os dois são desrespeitados e desafiados pelo sensei (Martin Klove) do Dojô. Senhor Myiagi diz que Daniel irá enfrentar os alunos da academia no torneio de Karatê. Um detalhe: DANIEL NÃO SABIA LUTAR QUASE NADA!

Senhor Myiagi então começa a treinar Daniel San. Um treinamento um tanto quanto incomum, que envolvia encerar carros, lixar o chão, pintar a cerca e coisas afins. Curiosidades: nas cenas do treinamento tem a parte que Daniel pega uma mosca com palitinhos japoneses e deixa seu mestre com inveja (kkkkk eu ri muito nessa parte). E também mostra o lado humano do senhor japonês. Ele aparece chorando e bebendo pela morte da esposa e filho (todos correm e abraçam ele).

Chega o grande dia do torneio. Daniel vai lutar, finalmente! Zuki! Ura Ken Uchi! Shuto! Mawashi Geri! Soc! Pum! Pof! Opa, olha o golpe baixo! Melhor de 3 pontos, QUEM FIZER O PRÓXIMO PONTO GANHA! Daniel faz aquela famosa pose da garça passando mal. É uma luta do certo contra o errado, hora de não fraquejar diante do inimigo, mesmo que ele pareça muito mais forte e invencível. Uma luta em que o adversário é você mesmo. Uma representação do Kata (luta imaginária do karatê onde o oponente é o próprio lutador), talvez? Era nessa hora meu irmão e eu saíamos da sala e íamos para o quintal brincar de luta. Eu sempre perdia. =/

Um coisa legal do filme para ser dita é que ele acontece nos anos 80. Ou seja, tem aquelas roupas bem BACANAS e jogos de fliperama. Faz muito tempo que não vejo um fliperama! Ele também retrata e combate o preconceito social. Daniel era pobre e Ali muito rica.

Um filmaço que indico para todos assistirem e reassistirem. Comentem sobre o post e sobre filme. A participação de vocês é muito importante para nós. Não está com paciência para esperar passar na sessão da tarde? Passa na nossa lojinha e adquira o filme.

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Karatê Kid - A Hora da Verdade em DVD e Blu-Ray









Karatê Kid - A Trilogia em DVD

Comencrítica - O Homem do Futuro

Por Davi de Castro

Filme que aborda espaço-tempo situa o bom momento da produção nacional

Voltar no tempo e no espaço para mudar o futuro – ou melhor, o presente – e consertar erros, que parecem cada vez maiores. A cada tentativa, sérias consequências. É com essa premissa, que não parece nem um pouco inovadora, vide De Volta Para o Futuro e Efeito Borboleta, que O Homem do Futuro se estabelece e consegue construir um roteiro bem amarrado e até interessante – apesar da sensação de deja vu por vezes nos visitar durante a sessão. 

Com uma direção segura e um roteiro que dosa muito bem a mistura de ficção científica com comédia romântica, Claudio Torres mostra todo o talento que está no sangue (ele é filho da Fernanda Montenegro e Fernando Torres, e irmão da Fernanda Torres, a eterna Vani de Os Normais). Nem preciso mencionar a mais uma vez excelente atuação de Wagner Moura, que dá vida a Zero, um cientista nerd, gago, estressado e infeliz que, na tentativa de criar uma nova fonte de energia, acaba inventando uma máquina do tempo e voltando ao ponto determinante de sua trajetória, o dia de seu maior infortúnio: o baile à fantasia em que a musa da faculdade, Helena (Alinne Moraes), causa sua derrocada. 

Por meio do conversor de partículas, vulgo máquina do tempo, encontros e desencontros inusitados acontecem. E Wagner Moura surpreende no encontro de seus vários eus, com diferentes personalidades, de diferentes vidas, tentando alterar o passado. As peças, aleatórias até a metade da película, vão se encaixando à medida que o longa se aproxima do fim. A confusão começa a fazer sentido, apesar de não se explicar como um todo, e, assim, a obra de Claudio Torres acena tanto os fãs de blockbusters quanto para os de filmes mais conceituais, com sua dose de fragmentos. Os efeitos especiais – algo preocupante quando se fala em produção nacional – não faz feio, são de boa qualidade. Enfim, o filme é uma agradável experiência, fruto de uma mescla arriscada de gêneros – romance, ficção científica, comédia – e que ainda é nacional (sem preconceitos), o que só aumenta o valor da obra.

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Parceria: Chico Rei + Central de Cinema = 15% de desconto!

Atenção, queridos leitores!

Até o dia 18 de setembro de 2011, vocês, pessoas lindas que acompanham o Central  de Cinema vão poder fazer compras no Chico Rei com 15% de desconto!

Para quem não conhece, o Chico Rei é um estúdio que cria camisetas com estilo, com mensagens atuais e que tem tudo a ver com quem não gosta de ser igual ao resto, sabe. ;] Até porque, não é qualquer pessoa que sai por aí com uma camiseta do meme "Bons Drink". Tem que ter atitude! E se você não é qualquer pessoa e tem atitude, vai adorar as camisetas e moletons. Mas que tal vocês tiraram suas próprias conclusões?!





Então, vamos lá! Para aproveitar o desconto (e o FRETE GRÁTIS e o parcelamento em 4X SEM JUROS) é só dar uma passada no Chico Rei escolher a camiseta que é a sua cara e digitar o cupom-desconto CCINEMA. Fácil assim! Depois não esqueçam de mandar uma foto vestindo a sua camiseta para nós!

Geeks, descolados, cinéfilos, heavy users de mídias sociais, uni-vos! A Chico Rei tem uma camiseta que é a sua cara! Vista atitude! ;]

Att,
Equipe Central de Cinema

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Especial Sessão da Tarde - Mary Poppins

Por Juliana de Faria

"Mary Poppins, perfeita em quase tudo"



Bons tempos eram aqueles que na Sessão da Tarde passava Mary Poppins (1964). A babá que chega para a entrevista de emprego voando com uma sombrinha. Bonita, educada e cativante: assim é a nossa principal personagem.

Mary Poppins (Julie Andrews) lê o anúncio que o pai jura ter colocado no Times (adoro essa referencia do bom e tradicional jornalismo). Mas que surpresa ao ver que o anuncio quem escreveu  foram as crianças. Ela lê e diz quais são as características que se pedem e como ela se porta frente aos meninos. As folgas são nas terças, a cada duas semanas. E começa na mesma hora. Jane e Michael ficam surpresos e felizes, será a babá dos sonhos deles.

Ah, e a bolsa à la gato Felix, que cabe tudo?

"Não julgue as coisas pelas aparencias. Muito menos uma mala de viagens", diz assim a srta Poppins às crianças. Será que foi daí a idéia da bolsa que Hermione Granger usa em Harry Potter e as Relíquias da Morte? Será ela uma fada ou uma bruxa? A menina a acha fabulosa. O menino tem um pouco de medo.

Simplesmente acho um filme fantástico. Um musical infantil, clássico e atemporal. Pode não ser o filme que mais passava durante as tardes, mas era um que eu não perdia. Se tem Mary Poppins, tem diversão. Crianças encantadas, hipnotizadas em frente à telinha.

A mistura de animação e live action é original, nada mais do que viver com a imaginação pura e que perdemos ao crescer. Até os animais de desenho cantam que a Mary é a felicidade em pessoa. A cena da sombrinha dançando com a bengala é uma das melhores. Nada como o lúdico para nos tirar da realidade.

" Se voce vê a Mary chegar, feliz será"

Os pinguins me lembram os do desenho Madagascar. Só que mais amáveis. E para ver referências de outros filmes atuais (ou não), nem é preciso muito esforço. Vem naturalmente a mente ao assistir.

Quem não gostaria de participar da corrida de cavalos de carrossel? A caçada, a corrida, e claro, a vencedora é a Mary, sempre sorridente.

A família toda fica evidentemente mais feliz, menos o pai, que continua irredutível. Desde as empregadas até a mãe e as crianças. A semana de teste vai passando e a história se desenrola, mas acho que já contei demais. É hora de cada um tirar suas próprias conclusões do filme. E aos que nunca viram este clássico infantil da sessão da tarde, estão esperando o que?

Resultado: queria ter tido uma babá assim. Será que ainda me dá tempo de ter? Poderia ser uma eterna criança.

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Mary Poppins em DVD

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Comencrítica - Planeta dos Macacos: A Origem

Por Juliana de Faria 

 

Qual o começo de uma história que já é conhecida? Esse é o mote principal do filme. Ignorando a entrega de 2001 de Tim Burton, a película começa com uma crítica velada às indústrias farmacêuticas que apenas se importam com os lucros. E é dito numa cena que o importante é o lucro que a empresa logrará e o sucesso que o cientista Will Rodman (James Franco) fará.

Os efeitos especiais são usados pra contar a história e não a torto e a direito como temos vistos nos últimos tempos. Não são necessárias explosões e afins para se fazer uma história interessante e paupável.


César é um chimpanzé com características humanas graças à sua mãe, cobaia da grande empresa farmacêutica da história que recebeu um medicamento contra Alzheimer. Quando tudo dá errado na pesquisa e a mesma é cancelada, os primatas são mortos, até que se descobre o filhote no cantinho da sela.
O amor que César, Will e o pai de Charles (John Lithgow) simplesmente é, na minha opinião, a melhor parte do filme. A construção de uma relaçao em que a confiança e a amizade são a base, ainda que Charles sofra de Alzheimer. Para mim, a atuaçao mais crível do filme. Perfeita construção de um personagem doente sem cair no mais do mesmo ou no esteriótipo.

Quando o símio ataca um vizinho para defender o debilitado Chales, a confusão se arma. O controle de animal o leva para um "refúgio para primatas" que mais parece uma prisao para os animais. Aí, tudo se desenrola. Outros macacos. A história começa de verdade. A partir daí, tudo corre demasiado rápido para o ápice dos macacos e o final do filme. As coisa se atropelam.


Simplesmente falta tempo para tudo, César e os outros macacos, o romance de Will. Faltou tempo, faltou uma melhor divisão do roteiro. Faltou tempo para o que eu esperava do filme. Talvez, o defeito tenha sidoeu esperar mais do que devia de um filme.



A Juliana é agora nossa correspondente internacional, direto da Espanha!

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domingo, 28 de agosto de 2011

Comencrítica - O Rei Leão 3D

Primeiro: por favor não me repreenda!

Não precisa me falar que o filme foi relançado só para arrecadar dinheiro dos fãs trouxas e nostálgicos, que o 3D quase não deve fazer diferença, que a história é mais conhecida do que a cara do Ronaldinho, ou que é bobagem sair de casa com 21 anos para assistir a um filme que já viu dezenas de vezes. Gente, eu sei de TUDO isso... Mas quando vi o cartaz de que O Rei Leão iria ser reapresentado nos cinemas, meus olhos brilharam.

Eu simplesmente não podia perder a chance de ver um dos maiores clássicos de todos os tempos no escurinho do cinema. Sei que muitos de vocês vão pensar/falar "ué, mas O Rei Leão passou no cinema! Eu vi!". Pois é, mas eu não. :) Nos meus tempos de criança, a família estava muito quebrada e cinema era um luxo muito fora da nossa realidade. Sendo assim, fui ontem ao cinema assistir O Rei Leão e não me arrependo de nenhum centavo gasto! :) E foi muita felicidade ficar completamente arrepiada durante uma hora e meia.


Eu me recuso a escrever aqui sobre a sinopse de Rei Leão. Não vou contar que o filme é um dos mais lindos sobre crescimento e superação, sobre como um filhote mimado precisa perder tudo para enxergar o que é ser um verdadeiro rei. Nem vou comentar do poder da amizade e do amor entre Simba e Nala, que faz ele retornar à pedra do Rei. Tampouco falarei de como o desenho nos mostra que criaturas diferentes podem conviver e ser amigas, como um suricate (Timão), um javali (Pumba) e um leão (Simba). E muito menos falarei sobre as lindas paisagens africanas - cenário raríssimo em filmes produzidos nos EUA. Eu não vou falar sobre nada disso porque eu tenho certeza ABSOLUTA que todos os nossos leitores já assistiram Rei Leão. E se não assistiram, o que estão fazendo na frente do computador que não estão vendo um dos melhores desenhos de todos os tempos?!!?!?


Então, já que não falarei do que todo mundo já sabe, vamos à grande novidade: o 3D!

Acontece em Rei Leão o que acontece na maioria dos filmes/desenhos que são lançados em 3D. Algumas cenas que ficam muito bonitas e a maioria do filme sem grande diferença. As passagens abertas, das savanas e paisagens ganharam maior força com a terceira dimensão. Durante os voos de Zazu (o pássaro mordomo de Mufasa) parece que você está voando atrás dele, seguindo-o. Ficou BEM legal. E a cena em que Simba segue Rafiki (o Babuíno) em meio a raízes também ficou muito legal! ##SPOILER## (acho besta avisar spoiler desse filme, mas) A queda de Mufasa no precipício também ficou bacana e dá muita agonia encarar o magro rosto do Scar tão de perto.

Vale dizer que tinham dezenas de outros "fãs trouxas nostálgicos"na sessão, e que eles aplaudiram e gritaram quando o filme acabou. Vale dizer que eu cantei junto todas as músicas. Vale também dizer o quanto gosto da iniciativa dos pais que levaram os filhos para conhecer um clássico (tinha uma menininha que ficava tentando pegar as folhas que voavam no 3D #linda), e que tentam manter a tradição.

Sendo assim, desencanem, larguem de ser murrinhas e vão assistir a O Rei Leão nos cinemas. Riam na cara do perigo e, se possível, levem as crianças da sua famílias para que elas tenham a chance de conhecer o que é essencial para se conhecer no universo cinematográfico infantil.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Comencrítica de Professora Sem Classe



Por Lucas Madureira

Sabe aquele trailer que faz você morrer de rir e desperta interesse para assistir o filme? Pois é, Professora sem Classe é desse jeito. Fui tooooodo empolgado assistir o filme, pensei que daria boas gargalhadas. Dei algumas. Pouquíssimas. 

Cameron Diaz interpreta a professora Elizabeth Halsey, uma vaca que finge que dá aulas. Desculpa pelo palavriado, mas é isso mesmo que ela é. Vamos ao início da história .... Halsey é professora de uma escola primária, mas está prestes a se “aposentar”. Ela é novíssima! Como assim aposentar? É porque ela vai casar com um cara muito rico. Não precisaria trabalhar nunca mais. Mas a mãe do noivo descobriu que ela é uma aproveitadora e acaba com tudo, a deixando com uma mão na frente e uma atrás.

Com a situação, Halsey tem que voltar para escola, onde conhece o novo professor substituto, Scott Delacorte, interpretado por Justin Timberlake. Scott é herdeiro de uma fortuna e pode garantir a vida que Halsey sempre quis. O problema é que Scott gosta de peitões, e convenhamos, Diaz não tem. Halsey fará de tudo para conquistar Scott, até algumas trapaças para conseguir dinheiro e colocar silicone.

A história é essa, mas o filme não conseguiu “acontecer”. Cameron Diaz não se saiu muito bem no papel. Ela é linda e algumas cenas caem muito bem, mas ela não me convenceu. Justin Timberlake ficou bem apagado no filme. As poucas risadas que consegui dar foi por conta da interpretação de Lucy Punch, Jason Segel e Phyllis Smith, que são outros professores da escola. 

O filme tenta ser uma comédia romântica. Passou perto, mas também não conseguiu chegar lá. O romance do casal principal ficou muito escondido. O longa tem um elenco muito legal, diria até divertido. Tinha tudo para arrancar boas risadas, mas não foi o que aconteceu. Não vou contar o final do filme, porém Diaz toma um banho de consciência e começa a mudar, até porque uma professora precisa dar exemplo aos alunos.

Se você tiver outras opções para assistir, assista. Não entrará na minha lista de recomendações.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

My Fair Lady


Por Samara Correia, do blog Relativizando Absurdos, a convite do Central de Cinema


Flores e concreto: um lembra delicadeza e beleza, outro rigidez e imponência, ambos nobres de sua forma. Em My Fair Lady, esses dois elementos são constantes, visualmente e o confronto entre ambos também. O filme, de 1964, ganhador de 8 Oscar, é uma adaptação de um famoso musical da Broadway. E nas suas quase três horas de duração nos envolve com diálogos memoráveis e diverte com números musicais, e com a destrambelhada Eliza Doolittle, vivida por Audrey Hepburn.

Eliza Doolittle é uma espevitada vendedora de flores das ruas de Londres, a qual o arrogante professor de fonética, Henry Higgins, (Rex Harrison) tenta transformar em uma dama da alta sociedade. Não há como não elogiar todo o elenco do filme, e principalmente atuação de Harrison, o ator já fazia o papel na Broadway, e ganhou o Oscar de melhor ator. Seus números musicais são quase falados, e de uma beleza enorme. Se Rex brilha por sua atuação, Audrey, além disso, apresenta, como sempre, sua beleza e elegância. Inicialmente, o papel deveria ser de Julie Andrews, pois ela fazia a personagem na Broadway, porém Audrey ganhou o papel, para nossa (minha) felicidade.

Justamente pela elegância natural de Audrey, é difícil imaginá-la como uma desajeitada vendedora de rua, acredito que esse foi um dos maiores desafios da atriz. Pelo fato de ser um musical, e ter um toque de comédia, Audrey ficou bem mesmo fazendo uma caricata moça, em um filme mais dramático não sei se teria o mesmo sucesso.

Fato é, que se você está acostumado com a Hepburn de Bonequinha de Luxo, assistir My Fair Lady vai lhe mostrar uma outra faceta dela. No musical fica nítido o porquê de Audrey ser única. Não é só a beleza que faz dela um grande ícone, se na primeira parte do filme ela é uma bela garota sem instrução, no segundo ato (e digo segundo, por que de fato o filme tem intervalo) vemos o seu grande diferencial, sua natural elegância e delicadeza, o que a torna linda, mas ao mesmo tempo muito carismática e sutil. Por isso, é tão difícil encontrar alguém para comparar ou para fazer um papel que já foi de Audrey.




Voltando ao filme, como um bom musical, os números de música são diversos, porém entre os melhores estão “Wouldn't It Be Loverly?”, uma linda canção que mostra os desejos e sonhos da pobre vendedora. É interessante dizer que Audrey praticamente não canta no filme, as cenas de música são dubladas, muitos dizem que por isso ela não foi indicada ao Oscar de melhor atriz, porém, quem assistiu “Bonequinha de Luxo” sabe que a atriz tinha sim potencial musical. Contudo, acredito que o mais belo número musical do filme seja o “Ascot Gavotte”. Nele vemos a riqueza do figurino e da cenografia do filme, a cena mostra a primeira apresentação de Eliza à sociedade, em uma corrida de cavalos. Lá todas as mulheres estão vestidas com suntuosos vestidos brancos e pretos, e junto aos homens, elas fazem um verdadeiro balé da perfeição, cada movimento pensado, nada espontâneo, uma visível crítica a alta sociedade.

Um filme encantador, com uma história simples, porém muito bem contada, com todo elenco afinado, trabalho de figurino e cenografia memoráveis, e um cuidado primoroso com todos os detalhes. Durante a trama acompanhamos o desabrochar de uma dama, e o nascimento de um delicado amor.  O autoritário professor Henry Higgins representa a nobreza do concreto, altivo, porém rígido, preocupado com a forma. Eliza Doolittle, ao torna-se uma elegante dama, não perde sua essência, e dá a todos uma linda lição “a diferença entre uma dama e uma florista não está na forma como ela se comporta, e sim na forma como ela é tratada”.

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My Fair Lady em DVD









Coleção Audrey Hepburn em DVD (Lata)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Por onde anda o elenco de Grease - Nos Tempos da Brilhantina?

Por Ericka Guimarães

Grease é um clássicos entre os musicais. O filme, que foi baseado em uma peça teatral, é de 1978, mas representa a alma do rock dos anos 50. Mas, 33 anos depois de Grease, o que aconteceu com os alunos da Ridell?

John Travolta - Danny Zuko


O bonitão dos tempos da brilhantina tem hoje 57 anos e é figurinha marcada em Hollywood. Participou de vários outros clássicos, como Pulp Fiction, em 1994 e Olha Quem Está Falando, em 1989 (sim, um clássico!). Fez parte também de outro musical adaptado para as telonas, Hairspray e fez a voz do cão Bolt, na animação de mesmo nome. John Travolta também é piloto profissional de avião. Além de viagens particulares, o ator utiliza seu Boeing em causas humanitárias, como quando levou suprimentos ao Haiti e também quando ajudou na missão pós furacão Katrina, nos Estados Unidos.

Olivia Newton-John - Sandy


Olivia Newton-John está com 62 anos. Após Grease, participou de outro musical, Xanadu, no qual fez par com Gene Kelly. Seguiu em frente com a carreira musical, tendo gravado, até o momento, 35 discos, sendo 32 solo e 3 de trilhas sonoras de filmes em que atuou. No site oficial dela você pode comprar antecipadamente o seu 33º CD, Portraits. Teve câncer de mama nos anos 90 e após ter vencido a doença, dedicou-se às campanhas de conscientização sobre câncer. Ela tem também uma linha de produtos de beleza feitos com plantas da floresta Amazônica. Além disso, está engajada na conscientização quanto à importância da floresta e na luta dos indígenas.

Stockard Channing - Rizzo


A atriz interpretou, em Grease, Betty Rizzo, a líder das Pink Ladies. Rizzo era a personificação das meninas "moderninhas" da época: fumava, bebia e fugia de casa para sair com os garotos. Atualmente, Stockard Channing, ou Susan Antonia Williams Stockard, tem 67 anos. Após Rizzo, Channing fez vários filmes para TV americana e seriados. Chegou a ser premiada como melhor atriz no SAG Awards, em 2002. Participou de filmes como Clube das Desquitadas, Procura-se um Amor que Goste de Cachorros, Onde Mora o Coração e Negócios de Estranhos. De acordo com o Imdb, ela vai atuar em um filme que está em fase de pré-produção, chamado A Fonder Heart.

Jeff Conaway - Kenickie


Jeff Conaway interpretou o par "rômantico" de Rizzo. Era com ele que a moça despudorada saía de carro para dar uns amassos por aí. Na história, houve até uma suspeita de gravidez, mas que serviu para mostrar que o valentão tinha sentimentos. Conaway morreu aos 60 anos de idade, em maio de 2011. A suspeita da causa da morte foi overdose de medicamentos. Foi indicado a dois Globo de Ouro de Ator Coadjuvante por uma série de TV chamada Taxi. Atuou também na série de TV de ficção científica Babylon-5. De acordo com o Imdb, há quatro trabalhos do ator em fase de pós-produção, com previsão de lançamento para 2012.


Barry Pearl - Doody




Pearl interpretou, em Grease, Doddy, um dos rapazes da gangue de Kenickie e Danny, T-Birds. Participou de vários episódios de séries de TV, como E.R., Criminal Minds e House. Tem 61 anos e, de acordo com a Wikipedia, atualmente, ele atua no musical Happy Days. O Imdb aponta a comédia The Newest Pledge(2011), como o último filme feito pelo ator.

Didi Conn - Frenchie


A atriz que interpretou a sonhadora Frenchie está com 60 anos. Participou da continuação do musical, Grease 2, os Tempos da Brilhantina Voltaram, com Michelle Pfeiffer. Participou de vários episódios de seriados para TV, em papéis secundários, como enfermeiras ou garçonetes, inclusive em Law & Order. Seu último filme foi Oh! Baby, em 2008.

Jammie Donnelly - Jan


Jammie Donnely se tornou esta senhorinha com cara de sapeca. Participou também de alguns episódios de séries de TV. O último longa em que esteve presente foi a comédia Cyrus (2010).



Listamos aqui apenas alguns dos personagens/atores/atrizes do filme. Se você sabe do paradeiro de algum outro integrante da turma do Grease, não se acanhe! Os comentários são sempre bem vindos!


Sigam-me os bons!
@erickacris

















Grease em DVD e Blu-Ray 


sábado, 20 de agosto de 2011

Comencrítica - Lanterna Verde

Por Thandara Yung

Eu amo filme de herói, sempre amei. E foi muito contente que entrei na cabine de Lanterna Verde. A felicidade começou a se esvair assim que as luzes se apagaram e a sessão começou. E eu entendi os motivos do filme ter sido um fracasso de bilheteria nos EUA - custou US$ 200 milhões e arrecadou apenas US$89 milhões. Lanterna Verde é, de longe, o pior filme de herói do ano.

Antes, algumas explicações: aos frenéticos que ficaram indignados pelo lanterna ser branco, calma minha gente. O filme é a história de Hal Jordan, o primeiro humano a receber o poder do anel. Nos gibis, Hal é branco e assim permaneceu nos cinemas. Para esclarecer, o Lanterna Verde negro que muitos conheceram no desenho da Liga da Justiça é John, e não Hal. ;)




Mas, vamos ao filme.

Lanterna Verde não tem foco. O longa não decide se é comédia romântica, filme de super herói ou de invasão alienígena, e fica sambando entre os três gêneros. A confusão é tanta que o clímax do filme é o beijo final entre mocinho e mocinha, e não o desfecho do vilão que tentou destruir o planeta. Escolha perigosa para uma obra que deveria ser de herói.

Nem a identificação do público com o protagonista - que costuma ser a base para filmes do tipo - funciona direito. De maneira muito superficial, Hal é apresentado simplesmente como um homem imaturo que no PLIM aprende a ser responsável.

Mas nem tudo se perde com Lanterna Verde. Apesar da história fraca, a semelhança estética do filme com o universo dos quadrinhos e seus personagens não poderia ser mais fiel. A horda de 3600 alienígenas guardiões que compõe a tropa é impecável. A exemplo, do personagem Sinestro (Mark Strong), que sob os efeitos de maquiagem se transformou numa cópia exata dos traços impressos do ilustrador brasileiro Ivan Reis, responsável há anos pelos quadrinhos.



As viagens no espaço são, a propósito, a única justificativa para pagar pelo ingresso mais caro em 3D. (Para a alegria da Ericka, que odeia a terceira dimensão nas telas, e não perderá nada)

Acostumado às comédias românticas, Reynolds era uma das maiores incógnitas de Lanterna Verde, mas empresta sua melhor cara de deboche ao personagem e não deixa a desejar. O que não acontece com Blake Lively, no papel de Carol Ferris, que nem sendo uma pilota de caça extremamente inteligente consegue fugir do estigma de donzela indefesa em perigo.



O antagonista Hector Hammond (Peter Sarsgaard), após infectado pelos poderes de Paralax se entrega febrilmente à sua nova anomalia, e tinha tudo para se destacar com sua vilania psicopata – como é de praxe nos filmes da DC Comics – mas é um dos críticos desperdícios do filme. Mal aproveitado, o personagem se limita apenas a se vingar do pai que constantemente o rejeitava e a tentar conquistar a mulher amada.

Após trilhar um caminho tortuoso durante todo o filme, a cena projetada durante os créditos apresenta uma possível salvação para franquia. Um importante personagem dos quadrinhos é apresentado como o próximo vilão, e a batalha entre Lanternas Verdes e Lanternas Amarelas fica mais perto de ser travada nas telonas.

Vale lembrar que os mais nerds e fissurados nos quadrinhos podem sair BEM putos do cinema com a maneira com que Hal derrota Paralax. (Eu vi a cena da revolta na saída da cabine, um super nerd saiu xingando aos quatro ventos)

No mais, eu não recomendo gastar dinheiro não.
Quem gostar MUITO do herói, espera chegar o DVD ou sair na TV ;)


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@thandyung

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Especial Sessão da Tarde - Edward, mãos de tesoura

Por Thandara Yung

Em meio a tantos clássicos e ótimos filmes que divertiram as tardes após a escola, certamente Edward, Mãos de Tesoura TINHA que estar na lista. Embora tenha assistido, ainda criança, dezenas de vezes a verdadeira história da origem da neve, nunca achei que o filme fosse muito apropriado para o horário ou até mesmo para o público infantil.

Edward (Jhonny Depp) é uma espécie de Frankenstein gótico. Foi criado por um cientista considerado maluco e estava incompleto quando seu "pai" morreu pouco antes de dar-lhe mãos de presente. Assim, no lugar delas ele tinha tesouras. Peg (Dianne Wiest), uma vendedora de cosméticos, o encontra em sua mansão e resolve levá-lo para casa. Os moradores da vila demoram a se acostumar com o estranho, mas cedem à doçura e habilidade dele em podar árvores, cachorros e cabelos. Nesse meio tempo, Ed se apaixona por Kim (Winona Ryder), filha de Peg. Tudo desanda quando o namorado de Peg descobre esse amor e faz de tudo para colocar a cidade inteira contra o querdinho Edward.



Cada elemento é extremamente mágico. Mas além da magia, a fábula moderna traz à tona assuntos delicados. É uma verdadeira quebra de estereótipos: o estranhão cheio de cicatrizes, roupas pretas de couro e mãos de tesoura é, na verdade, uma pessoa extremamente doce. Ingênuo ao ponto de se lascar todo por causa disso (existe uma cena em que ele fere uma pessoa tentando salvá-la). O filme mostra que por mais fora dos padrões que alguém esteja, é preciso conhecê-la antes de qualquer julgamento de valor. É o cinema dando dicas para a vida!

Mãos de tesoura é o marco em muitos aspectos, para registrar alguns:

O filme foi a marca do início da parceria entre Depp e Tim Burton. Os dois fizeram juntos sete filmes, foram eles: Edward, mãos de tesoura (1990); Ed Wood (1994); A lenda do Cavaleiro sem cabeça (1999); A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005) e Noiva Cadáver (2005), onde cedeu sua voz ao personagem Victon Von Dort; Sweeney Toddy, o barberio assassino da Rua Fleet (2007); e Alice no País das Maravilhas (2010), que viveu o alucinado Chapeleiro Louco. Além dos já lançados, em 2012 mais uma parceria irá estrear, é o filme Dark Shadows. Na maioria dos filmes, ele foi protagonista.

Foi com Edward que Jhonny Depp mostrou ao mundo inteiro que nasceu para fazer papeis de tipos mais esquisitões (vide Willy Wonka, Chepeleiro Louco, Jack Sparrow, Sweeney Todd, entre muitos outros) - acho que por isso ele e Burton deram tão certo juntos. Quanto mais insano o personagem, melhor ele se encaixa ao rosto misterioso e zombeteiro de Depp. Até mesmo para dublar, Depp prefere dar sua voz a personagens nada convencionais como Von Dort, de Noiva Cadáver, o camaleão Rango e o alucinado do Bob Esponja.

Foi também na época do filme que Depp e Winona Ryder começaram a se relacionar. Eles se casaram, mas a união durou apenas dois anos.

Duas curiosidades que preciso compartilhar: Ao longo de todo o filme, Depp fala apenas 169 palavras. Enquanto isso, as cicatrizes se tornam cada vez mais profundas e em maior quantidade.


Tem tempo que não vejo passar na sessão da tarde, quem sabe por agora a gente tem a chance de ver. Para os mais agoniados, vale comprar o DVD ;)

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Edward, Mãos de Tesoura em DVD

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Comencrítica - Super 8

Por Thandara Yung

Normalmente, as cabines de imprensa (sessão de cinema exclusiva para jornalistas) recebem meia dúzia de gatos pingados. Quando deu a hora de a cabine começar, tinha muita gente esperando, coisa que eu só tinha visto em X-Men First Class e Harry Potter e as Relíquias da morte: parte 2. Então, surgiu em mim, uma certa expectativa, em um filme que eu não esperava nada demais (além do nome do Spielberg no cartaz).



Em tempos de remakes, o longa traz de volta o princípio do roteiro original e gêneros há muito esquecidos, como as aventuras infanto-juvenis, uma febre capitaneada por Spielberg nos anos 80 e eternizada em produções como Fique Comigo, E.T e, claro, Goonies.

A história é simples e lembra muito os filmes do Spielberg da década de 80 (como os já citados E.T. e Goonies, por exemplo). Um grupo de seis amigos está gravando o filme O Caso - que é sobre uma invasão zumbi - com uma câmera Super 8 (daí o nome do filme). Na calada da noite, eles fogem para uma estação de trem para usá-la como cenário. Durante as filmagens, os garotos presenciam um acidente com um trem e no meio da confusão do descarrilamento "algo" foge de um dos vagões. A partir daí, pessoas e eletrodomésticos começam a desaparecer na cidade.



Mas, vamos lá. O filme foi produzido sob uma nuvem de mistério (o elenco foi proibido de falar a respeito). O trailer sugere que "algo" sai de dentro do vagão do trem, e esse mistério é a grande jogada do longa. Com uma jogada inteligentíssima, o monstro nunca é revelado completamente. Como em Cloverfiel, O Monstro (produzido por J.J.Abrams, diretor de Super 8) vultos, árvores enormes balançando e ruídos ensurdecedores tornam a criatura muito mais assustadora do resultado que teríamos se fosse revelada logo de cara.

Super 8 usa, sem pudor, todo o leque de possibilidades do universo da ficção. Tudo é grandioso e exagerado. As cenas de ação são um verdadeiro espetáculo, com destaque para a sequência do descarrilamento da locomotiva que, mesmo sem os efeitos em 3D, nos fazem encolher na cadeira para fugir dos destroços.

Apesar de ser um filme de ficção, os efeitos especiais não são o verdadeiro trunfo do filme. Essa tarefa ficou para o elenco, composto por jovens atores que sustentam sem qualquer dificuldade a história. Como em Goonies, os garotos ganham o público com personagens muito peculiares, como o pirotécnico Carry (Ryan Lee) ou o órfão Joe (Joel Courtney), que sabe tudo de maquiagem cinematográfica.

Nessa turma, a experiência de Elle Fanning (Alice) diante das câmeras pesa e merece destaque. A garota de 13 anos (prodígio) é mais do que um rostinho bonito e certamente ainda vai ser muito vista por produções cinematográficas de peso.



Super 8 dá um verdadeiro tapa na cara da indústria do cinema comercial. Ao longo do filme Charles (Riley Griffiths), o gordinho aspirane a diretor de cinema, se mostra preocupado com a qualidade da produção de O Caso. O garoto afirma não ficar satisfeito apenas com boas cenas de mortes, que precisa de algo mais para sua produção, numa clara referência ao esquemão de Hollywood.

Vale esperar os créditos do filme, quando será exibido a íntegra de O Caso, produzido ao longo da trama e que teve o roteiro escrito pelo elenco mirim de Super8 (mesmo). O Caso, a propósito, é muito legal e ganhará uma comencrítica em breve. (será?)

Informações adicionais legais: A inspiração para o roteiro de Super 8 é biográfica. Tanto J.J. Abrams quanto Steve Spielberg iniciaram suas vidas cinematográficas (ainda na infância/adolescência) produzindo filmes independentes em uma câmera Super 8.

Dica: Aos cinéfilos de plantão, por que vocês não viram ainda?! Corre pro cinema mais próximo rápido!

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